A marca de…

12801675_595768277247062_1525229171050842828_nAnunciada em Fevereiro de 2014 e constituída por escritura pública nos últimos dias de
2015, foi, finalmente, na pretérita sexta-feira, apresentada formalmente a associação “VISEU MARCA”, nas palavras de Almeida Henriques, Presidente do Município de Viseu, um novo instrumento de marketing territorial de promoção da marca Viseu e da cidade – região. A esta associação, constituída pelo Município Viseense e pela AIRV, competirá, também, substituir a extinta Expovis e em consequência organizar a secular Feira de S. Mateus. Espera-se que não só…

Numa sessão de apresentação muito concorrida, que entre algumas novidades e 10367192_1719053544979596_1990370238904985_ncuriosidades, juntou no mesmo “palco” o triunvirato Almeida Henriques, Carlos Marta e João Cotta, este último (quem mais?) investido na qualidade de Presidente da novel associação e que num discurso rico em citações deixou já em “cima” do futuro director-executivo da VISEU MARCA, na forma de incentivo(??), a responsabilidade pelo que da organização da Feira de S. Mateus advir…

Ora ciente da enorme responsabilidade que constitui o sucesso desta VISEU MARCA, António Almeida Henriques não vacilou e escolheu para director-executivo da dita um dos seus melhores “activos”, o omnipresente Jorge Sobrado, seu Adjunto no Município e pedra basilar, em conjunto com Nuno Nascimento, Chefe-de-Gabinete da Presidência, da gestão de Almeida Henriques no município viseense. A tarefa, não sendo fácil, mas, também, não sendo impossível, requer cuidados redobrados e uma capacidade de decisão e execução muito precisas, ou não fossem esta VISEU MARCA e a “nova” Feira de S. Mateus duas das mais visíveis “obras” deste mandato autárquico, fruto também, mas não só, das expectativas que o actual executivo tem vindo a criar em torno da recriação da Feira de S. Mateus e da promoção da cidade-região Viseu, a melhor cidade para viver…

Jorge Sobrado, por certo não deixará os seus créditos em mãos alheias, o expedito responsável pela estratégia de comunicação do município, mas não só, assume-se cada vez mais como o seguro de vida de António Almeida Henriques, do seu sucesso e da sua equipa, resultará em muito o sucesso deste primeiro mandato de António, que a ano e meio da provável reeleição, ajudada, também mas não só, pela inexistência de oposição eficaz e pela “marca” de Sobrado, muito provavelmente andará já, para além de cumprir com muito do prometido, preocupado na busca de soluções para alguns erros de casting cometidos em 2013 na escolha dos seus “companheiros de luta”, ou talvez não…

(artigo de opinião publicado na edição do Jornal do Centro de 27/02/2016)

Vinte de março do ano da graça de dois mil e doze…

Viseu no traço de um dos seus artistas...

Viseu no traço de um dos seus artistas…

Num dia como hoje, início da primavera boreal, nascia este “tempo de vésperas”, então como hoje, hoje como então em busca desse amanhã do qual estamos em constante tempo de vésperas…

3 anos, com algumas interrupções, a viver uma, motivadas por um querer meu e só meu, porque tal como penso o que quero é óbvio que escrevo quando, como e o que quero quando me apetece… assumo tudo o que digo e escrevo, subscrevo sempre com a “minha” assinatura, não me escondo cobardemente sob o anacrónico doentio anonimato ou o intelecto-parolo pseudónimo para dizer se gosto ou não gosto, se está certo ou está errado, concordo ou não. Limito-me a “dar” a minha visão, a minha opinião sem preocupações em agradar ou em que gostem, em ser simpático ou não, tanto me faz, é a minha opinião, é a minha liberdade… haverá quem não goste, temos pena, mas é assim, é uma questão de hábito e de educação e respeito, por mim próprio e sobretudo para com todos aqueles que “perdem” um pouco do seu tempo em por aqui “passar”.

Um obrigado a todos e em especial aqueles, poucos, que no frenesim dos dias sempre estiveram presentes com um incentivo, um reparo, com paciência e amizade e com a frontalidade própria dos amigos fizeram e fazem, também eles, este “tempo de vésperas”…

“Todos imos embarcados na mesma nau, que é a vida, e todos navegamos com o mesmo vento, que é o tempo.” (Padre António Vieira)

 

2014, a revista não editada – parte I & conclusão

Já em 2015, com as festas, faltam os “Reis”, passadas, com 2014 “quase arrumado” e em tempo de vésperas de mais um ano intenso a todos os níveis, resolvemos olhar para os protagonistas e acontecimentos que no nosso entender marcaram de algum modo o ano que findou.

Vamos fazê-lo de forma simples, directa e corrida. Sem preocupações de estilo ou forma, sem receio de susceptibilidades bacoco-mimadas e na certeza que não agradaremos a todos. Ainda bem, também não estamos cá para isso.

Como nota prévia, dizer que a eleição da personalidade local do ano 2014 por parte dos leitores de “Tempo de Vésperas” em nada condiciona a nossa opinião ou altera o nosso julgamento e análise. No entanto, os resultados devem ser lidos e analisados de forma natural e levados em conta na correta proporção da sua importância.

images-7Até para arrumar já o assunto e para dar um “biscoito” aos anónimos “locais”, dizer que não nos admirou muito a “eleição” de Fernando Ruas como a personalidade local do ano 2014. Não é só na “Casa Calçada” que se ouvem, dizem, ruídos estranhos e se passeiam “fantasmas”, também, pelas “ruas” da cidade e por alguns gabinetes do Rossio, se vão ouvindo ruídos estranhos… Agora mais a sério, o que é um facto é que, apesar de tudo, Fernando Ruas consegue manter-se à tona da água no espectro político local… Ruas, ou outros por ele, lá vai, de tempos a tempos, acalentado a esperança de uns quantos saudosistas que ainda não perceberam que os tempos são outros… Ruas percebeu que tem, ainda, lastro, tropas e audiência, percebeu que o PSD local não esqueceu, ainda, quem arranjou empregos, alcatroou estradas e inaugurou fontanários. Fez tudo isso e, “vox populi”, “deixou” dinheiro no cofre que outros agora desbaratam… Ruas, em 24 anos de poder, trouxe a Universidade, o comboio e a ligação a sul em auto-estrada, dinamizou a economia e não deixou responsabilidades financeiras emergentes… ops!!! Não trouxe?? Bem, vai trazer agora… Ou não, porque Fernando é um homem inteligente e sabe que basta “ameaçar” para existir e ao contrário de alguns carregadores de baldes, leu Héraclito e sabe que não se cruza o mesmo rio duas vezes, porque outras são as águas que correm nele.

Com um ano de mandato à frente dos destinos da urbe-região, António Almeida imageHenriques já percebeu que vai ter pela frente um 2015 muito exigente. Sem grandes obras “físicas” para fazer, António tem que “ganhar” as aldeias, e acelerar na economia. A esta altura já percebeu com quem pode contar, mas também sabe que tem que levar o barco, com todos, até 2017… Aguenta António…

Para quem ande desatento, é bom reler a “bíblia”  “Estratégia Viseu Primeiro 2013/2017”.  Oposição incluída e alguns vereadores da “situação”. Os primeiros porque têm o trabalho de fiscalização facilitado e os segundos para perceberem os compromissos que assumiram e o que ainda não fizeram e/ou têm para fazer…

Ao que acima dissemos, acresce que na área da cultura e turismo, também 2015 tem que ser muito diferente. Para quem tem como desígnio transformar Viseu no terceiro pólo cultural do país, muito trabalho tem pela frente Odete Paiva, que a par de João Paulo Gouveia, responsável pela pasta da “coesão territorial”, vão estar sobre forte escrutínio no ano que agora começa.

Oposição, infelizmente, foi coisa que pouco se viu no pretérito ano, se na vereação helder-amaralHélder Amaral não cumpriu as expectativas criadas, cabendo na maior parte das vezes ao esforçado Vítor Duarte a representação centrista nas reuniões de câmara, também na Assembleia Municipal o CDS esteve muito abaixo do esperado, minado com “não” problemas internos, entra em 2015 sem a presença do seu cabeça-de-lista Fernando Figueiredo,por motivos profissionais diga-se em abono da verdade, a mesma que nos mostra que se esperava, também, mais e melhor, deste CDS que tinha tudo para ser feliz… Perde o CDS e perde, seguramente, Viseu.

Já o PS, bem, nem vale a pena perder muito tempo… está em transição de gerações, esperamos que até 2017 recupere.

Assim sendo, acabaram por ser BE e a CDU a protagonizarem, no seu estilo de arremesso fácil e pouco consequente, alguns dos melhores momentos do ano em matéria de oposição.

Em matéria de acontecimentos, 2014 fica marcado pelos inevitáveis “Jardins 1898142_856440887729705_5204404808033583599_nEfémeros”, na sua IVª Edição e sob a batuta de Sandra Oiveira se vão afirmando como um dos cartazes da cidade. Também 2015, será um ano vital para o futuro dos “jardins”, tendo pela frente, Sandra Oliveira, o desafio, não só de “fazer” melhor, mas, sobretudo, de conseguir abrir caminho para uma futura auto-sustentabilidade económico-financeira, a nosso ver vital…

“NÓS FEIRAR” deu muito que falar. Até rima, mas o que é certo é10511095_887722147910696_7722100055394428865_n que se em 2014 se procurou começar a mudar o que todos sabem ter que ser mudado em relação ao maior certame e cartaz turístico da região, 2015 é completamente decisivo nesta matéria. Dossiers como a extinção da “Expovis” e a criação da associação “VISEU MARCA”, já deviam estar mais que resolvidos. Em 2015, nesta matéria, a palavra de ordem é “NÃO ERRAR”…

logoindexA iniciativa “Viseu & Vinho Dão Festa” veio para ficar, apesar das vozes costumeiras dos “velhos do Restelo” que ainda não perceberam que o paradigma mudou e que não se promove para dentro, mas sim para fora. As portas e janelas fizeram-se, também, para abrir… Em 2015 o desafio será seguramente maior e não pode ficar confinado aos “salões do Dão”, é preciso levar Viseu e o Dão a quem o não conhece…

Já por aqui falámos de outras personalidades e projectos que levam consigo a marca “VISEU”, no entanto, não posso ficar sem dar o devido destaque e referência à Escola Profissional Mariana Seixas, talvez a mais premiada a nível nacional e que em 2014  “trouxe” consigo, entre outros, o Prémio do Público no BGreen- Festival Ecológico de Vídeo em Santo Tirso, o 1º Prémio Nacional no Concurso INOVA- Melhor Projeto- 10333788_10201357925388930_1680888211585756928_oCasaco Inteligente para Bombeiros e Prémio Inova Social- Casaco Inteligente para Bombeiros, o 1º Lugar Nacional no Concurso Europeu das Florestas, Melhor Curta-Metragem na Categoria Escolar no VistaCurta 2014, Conquista do Selo Europeu para as Línguas e o 1º lugar nacional no Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio- Casaco Inteligente para Bombeiros. Parabéns a todos na pessoa do seu Director, Gonçalo Ginestal, que não perdeu o “GPS” e, talvez mesmo, dele não precise.

Uma palavra final, para notar a diferença de ambição entre o “meu” Académico de 10626534_771795162888000_8090377116847222423_nViseu e o vizinho C. D. de Tondela, está aí à vista de quem quiser ver… e um incentivo para um 2015 de consolidação do Lusitano de Vildemoinhos e de reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao nível da formação desportiva dos jovens pelo carismático Dínamo da Estação.

Como sempre, assinado…

Rui Rodrigues dos Santos

2014, a revista não editada – parte 0

A finalizar, quase, mais um ano civil, neste caso o ano da graça de 2014, é tempo de análise e reflexão sobre os acontecimentos e as personalidades que se fizeram notar de Janeiro pretérito até hoje, tanto pelo lado mais como pelo menos positivo.

Sem juízos de carácter nem “achincalhamento” pessoal, todos têm direito à sua dignidade pessoal e humana, pelo menos aqueles que de forma clara, aberta e genuína dão a cara pelo que pensam, dizem e fazem sem se esconderem por detrás da opacidade da mal-dicência e agressão anónima, cobardemente escondida atrás da “cortina virtual” e que apenas mostra à saciedade que quem faz, bem ou mal, mas faz, quem tem opinião e a expressa de forma livre e assumida e quem tem capacidade de “pensar” sem constrangimentos de qualquer espécie, incomoda… pelo menos os pobres de espírito. Que 2015 lhes traga a “luz” necessária para passarem a “viver” fora do esgoto…

imagesAdiante, que há coisas mais interessantes e com real importância para todos, repito todos. Se a nível nacional o ano fica marcado inevitavelmente pelo escândalo BES/GESUnknown e pela detenção, a meu ver exagerada, de José th-1Sòcrates, o “44”, ao que podemos juntar o arquivamento do denominado processo dos “submarinos”. Já por cá, os protagonistas não diferem muito dos anos anteriores, ou talvez não.

Se olharmos bem, de forma assertivamente positiva e pondo de parte a “ladainha” miserabilista que caracteriza muita da auto-denominada “vox populi” da urbe-região, encontramos outros protagonistas, outros acontecimentos, outras personalidades que se afirmaram e afirmam no mundo de forma positiva e notória e todos com um denominador comum, Viseu. Surpreso? Acredito que sim, mas vejamos alguns exemplos disso mesmo, na certeza de pecar pelo esquecimento involuntário de algo ou alguém.

Pedro Santos Guerreiro, director executivo do Jornal Expresso e comentador da SIC; Francisco Neto, selecionador nacional futebol feminino; Paulo Almeida, estilista radicado em Londres e recentemente galardoado com o  prémio “Talento Emergente de Moda Feminina” nos British Fashion Awards pelo trabalho desenvolvida pela dupla “MARQUES’ALMEIDA”; Luis Clara Gomes “MOULLINEX”, produtor musical e DJ internacionalmente conhecido e reconhecido; Paulo Ferreira, jornalista e  ex-director de informação da RTP; Vítor Gonçalves, jornalista e professor universitário; Rui Miguel, jogador profissional de futebol, actualmente a jogar no Rapid Bucareste da Roménia ou ainda o “desconhecido” Bruno Oliveira que na China e como treinador adjunto do Guizhou Renhe F.C. ergueu a Taça da  China e autor do livro “Mourinho: Porquê tantas Vitórias?” e por último, lembrar Paulo Sousa, o ex-internacional português e actual treinador do Basileia F. C. que em breve vai defrontar o FCP nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, são apenas, a par de outros que agora não recordamos os nomes e que se encontram ligada à investigação médica e científica e a outras áreas do saber, alguns exemplos de personalidades viseenses com projecção 411762_376488239111273_1483184285_opara além do Caramulo. Se a estes juntarmos projectos como o “TOMI WORLD”, liderado por José Agostinho e que se encontra espalhado pelas ruas de várias cidades e estações do metro de Unknown-5Lisboa e que coloca uma empresa de Viseu na vanguarda da indústria multimédia, ou a “SAKPROJECT” que produz as 10805807_1510642325875851_8234320002966100216_ncaneleiras usadas por Cristiano Ronaldo, Bale e Hulk entre outros; o operador universal de electricidade “LUZBOA”, com sede em Viseu e “filho” de Pedro Morais Leitão ou o images-2colectivo de arquitectos “ATELIER DO ROSSIO”, ainda recentemente reconhecido com a atribuição de mais um prémio 1013324_619153101471435_85486884_nna sua área. Viseu acolhe, também, o maior exportador nacional de produtos para tatuagens e um dos grandes “players” europeus neste mercado, sendo também reconhecido como um dos melhores estúdios de tatuagens da europa, falamos da “PIRANHA”, resultado do esforço empreendedor de Pedro Dias e colaboradores. E podíamos, seguramente continuar que exemplos não faltam…

Daqui se depreende e se confirma que existe Viseu para além do enclave Estrela-Caramulo…

Mas regressemos ao enclave e aos protagonistas e acontecimentos locais, aqueles que animam as conversas de café, enchem a blogsfera local e preenchem as edições dos pasquins locais, mas não já, talvez mais logo, amanhã ou depois…

É preciso dar tempo ao tempo, afinal estamos em “tempo de vésperas”…

 

Escolha a personalidade do ano 2014

Em final de ano e sem embargo de opinião própria, Tempo de Vésperas põe à votação de todos a escolha da “personalidade do ano 2014”.

As opções colocadas a votação resultam da auscultação que fomos fazendo nos últimos dias junto de vários pessoas ligadas a quadrantes tão diversos como a política, cultura, desporto, informação. Como critério único, o serem ou desenvolveram a sua actividade em Viseu região.

A votação decorre durante toda semana.

Participe.

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O que é que Viseu tem???

Tem quase tudo como ninguém. Quem? Viseu… sim, tem (quase) tudo como ninguém…

Pode não parecer, mas de facto, Viseu, a maior cidade do interior do Portugal europeu e da diáspora, tem muita coisa, mas também falta quase outro tanto…

Tem gente boa e hospitaleira, empreendedora q.b., tem oferta diversificada, tem centralidade e localização privilegiada, tem produtos endógenos de qualidade, que vão para além do vinho do Dão, tem qualidade geral de vida, tem, até, pasme-se “baiana” que roda a saia…

Viseu tem querer, tem ambição…

Mas tem, também, rocha granítica, tem capelas e capelinhas, tem quintas e quintinhas…

Um dos dramas do Viseu de hoje é a mentalidade ainda reinante nalguns círculos de “poder”, mentes fechadas e dominadas por dogmas do passado, gente que não percebeu que o mundo mudou, que é tempo de abrir portas e janelas, arejar “casas” e mentes, é tempo de perceber que sozinhos, isolados do que é o mundo de hoje, pouco ou nada conseguimos fazer para além de “pensarmos” que somos os maiores, quando, no fundo, não o somos… mas , de umbigo, pensamos que o somos…

Seria para rir, se não tivesse tanto de trágico quanto de saloio… Assim se perdeu o combóio, não só o da ferrovia, mas, sobretudo e também, o “combóio” da modernidade…

Perguntam-me, alguns dos “vencidos da vida”, por exemplos concretos no meio da “floresta”, o que me conduz à velha “estória” da casa feudal que em si reunia tudo eth o tudo era nada, em que um dia a velha lareira, que há muito não servia, se acendeu e com graça na desgraça se percebeu que era preciso abrir portas e janelas, deixar correr o “novo” ar, iluminar as salas outrora fechadas e, principalmente, trazer as “gentes” de cá e de lá,  mostrar o que de melhor temos para oferecer por comparação positiva com o que os outros nos oferecem…

Falta a e nestas gentes a ambição, a certeza e a vontade de ser melhor, fazer melhor… contentam-se ufanemente com vitórias de Pirro e vassalagem forçadas…

Felizmente, estou em crer e quero acreditar que estamos em tempo de vésperas de um novo tempo, sob pena de, irremediavelmente, ficarmos para sempre a olhar uns para os outros na vã certeza de que somos os maiores, pelo menos, lá de casa…

Passou um, ainda faltam três…sete… nove…

Para desespero de alguns e alegria de uns quantos “cobardo-anónimos” que populam pelas redes sociais e “comentam” em alguns blogues, sempre a coberto da vergonha descarada de serem incapazes de assumirem o que pensam e  dizem, talvez fruto de frustações pessoais de qualquer espécie mas sempre próximas da “entalada zurrice crónica” que os caracteriza e os quais, nos últimos tempos, têm manifestado a sua preocupação com o estado d’arte de “Tempo de Vésperas” e com as opiniões veiculadas por este humilde escriba, o qual por formação, educação e respeito por todos, mesmo aqueles que não sabem o que isso é, assina sempre o que escreve, assume o que faz e diz, sem tibiezas ou receios do que quer ou quem quer que seja, aquilo que pensa e o que faz. É essa a minha liberdade, que ao que vejo a alguns, poucos, falta..

Centrando no que verdadeiramente importa, interessa fazer uma reflexão séria, curta mas rigorosa sobre este ano e um mês de gestão autárquica de António Almeida Henriques, oposição(??) incluída.

Na última Assembleia Municipal, animada e divertida como é usual, António, o Presidente, no balanço que fez deste 1º ano e um mês de gestão do Município imagedesfiou um rol de realizações, de projectos em curso e ideias para o futuro e voltou a lembrar que está tudo vertido no documento estratégico “VISEU PRIMEIRO 2013/2017”, qual manual de procedimentos…

Não vou elencar o que foi feito ou não foi feito, deixo isso para para quem tem a responsabilidade de fiscalizar o trabalho de António e seus pares, a “oposição”. E nesta matéria se para uns, os socialistas, é “Ruas” que marca este  1º ano, já para o CDS foi só foguetório, segundo Hélder Amara,l tudo não passou de festas & festinhas. Nesta matéria, aquele que já apelidaram de “Torquemada das Beiras”, expressão infeliz diga-se de passagem, tem alguma razão, mas foi curto na análise e perdeu-se na facilidade do “soundbyte” apesar de em entrevista ao “Jornal do Centro” ter aflorado algumas verdades pertinentes antes de se perder na defesa do eucalipto…

Já o PS, mostra-se algo adormecido, de uma modéstia gritante e de um vazio de ideias generalizado. Com JJ em pré-reforma e com João Paulo Rebelo em silenciosa pré-campanha para 2017, valha-nos a sempre simpática e participativa vereadora Rosa Monteiro.

Do lado do executivo municipal, escrevemos aqui, em 23 de outubro de 2013, “chegaram os dias de António“, para desespero de Fernando, a quem diga-se, em muito faltou o que ao “Tó” tem sobrado. A preocupação mor deste ano foi fazer “esquecer” Ruas, a par de preparar a sedimentação necessária e precisa se  for para levar a sério e cumprir o denominado “projecto a 10 anos”. Num ano fortemente marcado pela força comunicativa do denominado gabinete de propaganda, a gestão de Almeida Henriques procurou e conseguiu impor um ritmo externo de elevada intensidade, focado na assunção clara da cidade-região de Viseu como “cidade líder” de uma vasta região do centro de Portugal.

Em Janeiro do corrente, fazíamos aqui, a análise do estado d’arte de então, hoje vemos que pouco ou nada errámos à época.

Com um ano positivo q.b., onde efectivamente se marcou a diferença, onde os input’s urbanos foram em larga escala dominantes e se introduziram novos conceitos na gestão do Município, preocupa-nos mais o que aí vem, o futuro, do que própriamente o passado e o presente efémero. E é aí que importa centrar a análise, porque é neste futuro que se joga toda a dimensão da cidade e da região, é neste futuro que se centra a ambição e foi sempre, na minha opinião, na falta dela, que se falhou no passado.
Nos próximos tempos António e a sua equipa vão ter que operacionalizar muito do que foi “semeado” neste primeiro ano de mandato, vão ter que direccionar o foco para lá do Rossio e do centro histórico em termos de política “interna”, urge “chegar” ás aldeias, não para as trazer ou levar até elas o Rossio, mas para que em quem cada uma delas se possa afirmar que “Viseu é a melhor cidade para Viver”. Vai ser necessário mostrar que os vários projectos e fóruns criados e anunciados são úteis e concorrentes para um Viseu de e com futuro. Vai ser preciso de forma mais incisiva dinamizar a busca de investimento económico de cariz permanente e socialmente responsável, vai ser nuclear continuar a “mudança” este ano iniciada na Feira de S. Mateus, e trabalhar muito, a todos os níveis, para que se alcance o tão apregoado objectivo de tornar Viseu no 3º pólo cultural do país…

Assim sendo, apresentam-se como cruciais para o sucesso de Viseu, os dois próximos anos de gestão autárquica.
É simples, basta cumprir com o “VISEU PRIMEIRO 2013-2017” e a oposição, quer na vereação, quer na Assembleia Municipal, cumprir com o seu papel de fiscalização construtiva. A António Almeida Henriques, acresce, ainda, resolver de vez alguns problemas de casting no “seu”(pouco) inner- circle, que com mais ou menos propriedade já por aqui demos conta, sendo que nas autarquias não é possível remodelar…

A bem de Viseu, que todos cumpram…