E no fim…

E no fim…

Uma campanha morna a nível nacional e uma campanha mais morna ainda a nível distrital, o país, bem, não parou e nem tinha que parar. 41 anos após “abril” o povo percebeu, finalmente, que o mundo não pára só porque há eleições. Talvez para alguns, dependentes da dita, isso corresponda a uma (a)normalidade…

images-1A nível nacional a grande surpresa, para mim, foi a “perfomance”  da camarada Catarina Martins, que numa autêntica “lavagem a jacto” terá conseguido evitar a “UDPsização” do Bloco ou mesmo o seu óbito.  Afastou-se dos amigos gregos e procurou atingir novos públicos, tentando recuperar a sua vocação de partido de protesto. No campeonato dos “pequenos” uma palavra sobre essa criatura surreal, criação de Goucha & maxresdefaultCª. nas manhãs televisivas de uma qualquer televisão de pacotilha, Marinho e Pinto, a personificação em pessoa do político habilidoso ao melhor estilo de faz o que eu digo, não faças o que eu faço, que espero bem tenha sido definitivamente “irradiado” por indecente e má figura… 

UnknownJá António Costa, apesar das constantes elevações ao nível dos ombros dos seus camaradas , não seguiu ao “colinho” e manteve-se num registo “português suave”  e se é verdade que as eleições não se ganham, apenas se perdem, a dupla Pedro & Paulo, cumpriu com distinção e não vai perder, com uma campanha serena e983118
objectiva, demonstraram, em complementariedade, que sabiam ao que vinham e que para isso se prepararam, sem amadorismos nem cenas dignas de uma “novela venezuelana” de 5ª categoria… dos cartazes à mãe chorosa do filho emigrante na china, a Costa tudo aconteceu e é “seguro “ que o Tó-Zé deverá estar a sorrir…

Cá pelo distrito, onde os pequenos não contam, um PS de província, apesar de uma cosmopolita e 11987212_893595120695988_7934077330881729388_nsimpática “cabeça-de-lista” e de um esforçado e urbano João Paulo Rebelo, foi presa fácil para uma coligação assente na dupla Alves/Amaral que levaram ao 12038136_1477502415890817_3787732290023060292_n“colinho” um Leitão Amaro, que inteligentemente usou a capacidade organizativa de Pedro Alves e a empatia e generosidade/disponibilidade de Hélder Amaral para calmamente “passear” e “assobiar”  pelo cavaquistão de mão-na-mão…

Resumindo e concluído, ganha quem sabe, perde quem não quer saber…

(artigo de opinião, publicado no”Jornal do Centro de 2/10/2015)

 

A 5 de Outubro…

11927476_944435928927992_4710657781160617393_oA um mês da ida ás urnas para a eleição dos representantes do povo e conhecidos que são os diversos propostos a tão importante missão, interessa olhar para o presente e perspectivar um pouco do que será o cenário político local a 5 de Outubro.

Sobre as diversas listas de candidatos já muito foi, com maior ou menor acerto, dito. Ressaltam, no entanto, algumas evidências que julgo pertinentes e, algumas delas, com impacto no xadrez político local pós-eleições.

Sobre a “liga dos últimos”, pouco ou nada haverá a dizer para além de realçar a boa vontade e empenho dos seus candidatos, com destaque para a CDU e para o seu candidato Francisco Almeida, o qual no campo da notoriedade e do conhecimento a nível do distrito, bate “aos pontos” todos os outros cabeças-de-lista, facto que pouco lhe vale em termos de resultados práticos.

Dos sobrantes, salientar apenas 2 ou 3 aspectos:

  • A coligação tem como cabeça de lista Leitão Amaro, apesar de segunda escolha, em face da recusa de Sérgio Monteiro, bem melhor que a “escolha” dos pretendentes
    Leitão Amaro

    Leitão Amaro

    socialistas;

  • O PS, leia-se António Borges e “sus muchachos”, arrumou de uma penada com José Junqueiro e Acácio Pinto;
  • Ambas as lista podem ser consideradas sofríveis, quando comparadas com as de atos eleitorais anteriores. No entanto, na minha modesta opinião e, ao que se vê, na de alguns socialistas, o PS consegue “fazer” pior…

Posto isto, seguro e certo é que nada será igual, politicamente e independentemente do resultado final nacional, no xadrez político local.

Vejamos:

  • Os líderes da oposição(??) autárquica local , João Rebelo e Hélder Amaral, deverão ficar confortavelmente sentados nas suas cadeiras do parlamento, deixando Almeida Henriques ainda mais à vontade;
  • O CDS, fruto desta coligação e independentemente do resultado, estará letalmente contaminado, prova disso mesmo serão as próximas eleições autárquicas, isto se sobreviver até lá;
  • O PS, já fracturado e, previsivelmente, derrotado, terá que procurar um novo rumo, mais a sul;
  • O PSD local continuará “quase” na mesma, com Almeida Henriques e Carlos Marta a disputarem, na sombra, a capacidade de influência futura;

De resto, é continuar a aguardar que as repetidas promessas sejam cumpridas, algo a que infelizmente, já estamos habituados…

 

Artigo de opinião publicado no “Jornal do Centro” de 4/9/2015

Passou um, ainda faltam três…sete… nove…

Para desespero de alguns e alegria de uns quantos “cobardo-anónimos” que populam pelas redes sociais e “comentam” em alguns blogues, sempre a coberto da vergonha descarada de serem incapazes de assumirem o que pensam e  dizem, talvez fruto de frustações pessoais de qualquer espécie mas sempre próximas da “entalada zurrice crónica” que os caracteriza e os quais, nos últimos tempos, têm manifestado a sua preocupação com o estado d’arte de “Tempo de Vésperas” e com as opiniões veiculadas por este humilde escriba, o qual por formação, educação e respeito por todos, mesmo aqueles que não sabem o que isso é, assina sempre o que escreve, assume o que faz e diz, sem tibiezas ou receios do que quer ou quem quer que seja, aquilo que pensa e o que faz. É essa a minha liberdade, que ao que vejo a alguns, poucos, falta..

Centrando no que verdadeiramente importa, interessa fazer uma reflexão séria, curta mas rigorosa sobre este ano e um mês de gestão autárquica de António Almeida Henriques, oposição(??) incluída.

Na última Assembleia Municipal, animada e divertida como é usual, António, o Presidente, no balanço que fez deste 1º ano e um mês de gestão do Município imagedesfiou um rol de realizações, de projectos em curso e ideias para o futuro e voltou a lembrar que está tudo vertido no documento estratégico “VISEU PRIMEIRO 2013/2017”, qual manual de procedimentos…

Não vou elencar o que foi feito ou não foi feito, deixo isso para para quem tem a responsabilidade de fiscalizar o trabalho de António e seus pares, a “oposição”. E nesta matéria se para uns, os socialistas, é “Ruas” que marca este  1º ano, já para o CDS foi só foguetório, segundo Hélder Amara,l tudo não passou de festas & festinhas. Nesta matéria, aquele que já apelidaram de “Torquemada das Beiras”, expressão infeliz diga-se de passagem, tem alguma razão, mas foi curto na análise e perdeu-se na facilidade do “soundbyte” apesar de em entrevista ao “Jornal do Centro” ter aflorado algumas verdades pertinentes antes de se perder na defesa do eucalipto…

Já o PS, mostra-se algo adormecido, de uma modéstia gritante e de um vazio de ideias generalizado. Com JJ em pré-reforma e com João Paulo Rebelo em silenciosa pré-campanha para 2017, valha-nos a sempre simpática e participativa vereadora Rosa Monteiro.

Do lado do executivo municipal, escrevemos aqui, em 23 de outubro de 2013, “chegaram os dias de António“, para desespero de Fernando, a quem diga-se, em muito faltou o que ao “Tó” tem sobrado. A preocupação mor deste ano foi fazer “esquecer” Ruas, a par de preparar a sedimentação necessária e precisa se  for para levar a sério e cumprir o denominado “projecto a 10 anos”. Num ano fortemente marcado pela força comunicativa do denominado gabinete de propaganda, a gestão de Almeida Henriques procurou e conseguiu impor um ritmo externo de elevada intensidade, focado na assunção clara da cidade-região de Viseu como “cidade líder” de uma vasta região do centro de Portugal.

Em Janeiro do corrente, fazíamos aqui, a análise do estado d’arte de então, hoje vemos que pouco ou nada errámos à época.

Com um ano positivo q.b., onde efectivamente se marcou a diferença, onde os input’s urbanos foram em larga escala dominantes e se introduziram novos conceitos na gestão do Município, preocupa-nos mais o que aí vem, o futuro, do que própriamente o passado e o presente efémero. E é aí que importa centrar a análise, porque é neste futuro que se joga toda a dimensão da cidade e da região, é neste futuro que se centra a ambição e foi sempre, na minha opinião, na falta dela, que se falhou no passado.
Nos próximos tempos António e a sua equipa vão ter que operacionalizar muito do que foi “semeado” neste primeiro ano de mandato, vão ter que direccionar o foco para lá do Rossio e do centro histórico em termos de política “interna”, urge “chegar” ás aldeias, não para as trazer ou levar até elas o Rossio, mas para que em quem cada uma delas se possa afirmar que “Viseu é a melhor cidade para Viver”. Vai ser necessário mostrar que os vários projectos e fóruns criados e anunciados são úteis e concorrentes para um Viseu de e com futuro. Vai ser preciso de forma mais incisiva dinamizar a busca de investimento económico de cariz permanente e socialmente responsável, vai ser nuclear continuar a “mudança” este ano iniciada na Feira de S. Mateus, e trabalhar muito, a todos os níveis, para que se alcance o tão apregoado objectivo de tornar Viseu no 3º pólo cultural do país…

Assim sendo, apresentam-se como cruciais para o sucesso de Viseu, os dois próximos anos de gestão autárquica.
É simples, basta cumprir com o “VISEU PRIMEIRO 2013-2017” e a oposição, quer na vereação, quer na Assembleia Municipal, cumprir com o seu papel de fiscalização construtiva. A António Almeida Henriques, acresce, ainda, resolver de vez alguns problemas de casting no “seu”(pouco) inner- circle, que com mais ou menos propriedade já por aqui demos conta, sendo que nas autarquias não é possível remodelar…

A bem de Viseu, que todos cumpram…

Federação? Não… Lista…

Anda animado o PS, tanto nacional como local. Ele é eleições primárias, essa “coisa” supostamente democrata que é a de 10364177_1437195086561153_7435398757189487040_ndeixar que quase todos, para não dizer qualquer um, decidam na nossa casa. Sim, que a diferença entre este género de primárias e o votar entre os amigos se devemos casar com a “Maria” ou com o “José” é pouca e pode resultar num “casamento” inadequado e que de todo não se queria.

Mas este populismo barato é um problema do PS e dos seus militantes, a eles caberá arcar com os resultados e consequências…

Animados e muito, andam os socialistas cá da paróquia e arredores. É que ainda antes desse acto democrático, a 6 de Setembro, há eleições para a Federação Distrital de Viseu. Para  muitos, estas são consideradas um barómetro, pelo menos no lado dos militantes, para as “primárias” de 28 de Setembro. Uma espécie de Costa versus Seguro dos pequeninos…

935897_568951496494812_1387822191_nJoão Azevedo, actual Presidente da Federação, optou por não se recandidatar, terá as suas suas razões. Fica o registo da simpatia pessoal que nutro pelo mesmo, quando nos cruzámos no “mundo político” existiu sempre um respeito e cordialidade mútuos.

Assim sendo, temos de um lado António Borges, ex-edil de Resende, vice-presidente do FCP, nº 2 de Azevedo na Federação, apoiante de Seguro.  Do outro Acácio Pinto, deputado, Presidente da Assembleia da CIM Vise Dão Lafões, ex-Governador Civil, Ex-candidato derrotado ao Município do Sátão,  apoiante de Costa. Norte contra Sul…

António Borges, conta com o apoio de Miguel Ginestal, Acácio vai a jogo com o apoio de José Junqueiro. Borges conta com os votos do norte do distrito, mormente Resende e Lamego e espera para ver o “peso” de Ginestal em Viseu. A seu favor o facto de, ao que parece, a norte a malta ter quase toda as quotas em dia, condição essencial para votar, o que parece já não ser verdade mais para o sul do distrito, onde Acácio Pinto colhe mais apoios…

Mas um dos aspectos mais interessantes destas eleições, é o facto de, mais uma vez, Viseu concelho não conseguir gerar uma candidatura à liderança da Federação distrital. Com militantes de “peso” como Miguel Ginestal, Paulo Ribeiro Simões, Fernando Cálix ou João Paulo Rebelo, um punhado de interessantes e promissores “jovens turcos” como Bernardo Simões, José Pedro Gomes, Manuel Mirandez, Vítor Simão e Sara Calhau, o PS Viseu, fica, mais uma vez a ver “passar os navios”… ou estará a reservar-se para apenas ir a jogo em 2015? Não esqueçamos que segundo os estatutos socialistas, a seguir a qualquer acto eleitoral, há eleições para os órgãos locais… 1910488_262620363934357_5432336825125121820_n

Borges tem fortes hipóteses de sair vencedor, tem uma certa aura de vitória, de sucesso, de competência com provas dadas… Mas está muito enfileirado a norte e com o norte do distrito. Se para Viseu já não é positivo “não ter” a Federação, pior não deve haver do que a ver na mão daqueles que se pudessem noutro lado estariam…

10421206_10202189769688091_3814456782482163742_nAcácio Pinto, candidato simpático, com apoios de monta, figura por todos respeitada, profundo conhecedor de todo o distrito, tem fortes apoios a sul, mas terá como grande opositor, muito provavelmente, as quotas…

Pelo que representam, pelos apoios que apresentam, pela “guerra” que se avizinha e adivinha, esta contenda Borges-Pinto pode muito bem ser um barómetro para as primárias de 28 de Setembro.  Mas será, seguramente, uma espécie de “salvo-conduto” para quem se ganhar a 6, perder a 28, não só para o candidato, mas sobretudo para alguns dos que os apoiam. Pois mais do que a liderança da Federação, discute-se a composição da lista de deputados nas legislativas de 2015…

Oposição? Sim, habituem-se…

RED13Revistos os primeiros trinta dias de gestão camarária “situacionista”, é chegada a hora de olhar para a “oposição”, sim que finalmente parece existir uma efectiva e presente oposição na vereação municipal.

Vamos por partes, Almeida Henriques governa com uma maioria de 5 para 4. PS com 3 vereadores e o CDS com 1, constituem o outro lado, o lado de lá que não deixa de ser o de cá…

O PS tem como vereadores José Junqueiro, Rosa Monteiro e o “jovem lobo” João Paulo ng2868235Rebelo, em tirocínio, ou não, para a candidatura de 2017. Se de José Junqueiro, com o GPS apontado a Estrasburgo, já pouco se pode esperar, para além da magistratura de influência que não exercerá, dos outros 2 vereadores socialistas espera-se bem mais do que aquilo que os seus antecessores mostraram. Não sendo difícil, certo é que também não será fácil ser consequente em face do autismo que António Almeida Henriques tem demonstrado  em relação às propostas e ideias da oposição. Para já, levaram com o quartinho escuro e um chutar para canto, desmerecido e despropositado diga-se, das propostas apresentadas. Estará João Paulo Rebelo a medir o pulso a Almeida Henriques? É provável, aguardemos pelas cenas dos próximos capítulos…

images-2Já Hélder Amaral, raposa velha, com larga experiência parlamentar e na arte de “provocar” o PSD, tem conduzido de forma cautelosa e afirmativa estes seus primeiros dias de vereador. Hélder, que não leva recados para casa, é a principal fonte de “preocupação” da entourage situacionista, não só pela sua notoriedade, mas, também e sobretudo, pela sua capacidade de trabalho e verbe escorreita… Bem tenta Almeida “cansar” o deputado-vereador, mas este, feito da rija têmpera de Silgueiros de antes quebrar que torcer, lá vai moldando o seu caminho, afirmando-se como o líder da não situação.

Está mais bem servido Viseu com esta nova oposição. Mais interventiva e pragmática, mais arejada e assertiva. É bom que Almeida Henriques a isso se habitue e rapidamente inverta estes resquícios do ruísmo e tiques de “posso, quero e mando”, tirando o melhor partido possível da vontade da oposição colaborar, sem descolorar, na construção de um melhor Viseu, até porque, como já dizia “a outra senhora”, VISEU SOMOS TODOS NÓS…