FFF…

Facto politicamente relevante da última semana, mais do que as “intervenções” do 994766_605631506128546_1931172930_nVereador Municipal de Viseu, eleito pelo CDS, foi a renúncia(ver fim) ao mandato de deputado municipal por parte de Fernando Figueiredo(ff).

Diga-se, em abono da verdade, que não era situação que estivesse fora das expectativas, depois do que se passou no últimas eleições internas do CDS, onde FF foi “ultrapassado ” por Hélder Amaral e da última intervenção daquele na última reunião plenária da Assembleia Municipal.

O Coronel invoca razões de índole profissional e pessoal para abdicar do cargo para o qual foi eleito., acresce que não tem vocação para estar no “eucaliptal”…

Sabíamos que a sua saída constituiria um rude golpe no CDS, afinal Fernando Figueiredo foi o “motor” do partido no último ano, o que não estávamos à espera é que a sua falta se fizesse notar de forma tão rápida quanto notória, basta atentar neste artigo de opinião de Carlos Cunha e no último comunicado da Comissão Política Concelhia local para ver que Fernando Faz Falta… ou não?

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92 dias depois… Onde andas tu CDS?

Cumprem-se hoje, 5 de Outubro do ano da graça de 2015, 92 dias, ou se preferirmos 13   semanas, sobre a eleição da “nova” Comissão Política Concelhia(CPC) de Viseu do CDS-PP. Disso mesmo demos conta por aqui, realçando que essas eleições traziam “à evidência um CDS motivado, renovado e com alternativas credíveis ao nível local”…Captura de ecrã 2014-10-5, às 13.41.29 Eleições renhidas e muito participadas, da qual emergiu como 1921999_10201935796431107_7972333063828102553_nlíder Joana Couto de Sousa, conforme se lia nesse mesmo dia na página oficial da CPC de Viseu no facebook e onde se anunciava para breve a tomada de posse… 3 meses depois… Continuamos, os militantes, a aguardar pela posse, resta saber ser continuarão os viseenses a aguardar por este CDS…

A banhos… foram ou estão?

imagesAgosto mês de “ida a banhos” a que alguns chamam de “silly season”, convida ao relax e a alguma “preguiça” mais que natural e serve para retemperar e revigorar forças e estados de espirito para um “novo ano”. É, também, altura para algumas reflexões sérias e profundas,  promover inflexões e dizer alguns disparates, coisa que muitos já fazem durante o resto do ano… Valha-lhes Agosto…

Políticamente instituído está que Agosto é mês quase santo, mormente durante a 1ª quinzena do dito, após o que chega a famosa rentrée, outrora celebrizada pelo pic-nic cavaquista do Pontal…

Estando nós em tempo de vésperas da rentrée política local, se é que a mesma existe ou as mesmas existem, nada melhor que “verificar” o actual Estado d’Arte…

Olhando para os três(3) partidos que verdadeiramente contam, nomeadamente para as suas estruturas locais concelhias, a análise produz uma interrogação: Existem?

Existir,  existem, agora…

Comecemos pelo PSD, força do “poder” autárquico e não só, com nova liderança desdenova-concelhia-do-PSD-Viseu-2-201x300 Abril do corrente, onde Joaquim Pedro sucedeu ao quase “dinossauro” político Guilherme Almeida, colando assim, em definitivo, o poder em António Almeida Henriques, num erro de visão estratégica deste último e que o futuro se encarregará de demonstrar, o mais tardar nas próximas eleições para a secção… Pelo menos já levou a rapaziada à capital,o que no ano em que não há Malafaia…

Adelaide-Modesto-1O PS, bem o PS, anda entretido há muito com os problemas internos de liderança nacional, o que tem desviado o focus de acção e atenção. Sendo a principal força da oposição local, exigia-se mais. Adelaide Modesto tem feito jus ao nome, num exercício complicado de sobrevivência em campo minado e dividido como é o PS local. A ver vamos se a rentrée nos trás um PS mais interventivo e “vivo”… 10550856_810330415658653_8279486539794942865_n

O CDS local, saído a 5 de Julho de um vazio “enorme” de liderança com umas eleições disputadas voto a voto e das quais emergiu Joana Couto de Sousa como líder, aguarda-se que tome posse em tempo útil…

Discutir, debater, confrontar, apresentar ideias, criticar, discordar e concordar, são factores normais na actividade e no exercício da política e da própria cidadania e dela decorrem, por muita que isso possa fazer confusão a uns quantos, mais preocupados que estão com o seu umbigo e lugar no retrato, muito ao estilo “não te mexas, que podes cair”…

Esperemos então, que a rentrée nos traga uma nova dinâmica e atitude na política local, a cidade e o concelho só têm a ganhar.

 

 

 

 

O antes, o 5 e o depois…

Antes de irmos à análise dos resultados e da campanha das eleições para a concelhia de Viseu, uma palavra para os candidatos, ambos dignificaram o partido e o acto em si, estão ambos de parabéns, bem como as suas equipas. A ambos cabe agora a responsabilidade de trilhar o caminho do CDS.

10444656_804252719599756_1222291418050302760_nEstas eleições, muito esperadas e que pecaram por tardias, trazem à evidência um CDS motivado, renovado e com alternativas credíveis ao nível local. Os resultados assim o mostram, Joana Couto Sousa é a nova Presidente da Comissão Política Concelhia, venceu por 1 voto… Carlos Cunha, não ganhou por 2 votos, mas registe-se, as sua listas candidatas aos restantes órgãos venceram, Jorge Azevedo foi eleito Presidente da Mesa do Plenário Concelhio, onde tinha como opositor Francisco Mendes da Silva e a Lista patrocinada por Carlos Cunha elegeu mais delegados à Assembleia Distrital.

Uma vitória é sempre uma vitória, Joana Couto Sousa venceu, mas aqueles que pensavam que Carlos Cunha “não existia” ou que estaria condenado a bater em retirada, esses perderam… os resultados assim o demonstram e mostram à saciedade que Cunha é incontornável no CDS de hoje e amanhã.

Resultado “renhido” e dividido, estas eleições pecaram pela ausência de debate de ideias e pela tentativa de condicionamento das mesmas a uma questão fulanizada num “gosta, não gosta”. Estratégia errada…

Joana herda um partido pujante, com vida, unido no essencial mas a precisar de cuidados vários e urgentes no que pode parecer acessório mas não é. Joana ganhou as eleições, agora tem que ganhar o partido. Unindo e fazendo pontes, dinamizando o triângulo concelhia-vereador-assembleia municipal, abrindo o partido à sociedade, centrando o debate no futuro e fazendo do CDS a casa de todos aqueles que acreditam que é possível e indubitavelmente preciso fazer mais, fazer melhor, mas sobretudo fazer diferente.

Com um PS  local adormecido e mergulhado nas lutas internas de poder, um PSD “abafado” pela gestão fortemente personalizada de Almeida Henriques e onde os outros vão fazendo o que podem, a este CDS cabe afirmar-se como uma voz crítica mas responsável, cabe afirmar-se pela capacidade construtiva de diálogos, cabe afirmar-se como a voz dos que querem e acreditam que é possível fazer melhor.

 

 

Finalmente a 5 de Julho…

Finalmente o CDS local vai a votos, apesar de alguns e contra outros tantos, apresentam-se 2 listas a sufrágio, o que é de saudar e demonstra a vitalidade interna do partido e é garante da pluralidade de ideias e de pessoas.

joana_coutoJoana Couto de Sousa e Carlos Cunha são os candidatos, cada um com a sua equipa e Carlos-Cunha1com as suas ideias, mas ambos imbuídos do mesmo espírito e da mesma vontade, recuperar o CDS, unindo e crescendo. Ambos, tenho para mim, são garantes da elevação do debate, que se quer e é preciso, ambos personificam um mesmo desejo, uma mesma vontade, ambos serão, com toda a certeza, dignos do resultado de 5 de Julho.

Como sempre afirmei, estive, estou e estarei de fora deste “combate”. Ao contrário do que alguns apregoavam e outros tantos julgavam, não sou “apoiante” de qualquer das listas, muito menos candidato ao que quer que seja, hoje  ou amanhã…

Dia 5 de Julho cumprirei o meu dever de militante exercendo o meu direito de voto, completamente livre e completamente solto…

Aos candidatos desejo uma boa “campanha”, que ganhe o melhor, sendo certo  que o CDS JÁ GANHOU!

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Valeu a pena, o CDS reagiu…

logo_cds_azulAfinal o CDS Viseu existe e mexe, ou pelo menos reage. Depois de um pequeno e singelo alerta aqui em Tempo de Vésperas, eis que foi publicado o “anúncio” da candidatura de Carlos Cunha, acompanhado de um esclarecimento não assinado e que tece algumas considerações que até seriam pertinentes, mas na falta de “paternidade”…

Esperemos que agora as “coisas” normalizem e em breve se realizem as anunciadas eleições para a concelhia local.

Um forte incentivo à Joana Couto de Sousa e ao Carlos Cunha, o CDS fica mais rico com a pluralidade e o debate de ideias. Estou certo que estarão à altura do acontecimento, sabendo, ambos, manter a elevação e postura democrática apanágio do partido de Adelino Amaro da Costa.