2014, a revista não editada – parte I & conclusão

Já em 2015, com as festas, faltam os “Reis”, passadas, com 2014 “quase arrumado” e em tempo de vésperas de mais um ano intenso a todos os níveis, resolvemos olhar para os protagonistas e acontecimentos que no nosso entender marcaram de algum modo o ano que findou.

Vamos fazê-lo de forma simples, directa e corrida. Sem preocupações de estilo ou forma, sem receio de susceptibilidades bacoco-mimadas e na certeza que não agradaremos a todos. Ainda bem, também não estamos cá para isso.

Como nota prévia, dizer que a eleição da personalidade local do ano 2014 por parte dos leitores de “Tempo de Vésperas” em nada condiciona a nossa opinião ou altera o nosso julgamento e análise. No entanto, os resultados devem ser lidos e analisados de forma natural e levados em conta na correta proporção da sua importância.

images-7Até para arrumar já o assunto e para dar um “biscoito” aos anónimos “locais”, dizer que não nos admirou muito a “eleição” de Fernando Ruas como a personalidade local do ano 2014. Não é só na “Casa Calçada” que se ouvem, dizem, ruídos estranhos e se passeiam “fantasmas”, também, pelas “ruas” da cidade e por alguns gabinetes do Rossio, se vão ouvindo ruídos estranhos… Agora mais a sério, o que é um facto é que, apesar de tudo, Fernando Ruas consegue manter-se à tona da água no espectro político local… Ruas, ou outros por ele, lá vai, de tempos a tempos, acalentado a esperança de uns quantos saudosistas que ainda não perceberam que os tempos são outros… Ruas percebeu que tem, ainda, lastro, tropas e audiência, percebeu que o PSD local não esqueceu, ainda, quem arranjou empregos, alcatroou estradas e inaugurou fontanários. Fez tudo isso e, “vox populi”, “deixou” dinheiro no cofre que outros agora desbaratam… Ruas, em 24 anos de poder, trouxe a Universidade, o comboio e a ligação a sul em auto-estrada, dinamizou a economia e não deixou responsabilidades financeiras emergentes… ops!!! Não trouxe?? Bem, vai trazer agora… Ou não, porque Fernando é um homem inteligente e sabe que basta “ameaçar” para existir e ao contrário de alguns carregadores de baldes, leu Héraclito e sabe que não se cruza o mesmo rio duas vezes, porque outras são as águas que correm nele.

Com um ano de mandato à frente dos destinos da urbe-região, António Almeida imageHenriques já percebeu que vai ter pela frente um 2015 muito exigente. Sem grandes obras “físicas” para fazer, António tem que “ganhar” as aldeias, e acelerar na economia. A esta altura já percebeu com quem pode contar, mas também sabe que tem que levar o barco, com todos, até 2017… Aguenta António…

Para quem ande desatento, é bom reler a “bíblia”  “Estratégia Viseu Primeiro 2013/2017”.  Oposição incluída e alguns vereadores da “situação”. Os primeiros porque têm o trabalho de fiscalização facilitado e os segundos para perceberem os compromissos que assumiram e o que ainda não fizeram e/ou têm para fazer…

Ao que acima dissemos, acresce que na área da cultura e turismo, também 2015 tem que ser muito diferente. Para quem tem como desígnio transformar Viseu no terceiro pólo cultural do país, muito trabalho tem pela frente Odete Paiva, que a par de João Paulo Gouveia, responsável pela pasta da “coesão territorial”, vão estar sobre forte escrutínio no ano que agora começa.

Oposição, infelizmente, foi coisa que pouco se viu no pretérito ano, se na vereação helder-amaralHélder Amaral não cumpriu as expectativas criadas, cabendo na maior parte das vezes ao esforçado Vítor Duarte a representação centrista nas reuniões de câmara, também na Assembleia Municipal o CDS esteve muito abaixo do esperado, minado com “não” problemas internos, entra em 2015 sem a presença do seu cabeça-de-lista Fernando Figueiredo,por motivos profissionais diga-se em abono da verdade, a mesma que nos mostra que se esperava, também, mais e melhor, deste CDS que tinha tudo para ser feliz… Perde o CDS e perde, seguramente, Viseu.

Já o PS, bem, nem vale a pena perder muito tempo… está em transição de gerações, esperamos que até 2017 recupere.

Assim sendo, acabaram por ser BE e a CDU a protagonizarem, no seu estilo de arremesso fácil e pouco consequente, alguns dos melhores momentos do ano em matéria de oposição.

Em matéria de acontecimentos, 2014 fica marcado pelos inevitáveis “Jardins 1898142_856440887729705_5204404808033583599_nEfémeros”, na sua IVª Edição e sob a batuta de Sandra Oiveira se vão afirmando como um dos cartazes da cidade. Também 2015, será um ano vital para o futuro dos “jardins”, tendo pela frente, Sandra Oliveira, o desafio, não só de “fazer” melhor, mas, sobretudo, de conseguir abrir caminho para uma futura auto-sustentabilidade económico-financeira, a nosso ver vital…

“NÓS FEIRAR” deu muito que falar. Até rima, mas o que é certo é10511095_887722147910696_7722100055394428865_n que se em 2014 se procurou começar a mudar o que todos sabem ter que ser mudado em relação ao maior certame e cartaz turístico da região, 2015 é completamente decisivo nesta matéria. Dossiers como a extinção da “Expovis” e a criação da associação “VISEU MARCA”, já deviam estar mais que resolvidos. Em 2015, nesta matéria, a palavra de ordem é “NÃO ERRAR”…

logoindexA iniciativa “Viseu & Vinho Dão Festa” veio para ficar, apesar das vozes costumeiras dos “velhos do Restelo” que ainda não perceberam que o paradigma mudou e que não se promove para dentro, mas sim para fora. As portas e janelas fizeram-se, também, para abrir… Em 2015 o desafio será seguramente maior e não pode ficar confinado aos “salões do Dão”, é preciso levar Viseu e o Dão a quem o não conhece…

Já por aqui falámos de outras personalidades e projectos que levam consigo a marca “VISEU”, no entanto, não posso ficar sem dar o devido destaque e referência à Escola Profissional Mariana Seixas, talvez a mais premiada a nível nacional e que em 2014  “trouxe” consigo, entre outros, o Prémio do Público no BGreen- Festival Ecológico de Vídeo em Santo Tirso, o 1º Prémio Nacional no Concurso INOVA- Melhor Projeto- 10333788_10201357925388930_1680888211585756928_oCasaco Inteligente para Bombeiros e Prémio Inova Social- Casaco Inteligente para Bombeiros, o 1º Lugar Nacional no Concurso Europeu das Florestas, Melhor Curta-Metragem na Categoria Escolar no VistaCurta 2014, Conquista do Selo Europeu para as Línguas e o 1º lugar nacional no Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio- Casaco Inteligente para Bombeiros. Parabéns a todos na pessoa do seu Director, Gonçalo Ginestal, que não perdeu o “GPS” e, talvez mesmo, dele não precise.

Uma palavra final, para notar a diferença de ambição entre o “meu” Académico de 10626534_771795162888000_8090377116847222423_nViseu e o vizinho C. D. de Tondela, está aí à vista de quem quiser ver… e um incentivo para um 2015 de consolidação do Lusitano de Vildemoinhos e de reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao nível da formação desportiva dos jovens pelo carismático Dínamo da Estação.

Como sempre, assinado…

Rui Rodrigues dos Santos

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Escolha a personalidade do ano 2014

Em final de ano e sem embargo de opinião própria, Tempo de Vésperas põe à votação de todos a escolha da “personalidade do ano 2014”.

As opções colocadas a votação resultam da auscultação que fomos fazendo nos últimos dias junto de vários pessoas ligadas a quadrantes tão diversos como a política, cultura, desporto, informação. Como critério único, o serem ou desenvolveram a sua actividade em Viseu região.

A votação decorre durante toda semana.

Participe.

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Passou um, ainda faltam três…sete… nove…

Para desespero de alguns e alegria de uns quantos “cobardo-anónimos” que populam pelas redes sociais e “comentam” em alguns blogues, sempre a coberto da vergonha descarada de serem incapazes de assumirem o que pensam e  dizem, talvez fruto de frustações pessoais de qualquer espécie mas sempre próximas da “entalada zurrice crónica” que os caracteriza e os quais, nos últimos tempos, têm manifestado a sua preocupação com o estado d’arte de “Tempo de Vésperas” e com as opiniões veiculadas por este humilde escriba, o qual por formação, educação e respeito por todos, mesmo aqueles que não sabem o que isso é, assina sempre o que escreve, assume o que faz e diz, sem tibiezas ou receios do que quer ou quem quer que seja, aquilo que pensa e o que faz. É essa a minha liberdade, que ao que vejo a alguns, poucos, falta..

Centrando no que verdadeiramente importa, interessa fazer uma reflexão séria, curta mas rigorosa sobre este ano e um mês de gestão autárquica de António Almeida Henriques, oposição(??) incluída.

Na última Assembleia Municipal, animada e divertida como é usual, António, o Presidente, no balanço que fez deste 1º ano e um mês de gestão do Município imagedesfiou um rol de realizações, de projectos em curso e ideias para o futuro e voltou a lembrar que está tudo vertido no documento estratégico “VISEU PRIMEIRO 2013/2017”, qual manual de procedimentos…

Não vou elencar o que foi feito ou não foi feito, deixo isso para para quem tem a responsabilidade de fiscalizar o trabalho de António e seus pares, a “oposição”. E nesta matéria se para uns, os socialistas, é “Ruas” que marca este  1º ano, já para o CDS foi só foguetório, segundo Hélder Amara,l tudo não passou de festas & festinhas. Nesta matéria, aquele que já apelidaram de “Torquemada das Beiras”, expressão infeliz diga-se de passagem, tem alguma razão, mas foi curto na análise e perdeu-se na facilidade do “soundbyte” apesar de em entrevista ao “Jornal do Centro” ter aflorado algumas verdades pertinentes antes de se perder na defesa do eucalipto…

Já o PS, mostra-se algo adormecido, de uma modéstia gritante e de um vazio de ideias generalizado. Com JJ em pré-reforma e com João Paulo Rebelo em silenciosa pré-campanha para 2017, valha-nos a sempre simpática e participativa vereadora Rosa Monteiro.

Do lado do executivo municipal, escrevemos aqui, em 23 de outubro de 2013, “chegaram os dias de António“, para desespero de Fernando, a quem diga-se, em muito faltou o que ao “Tó” tem sobrado. A preocupação mor deste ano foi fazer “esquecer” Ruas, a par de preparar a sedimentação necessária e precisa se  for para levar a sério e cumprir o denominado “projecto a 10 anos”. Num ano fortemente marcado pela força comunicativa do denominado gabinete de propaganda, a gestão de Almeida Henriques procurou e conseguiu impor um ritmo externo de elevada intensidade, focado na assunção clara da cidade-região de Viseu como “cidade líder” de uma vasta região do centro de Portugal.

Em Janeiro do corrente, fazíamos aqui, a análise do estado d’arte de então, hoje vemos que pouco ou nada errámos à época.

Com um ano positivo q.b., onde efectivamente se marcou a diferença, onde os input’s urbanos foram em larga escala dominantes e se introduziram novos conceitos na gestão do Município, preocupa-nos mais o que aí vem, o futuro, do que própriamente o passado e o presente efémero. E é aí que importa centrar a análise, porque é neste futuro que se joga toda a dimensão da cidade e da região, é neste futuro que se centra a ambição e foi sempre, na minha opinião, na falta dela, que se falhou no passado.
Nos próximos tempos António e a sua equipa vão ter que operacionalizar muito do que foi “semeado” neste primeiro ano de mandato, vão ter que direccionar o foco para lá do Rossio e do centro histórico em termos de política “interna”, urge “chegar” ás aldeias, não para as trazer ou levar até elas o Rossio, mas para que em quem cada uma delas se possa afirmar que “Viseu é a melhor cidade para Viver”. Vai ser necessário mostrar que os vários projectos e fóruns criados e anunciados são úteis e concorrentes para um Viseu de e com futuro. Vai ser preciso de forma mais incisiva dinamizar a busca de investimento económico de cariz permanente e socialmente responsável, vai ser nuclear continuar a “mudança” este ano iniciada na Feira de S. Mateus, e trabalhar muito, a todos os níveis, para que se alcance o tão apregoado objectivo de tornar Viseu no 3º pólo cultural do país…

Assim sendo, apresentam-se como cruciais para o sucesso de Viseu, os dois próximos anos de gestão autárquica.
É simples, basta cumprir com o “VISEU PRIMEIRO 2013-2017” e a oposição, quer na vereação, quer na Assembleia Municipal, cumprir com o seu papel de fiscalização construtiva. A António Almeida Henriques, acresce, ainda, resolver de vez alguns problemas de casting no “seu”(pouco) inner- circle, que com mais ou menos propriedade já por aqui demos conta, sendo que nas autarquias não é possível remodelar…

A bem de Viseu, que todos cumpram…

António, não me ligas nenhuma…

Afinal, a fazer fé no noticiado no “Jornal do Centro” da pretérita 6ª-feira, são motivos meramente “passionais” que levaram Fernando a não receber, diferente de recusar, o “Viriato d’Ouro”…

imagesFernando quer mais “carinho” da parte de António e da sua entourage. Destes, ficámos a saber, nem um telefonema… cartas só registadas… convites? muito menos…

Para ajudar, António tratou de “cortar” no Bairro Municipal, na Quinta da Cruz e, pasme-se, não “pagou” o subsídio de reintegração de Fernando e do ansiado “delfim” deste, Américo. António anda tão ocupado que não tem sobrado tempo para Fernando…

Fernando está carente, queria uma festa só para ele…

Logo ele, Fernando, que sempre apoiou António, tirando não o querer ver como seu sucessor no cadeirão do Rossio…

Fernando está magoado, sentido e amargurado. Quer voltar, quer voltar para, presume-se, fazer o que não foi capaz de fazer em 24 anos. Nem as ruas de Estrasburgo ou os corredores de Bruxelas conseguem ameinar esta vontade voluntáriamente suicida de Fernando de, ao melhor estilo de Dino Meira, querer voltar a uma “casa” onde já foi feliz. Está no seu direito, até porque o sonho comanda a vida, pelo menos até à hora de acordar…

Para já, a este registo mimado, nervoso e traquina de Fernando, vai António respondendo com uma calma e fleuma olímpicas, resta saber até quando, até porque do lado de Fernando a “coisa” vai aquecer…

Fernando, não te fica bem…

images-7Fernando Ruas decidiu não receber o “VIRIATO D’OURO” atribuído por unanimidade pela Assembleia Municipal de Viseu, sob proposta também unânime da Câmara Municipal. Ruas está no seu direito e lá terá as suas razões. Ruas, que todos sabemos, não morre de amores pelo actual executivo e vive obcecado pela ideia de voltar a subir a escadaria dos Paços do Concelho,  qual  Sassa Mutema, o salvador, cometeu um erro crasso de análise. Fernando não rejeitou uma ou a “distinção” de Almeida Henriques. Fernando, o homem e o autarca, rejeitou a distinção e o reconhecimento efectivo do seu povo, de quem o elegeu durante 24 anos, num acto da mais pura ingratidão e soberba autista. Nada mais a acrescentar.

“Silly” ou não, é a “season” cá da malta…

Eis que chegamos a Setembro, suposto final de férias, “dead end” da denominada “silly season” politiqueira, a qual já foi bem mais interessante do que nos dias que correm…

Mantendo o registo, estamos então, em fase de “rentrée”, mas só para alguns, pois outros houve que não saíram de cena, ou não estivessemos em época de Feira de S. Mateus e a malta, mesmo dizendo que não, o que gosta mesmo é de “feirar”…

10488181_10204321341015219_2701961594739855324_n-1E feirar é o que tem feito António Almeida Henriques, edil de Viseu cidade região e com aspirações a líder regional. É que apesar das férias, a malta da “propaganda” não se cansa e vai que é um corropio… Ele é Volta a Portugal, ele é festa das Vindimas, Gabinetes do Agricultor e ciclistas outra vez, pelo meio ainda deu para ir ver o Académico ao Fontelo,10645304_1532237556994530_1137400549251394536_n lançar a requalificação do Largo do Arraial na “independente” Abraveses e para dar uma “mão” na Feira de S. Mateus ao som das concertinas do grande Canário… Aliás, a Jorge Sobrado, também conhecido como o “Biriato” dos tempos modernos, só lhe falta cantar à desgarrada, sendo que “desafiantes” não faltam nem vão faltar…

Animado e “quente” vai o verão socialista, mergulhados numa autêntica “jihad” pelo poder onde vale quase tudo, também a nível local, as eleições para a Federação Distrital estão ao rubro. Acácio Pinto e António Borges vão votos este fim-de-semana num clima 10538569_288975371281699_5139794759397608584_nde grande crispação interna, mas com as quotas em dia e concelhias renascidas. António Borges, a fazer fé na “cacique-ó-sondagem” que a sua candidatura fez nos últimos dias, é apontado como provável vencedor. Habituado a ganhar, Borges, o candidato do sistema, 10687089_678000338961615_1100672476958641454_napoiante e apoiado por Seguro, colocou no terreno toda a sua sapiência em matéria de campanhas e eleições surpreendendo um Acácio Pinto que ainda acredita que são as ideias que ganham eleições.

Calmo e temperado foi o verão laranja, com a questão distrital arrumada com a291762_2222711610675_1595365208_n manutenção, conveniente, de Mota Faria na liderança da distrital, talvez como prémio pelos resultados eleitorais alcançados, cabe a Pedro Alves dar as cartas. Aquele que já apelidaram de “mourinho” das beiras vai dando o “jogo” conforme pode e deixam, resta saber até quando…

HACom a concelhia local, essa sim, literalmente de férias, eleita faz hoje precisamente 2 meses, à espera de “posse” mas com vontade de “feirar” em grande já no próximo dia 12, o CDS, cuja distrital irá brevemente, ou não, a votos, teve um verão aparentemente calmo e sereno, com Hélder Amaral a procurar “arrumar” a casa. Apesar de algumas movimentações é provável que não tenha oposição…

A grande novidade deste verão na política local é a saída do PCP da sua histórica sede em Viseu, porque até já os avisos “vou voltar” de Fernando Ruas se tornaram banais e recorrentes, perdendo assim toda a graça.

Assim sendo, parece-me que “rentrée”não se justifica, que continue a…

Fernando, o passado foi lá trás…

img_145x94$2014_07_30_21_15_39_229306Um ano quase volvido sobre a sua saída da Presidência do Município de Viseu, Fernando Carvalho Ruas dá-se conta que afinal a sua dimensão não se projectou para além da de autarca…

Finalmente deverá ter percebido porque nunca foi verdadeiramente importante no seu partido, onde nunca passou da Mesa do Congresso, porque nunca foi Ministro ou mesmo Secretário de Estado, porque a sua voz pouco foi ouvida, com claros prejuízos para o concelho a que presidia. Na “Europa” Fernando não se sente útil, afinal de contas ninguém liga à diferença entre carvalhos e cerejeiras… A dimensão é outra…

Ora já todos percebemos que Ruas não ultrapassou o trauma de sair de cena ao fim de 24 anos, o homem está mal resolvido consigo mesmo e com o mundo.

Mas Ruas também pouco se importa com isso, continua, qual menino mimado a quem tiraram o brinquedo e num estilo muito “quixoteano” a espalhar aos quatro ventos que quer retornar à Câmara, que ninguém lhe tira esse direito, etc., etc….

A ambição de Ruas esgota-se no Rossio e o Caramulo é já ali… Fernando parece obcecado com o regresso, mas não um regresso normal, mas sim um regresso de “revanche”, de afinal quem manda sou eu… Está no seu direito.ng3420120

Com um “VIRIATO D’OURO” para receber, Fernando Ruas ainda não percebeu que o seu tempo já foi, que agora é hora de ele próprio tentar novos desafios e crescer… Era um favor que fazia a si próprio e poupava-se a uma enorme desilusão.

Com estima e consideração…