A marca de…

12801675_595768277247062_1525229171050842828_nAnunciada em Fevereiro de 2014 e constituída por escritura pública nos últimos dias de
2015, foi, finalmente, na pretérita sexta-feira, apresentada formalmente a associação “VISEU MARCA”, nas palavras de Almeida Henriques, Presidente do Município de Viseu, um novo instrumento de marketing territorial de promoção da marca Viseu e da cidade – região. A esta associação, constituída pelo Município Viseense e pela AIRV, competirá, também, substituir a extinta Expovis e em consequência organizar a secular Feira de S. Mateus. Espera-se que não só…

Numa sessão de apresentação muito concorrida, que entre algumas novidades e 10367192_1719053544979596_1990370238904985_ncuriosidades, juntou no mesmo “palco” o triunvirato Almeida Henriques, Carlos Marta e João Cotta, este último (quem mais?) investido na qualidade de Presidente da novel associação e que num discurso rico em citações deixou já em “cima” do futuro director-executivo da VISEU MARCA, na forma de incentivo(??), a responsabilidade pelo que da organização da Feira de S. Mateus advir…

Ora ciente da enorme responsabilidade que constitui o sucesso desta VISEU MARCA, António Almeida Henriques não vacilou e escolheu para director-executivo da dita um dos seus melhores “activos”, o omnipresente Jorge Sobrado, seu Adjunto no Município e pedra basilar, em conjunto com Nuno Nascimento, Chefe-de-Gabinete da Presidência, da gestão de Almeida Henriques no município viseense. A tarefa, não sendo fácil, mas, também, não sendo impossível, requer cuidados redobrados e uma capacidade de decisão e execução muito precisas, ou não fossem esta VISEU MARCA e a “nova” Feira de S. Mateus duas das mais visíveis “obras” deste mandato autárquico, fruto também, mas não só, das expectativas que o actual executivo tem vindo a criar em torno da recriação da Feira de S. Mateus e da promoção da cidade-região Viseu, a melhor cidade para viver…

Jorge Sobrado, por certo não deixará os seus créditos em mãos alheias, o expedito responsável pela estratégia de comunicação do município, mas não só, assume-se cada vez mais como o seguro de vida de António Almeida Henriques, do seu sucesso e da sua equipa, resultará em muito o sucesso deste primeiro mandato de António, que a ano e meio da provável reeleição, ajudada, também mas não só, pela inexistência de oposição eficaz e pela “marca” de Sobrado, muito provavelmente andará já, para além de cumprir com muito do prometido, preocupado na busca de soluções para alguns erros de casting cometidos em 2013 na escolha dos seus “companheiros de luta”, ou talvez não…

(artigo de opinião publicado na edição do Jornal do Centro de 27/02/2016)

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Editorial… ou uma espécie de

11892261_406768229528444_5111083214714357908_nE eis que estamos em “Agosto, pleno verão”, como diz uma célebre música de uma banda portuguesa de meados dos anos 80, só não estamos no mediterrâneo nem estão 40º à sombra ou mesmo ao sol…

Estamos mesmo em Portugal, mormente em Viseu, a melhor, dizem, cidade para viver. Como sempre nestas questões, uns concordam, outros não e ainda outros concordam à segunda, quinta, sábado e domingo, discordando nos outros dias, excepto quando é feriado à sexta, nunca percebi porquê, mas…

Adiante, para uns tempo de férias, para outros tempo de “feirar”, que é como quem diz, ir à Feira de S. Mateus comer umas farturas e levar os miúdos ao carrocel ou aos carrinhos de choque… A feira preenche-nos o imaginário, os cheiros e as cores, os sons, as barracas e os barraqueiros… trazem à memória os furos dos chocolates, a barraca das argolas, ou mesmo a memória ver tomates a voar de encontro a um qualquer cançonetista nacional, daqueles que marcaram de forma indelével o passado, presente e quiçá o futuro, do cançonetismo nacional…

É tempo de regresso das emoções aos relvados dos estádios, até mesmo a alguns do Euro 2004… Agitam-se as bandeiras, afinam-se as gargantas, agudiza-se a paixão… no entanto, no final, invariavelmente, a culpa é sempre ou quase sempre do mesmo, que diga-se, em abono da verdade, quase nunca tem culpa…

É, ou foi, também, tempo de “fazer” esta revista, que agora está nas suas mãos, daqui a pouco sabe-se lá onde estará. Com gosto, amor e carinho, mas não só, se fez mais um número da sua Studiobox. Fácil não foi mas impossível também não, fez-se, está aqui, esperamos que goste e prometemos voltar.

Até já.

(Editorial da Revista Studiobox de Agosto de 2015)

 

2014, a revista não editada – parte I & conclusão

Já em 2015, com as festas, faltam os “Reis”, passadas, com 2014 “quase arrumado” e em tempo de vésperas de mais um ano intenso a todos os níveis, resolvemos olhar para os protagonistas e acontecimentos que no nosso entender marcaram de algum modo o ano que findou.

Vamos fazê-lo de forma simples, directa e corrida. Sem preocupações de estilo ou forma, sem receio de susceptibilidades bacoco-mimadas e na certeza que não agradaremos a todos. Ainda bem, também não estamos cá para isso.

Como nota prévia, dizer que a eleição da personalidade local do ano 2014 por parte dos leitores de “Tempo de Vésperas” em nada condiciona a nossa opinião ou altera o nosso julgamento e análise. No entanto, os resultados devem ser lidos e analisados de forma natural e levados em conta na correta proporção da sua importância.

images-7Até para arrumar já o assunto e para dar um “biscoito” aos anónimos “locais”, dizer que não nos admirou muito a “eleição” de Fernando Ruas como a personalidade local do ano 2014. Não é só na “Casa Calçada” que se ouvem, dizem, ruídos estranhos e se passeiam “fantasmas”, também, pelas “ruas” da cidade e por alguns gabinetes do Rossio, se vão ouvindo ruídos estranhos… Agora mais a sério, o que é um facto é que, apesar de tudo, Fernando Ruas consegue manter-se à tona da água no espectro político local… Ruas, ou outros por ele, lá vai, de tempos a tempos, acalentado a esperança de uns quantos saudosistas que ainda não perceberam que os tempos são outros… Ruas percebeu que tem, ainda, lastro, tropas e audiência, percebeu que o PSD local não esqueceu, ainda, quem arranjou empregos, alcatroou estradas e inaugurou fontanários. Fez tudo isso e, “vox populi”, “deixou” dinheiro no cofre que outros agora desbaratam… Ruas, em 24 anos de poder, trouxe a Universidade, o comboio e a ligação a sul em auto-estrada, dinamizou a economia e não deixou responsabilidades financeiras emergentes… ops!!! Não trouxe?? Bem, vai trazer agora… Ou não, porque Fernando é um homem inteligente e sabe que basta “ameaçar” para existir e ao contrário de alguns carregadores de baldes, leu Héraclito e sabe que não se cruza o mesmo rio duas vezes, porque outras são as águas que correm nele.

Com um ano de mandato à frente dos destinos da urbe-região, António Almeida imageHenriques já percebeu que vai ter pela frente um 2015 muito exigente. Sem grandes obras “físicas” para fazer, António tem que “ganhar” as aldeias, e acelerar na economia. A esta altura já percebeu com quem pode contar, mas também sabe que tem que levar o barco, com todos, até 2017… Aguenta António…

Para quem ande desatento, é bom reler a “bíblia”  “Estratégia Viseu Primeiro 2013/2017”.  Oposição incluída e alguns vereadores da “situação”. Os primeiros porque têm o trabalho de fiscalização facilitado e os segundos para perceberem os compromissos que assumiram e o que ainda não fizeram e/ou têm para fazer…

Ao que acima dissemos, acresce que na área da cultura e turismo, também 2015 tem que ser muito diferente. Para quem tem como desígnio transformar Viseu no terceiro pólo cultural do país, muito trabalho tem pela frente Odete Paiva, que a par de João Paulo Gouveia, responsável pela pasta da “coesão territorial”, vão estar sobre forte escrutínio no ano que agora começa.

Oposição, infelizmente, foi coisa que pouco se viu no pretérito ano, se na vereação helder-amaralHélder Amaral não cumpriu as expectativas criadas, cabendo na maior parte das vezes ao esforçado Vítor Duarte a representação centrista nas reuniões de câmara, também na Assembleia Municipal o CDS esteve muito abaixo do esperado, minado com “não” problemas internos, entra em 2015 sem a presença do seu cabeça-de-lista Fernando Figueiredo,por motivos profissionais diga-se em abono da verdade, a mesma que nos mostra que se esperava, também, mais e melhor, deste CDS que tinha tudo para ser feliz… Perde o CDS e perde, seguramente, Viseu.

Já o PS, bem, nem vale a pena perder muito tempo… está em transição de gerações, esperamos que até 2017 recupere.

Assim sendo, acabaram por ser BE e a CDU a protagonizarem, no seu estilo de arremesso fácil e pouco consequente, alguns dos melhores momentos do ano em matéria de oposição.

Em matéria de acontecimentos, 2014 fica marcado pelos inevitáveis “Jardins 1898142_856440887729705_5204404808033583599_nEfémeros”, na sua IVª Edição e sob a batuta de Sandra Oiveira se vão afirmando como um dos cartazes da cidade. Também 2015, será um ano vital para o futuro dos “jardins”, tendo pela frente, Sandra Oliveira, o desafio, não só de “fazer” melhor, mas, sobretudo, de conseguir abrir caminho para uma futura auto-sustentabilidade económico-financeira, a nosso ver vital…

“NÓS FEIRAR” deu muito que falar. Até rima, mas o que é certo é10511095_887722147910696_7722100055394428865_n que se em 2014 se procurou começar a mudar o que todos sabem ter que ser mudado em relação ao maior certame e cartaz turístico da região, 2015 é completamente decisivo nesta matéria. Dossiers como a extinção da “Expovis” e a criação da associação “VISEU MARCA”, já deviam estar mais que resolvidos. Em 2015, nesta matéria, a palavra de ordem é “NÃO ERRAR”…

logoindexA iniciativa “Viseu & Vinho Dão Festa” veio para ficar, apesar das vozes costumeiras dos “velhos do Restelo” que ainda não perceberam que o paradigma mudou e que não se promove para dentro, mas sim para fora. As portas e janelas fizeram-se, também, para abrir… Em 2015 o desafio será seguramente maior e não pode ficar confinado aos “salões do Dão”, é preciso levar Viseu e o Dão a quem o não conhece…

Já por aqui falámos de outras personalidades e projectos que levam consigo a marca “VISEU”, no entanto, não posso ficar sem dar o devido destaque e referência à Escola Profissional Mariana Seixas, talvez a mais premiada a nível nacional e que em 2014  “trouxe” consigo, entre outros, o Prémio do Público no BGreen- Festival Ecológico de Vídeo em Santo Tirso, o 1º Prémio Nacional no Concurso INOVA- Melhor Projeto- 10333788_10201357925388930_1680888211585756928_oCasaco Inteligente para Bombeiros e Prémio Inova Social- Casaco Inteligente para Bombeiros, o 1º Lugar Nacional no Concurso Europeu das Florestas, Melhor Curta-Metragem na Categoria Escolar no VistaCurta 2014, Conquista do Selo Europeu para as Línguas e o 1º lugar nacional no Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio- Casaco Inteligente para Bombeiros. Parabéns a todos na pessoa do seu Director, Gonçalo Ginestal, que não perdeu o “GPS” e, talvez mesmo, dele não precise.

Uma palavra final, para notar a diferença de ambição entre o “meu” Académico de 10626534_771795162888000_8090377116847222423_nViseu e o vizinho C. D. de Tondela, está aí à vista de quem quiser ver… e um incentivo para um 2015 de consolidação do Lusitano de Vildemoinhos e de reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao nível da formação desportiva dos jovens pelo carismático Dínamo da Estação.

Como sempre, assinado…

Rui Rodrigues dos Santos

Passou um, ainda faltam três…sete… nove…

Para desespero de alguns e alegria de uns quantos “cobardo-anónimos” que populam pelas redes sociais e “comentam” em alguns blogues, sempre a coberto da vergonha descarada de serem incapazes de assumirem o que pensam e  dizem, talvez fruto de frustações pessoais de qualquer espécie mas sempre próximas da “entalada zurrice crónica” que os caracteriza e os quais, nos últimos tempos, têm manifestado a sua preocupação com o estado d’arte de “Tempo de Vésperas” e com as opiniões veiculadas por este humilde escriba, o qual por formação, educação e respeito por todos, mesmo aqueles que não sabem o que isso é, assina sempre o que escreve, assume o que faz e diz, sem tibiezas ou receios do que quer ou quem quer que seja, aquilo que pensa e o que faz. É essa a minha liberdade, que ao que vejo a alguns, poucos, falta..

Centrando no que verdadeiramente importa, interessa fazer uma reflexão séria, curta mas rigorosa sobre este ano e um mês de gestão autárquica de António Almeida Henriques, oposição(??) incluída.

Na última Assembleia Municipal, animada e divertida como é usual, António, o Presidente, no balanço que fez deste 1º ano e um mês de gestão do Município imagedesfiou um rol de realizações, de projectos em curso e ideias para o futuro e voltou a lembrar que está tudo vertido no documento estratégico “VISEU PRIMEIRO 2013/2017”, qual manual de procedimentos…

Não vou elencar o que foi feito ou não foi feito, deixo isso para para quem tem a responsabilidade de fiscalizar o trabalho de António e seus pares, a “oposição”. E nesta matéria se para uns, os socialistas, é “Ruas” que marca este  1º ano, já para o CDS foi só foguetório, segundo Hélder Amara,l tudo não passou de festas & festinhas. Nesta matéria, aquele que já apelidaram de “Torquemada das Beiras”, expressão infeliz diga-se de passagem, tem alguma razão, mas foi curto na análise e perdeu-se na facilidade do “soundbyte” apesar de em entrevista ao “Jornal do Centro” ter aflorado algumas verdades pertinentes antes de se perder na defesa do eucalipto…

Já o PS, mostra-se algo adormecido, de uma modéstia gritante e de um vazio de ideias generalizado. Com JJ em pré-reforma e com João Paulo Rebelo em silenciosa pré-campanha para 2017, valha-nos a sempre simpática e participativa vereadora Rosa Monteiro.

Do lado do executivo municipal, escrevemos aqui, em 23 de outubro de 2013, “chegaram os dias de António“, para desespero de Fernando, a quem diga-se, em muito faltou o que ao “Tó” tem sobrado. A preocupação mor deste ano foi fazer “esquecer” Ruas, a par de preparar a sedimentação necessária e precisa se  for para levar a sério e cumprir o denominado “projecto a 10 anos”. Num ano fortemente marcado pela força comunicativa do denominado gabinete de propaganda, a gestão de Almeida Henriques procurou e conseguiu impor um ritmo externo de elevada intensidade, focado na assunção clara da cidade-região de Viseu como “cidade líder” de uma vasta região do centro de Portugal.

Em Janeiro do corrente, fazíamos aqui, a análise do estado d’arte de então, hoje vemos que pouco ou nada errámos à época.

Com um ano positivo q.b., onde efectivamente se marcou a diferença, onde os input’s urbanos foram em larga escala dominantes e se introduziram novos conceitos na gestão do Município, preocupa-nos mais o que aí vem, o futuro, do que própriamente o passado e o presente efémero. E é aí que importa centrar a análise, porque é neste futuro que se joga toda a dimensão da cidade e da região, é neste futuro que se centra a ambição e foi sempre, na minha opinião, na falta dela, que se falhou no passado.
Nos próximos tempos António e a sua equipa vão ter que operacionalizar muito do que foi “semeado” neste primeiro ano de mandato, vão ter que direccionar o foco para lá do Rossio e do centro histórico em termos de política “interna”, urge “chegar” ás aldeias, não para as trazer ou levar até elas o Rossio, mas para que em quem cada uma delas se possa afirmar que “Viseu é a melhor cidade para Viver”. Vai ser necessário mostrar que os vários projectos e fóruns criados e anunciados são úteis e concorrentes para um Viseu de e com futuro. Vai ser preciso de forma mais incisiva dinamizar a busca de investimento económico de cariz permanente e socialmente responsável, vai ser nuclear continuar a “mudança” este ano iniciada na Feira de S. Mateus, e trabalhar muito, a todos os níveis, para que se alcance o tão apregoado objectivo de tornar Viseu no 3º pólo cultural do país…

Assim sendo, apresentam-se como cruciais para o sucesso de Viseu, os dois próximos anos de gestão autárquica.
É simples, basta cumprir com o “VISEU PRIMEIRO 2013-2017” e a oposição, quer na vereação, quer na Assembleia Municipal, cumprir com o seu papel de fiscalização construtiva. A António Almeida Henriques, acresce, ainda, resolver de vez alguns problemas de casting no “seu”(pouco) inner- circle, que com mais ou menos propriedade já por aqui demos conta, sendo que nas autarquias não é possível remodelar…

A bem de Viseu, que todos cumpram…

“Silly” ou não, é a “season” cá da malta…

Eis que chegamos a Setembro, suposto final de férias, “dead end” da denominada “silly season” politiqueira, a qual já foi bem mais interessante do que nos dias que correm…

Mantendo o registo, estamos então, em fase de “rentrée”, mas só para alguns, pois outros houve que não saíram de cena, ou não estivessemos em época de Feira de S. Mateus e a malta, mesmo dizendo que não, o que gosta mesmo é de “feirar”…

10488181_10204321341015219_2701961594739855324_n-1E feirar é o que tem feito António Almeida Henriques, edil de Viseu cidade região e com aspirações a líder regional. É que apesar das férias, a malta da “propaganda” não se cansa e vai que é um corropio… Ele é Volta a Portugal, ele é festa das Vindimas, Gabinetes do Agricultor e ciclistas outra vez, pelo meio ainda deu para ir ver o Académico ao Fontelo,10645304_1532237556994530_1137400549251394536_n lançar a requalificação do Largo do Arraial na “independente” Abraveses e para dar uma “mão” na Feira de S. Mateus ao som das concertinas do grande Canário… Aliás, a Jorge Sobrado, também conhecido como o “Biriato” dos tempos modernos, só lhe falta cantar à desgarrada, sendo que “desafiantes” não faltam nem vão faltar…

Animado e “quente” vai o verão socialista, mergulhados numa autêntica “jihad” pelo poder onde vale quase tudo, também a nível local, as eleições para a Federação Distrital estão ao rubro. Acácio Pinto e António Borges vão votos este fim-de-semana num clima 10538569_288975371281699_5139794759397608584_nde grande crispação interna, mas com as quotas em dia e concelhias renascidas. António Borges, a fazer fé na “cacique-ó-sondagem” que a sua candidatura fez nos últimos dias, é apontado como provável vencedor. Habituado a ganhar, Borges, o candidato do sistema, 10687089_678000338961615_1100672476958641454_napoiante e apoiado por Seguro, colocou no terreno toda a sua sapiência em matéria de campanhas e eleições surpreendendo um Acácio Pinto que ainda acredita que são as ideias que ganham eleições.

Calmo e temperado foi o verão laranja, com a questão distrital arrumada com a291762_2222711610675_1595365208_n manutenção, conveniente, de Mota Faria na liderança da distrital, talvez como prémio pelos resultados eleitorais alcançados, cabe a Pedro Alves dar as cartas. Aquele que já apelidaram de “mourinho” das beiras vai dando o “jogo” conforme pode e deixam, resta saber até quando…

HACom a concelhia local, essa sim, literalmente de férias, eleita faz hoje precisamente 2 meses, à espera de “posse” mas com vontade de “feirar” em grande já no próximo dia 12, o CDS, cuja distrital irá brevemente, ou não, a votos, teve um verão aparentemente calmo e sereno, com Hélder Amaral a procurar “arrumar” a casa. Apesar de algumas movimentações é provável que não tenha oposição…

A grande novidade deste verão na política local é a saída do PCP da sua histórica sede em Viseu, porque até já os avisos “vou voltar” de Fernando Ruas se tornaram banais e recorrentes, perdendo assim toda a graça.

Assim sendo, parece-me que “rentrée”não se justifica, que continue a…

Feirar incomoda? Mudar também…

10537878_894454230570821_6952976707433155388_nNunca tantos de forma tão clara e aberta criticaram o programa ou cartaz da Feira de S. Mateus, anos e anos de mesmo e do mesmo em dose revista e aumentada de popularismo bacoco pró-parolo e muitos dos que calaram ou apenas em surdina o disseram agora dão asas à liberdade poética e democrática da arte de “mal-dizer” e criticar. Saúda-se a intervenção cívica, saúda-se a crítica e é positivo ver, agora, muitos a subscrever o que alguns já há muito dizem.

Se outro mérito não tivesse, que tem, este cartaz aliado ao “feirar” que todos fazem e que é “chic” criticar, só pelo simples de facto de abrir as consciências para a realidade daquilo que era e ainda é a “nossa” Feira já cumpriu em muito a sua função. Basta percorrer as redes sociais, a blogosfera local, ouvir as conversas de café, etc… Todos falam e opinam, se primeiro era sobre o “FEIRAR” e o octógono presente na simbologia da Feira, por acaso já aparecia no cartaz do ano passado, agora é a desancar num programa que não sendo uma “riqueza” sempre é qualitativamente melhor em comparação com os anteriores, dos quais ainda enferma de “influências” e “coincidências”…

Assim sendo e em face dos disparates que  por aí tenho visto, fruto seguramente de falta de informação e, nalguns casos, para enfileirar no pagode, também me acho no direito constitucional de emitir a minha opinião, respeitando quem pensa de maneira diferente e tem opinião diversa, sabendo, no entanto, que haverá quem não tenha a capacidade de exercer o inverso.

Tenho para mim, que este “programa das festas” tem logo como efeito imediato a demonstração cabal de que é possível fazer mais e melhor, este tenderá a ser o último nestes moldes e podia ser o primeiro de uma nova era se tivesse sido gizado sem as “sombras” coincidentes de anos anteriores e a necessidade de respeitar públicos tão diversos e opostos como os que dão vida à Feira de São Mateus. Acresce que programar tantos dias, 36, respeitando um orçamento contido, para quem não sabe 1 milhão de Euros, que comparam com 1,3 milhões de euros da Expofacic de Cantanhede, a qual dura apenas 10 dias, não é seguramente tarefa fácil.

Polémicas à parte, a mera comparação do que apelido de “cartaz principal” agora apresentado com o do ano pretérito,  produz as constatações visíveis na seguinte infografia:

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  • Augusto Canário e as suas concertinas e  Sons do Minho, não figuram no cartaz de 2014 mas repetem a presença, coincidentemente no mesmo fim-de-semana. Coincidência que repetem Tony Carreira e Quim Barreiros…
  • Qualitativamente, na minha modesta opinião, as saídas e entradas no quadro principal equivalem-se, existindo uma clara limpeza ao nível do nacional cançonetismo, para ser simpático na denominação…

Não é o cartaz que a cidade-região e o certame exigem no contexto do novo ciclo que se anuncia e para o qual se caminha seguramente, sendo este um ano “zero” de um futuro diferente, quero crer ser este o cartaz possível, como de igual modo teremos a feira possível…

Como todas as mudanças, também esta mudança no paradigma da Feira de S. Mateus, esbarra em interesses instalados e na inércia própria de quem vê na mudança sempre um perigo.

Uma coisa é certa, pior do que o nível a que se chegou é difícil para não dizer impossível.

Eu quero a “feira da minha infância” de volta

 

Uma “nova feira”…

A 8 foi dada a conhecer, a 8 vai abrir, 8 lados tem o seu símbolo, em estreita ligação com o octógono que constitui a Cava de Viriato e é hoje a representação em símbolo da cidade e da sua marca, 8 é, também, o mês em que se inicia e 8 são as grandes áreas em que se divide o recinto… da FEIRA DE S. MATEUS, edição de 2014.

Apresentada ontem de forma diferente e com uma roupagem nova, a edição 2014 deste certame não configura uma feira nova, mas é, com toda a certeza, o início de uma “nova feira”.

10511095_887722147910696_7722100055394428865_nCom uma nova imagem, actual, trendy e a rasgar com o passado, pouco rico nesta matéria, diga-se, a fazer a ligação à marca da cidade e à Cava de Viriato, “general pastor” que vê regressar o seu dia depois de 85 anos de esquecimento, e sob o lema, já controverso, “NÓS FEIRAR” (afinal quem não feira?), esta edição da Feira de S. Mateus procura, nitidamente, marcar um novo rumo, um novo ciclo para um certame que, de ano para ano se vinha degradando a todos os níveis. Já em 2009, alguém para isso alertava…

A Feira carece de mudanças, tal como a conhecemos hoje é pouco atractiva, não é bonita e já não preenche o imaginário de crianças e adultos como outrora. A Feira “perdeu-se”, precisa de se reencontrar consigo própria e com quem a visita. Algo que não sendo difícil, também não será fácil. Algumas vozes já se ouvem ao longe e em surdina, criticando a “mudança” que se impõe. Caricato é que algumas são daqueles que mais criticavam o marasmo e a degradação contínua de uma feira que cada vez menos acrescentava valor…

As bases dessa “revolução silenciosa” estão lançadas, são conhecidas. Não é uma corrida contra o tempo, mas com o tempo, necessária e natural para recuperar e relançar uma feira com 622 anos…

Da “nova feira” registar pela positiva a aposta no DÃO como vinho oficial da mesma, o que para mim constituiu uma forte aposta na consolidação da estratégia “Viseu cidade região” preconizada por Almeida Henriques e seus pares.

Quanto ao “cartaz” da feira, muito há para mudar até que se consiga atingir novos públicos e ultrapassar a barreira de algum neo-parolismo reinante em anos anteriores.

Resumindo, temos pela frente o início de uma “nova feira” que se quer moderna, atractiva, segura e acolhedora para todos.

Captura de ecrã 2014-07-9, às 14.47.31