A 5 de Outubro…

11927476_944435928927992_4710657781160617393_oA um mês da ida ás urnas para a eleição dos representantes do povo e conhecidos que são os diversos propostos a tão importante missão, interessa olhar para o presente e perspectivar um pouco do que será o cenário político local a 5 de Outubro.

Sobre as diversas listas de candidatos já muito foi, com maior ou menor acerto, dito. Ressaltam, no entanto, algumas evidências que julgo pertinentes e, algumas delas, com impacto no xadrez político local pós-eleições.

Sobre a “liga dos últimos”, pouco ou nada haverá a dizer para além de realçar a boa vontade e empenho dos seus candidatos, com destaque para a CDU e para o seu candidato Francisco Almeida, o qual no campo da notoriedade e do conhecimento a nível do distrito, bate “aos pontos” todos os outros cabeças-de-lista, facto que pouco lhe vale em termos de resultados práticos.

Dos sobrantes, salientar apenas 2 ou 3 aspectos:

  • A coligação tem como cabeça de lista Leitão Amaro, apesar de segunda escolha, em face da recusa de Sérgio Monteiro, bem melhor que a “escolha” dos pretendentes
    Leitão Amaro

    Leitão Amaro

    socialistas;

  • O PS, leia-se António Borges e “sus muchachos”, arrumou de uma penada com José Junqueiro e Acácio Pinto;
  • Ambas as lista podem ser consideradas sofríveis, quando comparadas com as de atos eleitorais anteriores. No entanto, na minha modesta opinião e, ao que se vê, na de alguns socialistas, o PS consegue “fazer” pior…

Posto isto, seguro e certo é que nada será igual, politicamente e independentemente do resultado final nacional, no xadrez político local.

Vejamos:

  • Os líderes da oposição(??) autárquica local , João Rebelo e Hélder Amaral, deverão ficar confortavelmente sentados nas suas cadeiras do parlamento, deixando Almeida Henriques ainda mais à vontade;
  • O CDS, fruto desta coligação e independentemente do resultado, estará letalmente contaminado, prova disso mesmo serão as próximas eleições autárquicas, isto se sobreviver até lá;
  • O PS, já fracturado e, previsivelmente, derrotado, terá que procurar um novo rumo, mais a sul;
  • O PSD local continuará “quase” na mesma, com Almeida Henriques e Carlos Marta a disputarem, na sombra, a capacidade de influência futura;

De resto, é continuar a aguardar que as repetidas promessas sejam cumpridas, algo a que infelizmente, já estamos habituados…

 

Artigo de opinião publicado no “Jornal do Centro” de 4/9/2015

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Com toda a confiança… os desafios de António

De regresso, ainda que não definitivo, às berças, melhor recepção não podia ter tido do que ser “engolido”, em plena Praça D. Duarte, pela marcha da CDU encabeçada pelos camaradas Jerónimo e Francisco Almeida.

Com mais bandeiras do que participantes, que o PC não brinca, lá seguiam imagesentusiasmados, pouco, até porque ainda não seria hora do lanche, cantando a várias vozes:”A CDU AVANÇA COM TODA A CONFIANÇA”… E, realmente, lá foram rua abaixo com grande confiança… Eu, no lugar deles, também o faria…

Lá segui, também com toda a confiança…

Mais um final de tarde em amena cavaqueira com amigos, desta vez sem o mar por horizonte mas enriquecida pela presença de um amigo de há muito mas que não muito nos sentamos a exercer essa amizade.

Voltando atrás, não à CDU, que sobre essa pouco ou nada haverá para dizer, mas ao tema da confiança e à cantilena, pergunto:

E Viseu, avança com toda a confiança?

Há tempos um amigo que muito prezo, dizia e passo a citar: “em Viseu, a mudança assusta”. Eu, se me permites meu amigo, diria que não assusta, o que assusta é exactamente o contrário, é a perspectiva de não mudança.

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Esse é o grande desafio de António Almeida Henriques, a confirmar-se a sua vitória nas próximas autárquicas, para os próximos anos. É efectivar a mudança, promover a alteração de mentalidades e processos, a regeneração de pessoas e ideias, acabar com as “quintas” e”quintais” de alguns. António terá como desafio o mostrar que não é delfim de ninguém, sucede mas não é sucessor, respeita mas faz diferente e melhor, que de facto, um novo ciclo se abriu, que realmente dá gosto viver num Viseu de e em que somos todos nós…

Se o conseguir fazer, chegará a 2017 com um ganho de capital importante para o seu futuro político, mas mais importante que isso e do que outras aritméticas político-partidárias, terá ganho a cidade, o concelho e toda uma região que aglutina em torno de Viseu.

Se não o conseguir fazer, perde seguramente Viseu e todos nós, porque o resto, o resto já não importa…