A marca de…

12801675_595768277247062_1525229171050842828_nAnunciada em Fevereiro de 2014 e constituída por escritura pública nos últimos dias de
2015, foi, finalmente, na pretérita sexta-feira, apresentada formalmente a associação “VISEU MARCA”, nas palavras de Almeida Henriques, Presidente do Município de Viseu, um novo instrumento de marketing territorial de promoção da marca Viseu e da cidade – região. A esta associação, constituída pelo Município Viseense e pela AIRV, competirá, também, substituir a extinta Expovis e em consequência organizar a secular Feira de S. Mateus. Espera-se que não só…

Numa sessão de apresentação muito concorrida, que entre algumas novidades e 10367192_1719053544979596_1990370238904985_ncuriosidades, juntou no mesmo “palco” o triunvirato Almeida Henriques, Carlos Marta e João Cotta, este último (quem mais?) investido na qualidade de Presidente da novel associação e que num discurso rico em citações deixou já em “cima” do futuro director-executivo da VISEU MARCA, na forma de incentivo(??), a responsabilidade pelo que da organização da Feira de S. Mateus advir…

Ora ciente da enorme responsabilidade que constitui o sucesso desta VISEU MARCA, António Almeida Henriques não vacilou e escolheu para director-executivo da dita um dos seus melhores “activos”, o omnipresente Jorge Sobrado, seu Adjunto no Município e pedra basilar, em conjunto com Nuno Nascimento, Chefe-de-Gabinete da Presidência, da gestão de Almeida Henriques no município viseense. A tarefa, não sendo fácil, mas, também, não sendo impossível, requer cuidados redobrados e uma capacidade de decisão e execução muito precisas, ou não fossem esta VISEU MARCA e a “nova” Feira de S. Mateus duas das mais visíveis “obras” deste mandato autárquico, fruto também, mas não só, das expectativas que o actual executivo tem vindo a criar em torno da recriação da Feira de S. Mateus e da promoção da cidade-região Viseu, a melhor cidade para viver…

Jorge Sobrado, por certo não deixará os seus créditos em mãos alheias, o expedito responsável pela estratégia de comunicação do município, mas não só, assume-se cada vez mais como o seguro de vida de António Almeida Henriques, do seu sucesso e da sua equipa, resultará em muito o sucesso deste primeiro mandato de António, que a ano e meio da provável reeleição, ajudada, também mas não só, pela inexistência de oposição eficaz e pela “marca” de Sobrado, muito provavelmente andará já, para além de cumprir com muito do prometido, preocupado na busca de soluções para alguns erros de casting cometidos em 2013 na escolha dos seus “companheiros de luta”, ou talvez não…

(artigo de opinião publicado na edição do Jornal do Centro de 27/02/2016)

Anúncios

A 5 de Outubro…

11927476_944435928927992_4710657781160617393_oA um mês da ida ás urnas para a eleição dos representantes do povo e conhecidos que são os diversos propostos a tão importante missão, interessa olhar para o presente e perspectivar um pouco do que será o cenário político local a 5 de Outubro.

Sobre as diversas listas de candidatos já muito foi, com maior ou menor acerto, dito. Ressaltam, no entanto, algumas evidências que julgo pertinentes e, algumas delas, com impacto no xadrez político local pós-eleições.

Sobre a “liga dos últimos”, pouco ou nada haverá a dizer para além de realçar a boa vontade e empenho dos seus candidatos, com destaque para a CDU e para o seu candidato Francisco Almeida, o qual no campo da notoriedade e do conhecimento a nível do distrito, bate “aos pontos” todos os outros cabeças-de-lista, facto que pouco lhe vale em termos de resultados práticos.

Dos sobrantes, salientar apenas 2 ou 3 aspectos:

  • A coligação tem como cabeça de lista Leitão Amaro, apesar de segunda escolha, em face da recusa de Sérgio Monteiro, bem melhor que a “escolha” dos pretendentes
    Leitão Amaro

    Leitão Amaro

    socialistas;

  • O PS, leia-se António Borges e “sus muchachos”, arrumou de uma penada com José Junqueiro e Acácio Pinto;
  • Ambas as lista podem ser consideradas sofríveis, quando comparadas com as de atos eleitorais anteriores. No entanto, na minha modesta opinião e, ao que se vê, na de alguns socialistas, o PS consegue “fazer” pior…

Posto isto, seguro e certo é que nada será igual, politicamente e independentemente do resultado final nacional, no xadrez político local.

Vejamos:

  • Os líderes da oposição(??) autárquica local , João Rebelo e Hélder Amaral, deverão ficar confortavelmente sentados nas suas cadeiras do parlamento, deixando Almeida Henriques ainda mais à vontade;
  • O CDS, fruto desta coligação e independentemente do resultado, estará letalmente contaminado, prova disso mesmo serão as próximas eleições autárquicas, isto se sobreviver até lá;
  • O PS, já fracturado e, previsivelmente, derrotado, terá que procurar um novo rumo, mais a sul;
  • O PSD local continuará “quase” na mesma, com Almeida Henriques e Carlos Marta a disputarem, na sombra, a capacidade de influência futura;

De resto, é continuar a aguardar que as repetidas promessas sejam cumpridas, algo a que infelizmente, já estamos habituados…

 

Artigo de opinião publicado no “Jornal do Centro” de 4/9/2015

Voltámos… onde se fala dos tempos de vésperas, pára-quedistas e outros…

Estamos de volta e com “novas roupas”, estivemos “fora” mais tempo que aquele que pensávamos, mas voltámos quando nos deu vontade, com a mesma naturalidade e liberdade com que fizemos uma pausa. Vivemos este período sempre em tempo de vésperas do dia de hoje.

Adiante, pois o que passou passou, o “glorioso” foi campeão, o Desportivo de Tondela subiu à 1ª e o meu Académico não, Sócrates continua em “retiro”, António Costa ainda sonha com o que o país  não quer nem precisa, Pedro e Paulo “juntaram-se” num noivado por Portugal, dizem eles, Almeida Henriques, a regressar de banhos, teve férias descansadas dado que a oposição continua de “baixa” em tempo de vésperas de feirar, Sara Carbonero foi vista a passear junto ao Castelo do Queijo enquanto BdC festejava na churrasqueira do Campo Grande com os seus 3 mosqueteiros, talvez a eleição do ex-colega Pedro para a presidência da Liga de clubes…  e os “syrizitas”, tal como os “amigos de Charlie” já assobiam para o lado enquanto Salgado já nem à missa pode ir…

Maria Manuel Leitão

Maria Manuel Leitão

Entretanto PS e a coligação PSD/CDS apresentaram as respectivas listas de candidatos a deputados, sendo

Leitão Amaro

Leitão Amaro

característica de ambas, para além do facto serem “lideradas” por dois “Leitões”, de nome, a renovação efectuada. Ambas repetem 3 nomes, se no PS se podem considerar todos de segunda linha, já na coligação não. Pelo CDS repetem Hélder Amaral  e Marina Valle e pelo PSD o incontornável Pedro Alves, promovido a nº2…

Outra característica comum é o surgimento dos denominados “pára-quedistas” ou “sem terra”. Se no PS surge logo no 1º lugar, já na coligação surge na 3ª posição uma jovem professora lisboeta, neste caso uma clara derrota da Distrital laranja…

Note-se, pela positiva ou não, o curriculum de ambas… pára-quedistas mas de elevada qualidade.

Fiquemos, para já, por aqui…

Factos & questões… reflexões

10900121_827011584003761_6638316037879490052_oA edição da pretérita 6ª-feira do Jornal do Centro, traz à discussão e/ou reflexão política local uma série de questões pertinentes relacionadas com o desempenho do executivo autárquico liderado por António Almeida Henriques, mormente atrasos relacionados com obras e acções publicamente anunciadas pelo executivo camarário e que, nesta data, deviam, na maior parte dos casos, ter “desenvolvimentos” positivos, o que na realidade não se verifica.

São citados, a título de exemplo, os atrasos relacionados com o concurso de ideias para a cobertura do “Mercado 2 de Maio”, anunciado em 18 de Setembro, a reconversão/beneficiação do Pavilhão Multiusos que vem sendo “falada” como primordial e necessária, a extinção da Expovis e consequente criação da “Viseu Marca”, exemplos a que acrescem o também anunciado concurso para a instalação de um hostal no centro histórico, a mudança de instalações da Polícia Municipal “a curto prazo”, estávamos a 10 de Setembro, o “famigerado” regulamento de horários para bares e estabelecimentos diversão nocturna que tinha “vida” prevista ainda em 2014, a instalação da Escola Profissional Mariana Seixas na Rua Direita anunciada para Janeiro corrente não se efetivará tão depressa, a criação de uma rede de vias cicláveis na cidade, ligação ao centro histórico, passo a citar “as propostas serão apresentadas e sujeitas a debate público até ao final deste ano”.

Aguarda-se com expectativa a instalação do denominado “estaleiro-escola” neste 1º 10426273_1583744198510532_4970375673325431629_ntrimestre do ano e o inicio das obras de adaptação do novo edifício das “Águas de Viseu” e consequente  transferência dos respectivos serviços para o centro histórico, com início aprazado para 2016 e conclusão algures no Verão de 2017. Bem como notícias sobre o “estado” do processo de candidatura de Viseu à lista de sítios Património da Humanidade da Unesco ou da mudança de serviços camarários para o edifício do “antigo” Governo Civil” ou, ainda, sobre a actvidade do Gabinete de Apoio às Famílias Endividadas e o arranque da incubadora de empresas…

Mais do que elencar medidas não concretizadas ou não cumpridas, interessa aqui perceber o que está por detrás destes “atrasos e incumprimentos” ou “imparidades” para usar um termo mais em voga. É, também, certo, que alguns dos anúncios ocorridos não dependem única e exclusivamente do Município, lembro, por exemplo, o anúncio feito pelo Sec. de Estado dos Transportes, o  mangualdense Sérgio Rodrigues, do início da carreira aérea Viseu-Tires, ou os continuados anúncios sobre a linha férrea e duplicação do IP3 ou nova ligação de Viseu a Sul… Será interessante acompanhar o percurso político “próximo” deste jovem e, já agora, perceber para onde caminha a “nova” AIRV com Carlos Marta, ex-edil tondelense e “fantasma de Fernando Ruas”, agora no comando das operações…

Regressando ao móbil deste manifesto, que não anti-Dantas, mas sim pró-Viseu, afinal que aconteceu? Ou melhor, o que é que não aconteceu, para que estas “imparidades” tivessem surgido?

Será incapacidade política do Executivo ou de parte dele?

Será que estamos a assistir a um “golpe de estado” palaciano?

Existirão “forças de bloqueio” externas?

E a oposição, PS e CDS, onde estão?

Perguntas pertinentes e para as quais se procuram repostas.

Em relação à 1ª questão já falámos sobre a constituição da lista vencedora logo hqdefaultquando eleita e em jeito de balanço, após o 1º ano de mandato, alertávamos que no poder autárquico não existem remodelações de “casting”, por necessidade ou não, o poder concentrou-se nos Gabinetes do Presidente e do Vice-Presidente, enquanto Guilherme Almeida vai passando nos intervalos da chuva e vai mostrando que a antiguidade é um posto e que ser “bereador” não é tão fácil como alguns julgam, aos vereadores João Paulo Gouveia e Odete Paiva, espera-os um 2015 de muito trabalho político… Não terão vida fácil em 2015 Jorge Sobrado e o “cardeal” Nuno Nascimento, peças essenciais na coesão e capacidade produtiva do executivo.

Golpe de estado palaciano pode parecer um termo forte, despropositado e exagerado, mas não. Logo por alturas da posse de António Almeida Henriques por aqui falávamos que António ia enfrentar resistências e resiliências, que obstáculos e pedras pelo caminho seriam muitos e foram e são. Almeida Henriques e seus pares entraram fortes, com determinação e velocidade estonteante para uma máquina pesada, reactiva e corporativa, habituada a outro ritmo e estilo. António, bem, mexeu no “xadrez”, movendo as peças na busca da posição de conforto, saiu de “brancas”, em primeiro e fez mossa. Atordoadas, as peças do tabuleiro foram reagindo, conhecedoras do “terreno” foram fazendo ver, aqui e ali, que com eles talvez, contra eles nunca. Estava dado o mote, era preciso não esmorecer e fazer vingar a velha máxima da (alguma) função pública: “se sempre foi assim, vai ter que continuar assim”, se são 45 dias,não têm que ser 44, etc., etc., etc….

As forças de bloqueio foram ou ficaram celebrizadas nos tempos da co-habitação Soares-Cavaco, sendo que a elas se referia Cavaco quando queria apontar a razões e Unknown-1pessoas fora da esfera do seu governo e que constituíam um óbice à prossecução dos seus objectivos de governação. Almeida Henriques tem encontrado algumas dessas forças de bloqueio e nas quais não se integra a oposição, mas, por paradoxo, se encontram alguns “bate nas costas”, um novo estilo de oposição, sem rosto, que está com todos e não está com ninguém, que é sem ser mas que está sempre presente…

Perante uma oposição perdida e baralhada em si mesmo e a quem competia questionar, fiscalizar, analisar e debater, não necessariamente por e nesta ordem, ficam perguntas por fazer e, em consequência, repostas por dar.

Factos são factos. Explicações e/ou respostas existem muitas, para todos os gostos e feitios. Muito provavelmente, num misto do que acima se enuncia ,em jeito reflexão, encontraremos algumas respostas para o sucedido, ou não…

Olhando para 2015, lembro-me de uma célebre afirmação de Sir Winston Churchill: “Eu sou um optimista. Não me parece muito útil ser outra coisa.”

2014, a revista não editada – parte I & conclusão

Já em 2015, com as festas, faltam os “Reis”, passadas, com 2014 “quase arrumado” e em tempo de vésperas de mais um ano intenso a todos os níveis, resolvemos olhar para os protagonistas e acontecimentos que no nosso entender marcaram de algum modo o ano que findou.

Vamos fazê-lo de forma simples, directa e corrida. Sem preocupações de estilo ou forma, sem receio de susceptibilidades bacoco-mimadas e na certeza que não agradaremos a todos. Ainda bem, também não estamos cá para isso.

Como nota prévia, dizer que a eleição da personalidade local do ano 2014 por parte dos leitores de “Tempo de Vésperas” em nada condiciona a nossa opinião ou altera o nosso julgamento e análise. No entanto, os resultados devem ser lidos e analisados de forma natural e levados em conta na correta proporção da sua importância.

images-7Até para arrumar já o assunto e para dar um “biscoito” aos anónimos “locais”, dizer que não nos admirou muito a “eleição” de Fernando Ruas como a personalidade local do ano 2014. Não é só na “Casa Calçada” que se ouvem, dizem, ruídos estranhos e se passeiam “fantasmas”, também, pelas “ruas” da cidade e por alguns gabinetes do Rossio, se vão ouvindo ruídos estranhos… Agora mais a sério, o que é um facto é que, apesar de tudo, Fernando Ruas consegue manter-se à tona da água no espectro político local… Ruas, ou outros por ele, lá vai, de tempos a tempos, acalentado a esperança de uns quantos saudosistas que ainda não perceberam que os tempos são outros… Ruas percebeu que tem, ainda, lastro, tropas e audiência, percebeu que o PSD local não esqueceu, ainda, quem arranjou empregos, alcatroou estradas e inaugurou fontanários. Fez tudo isso e, “vox populi”, “deixou” dinheiro no cofre que outros agora desbaratam… Ruas, em 24 anos de poder, trouxe a Universidade, o comboio e a ligação a sul em auto-estrada, dinamizou a economia e não deixou responsabilidades financeiras emergentes… ops!!! Não trouxe?? Bem, vai trazer agora… Ou não, porque Fernando é um homem inteligente e sabe que basta “ameaçar” para existir e ao contrário de alguns carregadores de baldes, leu Héraclito e sabe que não se cruza o mesmo rio duas vezes, porque outras são as águas que correm nele.

Com um ano de mandato à frente dos destinos da urbe-região, António Almeida imageHenriques já percebeu que vai ter pela frente um 2015 muito exigente. Sem grandes obras “físicas” para fazer, António tem que “ganhar” as aldeias, e acelerar na economia. A esta altura já percebeu com quem pode contar, mas também sabe que tem que levar o barco, com todos, até 2017… Aguenta António…

Para quem ande desatento, é bom reler a “bíblia”  “Estratégia Viseu Primeiro 2013/2017”.  Oposição incluída e alguns vereadores da “situação”. Os primeiros porque têm o trabalho de fiscalização facilitado e os segundos para perceberem os compromissos que assumiram e o que ainda não fizeram e/ou têm para fazer…

Ao que acima dissemos, acresce que na área da cultura e turismo, também 2015 tem que ser muito diferente. Para quem tem como desígnio transformar Viseu no terceiro pólo cultural do país, muito trabalho tem pela frente Odete Paiva, que a par de João Paulo Gouveia, responsável pela pasta da “coesão territorial”, vão estar sobre forte escrutínio no ano que agora começa.

Oposição, infelizmente, foi coisa que pouco se viu no pretérito ano, se na vereação helder-amaralHélder Amaral não cumpriu as expectativas criadas, cabendo na maior parte das vezes ao esforçado Vítor Duarte a representação centrista nas reuniões de câmara, também na Assembleia Municipal o CDS esteve muito abaixo do esperado, minado com “não” problemas internos, entra em 2015 sem a presença do seu cabeça-de-lista Fernando Figueiredo,por motivos profissionais diga-se em abono da verdade, a mesma que nos mostra que se esperava, também, mais e melhor, deste CDS que tinha tudo para ser feliz… Perde o CDS e perde, seguramente, Viseu.

Já o PS, bem, nem vale a pena perder muito tempo… está em transição de gerações, esperamos que até 2017 recupere.

Assim sendo, acabaram por ser BE e a CDU a protagonizarem, no seu estilo de arremesso fácil e pouco consequente, alguns dos melhores momentos do ano em matéria de oposição.

Em matéria de acontecimentos, 2014 fica marcado pelos inevitáveis “Jardins 1898142_856440887729705_5204404808033583599_nEfémeros”, na sua IVª Edição e sob a batuta de Sandra Oiveira se vão afirmando como um dos cartazes da cidade. Também 2015, será um ano vital para o futuro dos “jardins”, tendo pela frente, Sandra Oliveira, o desafio, não só de “fazer” melhor, mas, sobretudo, de conseguir abrir caminho para uma futura auto-sustentabilidade económico-financeira, a nosso ver vital…

“NÓS FEIRAR” deu muito que falar. Até rima, mas o que é certo é10511095_887722147910696_7722100055394428865_n que se em 2014 se procurou começar a mudar o que todos sabem ter que ser mudado em relação ao maior certame e cartaz turístico da região, 2015 é completamente decisivo nesta matéria. Dossiers como a extinção da “Expovis” e a criação da associação “VISEU MARCA”, já deviam estar mais que resolvidos. Em 2015, nesta matéria, a palavra de ordem é “NÃO ERRAR”…

logoindexA iniciativa “Viseu & Vinho Dão Festa” veio para ficar, apesar das vozes costumeiras dos “velhos do Restelo” que ainda não perceberam que o paradigma mudou e que não se promove para dentro, mas sim para fora. As portas e janelas fizeram-se, também, para abrir… Em 2015 o desafio será seguramente maior e não pode ficar confinado aos “salões do Dão”, é preciso levar Viseu e o Dão a quem o não conhece…

Já por aqui falámos de outras personalidades e projectos que levam consigo a marca “VISEU”, no entanto, não posso ficar sem dar o devido destaque e referência à Escola Profissional Mariana Seixas, talvez a mais premiada a nível nacional e que em 2014  “trouxe” consigo, entre outros, o Prémio do Público no BGreen- Festival Ecológico de Vídeo em Santo Tirso, o 1º Prémio Nacional no Concurso INOVA- Melhor Projeto- 10333788_10201357925388930_1680888211585756928_oCasaco Inteligente para Bombeiros e Prémio Inova Social- Casaco Inteligente para Bombeiros, o 1º Lugar Nacional no Concurso Europeu das Florestas, Melhor Curta-Metragem na Categoria Escolar no VistaCurta 2014, Conquista do Selo Europeu para as Línguas e o 1º lugar nacional no Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio- Casaco Inteligente para Bombeiros. Parabéns a todos na pessoa do seu Director, Gonçalo Ginestal, que não perdeu o “GPS” e, talvez mesmo, dele não precise.

Uma palavra final, para notar a diferença de ambição entre o “meu” Académico de 10626534_771795162888000_8090377116847222423_nViseu e o vizinho C. D. de Tondela, está aí à vista de quem quiser ver… e um incentivo para um 2015 de consolidação do Lusitano de Vildemoinhos e de reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao nível da formação desportiva dos jovens pelo carismático Dínamo da Estação.

Como sempre, assinado…

Rui Rodrigues dos Santos

Escolha a personalidade do ano 2014

Em final de ano e sem embargo de opinião própria, Tempo de Vésperas põe à votação de todos a escolha da “personalidade do ano 2014”.

As opções colocadas a votação resultam da auscultação que fomos fazendo nos últimos dias junto de vários pessoas ligadas a quadrantes tão diversos como a política, cultura, desporto, informação. Como critério único, o serem ou desenvolveram a sua actividade em Viseu região.

A votação decorre durante toda semana.

Participe.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Passou um, ainda faltam três…sete… nove…

Para desespero de alguns e alegria de uns quantos “cobardo-anónimos” que populam pelas redes sociais e “comentam” em alguns blogues, sempre a coberto da vergonha descarada de serem incapazes de assumirem o que pensam e  dizem, talvez fruto de frustações pessoais de qualquer espécie mas sempre próximas da “entalada zurrice crónica” que os caracteriza e os quais, nos últimos tempos, têm manifestado a sua preocupação com o estado d’arte de “Tempo de Vésperas” e com as opiniões veiculadas por este humilde escriba, o qual por formação, educação e respeito por todos, mesmo aqueles que não sabem o que isso é, assina sempre o que escreve, assume o que faz e diz, sem tibiezas ou receios do que quer ou quem quer que seja, aquilo que pensa e o que faz. É essa a minha liberdade, que ao que vejo a alguns, poucos, falta..

Centrando no que verdadeiramente importa, interessa fazer uma reflexão séria, curta mas rigorosa sobre este ano e um mês de gestão autárquica de António Almeida Henriques, oposição(??) incluída.

Na última Assembleia Municipal, animada e divertida como é usual, António, o Presidente, no balanço que fez deste 1º ano e um mês de gestão do Município imagedesfiou um rol de realizações, de projectos em curso e ideias para o futuro e voltou a lembrar que está tudo vertido no documento estratégico “VISEU PRIMEIRO 2013/2017”, qual manual de procedimentos…

Não vou elencar o que foi feito ou não foi feito, deixo isso para para quem tem a responsabilidade de fiscalizar o trabalho de António e seus pares, a “oposição”. E nesta matéria se para uns, os socialistas, é “Ruas” que marca este  1º ano, já para o CDS foi só foguetório, segundo Hélder Amara,l tudo não passou de festas & festinhas. Nesta matéria, aquele que já apelidaram de “Torquemada das Beiras”, expressão infeliz diga-se de passagem, tem alguma razão, mas foi curto na análise e perdeu-se na facilidade do “soundbyte” apesar de em entrevista ao “Jornal do Centro” ter aflorado algumas verdades pertinentes antes de se perder na defesa do eucalipto…

Já o PS, mostra-se algo adormecido, de uma modéstia gritante e de um vazio de ideias generalizado. Com JJ em pré-reforma e com João Paulo Rebelo em silenciosa pré-campanha para 2017, valha-nos a sempre simpática e participativa vereadora Rosa Monteiro.

Do lado do executivo municipal, escrevemos aqui, em 23 de outubro de 2013, “chegaram os dias de António“, para desespero de Fernando, a quem diga-se, em muito faltou o que ao “Tó” tem sobrado. A preocupação mor deste ano foi fazer “esquecer” Ruas, a par de preparar a sedimentação necessária e precisa se  for para levar a sério e cumprir o denominado “projecto a 10 anos”. Num ano fortemente marcado pela força comunicativa do denominado gabinete de propaganda, a gestão de Almeida Henriques procurou e conseguiu impor um ritmo externo de elevada intensidade, focado na assunção clara da cidade-região de Viseu como “cidade líder” de uma vasta região do centro de Portugal.

Em Janeiro do corrente, fazíamos aqui, a análise do estado d’arte de então, hoje vemos que pouco ou nada errámos à época.

Com um ano positivo q.b., onde efectivamente se marcou a diferença, onde os input’s urbanos foram em larga escala dominantes e se introduziram novos conceitos na gestão do Município, preocupa-nos mais o que aí vem, o futuro, do que própriamente o passado e o presente efémero. E é aí que importa centrar a análise, porque é neste futuro que se joga toda a dimensão da cidade e da região, é neste futuro que se centra a ambição e foi sempre, na minha opinião, na falta dela, que se falhou no passado.
Nos próximos tempos António e a sua equipa vão ter que operacionalizar muito do que foi “semeado” neste primeiro ano de mandato, vão ter que direccionar o foco para lá do Rossio e do centro histórico em termos de política “interna”, urge “chegar” ás aldeias, não para as trazer ou levar até elas o Rossio, mas para que em quem cada uma delas se possa afirmar que “Viseu é a melhor cidade para Viver”. Vai ser necessário mostrar que os vários projectos e fóruns criados e anunciados são úteis e concorrentes para um Viseu de e com futuro. Vai ser preciso de forma mais incisiva dinamizar a busca de investimento económico de cariz permanente e socialmente responsável, vai ser nuclear continuar a “mudança” este ano iniciada na Feira de S. Mateus, e trabalhar muito, a todos os níveis, para que se alcance o tão apregoado objectivo de tornar Viseu no 3º pólo cultural do país…

Assim sendo, apresentam-se como cruciais para o sucesso de Viseu, os dois próximos anos de gestão autárquica.
É simples, basta cumprir com o “VISEU PRIMEIRO 2013-2017” e a oposição, quer na vereação, quer na Assembleia Municipal, cumprir com o seu papel de fiscalização construtiva. A António Almeida Henriques, acresce, ainda, resolver de vez alguns problemas de casting no “seu”(pouco) inner- circle, que com mais ou menos propriedade já por aqui demos conta, sendo que nas autarquias não é possível remodelar…

A bem de Viseu, que todos cumpram…