Voltámos… onde se fala dos tempos de vésperas, pára-quedistas e outros…

Estamos de volta e com “novas roupas”, estivemos “fora” mais tempo que aquele que pensávamos, mas voltámos quando nos deu vontade, com a mesma naturalidade e liberdade com que fizemos uma pausa. Vivemos este período sempre em tempo de vésperas do dia de hoje.

Adiante, pois o que passou passou, o “glorioso” foi campeão, o Desportivo de Tondela subiu à 1ª e o meu Académico não, Sócrates continua em “retiro”, António Costa ainda sonha com o que o país  não quer nem precisa, Pedro e Paulo “juntaram-se” num noivado por Portugal, dizem eles, Almeida Henriques, a regressar de banhos, teve férias descansadas dado que a oposição continua de “baixa” em tempo de vésperas de feirar, Sara Carbonero foi vista a passear junto ao Castelo do Queijo enquanto BdC festejava na churrasqueira do Campo Grande com os seus 3 mosqueteiros, talvez a eleição do ex-colega Pedro para a presidência da Liga de clubes…  e os “syrizitas”, tal como os “amigos de Charlie” já assobiam para o lado enquanto Salgado já nem à missa pode ir…

Maria Manuel Leitão

Maria Manuel Leitão

Entretanto PS e a coligação PSD/CDS apresentaram as respectivas listas de candidatos a deputados, sendo

Leitão Amaro

Leitão Amaro

característica de ambas, para além do facto serem “lideradas” por dois “Leitões”, de nome, a renovação efectuada. Ambas repetem 3 nomes, se no PS se podem considerar todos de segunda linha, já na coligação não. Pelo CDS repetem Hélder Amaral  e Marina Valle e pelo PSD o incontornável Pedro Alves, promovido a nº2…

Outra característica comum é o surgimento dos denominados “pára-quedistas” ou “sem terra”. Se no PS surge logo no 1º lugar, já na coligação surge na 3ª posição uma jovem professora lisboeta, neste caso uma clara derrota da Distrital laranja…

Note-se, pela positiva ou não, o curriculum de ambas… pára-quedistas mas de elevada qualidade.

Fiquemos, para já, por aqui…

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2014, a revista não editada – parte I & conclusão

Já em 2015, com as festas, faltam os “Reis”, passadas, com 2014 “quase arrumado” e em tempo de vésperas de mais um ano intenso a todos os níveis, resolvemos olhar para os protagonistas e acontecimentos que no nosso entender marcaram de algum modo o ano que findou.

Vamos fazê-lo de forma simples, directa e corrida. Sem preocupações de estilo ou forma, sem receio de susceptibilidades bacoco-mimadas e na certeza que não agradaremos a todos. Ainda bem, também não estamos cá para isso.

Como nota prévia, dizer que a eleição da personalidade local do ano 2014 por parte dos leitores de “Tempo de Vésperas” em nada condiciona a nossa opinião ou altera o nosso julgamento e análise. No entanto, os resultados devem ser lidos e analisados de forma natural e levados em conta na correta proporção da sua importância.

images-7Até para arrumar já o assunto e para dar um “biscoito” aos anónimos “locais”, dizer que não nos admirou muito a “eleição” de Fernando Ruas como a personalidade local do ano 2014. Não é só na “Casa Calçada” que se ouvem, dizem, ruídos estranhos e se passeiam “fantasmas”, também, pelas “ruas” da cidade e por alguns gabinetes do Rossio, se vão ouvindo ruídos estranhos… Agora mais a sério, o que é um facto é que, apesar de tudo, Fernando Ruas consegue manter-se à tona da água no espectro político local… Ruas, ou outros por ele, lá vai, de tempos a tempos, acalentado a esperança de uns quantos saudosistas que ainda não perceberam que os tempos são outros… Ruas percebeu que tem, ainda, lastro, tropas e audiência, percebeu que o PSD local não esqueceu, ainda, quem arranjou empregos, alcatroou estradas e inaugurou fontanários. Fez tudo isso e, “vox populi”, “deixou” dinheiro no cofre que outros agora desbaratam… Ruas, em 24 anos de poder, trouxe a Universidade, o comboio e a ligação a sul em auto-estrada, dinamizou a economia e não deixou responsabilidades financeiras emergentes… ops!!! Não trouxe?? Bem, vai trazer agora… Ou não, porque Fernando é um homem inteligente e sabe que basta “ameaçar” para existir e ao contrário de alguns carregadores de baldes, leu Héraclito e sabe que não se cruza o mesmo rio duas vezes, porque outras são as águas que correm nele.

Com um ano de mandato à frente dos destinos da urbe-região, António Almeida imageHenriques já percebeu que vai ter pela frente um 2015 muito exigente. Sem grandes obras “físicas” para fazer, António tem que “ganhar” as aldeias, e acelerar na economia. A esta altura já percebeu com quem pode contar, mas também sabe que tem que levar o barco, com todos, até 2017… Aguenta António…

Para quem ande desatento, é bom reler a “bíblia”  “Estratégia Viseu Primeiro 2013/2017”.  Oposição incluída e alguns vereadores da “situação”. Os primeiros porque têm o trabalho de fiscalização facilitado e os segundos para perceberem os compromissos que assumiram e o que ainda não fizeram e/ou têm para fazer…

Ao que acima dissemos, acresce que na área da cultura e turismo, também 2015 tem que ser muito diferente. Para quem tem como desígnio transformar Viseu no terceiro pólo cultural do país, muito trabalho tem pela frente Odete Paiva, que a par de João Paulo Gouveia, responsável pela pasta da “coesão territorial”, vão estar sobre forte escrutínio no ano que agora começa.

Oposição, infelizmente, foi coisa que pouco se viu no pretérito ano, se na vereação helder-amaralHélder Amaral não cumpriu as expectativas criadas, cabendo na maior parte das vezes ao esforçado Vítor Duarte a representação centrista nas reuniões de câmara, também na Assembleia Municipal o CDS esteve muito abaixo do esperado, minado com “não” problemas internos, entra em 2015 sem a presença do seu cabeça-de-lista Fernando Figueiredo,por motivos profissionais diga-se em abono da verdade, a mesma que nos mostra que se esperava, também, mais e melhor, deste CDS que tinha tudo para ser feliz… Perde o CDS e perde, seguramente, Viseu.

Já o PS, bem, nem vale a pena perder muito tempo… está em transição de gerações, esperamos que até 2017 recupere.

Assim sendo, acabaram por ser BE e a CDU a protagonizarem, no seu estilo de arremesso fácil e pouco consequente, alguns dos melhores momentos do ano em matéria de oposição.

Em matéria de acontecimentos, 2014 fica marcado pelos inevitáveis “Jardins 1898142_856440887729705_5204404808033583599_nEfémeros”, na sua IVª Edição e sob a batuta de Sandra Oiveira se vão afirmando como um dos cartazes da cidade. Também 2015, será um ano vital para o futuro dos “jardins”, tendo pela frente, Sandra Oliveira, o desafio, não só de “fazer” melhor, mas, sobretudo, de conseguir abrir caminho para uma futura auto-sustentabilidade económico-financeira, a nosso ver vital…

“NÓS FEIRAR” deu muito que falar. Até rima, mas o que é certo é10511095_887722147910696_7722100055394428865_n que se em 2014 se procurou começar a mudar o que todos sabem ter que ser mudado em relação ao maior certame e cartaz turístico da região, 2015 é completamente decisivo nesta matéria. Dossiers como a extinção da “Expovis” e a criação da associação “VISEU MARCA”, já deviam estar mais que resolvidos. Em 2015, nesta matéria, a palavra de ordem é “NÃO ERRAR”…

logoindexA iniciativa “Viseu & Vinho Dão Festa” veio para ficar, apesar das vozes costumeiras dos “velhos do Restelo” que ainda não perceberam que o paradigma mudou e que não se promove para dentro, mas sim para fora. As portas e janelas fizeram-se, também, para abrir… Em 2015 o desafio será seguramente maior e não pode ficar confinado aos “salões do Dão”, é preciso levar Viseu e o Dão a quem o não conhece…

Já por aqui falámos de outras personalidades e projectos que levam consigo a marca “VISEU”, no entanto, não posso ficar sem dar o devido destaque e referência à Escola Profissional Mariana Seixas, talvez a mais premiada a nível nacional e que em 2014  “trouxe” consigo, entre outros, o Prémio do Público no BGreen- Festival Ecológico de Vídeo em Santo Tirso, o 1º Prémio Nacional no Concurso INOVA- Melhor Projeto- 10333788_10201357925388930_1680888211585756928_oCasaco Inteligente para Bombeiros e Prémio Inova Social- Casaco Inteligente para Bombeiros, o 1º Lugar Nacional no Concurso Europeu das Florestas, Melhor Curta-Metragem na Categoria Escolar no VistaCurta 2014, Conquista do Selo Europeu para as Línguas e o 1º lugar nacional no Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio- Casaco Inteligente para Bombeiros. Parabéns a todos na pessoa do seu Director, Gonçalo Ginestal, que não perdeu o “GPS” e, talvez mesmo, dele não precise.

Uma palavra final, para notar a diferença de ambição entre o “meu” Académico de 10626534_771795162888000_8090377116847222423_nViseu e o vizinho C. D. de Tondela, está aí à vista de quem quiser ver… e um incentivo para um 2015 de consolidação do Lusitano de Vildemoinhos e de reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao nível da formação desportiva dos jovens pelo carismático Dínamo da Estação.

Como sempre, assinado…

Rui Rodrigues dos Santos

Sai Filipe, entra Ricardo…

images-2Ano novo, vida nova. Parece ser o novo lema do Académico de Viseu, que neste início de ano resolveu mudar de treinador. Sai Filipe de Moreira, entra Ricardo Chéu

Quem? Então não era o…, mas…

A pergunta e o comentário clássico do adepto e/ou associado academista. Quem é “este” Chéu? Que fez? De onde vem e porquê? Então não era o… ?

Para surpresa de muitos ou de quase todos, quem sabe até dos próprios, a Direcção images-1Academista resolve fazer uma “aposta” de alto risco, não tanto pela contratação em si de Ricardo Chéu e já lá vamos, mas pelas expectativas que criou ao deixar sair, nos últimos tempos, nomes de treinadores todos eles  com provas dadas no futebol nacional, dando assim indicação do perfil de treinador que pretendiam contratar. Basta referir que Casquilha, ex-treinador do Moreirense, foi dado como “certo” no mesmo dia em que Chéu foi, oficiosamente, indicado como treinador academista. Ora esta inépcia na gestão das expectativas dos adeptos, pode revelar-se fatal para Ricardo Chéu, o menos culpado, mas, também, para esta Direcção, que acaba de associar o seu prazo de validade a este jovem treinador.

Ricardo Chéu, sem currículo de registo para apresentar, tem no discurso e na ambição natural de um jovem lobo que quer vencer, o seu cartão de visita. E, vendo bem, não pode ter outro registo que não esse. Aos 32 anos, com formação na área, com passagens como adjunto ou preparador físico por emblemas como Feirense, Santa Clara e Académica entre outros e com curta experiência no Mirandela, clube da Série “A” do Campeonato Nacional de Seniores,eis que Ricardo Chéu chega ao emblemático Académico de Viseu e aos campeonatos profissionais com vontade de vencer e se afirmar.

Ao aceitar este desafio, Ricardo Chéu e quem o acompanha, demostram ambição e coragem, bem patentes no discurso de apresentação. O que, só por si é já positivo, tendo em conta o desafio que é treinar o Académico.

Acredito que Ricardo Chéu tenha sido contratado a pensar no futuro, como base de uma nova era na “organização” academista, bem necessária e precisa, mas que, na minha modesta opinião, extravasa e muito, a questão técnica.

imagesChéu e a Direcção vão ter que saber lidar com a pressão dos resultados e dos sócios e estes últimos, com os percalços normais de um percurso longo e difícil. Pode não ser fácil esta co-existência, mas é crucial para o futuro de todos.

BEM-VINDO RICARDO CHÉU!