Editorial… ou uma espécie de

11892261_406768229528444_5111083214714357908_nE eis que estamos em “Agosto, pleno verão”, como diz uma célebre música de uma banda portuguesa de meados dos anos 80, só não estamos no mediterrâneo nem estão 40º à sombra ou mesmo ao sol…

Estamos mesmo em Portugal, mormente em Viseu, a melhor, dizem, cidade para viver. Como sempre nestas questões, uns concordam, outros não e ainda outros concordam à segunda, quinta, sábado e domingo, discordando nos outros dias, excepto quando é feriado à sexta, nunca percebi porquê, mas…

Adiante, para uns tempo de férias, para outros tempo de “feirar”, que é como quem diz, ir à Feira de S. Mateus comer umas farturas e levar os miúdos ao carrocel ou aos carrinhos de choque… A feira preenche-nos o imaginário, os cheiros e as cores, os sons, as barracas e os barraqueiros… trazem à memória os furos dos chocolates, a barraca das argolas, ou mesmo a memória ver tomates a voar de encontro a um qualquer cançonetista nacional, daqueles que marcaram de forma indelével o passado, presente e quiçá o futuro, do cançonetismo nacional…

É tempo de regresso das emoções aos relvados dos estádios, até mesmo a alguns do Euro 2004… Agitam-se as bandeiras, afinam-se as gargantas, agudiza-se a paixão… no entanto, no final, invariavelmente, a culpa é sempre ou quase sempre do mesmo, que diga-se, em abono da verdade, quase nunca tem culpa…

É, ou foi, também, tempo de “fazer” esta revista, que agora está nas suas mãos, daqui a pouco sabe-se lá onde estará. Com gosto, amor e carinho, mas não só, se fez mais um número da sua Studiobox. Fácil não foi mas impossível também não, fez-se, está aqui, esperamos que goste e prometemos voltar.

Até já.

(Editorial da Revista Studiobox de Agosto de 2015)

 

A 5 de Outubro…

11927476_944435928927992_4710657781160617393_oA um mês da ida ás urnas para a eleição dos representantes do povo e conhecidos que são os diversos propostos a tão importante missão, interessa olhar para o presente e perspectivar um pouco do que será o cenário político local a 5 de Outubro.

Sobre as diversas listas de candidatos já muito foi, com maior ou menor acerto, dito. Ressaltam, no entanto, algumas evidências que julgo pertinentes e, algumas delas, com impacto no xadrez político local pós-eleições.

Sobre a “liga dos últimos”, pouco ou nada haverá a dizer para além de realçar a boa vontade e empenho dos seus candidatos, com destaque para a CDU e para o seu candidato Francisco Almeida, o qual no campo da notoriedade e do conhecimento a nível do distrito, bate “aos pontos” todos os outros cabeças-de-lista, facto que pouco lhe vale em termos de resultados práticos.

Dos sobrantes, salientar apenas 2 ou 3 aspectos:

  • A coligação tem como cabeça de lista Leitão Amaro, apesar de segunda escolha, em face da recusa de Sérgio Monteiro, bem melhor que a “escolha” dos pretendentes
    Leitão Amaro

    Leitão Amaro

    socialistas;

  • O PS, leia-se António Borges e “sus muchachos”, arrumou de uma penada com José Junqueiro e Acácio Pinto;
  • Ambas as lista podem ser consideradas sofríveis, quando comparadas com as de atos eleitorais anteriores. No entanto, na minha modesta opinião e, ao que se vê, na de alguns socialistas, o PS consegue “fazer” pior…

Posto isto, seguro e certo é que nada será igual, politicamente e independentemente do resultado final nacional, no xadrez político local.

Vejamos:

  • Os líderes da oposição(??) autárquica local , João Rebelo e Hélder Amaral, deverão ficar confortavelmente sentados nas suas cadeiras do parlamento, deixando Almeida Henriques ainda mais à vontade;
  • O CDS, fruto desta coligação e independentemente do resultado, estará letalmente contaminado, prova disso mesmo serão as próximas eleições autárquicas, isto se sobreviver até lá;
  • O PS, já fracturado e, previsivelmente, derrotado, terá que procurar um novo rumo, mais a sul;
  • O PSD local continuará “quase” na mesma, com Almeida Henriques e Carlos Marta a disputarem, na sombra, a capacidade de influência futura;

De resto, é continuar a aguardar que as repetidas promessas sejam cumpridas, algo a que infelizmente, já estamos habituados…

 

Artigo de opinião publicado no “Jornal do Centro” de 4/9/2015