2014, a revista não editada – parte 0

A finalizar, quase, mais um ano civil, neste caso o ano da graça de 2014, é tempo de análise e reflexão sobre os acontecimentos e as personalidades que se fizeram notar de Janeiro pretérito até hoje, tanto pelo lado mais como pelo menos positivo.

Sem juízos de carácter nem “achincalhamento” pessoal, todos têm direito à sua dignidade pessoal e humana, pelo menos aqueles que de forma clara, aberta e genuína dão a cara pelo que pensam, dizem e fazem sem se esconderem por detrás da opacidade da mal-dicência e agressão anónima, cobardemente escondida atrás da “cortina virtual” e que apenas mostra à saciedade que quem faz, bem ou mal, mas faz, quem tem opinião e a expressa de forma livre e assumida e quem tem capacidade de “pensar” sem constrangimentos de qualquer espécie, incomoda… pelo menos os pobres de espírito. Que 2015 lhes traga a “luz” necessária para passarem a “viver” fora do esgoto…

imagesAdiante, que há coisas mais interessantes e com real importância para todos, repito todos. Se a nível nacional o ano fica marcado inevitavelmente pelo escândalo BES/GESUnknown e pela detenção, a meu ver exagerada, de José th-1Sòcrates, o “44”, ao que podemos juntar o arquivamento do denominado processo dos “submarinos”. Já por cá, os protagonistas não diferem muito dos anos anteriores, ou talvez não.

Se olharmos bem, de forma assertivamente positiva e pondo de parte a “ladainha” miserabilista que caracteriza muita da auto-denominada “vox populi” da urbe-região, encontramos outros protagonistas, outros acontecimentos, outras personalidades que se afirmaram e afirmam no mundo de forma positiva e notória e todos com um denominador comum, Viseu. Surpreso? Acredito que sim, mas vejamos alguns exemplos disso mesmo, na certeza de pecar pelo esquecimento involuntário de algo ou alguém.

Pedro Santos Guerreiro, director executivo do Jornal Expresso e comentador da SIC; Francisco Neto, selecionador nacional futebol feminino; Paulo Almeida, estilista radicado em Londres e recentemente galardoado com o  prémio “Talento Emergente de Moda Feminina” nos British Fashion Awards pelo trabalho desenvolvida pela dupla “MARQUES’ALMEIDA”; Luis Clara Gomes “MOULLINEX”, produtor musical e DJ internacionalmente conhecido e reconhecido; Paulo Ferreira, jornalista e  ex-director de informação da RTP; Vítor Gonçalves, jornalista e professor universitário; Rui Miguel, jogador profissional de futebol, actualmente a jogar no Rapid Bucareste da Roménia ou ainda o “desconhecido” Bruno Oliveira que na China e como treinador adjunto do Guizhou Renhe F.C. ergueu a Taça da  China e autor do livro “Mourinho: Porquê tantas Vitórias?” e por último, lembrar Paulo Sousa, o ex-internacional português e actual treinador do Basileia F. C. que em breve vai defrontar o FCP nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, são apenas, a par de outros que agora não recordamos os nomes e que se encontram ligada à investigação médica e científica e a outras áreas do saber, alguns exemplos de personalidades viseenses com projecção 411762_376488239111273_1483184285_opara além do Caramulo. Se a estes juntarmos projectos como o “TOMI WORLD”, liderado por José Agostinho e que se encontra espalhado pelas ruas de várias cidades e estações do metro de Unknown-5Lisboa e que coloca uma empresa de Viseu na vanguarda da indústria multimédia, ou a “SAKPROJECT” que produz as 10805807_1510642325875851_8234320002966100216_ncaneleiras usadas por Cristiano Ronaldo, Bale e Hulk entre outros; o operador universal de electricidade “LUZBOA”, com sede em Viseu e “filho” de Pedro Morais Leitão ou o images-2colectivo de arquitectos “ATELIER DO ROSSIO”, ainda recentemente reconhecido com a atribuição de mais um prémio 1013324_619153101471435_85486884_nna sua área. Viseu acolhe, também, o maior exportador nacional de produtos para tatuagens e um dos grandes “players” europeus neste mercado, sendo também reconhecido como um dos melhores estúdios de tatuagens da europa, falamos da “PIRANHA”, resultado do esforço empreendedor de Pedro Dias e colaboradores. E podíamos, seguramente continuar que exemplos não faltam…

Daqui se depreende e se confirma que existe Viseu para além do enclave Estrela-Caramulo…

Mas regressemos ao enclave e aos protagonistas e acontecimentos locais, aqueles que animam as conversas de café, enchem a blogsfera local e preenchem as edições dos pasquins locais, mas não já, talvez mais logo, amanhã ou depois…

É preciso dar tempo ao tempo, afinal estamos em “tempo de vésperas”…

 

Escolha a personalidade do ano 2014

Em final de ano e sem embargo de opinião própria, Tempo de Vésperas põe à votação de todos a escolha da “personalidade do ano 2014”.

As opções colocadas a votação resultam da auscultação que fomos fazendo nos últimos dias junto de vários pessoas ligadas a quadrantes tão diversos como a política, cultura, desporto, informação. Como critério único, o serem ou desenvolveram a sua actividade em Viseu região.

A votação decorre durante toda semana.

Participe.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O que é que Viseu tem???

Tem quase tudo como ninguém. Quem? Viseu… sim, tem (quase) tudo como ninguém…

Pode não parecer, mas de facto, Viseu, a maior cidade do interior do Portugal europeu e da diáspora, tem muita coisa, mas também falta quase outro tanto…

Tem gente boa e hospitaleira, empreendedora q.b., tem oferta diversificada, tem centralidade e localização privilegiada, tem produtos endógenos de qualidade, que vão para além do vinho do Dão, tem qualidade geral de vida, tem, até, pasme-se “baiana” que roda a saia…

Viseu tem querer, tem ambição…

Mas tem, também, rocha granítica, tem capelas e capelinhas, tem quintas e quintinhas…

Um dos dramas do Viseu de hoje é a mentalidade ainda reinante nalguns círculos de “poder”, mentes fechadas e dominadas por dogmas do passado, gente que não percebeu que o mundo mudou, que é tempo de abrir portas e janelas, arejar “casas” e mentes, é tempo de perceber que sozinhos, isolados do que é o mundo de hoje, pouco ou nada conseguimos fazer para além de “pensarmos” que somos os maiores, quando, no fundo, não o somos… mas , de umbigo, pensamos que o somos…

Seria para rir, se não tivesse tanto de trágico quanto de saloio… Assim se perdeu o combóio, não só o da ferrovia, mas, sobretudo e também, o “combóio” da modernidade…

Perguntam-me, alguns dos “vencidos da vida”, por exemplos concretos no meio da “floresta”, o que me conduz à velha “estória” da casa feudal que em si reunia tudo eth o tudo era nada, em que um dia a velha lareira, que há muito não servia, se acendeu e com graça na desgraça se percebeu que era preciso abrir portas e janelas, deixar correr o “novo” ar, iluminar as salas outrora fechadas e, principalmente, trazer as “gentes” de cá e de lá,  mostrar o que de melhor temos para oferecer por comparação positiva com o que os outros nos oferecem…

Falta a e nestas gentes a ambição, a certeza e a vontade de ser melhor, fazer melhor… contentam-se ufanemente com vitórias de Pirro e vassalagem forçadas…

Felizmente, estou em crer e quero acreditar que estamos em tempo de vésperas de um novo tempo, sob pena de, irremediavelmente, ficarmos para sempre a olhar uns para os outros na vã certeza de que somos os maiores, pelo menos, lá de casa…