Isto não é uma quinta!

Tempo de vésperas no Quadratura da Sé… Obrigado pelo convite.

banner-blog-03 Foi com alegria e entusiasmo que aceitei o convite para escrever “algo” para o “Quadratura da Sé”, blogue urbano de intervenção cívica onde pontificam 4 “jovens turcos” de valor seguro e que terão algo a dizer sobre o futuro da cidade de Viseu e da região.

No “Quadratura da Sé” nada melhor do que falar sobre a dita, ou melhor, sobre a zona onde se insere e sobre a controvérsia que para aí grassa sobre uma matéria que devia aproximar mais do que afastar, devia procurar consensos em vez de produzir insensatez e por aí adiante…

Esta matéria, sensível, da revitalização e requalificação do centro histórico, seja ele o “nosso” ou outro qualquer, começa por requerer bom senso na análise e distanciamento q.b. sobre interesses próprios. Além disso, requer de todos os intervenientes uma atitude positiva e de respeito mútuo. Um denominador comum, as pessoas. Sem elas, sob qualquer capa que seja, não existe centro histórico, não existe cidade…

Este denominador comum assume a forma de residente ou morador, aqui o conceito pode diferir, empresário dos vários ramos de actividade, trabalhador assalariado, cliente, visitante, turista, decisor político e, pasme-se, de “bota abaixo”, sendo que neste encarnam personagens de dupla capa…

Todos os atrás referidos, mesmo os “bota abaixo” estão convocados para a necessidade de em conjunto procurar consensos e alternativas que resolvam de forma eficaz os problemas de uns e queixas de outros, para procurar atingir o entendimento entre todos e assim construir um centro histórico revitalizado, de e para todos. Esta missão começa no respeito de todos por todos, se assim não acontecer, e não acontece como se sabe, a discussão está desde logo inquinada.

Aos moradores e residentes cabem certamente razões que são atendíveis e entendíveis, aos empresários, seja eles quem forem e do ramo que forem, idem e aos que usufruem sob qualquer forma de igual modo. Às autoridades policiais cabe fiscalizar e fazer cumprir Lei, a todos… Para as autoridades com responsabilidades políticas cabe regular e promover a efectiva revitalização do território em causa.

Ora, por incrível que possa parecer, ou não, o que temos vindo a assistir é a negação de tudo aquilo que deve envolver esta “discussão”. Muito por culpa daqueles que mais usufruem e que mais interessados deviam ser na revitalização do centro histórico. Interesses cruzados, sentimentos de “posse de quinta”, mesquinhez e falta de visão global e de conjunto, têm marcado esta discussão.

A meu ver estamos perante um problema de mentalidades, em vez de se adoptarem posturas activas e positivas opta-se por discursos “calimero” e por posturas negativistas de pura negação cega de tudo aquilo que não é do “seu” puro interesse. Perde-se tempo no ataque cobarde, na acusação mesquinha e na “defesa” do quintal, em vez de se procurar contribuir, em palavras e actos, para um melhor centro histórico, de todos e para todos, onde se pode viver, onde se pode trabalhar e onde se pode usufruir, ou seja, onde “todos” possam viver.

A revitalização do centro histórico começa na mudança de atitudes e mentalidades. Infelizmente, nesta matéria, constata-se que, nalguns casos, o caminho não será fácil…

O centro histórico não é meu, não é teu… É de todos nós!

3 responses to “Isto não é uma quinta!

  1. Rui, para a tua posição fosse completamente entendida, deverias ter começado pela declaração de interesses. Que tens negócios de “entertenimento” e que a politica actual é favorável a isso. E que qualquer ordenamento da desordem actual é prejudicial a esses interesses.Depois sim, debitavas o teu pensamento e tudo seria mais claro.

    • Caro homónimo sou, fui e serei sempre contra qualquer tipo de desordem. Quem me conhece sabe que assim é. Cumpra-se a Lei, regulamente-se o que há a regulamentar. Este principio assenta e ajusta a todos. No entanto, verifico que nem todos estão de forma honesta e clara nesta matéria, todos devem e têm de ceder para se arranjarem soluções de compromisso e aceitáveis, sendo certo que o bom é inimigo do óptimo.
      Ao contrário do que possa parecer a alguns iluminados “entalados” da nossa praça os problemas de ordem pública e a falta de regulação afectam em muito os empresários do dito “entertenimento”, esses, alguns, ainda os vejo procurar e apresentar soluções, outros há que só criticam e estão sempre no bota abaixo, atitude que lamento mas que revela a postura egoísta e individualista de quem as toma.

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