E agora Portugal?

bandeira-portugalEm Julho já por aqui se abordou este Portugal, a sua justiça e o caminho ou caminhos que se trilham. 24 de Novembro, véspera de um 25 muito esquecido, mas que urge relembrar, viveu este pequeno país um dos mais negros dias da sua história.

Independentemente dos protagonistas, irrelevantes para a matéria, é um país que bate no fundo, é a prova final de que andamos enganados faz anos, talvez agora, finalmente, aqueles que andam sempre com Abril na boca, percebam que Abril não se apregoa…

Assistimos a um circo mediático sem regras em volta dos últimos casos judiciais. Sem respeito por ninguém, principalmente pelos envolvidos, inocentes até prova em contrário, mas já julgados e condenados na imprensa e, em consequência, na opinião pública. Afinal, alguém sabe o que motiva a prisão preventiva de um ex-Primeiro-Ministro de Portugal? Sem embargo da acusação que lhe é feita e dos crimes que lhe são imputados…

Estaremos a caminhar para um “Estado de Juízes? Deus queira que não e que os homens também o não permitam.

A 3ª República esgotou-se, urge refundar o país, criar as condições necessárias para um futuro diferente, muito diferente, deste tenebroso presente.

E agora Portugal?

Como afirmava Pessoa na “Mensagem”: “Senhor, falta cumprir-se Portugal!”

Falta…

 

 

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FFF…

Facto politicamente relevante da última semana, mais do que as “intervenções” do 994766_605631506128546_1931172930_nVereador Municipal de Viseu, eleito pelo CDS, foi a renúncia(ver fim) ao mandato de deputado municipal por parte de Fernando Figueiredo(ff).

Diga-se, em abono da verdade, que não era situação que estivesse fora das expectativas, depois do que se passou no últimas eleições internas do CDS, onde FF foi “ultrapassado ” por Hélder Amaral e da última intervenção daquele na última reunião plenária da Assembleia Municipal.

O Coronel invoca razões de índole profissional e pessoal para abdicar do cargo para o qual foi eleito., acresce que não tem vocação para estar no “eucaliptal”…

Sabíamos que a sua saída constituiria um rude golpe no CDS, afinal Fernando Figueiredo foi o “motor” do partido no último ano, o que não estávamos à espera é que a sua falta se fizesse notar de forma tão rápida quanto notória, basta atentar neste artigo de opinião de Carlos Cunha e no último comunicado da Comissão Política Concelhia local para ver que Fernando Faz Falta… ou não?

Captura de ecrã 2014-11-18, às 00.44.51

Passou um, ainda faltam três…sete… nove…

Para desespero de alguns e alegria de uns quantos “cobardo-anónimos” que populam pelas redes sociais e “comentam” em alguns blogues, sempre a coberto da vergonha descarada de serem incapazes de assumirem o que pensam e  dizem, talvez fruto de frustações pessoais de qualquer espécie mas sempre próximas da “entalada zurrice crónica” que os caracteriza e os quais, nos últimos tempos, têm manifestado a sua preocupação com o estado d’arte de “Tempo de Vésperas” e com as opiniões veiculadas por este humilde escriba, o qual por formação, educação e respeito por todos, mesmo aqueles que não sabem o que isso é, assina sempre o que escreve, assume o que faz e diz, sem tibiezas ou receios do que quer ou quem quer que seja, aquilo que pensa e o que faz. É essa a minha liberdade, que ao que vejo a alguns, poucos, falta..

Centrando no que verdadeiramente importa, interessa fazer uma reflexão séria, curta mas rigorosa sobre este ano e um mês de gestão autárquica de António Almeida Henriques, oposição(??) incluída.

Na última Assembleia Municipal, animada e divertida como é usual, António, o Presidente, no balanço que fez deste 1º ano e um mês de gestão do Município imagedesfiou um rol de realizações, de projectos em curso e ideias para o futuro e voltou a lembrar que está tudo vertido no documento estratégico “VISEU PRIMEIRO 2013/2017”, qual manual de procedimentos…

Não vou elencar o que foi feito ou não foi feito, deixo isso para para quem tem a responsabilidade de fiscalizar o trabalho de António e seus pares, a “oposição”. E nesta matéria se para uns, os socialistas, é “Ruas” que marca este  1º ano, já para o CDS foi só foguetório, segundo Hélder Amara,l tudo não passou de festas & festinhas. Nesta matéria, aquele que já apelidaram de “Torquemada das Beiras”, expressão infeliz diga-se de passagem, tem alguma razão, mas foi curto na análise e perdeu-se na facilidade do “soundbyte” apesar de em entrevista ao “Jornal do Centro” ter aflorado algumas verdades pertinentes antes de se perder na defesa do eucalipto…

Já o PS, mostra-se algo adormecido, de uma modéstia gritante e de um vazio de ideias generalizado. Com JJ em pré-reforma e com João Paulo Rebelo em silenciosa pré-campanha para 2017, valha-nos a sempre simpática e participativa vereadora Rosa Monteiro.

Do lado do executivo municipal, escrevemos aqui, em 23 de outubro de 2013, “chegaram os dias de António“, para desespero de Fernando, a quem diga-se, em muito faltou o que ao “Tó” tem sobrado. A preocupação mor deste ano foi fazer “esquecer” Ruas, a par de preparar a sedimentação necessária e precisa se  for para levar a sério e cumprir o denominado “projecto a 10 anos”. Num ano fortemente marcado pela força comunicativa do denominado gabinete de propaganda, a gestão de Almeida Henriques procurou e conseguiu impor um ritmo externo de elevada intensidade, focado na assunção clara da cidade-região de Viseu como “cidade líder” de uma vasta região do centro de Portugal.

Em Janeiro do corrente, fazíamos aqui, a análise do estado d’arte de então, hoje vemos que pouco ou nada errámos à época.

Com um ano positivo q.b., onde efectivamente se marcou a diferença, onde os input’s urbanos foram em larga escala dominantes e se introduziram novos conceitos na gestão do Município, preocupa-nos mais o que aí vem, o futuro, do que própriamente o passado e o presente efémero. E é aí que importa centrar a análise, porque é neste futuro que se joga toda a dimensão da cidade e da região, é neste futuro que se centra a ambição e foi sempre, na minha opinião, na falta dela, que se falhou no passado.
Nos próximos tempos António e a sua equipa vão ter que operacionalizar muito do que foi “semeado” neste primeiro ano de mandato, vão ter que direccionar o foco para lá do Rossio e do centro histórico em termos de política “interna”, urge “chegar” ás aldeias, não para as trazer ou levar até elas o Rossio, mas para que em quem cada uma delas se possa afirmar que “Viseu é a melhor cidade para Viver”. Vai ser necessário mostrar que os vários projectos e fóruns criados e anunciados são úteis e concorrentes para um Viseu de e com futuro. Vai ser preciso de forma mais incisiva dinamizar a busca de investimento económico de cariz permanente e socialmente responsável, vai ser nuclear continuar a “mudança” este ano iniciada na Feira de S. Mateus, e trabalhar muito, a todos os níveis, para que se alcance o tão apregoado objectivo de tornar Viseu no 3º pólo cultural do país…

Assim sendo, apresentam-se como cruciais para o sucesso de Viseu, os dois próximos anos de gestão autárquica.
É simples, basta cumprir com o “VISEU PRIMEIRO 2013-2017” e a oposição, quer na vereação, quer na Assembleia Municipal, cumprir com o seu papel de fiscalização construtiva. A António Almeida Henriques, acresce, ainda, resolver de vez alguns problemas de casting no “seu”(pouco) inner- circle, que com mais ou menos propriedade já por aqui demos conta, sendo que nas autarquias não é possível remodelar…

A bem de Viseu, que todos cumpram…

Isto não é uma quinta!

Tempo de vésperas no Quadratura da Sé… Obrigado pelo convite.

banner-blog-03 Foi com alegria e entusiasmo que aceitei o convite para escrever “algo” para o “Quadratura da Sé”, blogue urbano de intervenção cívica onde pontificam 4 “jovens turcos” de valor seguro e que terão algo a dizer sobre o futuro da cidade de Viseu e da região.

No “Quadratura da Sé” nada melhor do que falar sobre a dita, ou melhor, sobre a zona onde se insere e sobre a controvérsia que para aí grassa sobre uma matéria que devia aproximar mais do que afastar, devia procurar consensos em vez de produzir insensatez e por aí adiante…

Esta matéria, sensível, da revitalização e requalificação do centro histórico, seja ele o “nosso” ou outro qualquer, começa por requerer bom senso na análise e distanciamento q.b. sobre interesses próprios. Além disso, requer de todos os intervenientes uma atitude positiva e de respeito mútuo. Um denominador comum, as pessoas. Sem elas, sob qualquer capa que seja, não existe centro histórico, não existe cidade…

Este denominador comum assume a forma de residente ou morador, aqui o conceito pode diferir, empresário dos vários ramos de actividade, trabalhador assalariado, cliente, visitante, turista, decisor político e, pasme-se, de “bota abaixo”, sendo que neste encarnam personagens de dupla capa…

Todos os atrás referidos, mesmo os “bota abaixo” estão convocados para a necessidade de em conjunto procurar consensos e alternativas que resolvam de forma eficaz os problemas de uns e queixas de outros, para procurar atingir o entendimento entre todos e assim construir um centro histórico revitalizado, de e para todos. Esta missão começa no respeito de todos por todos, se assim não acontecer, e não acontece como se sabe, a discussão está desde logo inquinada.

Aos moradores e residentes cabem certamente razões que são atendíveis e entendíveis, aos empresários, seja eles quem forem e do ramo que forem, idem e aos que usufruem sob qualquer forma de igual modo. Às autoridades policiais cabe fiscalizar e fazer cumprir Lei, a todos… Para as autoridades com responsabilidades políticas cabe regular e promover a efectiva revitalização do território em causa.

Ora, por incrível que possa parecer, ou não, o que temos vindo a assistir é a negação de tudo aquilo que deve envolver esta “discussão”. Muito por culpa daqueles que mais usufruem e que mais interessados deviam ser na revitalização do centro histórico. Interesses cruzados, sentimentos de “posse de quinta”, mesquinhez e falta de visão global e de conjunto, têm marcado esta discussão.

A meu ver estamos perante um problema de mentalidades, em vez de se adoptarem posturas activas e positivas opta-se por discursos “calimero” e por posturas negativistas de pura negação cega de tudo aquilo que não é do “seu” puro interesse. Perde-se tempo no ataque cobarde, na acusação mesquinha e na “defesa” do quintal, em vez de se procurar contribuir, em palavras e actos, para um melhor centro histórico, de todos e para todos, onde se pode viver, onde se pode trabalhar e onde se pode usufruir, ou seja, onde “todos” possam viver.

A revitalização do centro histórico começa na mudança de atitudes e mentalidades. Infelizmente, nesta matéria, constata-se que, nalguns casos, o caminho não será fácil…

O centro histórico não é meu, não é teu… É de todos nós!