Viseu, “link” para o Século XXI…

10383503_770025703060746_7206571137780216071_nViseu é uma cidade de pequena/média dimensão europeia, segundo os últimos censos(2011), o concelho tinha 99.274 habitantes, respeitando à cidade cerca de 66 mil, o que a atira para um 12º lugar entre as cidades mais populosas do país, à frente, por exemplo, da cidade de Aveiro com apenas cerca de 55 mil “moliceiros”, mas que compara com os cerca de 152 mil de Salamanca e 311 mil de Valladolid…

Simpaticamente, apesar de tudo, assumimos que nos dias de hoje “seremos” já mais de 100 mil os que por “terras de Viriato” se vão fazendo à vida, mas não sem fazer a vida…

Viseu, cidade região, procura cada vez mais afirmar-se como a “capital” de uma vasta região de entre Douro e Tejo nas mais variadas vertentes. Considerada por muitos como a melhor “cidade para viver”, assinatura constante da sua própria marca, Viseu encontra-se na encruzilhada própria de quem procura mudar o paradigma, o paradigma de uma cidade que cuidou do edificado e do betão, olhou de soslaio para a economia e com muito pouco critério para os aspectos da dimensão cultural e da criação das condições necessárias para a afirmação de Viseu como uma “cidade de futuro” no contexto competitivo do 3º milénio, onde tudo ocorre à escala global, ou não estivéssemos nós a viver em pleno processo de globalização, para o bem e para o mal.

Assim sendo, o caminho a percorrer passa por tornar Viseu, cidade região, numa cidade competitiva, capaz de atrair e fixar “capital” de toda a espécie e, ao mesmo tempo, gerar desenvolvimento a todos os níveis, que levem a que se torne numa cidade sustentável, logo, uma cidade de e com futuro.

No paradigma do 3ª milénio, é preciso “arejar” a cidade, procurar a afirmação da sua identidade própria e da sua marca, mais do que isso, aproximar cada vez mais a imagem do que se projecta à realidade quotidiana.

Viseu, cidade região, urbe de eventos multidisciplinares, onde a inovação também tem lugar, capital inequívoca do Dão, senhora de uma monumentalidade única, onde se cruzam referências históricas do antes e pós nascimento da “portugalidade”, não pode falhar o desafio que tem pela frente de “ganhar” o futuro nas suas mais variadas vertentes.

Temos assistido a uma interessante “movida” cultural e social, a uma aposta na afirmação da marca “Viseu” em moldes diferentes do que até aqui foi feito, se é que o foi. Procura-se urge credibilizar e dar qualidade ao que se faz. Abrir as janelas, promover a discussão e o debate, envolver todos na estratégia e na acção, mas sem nunca quartar o espírito crítico e a capacidade de sonhar, ousar e procurar concretizar do individuo e tão própria da natureza humana, até porque subjacente à cidade está o Homem, em toda a sua dimensão.

Se hoje “crescemos” em relação a ontem, também sabemos que o caminho que há por fazer é longo, não sem obstáculos nem adversários, mas é seguramente um caminho para o qual todos estamos convocados…

Viseu tem de ser o “link” de ligação entre todos, se assim for, seremos uma cidade de e com futuro.

(artigo publicado  na edição nº 3 da LINK VISEU)

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