António, não me ligas nenhuma…

Afinal, a fazer fé no noticiado no “Jornal do Centro” da pretérita 6ª-feira, são motivos meramente “passionais” que levaram Fernando a não receber, diferente de recusar, o “Viriato d’Ouro”…

imagesFernando quer mais “carinho” da parte de António e da sua entourage. Destes, ficámos a saber, nem um telefonema… cartas só registadas… convites? muito menos…

Para ajudar, António tratou de “cortar” no Bairro Municipal, na Quinta da Cruz e, pasme-se, não “pagou” o subsídio de reintegração de Fernando e do ansiado “delfim” deste, Américo. António anda tão ocupado que não tem sobrado tempo para Fernando…

Fernando está carente, queria uma festa só para ele…

Logo ele, Fernando, que sempre apoiou António, tirando não o querer ver como seu sucessor no cadeirão do Rossio…

Fernando está magoado, sentido e amargurado. Quer voltar, quer voltar para, presume-se, fazer o que não foi capaz de fazer em 24 anos. Nem as ruas de Estrasburgo ou os corredores de Bruxelas conseguem ameinar esta vontade voluntáriamente suicida de Fernando de, ao melhor estilo de Dino Meira, querer voltar a uma “casa” onde já foi feliz. Está no seu direito, até porque o sonho comanda a vida, pelo menos até à hora de acordar…

Para já, a este registo mimado, nervoso e traquina de Fernando, vai António respondendo com uma calma e fleuma olímpicas, resta saber até quando, até porque do lado de Fernando a “coisa” vai aquecer…

Fernando, não te fica bem…

images-7Fernando Ruas decidiu não receber o “VIRIATO D’OURO” atribuído por unanimidade pela Assembleia Municipal de Viseu, sob proposta também unânime da Câmara Municipal. Ruas está no seu direito e lá terá as suas razões. Ruas, que todos sabemos, não morre de amores pelo actual executivo e vive obcecado pela ideia de voltar a subir a escadaria dos Paços do Concelho,  qual  Sassa Mutema, o salvador, cometeu um erro crasso de análise. Fernando não rejeitou uma ou a “distinção” de Almeida Henriques. Fernando, o homem e o autarca, rejeitou a distinção e o reconhecimento efectivo do seu povo, de quem o elegeu durante 24 anos, num acto da mais pura ingratidão e soberba autista. Nada mais a acrescentar.

“Silly” ou não, é a “season” cá da malta…

Eis que chegamos a Setembro, suposto final de férias, “dead end” da denominada “silly season” politiqueira, a qual já foi bem mais interessante do que nos dias que correm…

Mantendo o registo, estamos então, em fase de “rentrée”, mas só para alguns, pois outros houve que não saíram de cena, ou não estivessemos em época de Feira de S. Mateus e a malta, mesmo dizendo que não, o que gosta mesmo é de “feirar”…

10488181_10204321341015219_2701961594739855324_n-1E feirar é o que tem feito António Almeida Henriques, edil de Viseu cidade região e com aspirações a líder regional. É que apesar das férias, a malta da “propaganda” não se cansa e vai que é um corropio… Ele é Volta a Portugal, ele é festa das Vindimas, Gabinetes do Agricultor e ciclistas outra vez, pelo meio ainda deu para ir ver o Académico ao Fontelo,10645304_1532237556994530_1137400549251394536_n lançar a requalificação do Largo do Arraial na “independente” Abraveses e para dar uma “mão” na Feira de S. Mateus ao som das concertinas do grande Canário… Aliás, a Jorge Sobrado, também conhecido como o “Biriato” dos tempos modernos, só lhe falta cantar à desgarrada, sendo que “desafiantes” não faltam nem vão faltar…

Animado e “quente” vai o verão socialista, mergulhados numa autêntica “jihad” pelo poder onde vale quase tudo, também a nível local, as eleições para a Federação Distrital estão ao rubro. Acácio Pinto e António Borges vão votos este fim-de-semana num clima 10538569_288975371281699_5139794759397608584_nde grande crispação interna, mas com as quotas em dia e concelhias renascidas. António Borges, a fazer fé na “cacique-ó-sondagem” que a sua candidatura fez nos últimos dias, é apontado como provável vencedor. Habituado a ganhar, Borges, o candidato do sistema, 10687089_678000338961615_1100672476958641454_napoiante e apoiado por Seguro, colocou no terreno toda a sua sapiência em matéria de campanhas e eleições surpreendendo um Acácio Pinto que ainda acredita que são as ideias que ganham eleições.

Calmo e temperado foi o verão laranja, com a questão distrital arrumada com a291762_2222711610675_1595365208_n manutenção, conveniente, de Mota Faria na liderança da distrital, talvez como prémio pelos resultados eleitorais alcançados, cabe a Pedro Alves dar as cartas. Aquele que já apelidaram de “mourinho” das beiras vai dando o “jogo” conforme pode e deixam, resta saber até quando…

HACom a concelhia local, essa sim, literalmente de férias, eleita faz hoje precisamente 2 meses, à espera de “posse” mas com vontade de “feirar” em grande já no próximo dia 12, o CDS, cuja distrital irá brevemente, ou não, a votos, teve um verão aparentemente calmo e sereno, com Hélder Amaral a procurar “arrumar” a casa. Apesar de algumas movimentações é provável que não tenha oposição…

A grande novidade deste verão na política local é a saída do PCP da sua histórica sede em Viseu, porque até já os avisos “vou voltar” de Fernando Ruas se tornaram banais e recorrentes, perdendo assim toda a graça.

Assim sendo, parece-me que “rentrée”não se justifica, que continue a…

Viseu, “link” para o Século XXI…

10383503_770025703060746_7206571137780216071_nViseu é uma cidade de pequena/média dimensão europeia, segundo os últimos censos(2011), o concelho tinha 99.274 habitantes, respeitando à cidade cerca de 66 mil, o que a atira para um 12º lugar entre as cidades mais populosas do país, à frente, por exemplo, da cidade de Aveiro com apenas cerca de 55 mil “moliceiros”, mas que compara com os cerca de 152 mil de Salamanca e 311 mil de Valladolid…

Simpaticamente, apesar de tudo, assumimos que nos dias de hoje “seremos” já mais de 100 mil os que por “terras de Viriato” se vão fazendo à vida, mas não sem fazer a vida…

Viseu, cidade região, procura cada vez mais afirmar-se como a “capital” de uma vasta região de entre Douro e Tejo nas mais variadas vertentes. Considerada por muitos como a melhor “cidade para viver”, assinatura constante da sua própria marca, Viseu encontra-se na encruzilhada própria de quem procura mudar o paradigma, o paradigma de uma cidade que cuidou do edificado e do betão, olhou de soslaio para a economia e com muito pouco critério para os aspectos da dimensão cultural e da criação das condições necessárias para a afirmação de Viseu como uma “cidade de futuro” no contexto competitivo do 3º milénio, onde tudo ocorre à escala global, ou não estivéssemos nós a viver em pleno processo de globalização, para o bem e para o mal.

Assim sendo, o caminho a percorrer passa por tornar Viseu, cidade região, numa cidade competitiva, capaz de atrair e fixar “capital” de toda a espécie e, ao mesmo tempo, gerar desenvolvimento a todos os níveis, que levem a que se torne numa cidade sustentável, logo, uma cidade de e com futuro.

No paradigma do 3ª milénio, é preciso “arejar” a cidade, procurar a afirmação da sua identidade própria e da sua marca, mais do que isso, aproximar cada vez mais a imagem do que se projecta à realidade quotidiana.

Viseu, cidade região, urbe de eventos multidisciplinares, onde a inovação também tem lugar, capital inequívoca do Dão, senhora de uma monumentalidade única, onde se cruzam referências históricas do antes e pós nascimento da “portugalidade”, não pode falhar o desafio que tem pela frente de “ganhar” o futuro nas suas mais variadas vertentes.

Temos assistido a uma interessante “movida” cultural e social, a uma aposta na afirmação da marca “Viseu” em moldes diferentes do que até aqui foi feito, se é que o foi. Procura-se urge credibilizar e dar qualidade ao que se faz. Abrir as janelas, promover a discussão e o debate, envolver todos na estratégia e na acção, mas sem nunca quartar o espírito crítico e a capacidade de sonhar, ousar e procurar concretizar do individuo e tão própria da natureza humana, até porque subjacente à cidade está o Homem, em toda a sua dimensão.

Se hoje “crescemos” em relação a ontem, também sabemos que o caminho que há por fazer é longo, não sem obstáculos nem adversários, mas é seguramente um caminho para o qual todos estamos convocados…

Viseu tem de ser o “link” de ligação entre todos, se assim for, seremos uma cidade de e com futuro.

(artigo publicado  na edição nº 3 da LINK VISEU)