O GES, o BES… e a justiça qualitativa… uma reflexão

Por vezes dá-me assim uns tiques de “esquerda operária” reaccionária e sindicalista pró-greve que me levam a fazer greve à escrita, alguns amigos chamam-lhe “preguicite” aguda na forma e no verbo… Hoje, revigorado pelos banhos de mar na “minha” praia de sempre, dei por mim aqui à beira mar sentado…

images-1Adiantando, com o país em choque total com o “roubo” do GES no BES, bem pior que o caso BPN, em tudo, mas,bes-2-2159 também e sobretudo, nas repercussões políticas de um caso que a todos vai tocar, da esquerda caceteira à direita popular, passando em muito pelos partidos e personalidades do denominado “arco da governabilidade”, José Sócrates é só o primeiro de uma lista  de muitos dos que são e foram poder nos últimos 20 anos, outros se seguirão de outros e do mesmo quadrante, com mais ou menos propriedade nas acusações e/ou suspeitas que, selectiva e criteriosamente, o “segredo de justiça” vai derregando aqui e ali…

safe_image.phpNão tardará e veremos, estou certo, figura de proa do actual “establishement” alvo dessa “derrega” informativa com epicentro no terceiro poder, o qual tem como ídolos e ícones Baltazar Gárzon e António Di Pietro, mas que, mesmo tomando o exemplo destes e dos seus feitos e actos, estão a anos luz da sensatez, discernimento e respeito pelo indivíduo que sempre demonstraram.

A minha percepção é de que vivemos num país em que se é culpado até prova em contrário, em que a justiça, ouimages-2 alguma justiça, se preocupa mais com as 1ªs páginas do Correio da Manhã e com os programas matinais de “catequisação” das tv’s generalistas, onde se dão sentenças e se escrutinam processos de forma avulsa e irresponsável e quase sempre sem consequências para quem fala sobre o que não sabe. Tome-se o exemplo do agora arquivado “Caso  do Meco”…

O país precisa de muito, de muita renovação, de muita regeneração a todos os níveis, mas precisa também e muito de mais e melhor justiça, não quantitativa mas de preferência qualitativa.

 

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