O GES, o BES… e a justiça qualitativa… uma reflexão

Por vezes dá-me assim uns tiques de “esquerda operária” reaccionária e sindicalista pró-greve que me levam a fazer greve à escrita, alguns amigos chamam-lhe “preguicite” aguda na forma e no verbo… Hoje, revigorado pelos banhos de mar na “minha” praia de sempre, dei por mim aqui à beira mar sentado…

images-1Adiantando, com o país em choque total com o “roubo” do GES no BES, bem pior que o caso BPN, em tudo, mas,bes-2-2159 também e sobretudo, nas repercussões políticas de um caso que a todos vai tocar, da esquerda caceteira à direita popular, passando em muito pelos partidos e personalidades do denominado “arco da governabilidade”, José Sócrates é só o primeiro de uma lista  de muitos dos que são e foram poder nos últimos 20 anos, outros se seguirão de outros e do mesmo quadrante, com mais ou menos propriedade nas acusações e/ou suspeitas que, selectiva e criteriosamente, o “segredo de justiça” vai derregando aqui e ali…

safe_image.phpNão tardará e veremos, estou certo, figura de proa do actual “establishement” alvo dessa “derrega” informativa com epicentro no terceiro poder, o qual tem como ídolos e ícones Baltazar Gárzon e António Di Pietro, mas que, mesmo tomando o exemplo destes e dos seus feitos e actos, estão a anos luz da sensatez, discernimento e respeito pelo indivíduo que sempre demonstraram.

A minha percepção é de que vivemos num país em que se é culpado até prova em contrário, em que a justiça, ouimages-2 alguma justiça, se preocupa mais com as 1ªs páginas do Correio da Manhã e com os programas matinais de “catequisação” das tv’s generalistas, onde se dão sentenças e se escrutinam processos de forma avulsa e irresponsável e quase sempre sem consequências para quem fala sobre o que não sabe. Tome-se o exemplo do agora arquivado “Caso  do Meco”…

O país precisa de muito, de muita renovação, de muita regeneração a todos os níveis, mas precisa também e muito de mais e melhor justiça, não quantitativa mas de preferência qualitativa.

 

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Uma “nova feira”…

A 8 foi dada a conhecer, a 8 vai abrir, 8 lados tem o seu símbolo, em estreita ligação com o octógono que constitui a Cava de Viriato e é hoje a representação em símbolo da cidade e da sua marca, 8 é, também, o mês em que se inicia e 8 são as grandes áreas em que se divide o recinto… da FEIRA DE S. MATEUS, edição de 2014.

Apresentada ontem de forma diferente e com uma roupagem nova, a edição 2014 deste certame não configura uma feira nova, mas é, com toda a certeza, o início de uma “nova feira”.

10511095_887722147910696_7722100055394428865_nCom uma nova imagem, actual, trendy e a rasgar com o passado, pouco rico nesta matéria, diga-se, a fazer a ligação à marca da cidade e à Cava de Viriato, “general pastor” que vê regressar o seu dia depois de 85 anos de esquecimento, e sob o lema, já controverso, “NÓS FEIRAR” (afinal quem não feira?), esta edição da Feira de S. Mateus procura, nitidamente, marcar um novo rumo, um novo ciclo para um certame que, de ano para ano se vinha degradando a todos os níveis. Já em 2009, alguém para isso alertava…

A Feira carece de mudanças, tal como a conhecemos hoje é pouco atractiva, não é bonita e já não preenche o imaginário de crianças e adultos como outrora. A Feira “perdeu-se”, precisa de se reencontrar consigo própria e com quem a visita. Algo que não sendo difícil, também não será fácil. Algumas vozes já se ouvem ao longe e em surdina, criticando a “mudança” que se impõe. Caricato é que algumas são daqueles que mais criticavam o marasmo e a degradação contínua de uma feira que cada vez menos acrescentava valor…

As bases dessa “revolução silenciosa” estão lançadas, são conhecidas. Não é uma corrida contra o tempo, mas com o tempo, necessária e natural para recuperar e relançar uma feira com 622 anos…

Da “nova feira” registar pela positiva a aposta no DÃO como vinho oficial da mesma, o que para mim constituiu uma forte aposta na consolidação da estratégia “Viseu cidade região” preconizada por Almeida Henriques e seus pares.

Quanto ao “cartaz” da feira, muito há para mudar até que se consiga atingir novos públicos e ultrapassar a barreira de algum neo-parolismo reinante em anos anteriores.

Resumindo, temos pela frente o início de uma “nova feira” que se quer moderna, atractiva, segura e acolhedora para todos.

Captura de ecrã 2014-07-9, às 14.47.31

O antes, o 5 e o depois…

Antes de irmos à análise dos resultados e da campanha das eleições para a concelhia de Viseu, uma palavra para os candidatos, ambos dignificaram o partido e o acto em si, estão ambos de parabéns, bem como as suas equipas. A ambos cabe agora a responsabilidade de trilhar o caminho do CDS.

10444656_804252719599756_1222291418050302760_nEstas eleições, muito esperadas e que pecaram por tardias, trazem à evidência um CDS motivado, renovado e com alternativas credíveis ao nível local. Os resultados assim o mostram, Joana Couto Sousa é a nova Presidente da Comissão Política Concelhia, venceu por 1 voto… Carlos Cunha, não ganhou por 2 votos, mas registe-se, as sua listas candidatas aos restantes órgãos venceram, Jorge Azevedo foi eleito Presidente da Mesa do Plenário Concelhio, onde tinha como opositor Francisco Mendes da Silva e a Lista patrocinada por Carlos Cunha elegeu mais delegados à Assembleia Distrital.

Uma vitória é sempre uma vitória, Joana Couto Sousa venceu, mas aqueles que pensavam que Carlos Cunha “não existia” ou que estaria condenado a bater em retirada, esses perderam… os resultados assim o demonstram e mostram à saciedade que Cunha é incontornável no CDS de hoje e amanhã.

Resultado “renhido” e dividido, estas eleições pecaram pela ausência de debate de ideias e pela tentativa de condicionamento das mesmas a uma questão fulanizada num “gosta, não gosta”. Estratégia errada…

Joana herda um partido pujante, com vida, unido no essencial mas a precisar de cuidados vários e urgentes no que pode parecer acessório mas não é. Joana ganhou as eleições, agora tem que ganhar o partido. Unindo e fazendo pontes, dinamizando o triângulo concelhia-vereador-assembleia municipal, abrindo o partido à sociedade, centrando o debate no futuro e fazendo do CDS a casa de todos aqueles que acreditam que é possível e indubitavelmente preciso fazer mais, fazer melhor, mas sobretudo fazer diferente.

Com um PS  local adormecido e mergulhado nas lutas internas de poder, um PSD “abafado” pela gestão fortemente personalizada de Almeida Henriques e onde os outros vão fazendo o que podem, a este CDS cabe afirmar-se como uma voz crítica mas responsável, cabe afirmar-se pela capacidade construtiva de diálogos, cabe afirmar-se como a voz dos que querem e acreditam que é possível fazer melhor.