No rescaldo do que foi… mas que podia não ter sido…

E eis que depois de um curto, mas simpático interregno, que isto de escrever é coisa para se levar levando, para sossego de uns e desassossego de uns outros quantos, voltamos a um “tempo de vésperas” de um amanhã seguramente diferente de ontem…

Do rescaldo da noite eleitoral ressaltam várias evidências quer a nível nacional, quer local.
seguro-2967En passant e a nível nacional:

  • Relembrar que Tó-Zé está seguro na mudança, na dele está claro, e que realmente um novo ciclo se abre no PS onde o PREC vai levar à substituição do referido, restando saber se por “sangue novo” ou mais ao estilo “de volta para o meu aconchego” em modo socrático…
  • A coligação “Aliança Portugal” apesar do resultado menos bom, não leva a “sova” que alguns esperavam…
  • O Bloco consegue, apesar de tudo, manter-se à tona d’água, dando assim mais tempo a Catarina Martins & friends para brincarem de e aos políticos…
  • A CDU, não fosse a apresentação a destempo e a desmodo de uma moção de “desconfiança”, até quase que passava por ser um partido credível…
  • Portugal é mesmo um país simpático e solidário, veja-se o caso de Marinho Pinto, recém-saido da Ordem já com guia de marcha assinada pelo “povo” para o Parlamento Europeu, onde se vai juntar aos que mui criticou, fazendo justiça ao velho ditado “… junta-te a eles”… MPT e Marinho Pinto fazem lembrar o PSN e Manuel Sérgio, resta saber quanto tempo dura o “casório”…europeias-8a42
  • Por fim, é “irrevogável” que o CDS perdeu um eurodeputado, coisa pouca é certo, mas perdeu… É bom que na bruma da não vitória “esmagadora” de outros, não se esqueça este resultado, a sua génese e as suas consequências…
  • Quanto a Pedro Passos Coelho, está aí para lavar e durar, pelo menos até 2015 ou até quando o amigo Paulo quiser…

Captura de ecrã 2014-05-26, às 12.02.35A nível local, o que já se esperava:

  • A coligação ganhou sem esforço, pelo menos do CDS…
  • Fernando Ruas, o homem que a partir de agora garante que a Europa vai saber o que é uma cerejeira não foi tão determinante como alguns pensavam no resultado, basta ver os números do concelho de Viseu para o perceber… nada que surpreenda quem esteve no jantar de campanha de Viseu onde Fernando não teve “maior” calor que António Almeida Henriques… sinal dos tempos talvez…
  • O PS que apenas sobe cerca de 6.000 “cruzes” quando a coligação perde mais de 23.000… a mostrar que é seguro que
    por cá a sua praia é mesmo em Mangualde…Captura de ecrã 2014-05-26, às 12.03.08
  • O PC aguenta e o Bloco ainda vai ter direito a mais um jantar com os clientes do “Colmeia”…
  • Também por aqui a rapaziada achou piada ao Pinto, o Marinho diga-se… quando podia ter dado ajuda a um conterrâneo que liderava as hostes monárquicas, o Nuno Correia da Silva o qual, diga-se, merecia estar bem mais acima…

Terminada a árdua “campanha eleitoral” e a aproximar-se o verão, as atenções vão centrar-se no programa de actividades e variedades que o executivo liderado por António Almeida Henriques se prepara para apresentar ao povo e nas anunciadas eleições para a concelhia viseense do CDS, sendo que aqui reside o adicional interesse de já haver candidatos, eleições é que não… O que talvez explique a “forte” presença nesta última campanha das Europeias… Por uma questão de poupança e organização, talvez fosse de considerar a marcação das ditas para o mesmo dia das eleições para a Comissão Política Distrital, cujo mandato está a terminar…

 

 

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Valeu a pena, o CDS reagiu…

logo_cds_azulAfinal o CDS Viseu existe e mexe, ou pelo menos reage. Depois de um pequeno e singelo alerta aqui em Tempo de Vésperas, eis que foi publicado o “anúncio” da candidatura de Carlos Cunha, acompanhado de um esclarecimento não assinado e que tece algumas considerações que até seriam pertinentes, mas na falta de “paternidade”…

Esperemos que agora as “coisas” normalizem e em breve se realizem as anunciadas eleições para a concelhia local.

Um forte incentivo à Joana Couto de Sousa e ao Carlos Cunha, o CDS fica mais rico com a pluralidade e o debate de ideias. Estou certo que estarão à altura do acontecimento, sabendo, ambos, manter a elevação e postura democrática apanágio do partido de Adelino Amaro da Costa.

 

 

 

 

De Ruas o que já sabíamos…

capa.inddPassados seis meses sobre a sua saída do Município viseense, Fernando Ruas, o cidadão, ex-autarca e mais que provável futuro eurodeputado responde às perguntas do jornalista e director do jornal do Centro, António Figueiredo. A entrevista, até pelo encadeamento das perguntas, trespassa a ideia de um Fernando Ruas mal resolvido com um passado recente que resultou de um outro de 24 anos de causa pública. É sabido, público e notório que Fernando não foi, é, ou será, um indefectível de Almeida Henriques. Também, de igual modo, todos sabem que o candidato de Fernando era outro e todos sabemos que Almeida Henriques, dotado, para espanto de alguns, de uma fleuma quase britânica, suportou tudo ou quase tudo o que aconteceu na pré e na campanha eleitoral propriamente dita. António, numa primeira fase sujeitou-se, posteriormente… manteve, ao contrário do que alguns perspectivavam e queriam, a postura institucional, talvez aqui e ali ponteada por algumas fraquezas… Com um Ruas politicamente correcto até aqui, António apenas divergiu nas opções políticas, mantendo sempre e fazendo questão de o referir, o devido respeito por quem o antecedeu.

O ambiente no “ar” era quase tenso, os homens de Ruas pediam que este alguma coisa disse-se, os de António mantinham o foco no desenvolvimento da gestão política do novo ciclo. Percebia-se essa tensão, os mais atentos viam-na em pequenas mas bem claras nuances, mas o verniz nunca estalou.

Este introdutório serve para balizar e contextualizar estas respostas de Fernando Ruas, numa entrevista que António, Figueiredo que não o outro, soube conduzir de forma hábil, levando as respostas ao encontro das perguntas e da polémica que em surdina ia vegetando.

Afinal era verdade, tudo o que se dizia em surdina mas à boca cheia sob o pensamento de Ruas, o próprio o disse de imgresviva voz e em discurso directo. O homem, apesar de não o dizer abertamente, ainda acalenta o sonho e a vontade de voltar a uma casa onde já foi feliz, tem registado e não tem gostado de algumas nuances comunicacionais deste novo executivo, aqui, talvez, digo eu, por essa ter sido uma das suas grandes pechas nos 24 anos de posso, quero e mando, mas só até ao Caramulo…

Ruas tem todo o direito a dizer o que pensa, e dizer do que gosta e do que não gosta, aliás, sempre foi homem de grande frontalidade, não deixou de o ser.

Em relação ao passado e presente, este conjunto de respostas correspondeu apenas a uma confirmação pública do que já se sabia, Ruas não digeriu o processo de regeneração autárquica e ao bom estilo de outro beirão, deixa no ar um “agarrem-me” senão eu volto…

Interessante a visão e o querer de Fernando Ruas em relação ao seu mandato como deputado europeu. Pessoalmente,Unknown-1 já o disse e escrevi anteriormente e com a minha assinatura como sempre faço, acho que Fernando Ruas reúne condições para fazer um bom mandato como deputado europeu, ao contrário do que outros “snobs” possam querer fazer passar, estou convencido que Ruas se poderá constituir como a voz, junto da Europa, de toda uma região centro com epicentro na cidade-região de Viseu e que, pasme-se ou não, tem e terá em António Almeida Henriques o seu líder político, ironia do destino…

Resumindo e concluindo, interessante conversa trazida à estampa pelo Jornal do Centro, a cumprir o seu papel, daquelas para ler, guardar e aguardar pelas cenas dos próximos capítulos…

Tem a palavra, ou talvez não, António…

 

 

Candidatos já há…

1976932_737195492972146_55870159_nA 26 de Março do corrente ano dizia eu por aqui, com o afã e alegria natural de quem vê a “coisa” a andar, que ” o CDS já mexe”, isto após ter aqui, ali e acolá alertado para a inércia administrativa do CDS local, a qual contribuía e contribui para o desacerto político que tem caracterizado os últimos tempos, apesar da boa vontade de uns quantos…

Retomando e na senda do  26, de Março que não o de Abril, eis que em jeito de “grito do Ipiranga” e lembrando um sucesso musical de outros tempos, Carlos Cunha, já refeito da ida ao “confessionário” e acolitado nuns quantos militantes, resolve dizer “eu estou aqui!”, acrescentando logo de seguida ao que vinha.

Talvez apenas por mero lapso de esquecimento, quero crer que não por uso do lápis, a página do CDS Viseu no facebook a nada disto faz referência… ao contrário e como se impunha, em 28 de Março dava eco à candidatura de Joana Couto de Sousa.

joana_coutoSe saudei e saúdo a candidatura da Joana Couto de Sousa, o mesmo faço em relação ao Carlos-Cunha1Carlos Cunha e ao seu propósito em ser candidato. A meu ver o CDS só tem a ganhar com a pluralidade e a dinâmica de várias candidaturas. É a demonstração da vitalidade e existência efectiva do CDS em Viseu, um sinal claro para dentro mas, sobretudo para fora, num momento importante da vida política e quando uns quantos já vaticinavam a letargia definitiva da estrutura  concelhia do CDS.

Se candidatos já temos eleições é que não… anunciadas para o pós-europeias o certo é que nada se sabe sobre a data de realização das mesmas. Certo é que o tempo vai passando e o desacerto político vai-se mantendo…

Já é mais que tempo de acabar com esta “brincadeira”, ou será que ainda não perceberam que quem perde é o CDS?