O 13…

13… o número mítico de Eusébio no Mundial de 66 em Inglaterra…images-3

13… dia das aparições marianas aos 3 pastorinhos na Cova de Iria…

13… número vulgarmente associado ao azar…

13… o lugar que José Junqueiro, dispensa apresentações, suponho, ocupa na lista socialista candidata às próximas eleições europeias…

Mais 13’s haverá, mas por agora estes chegam.

Fiquemos então pelo mais recente 13, o de José Junqueiro na sua tentativa, ou não, de “viajar” para a Europa, desta vez sem GPS mas, quem sabe, em regime de carpool com Fernando Ruas, 2ª escolha para 2º do PSD nas mesmas eleições.

images-2Este 13 seria de todo irrelevante não fosse Fernando Ruas, “ex-caudillo” viseense, ir em segundo lugar na lista da coligação “Aliança Portugal” e estar já a afinar o seu francês e inglês para brilhar por terras para além da Estrela e Caramulo… uma aventura… para Ruas, pois José nem com o GPS lá vai.

Se Fernando não se importa de ir no lugar de Alberto João, afinal de contas o passeio está garantido, o que terá levado JJ a aceitar esta subalternização na lista das europeias? Que terá o (in)Seguro António José prometido ou acordado com JJ? Ou será que JJ, qual humilde militante de base, aceitou prestar mais um “serviço” ao partido, desta feita em regime “pro bono”?

Aguardemos calma e serenamente pelas cenas dos próximos capítulos, para percebermos as razões de JJ e se Fernando fica ou não rendido aos encantos da nomenklatura europeia. Até porque, do resultado desta equação em muito resultará o xadrez político local num futuro próximo. Quer PS, quer PSD ficam suspensos do que daqui sair… os primeiros até 2015 e os segundos até 2017.

(publicado na edição de 28/3/2014 do CORREIO BEIRÃO)

Anúncios

E eis que… o CDS já mexe…

joana_coutoAo que parece e a crer no sempre bem informado Rua Direita, já mexem as eleições para a concelhia de Viseu do CDS. Joana Couto de Sousa, advogada e que nas últimas eleições autárquicas “alinhou” pelo CDS como nº 3 da lista encabeçada por Hélder Amaral à Câmara Municipal de Viseu, será candidata.

Saúda-se a candidata e a candidatura, que se espera mobilizadora, renovadora e arejada. O CDS, mais do que consensos “non-sense” precisa de retomar o seu lugar como “actor” dinâmico do teatro político local, precisa de abrir as janelas da sua sede e fazer correr os ventos da inovação e participação no novo ciclo que Viseu atravessa.

Fica a ganhar o CDS e a cidade região com um partido desempoeirado assente em três vectores de acção, a oposição no executivo através do vereador eleito, a Assembleia Municipal e a voz de comando da Comissão Política Concelhia, a quem compete coordenar a acção política.

Até Julho, data apontada pelo já citado Rua Direita, como previsível para a realização das eleições, faltam mais de 3 meses, muita água, alguma de primeira outra nem por isso, correrá debaixo da ponte. Será Joana Couto Sousa candidata única ou outros haverá que se “atrevem” ao desafio?

A pluralidade exerce-se e permite-se, não deve ser um mero pregão…

 

2 anos depois, continuamos em Tempo de Vésperas…

cropped-cropped-23145492.jpgE faz dois anos hoje, mais ou menos por esta hora, que publiquei o primeiro artigo em “Tempo de Vésperas”.

Muita coisa aconteceu na cidade, na região, no país e no mundo. Também a vida de todos nós sofreu perturbações e alterações. 

No entanto, hoje, como ontem e como então, continuamos em “tempo de vésperas” do amanhã e tal como então, continuamos a querer ajudar a alcançar esse amanhã de que estamos em tempo de vésperas…

Obrigado a todos.

Carreira 529…

1976932_737195492972146_55870159_n529 dias depois de José Carreira ter, ao estilo Elvis, “left the building”, o impasse mantém-se na concelhia de Viseu do CDS.

Carlos Cunha ainda ameaçou mas, como fã de Seu Jorge, cançonetista brasileiro, deu ouvidos à música que diz “Não pego, eu pego, não pego, eu pego, eu não pego não…” e em ida ao confessionário terá sossegado a alma…

Recentemente, um jornal local, a reboque das eleições para a secção de Viseu do PSD, falava em 3 possíveis candidatos para a concelhia local, referindo que segundo o presidente da distrital, estariam para breve as mesmas.

Para breve mesmo estão as eleições europeias onde o CDS concorre coligado com o PSD, com a particularidade de em 2º da lista figurar o ex-edil viseense Fernando Ruas, o que até vem a calhar pois assim,  as “despesas” da campanha ficam a cargo da estrutura laranja.

Uma coisa parece certa, cada vez menos se sente a falta de quem não está.

529 dias depois, a quem interessa este vazio?

Responda quem souber e quiser…

Os snobs de Lisboa…

correio-beirao

Leitor  assíduo de alguns jornais de índole nacional, neles se destaca o “Expresso”, queleio desde que me lembro. Também o Correio Beirão leio desde o primeiro número.

Ora a tempo e a desmodo, verifiquei recentemente que naquele prestigiado órgão de comunicação, vulgarmente conhecido por “Expresso” por lá escrevem, entre outros de inegável valor, representantes do anedotismo e provincianismo tão caro a muitos que por lá, abaixo de Rio Maior, fazem pela vida. Nada contra isso, o fazer pela vida, cada um arranja-se como pode e sabe…

Recentrando no essencial, a desmodo mas ainda com tempo, um jovem, parece pela foto estilo “betinho snob”, colaborador desse jornal, encheu-se de brios e atilhos próprios de quem tem como horizonte máximo o Tejo de um lado e as portagens de A1 do outro, e vai de se escandalizar com a inclusão de Fernando Ruas na lista da coligação PSD/CDS  que vai a votos nas próximas eleições europeias. Ao que parece ele e uma cadelinha de Pavlov…

imgresMas, se ao que parece não é a frondosa cabeleira nem o farfalhudo bigode de Ruas que incomoda, quiçá efeitos do farandol, é mesmo o seu ponto de partida, Viseu, que faz confusão a este e, quem sabe, a muitos que por “terra conquistada” se passeiam…

E aí, desculpem-me, mas estão a abusar…

São conhecidas as minhas divergências de opinião com Fernando Ruas em muitas situações, mas também, é notório o respeito que sempre nutri pelo “homem” Fernando Ruas.

Para o bem e para o mal, Ruas foi autarca durante 24 anos, liderou como soube e como pode um concelho capital de distrito do interior , que entregou, embora com pouca vontade, em Outubro último a António Almeida Henriques.

Liderou a Associação Nacional de Municípios durante 12 anos, foi polémico, directo e frontal em muitas ocasiões, o que lhe custou amiúde a desconsideração do seu mérito e valor até por muitos dos seus correligionários políticos. Talvez por isso e por vir de Farminhão, nunca exerceu cargos de relevo no seu partido, onde anos e anos se contentou com a Vice-Presidência do Congresso laranja, até que, talvez por snobismo, ter “apostado” em Pedro Passos Coelho. De mandatário a Presidente do Congresso foi um pequeno passo…

Membro há muito do Comité das Regiões da UE, é conhecedor das matérias europeias, profundo conhecer de vários dossiers, estou certo que fará um bom mandato no parlamento europeu, em defesa dos interesses de todos os portugueses…

Ruas não merecia a maldade que o seu partido lhe fez, Fernando aparece como uma 2ª escolha, como aquele que vai no lugar que Alberto João, o Senhor da Madeira, recusou. Fernando Ruas merecia ser a primeira escolha.

Quanto ao snobismo de um quantos, que por “terra conquistada” pululam, sempre de pena e língua afiadas para “sentenciarem” sobre tudo e todos, tenham calma,  tenham “muita calma nessa hora” pois o tempo é de vésperas de um melhor Portugal.

(publicado na edição de 14/3/2014 do CORREIO BEIRÃO)

Sebastião e os outros… ou o ensino superior por cá…

319538_270079319793398_846989649_nE eis que de repente, ao estilo Zeca Afonso, “de uma assentada eu volto já”, voltou a falar-se de e sobre Ensino Superior em Viseu, agora revisto e aumentado em “Viseu, cidade região”.

É uma discussão antiga, ainda estigmatizada pela não criação da Universidade Pública em Viseu, aquela por uns prometida a plenos pulmões nos idos anos de 95 numa Avenida 25 de Abril repleta de viseenses e por outros criada em decreto mas que do papel nunca saiu, ou, ainda, aquela Faculdade de Medicina que o então Secretário de Estado José Sócrates em acto de feliz coincidência foi “festejar” para a Covilhã no dia e na hora do Conselho de Ministros que aprovou tal localização… mera coincidência…

Hoje, o desafio é outro, podemos mesmo dizer que é o futuro do ensino superior, público e/ou privado, em Viseu que está em causa. Com a Universidade Católica em estado de agonia quase que vegetativa, um Instituto Piaget com cada vez menos alunos e um Instituto Politécnico que luta e bem pela sua afirmação e sobrevivência no novo contexto e panorama da rede de ensino superior em Portugal, Viseu cidade região têm que aglutinar e defender em torno deste desígnio, sob pena de vermos uns a fechar portas e outros a definhar…

DSC5280Nos últimos dias, em momentos e contextos diferentes “aconteceu” falar-se, discutir-se e  opinar-se sobre o ensino superior em Viseu. Primeiro naquilo a que chamam de “Conselho Estratégico de Viseu” e, posteriormente, num debate levado a efeito pela Federação Académica de Viseu(FAV), acção que saúda.

10003527_445897712211557_245880822_nEm comum talvez a inconsequência de ambos, mas também, o mérito de trazer este tema de novo à discussão. Inconsequência do primeiro pois já percebemos, tal como pensávamos que é mais do mesmo, a começar pelos intervenientes e protagonistas, que salvo uma ou duas honrosas excepções são os de sempre, com a mesma boa-vontade e ideias de sempre… E vai de criar mais um “fórum” para entreter. O segundo, iniciativa louvável de 537339_10200358095467630_266844617_numa FAV renascida sob a batuta de Mário Coutinho e mais uns poucos, mas que pelo formato escolhido e diga-se, em abono da verdade, pelo estilo e qualidade de alguns dos intervenientes ficou longe do objectivo pretendido, mas ao mesmo tempo, veio mostrar uma Academia interessada e participativa. Academia esta, que estou certo, vai reclamar o seu espaço na “Viseu,cidade região” onde é uma agente não só educacional e social, mas também, económico.

Em jeito de análise e conclusão, realçar o seguinte:

  • UnknownA FAV mudou e isso é positivo, veio reclamar o seu espaço;
  • “Viseu, cidade região” e o seu líder António Almeida Henriques estão preocupados e
    cientes de que urge fazer algo pelo futuro do ensino superior em Viseu;
  •  Fernando Sebastião, “o homem” do Politécnico, qual Viriato guerreiro, “luta” pelo “seu/nosso” Politécnico como ninguém.

Veremos o que o futuro nos reserva, para já “não se esqueçam de meter o papel”…

VISEU, cidade região…

892c802f18927a1ef3809f058f047bc9a6d9cb891“Viseu, cidade região”… veio para ficar. Esta designação de Viseu como cidade região entrou no léxico político local e nacional pela voz do autarca de Viseu António Almeida Henriques e tem vindo a ser incessantemente repetida pelo mesmo nas suas intervenções públicas.

Confesso que me agrada e sou fã confesso de “Viseu, cidade região”, pois vem de encontro aquilo que há anos venho defendendo e a afirmar, que Viseu vais muito mais para além do seu território geográfico, Viseu era, é e será sempre a capital económica, política, cultural e social de uma vasta região. Mas não basta apregoar, é preciso concretizar, demonstrar no terreno com acções e opções que isso é assim mesmo.

images-1

Se com a anterior gestão autárquica esta opção, por vicissitudes várias, não era muito visível, com este novo executivo e fruto da agressiva política de comunicação que tem vindo a ser levada a cabo, esta opção passou a ganhar um destaque fundamental no projecto de poder autárquico de Almeida Henriques.

Interessante será perceber como reagem e vão reagir no futuro, quando efectivamentePurificação Tavares - entrevista esta liderança regional de Viseu se vier a sentir mais e a ser uma realidade insofismável, os concelhos limítrofes, mormente Mangualde e Tondela, mas principalmente Aveiro e Guarda, ou seja, o eixo da A25, onde pontificam autarcas, também eles, desejosos de protagonismo..

Mas centrando na questão meramente política de “Viseu, cidade região”, verificamos que esta é uma realidade de sempre que hoje se tonou mais visível e que é já, a meu ver, incontornável. Aos concelhos da região resta “vir atrás” pois só têm a ganhar com isso.

“Viseu, cidade região” sim…