Tudo de primeira… ou não…

Tudo é de primeira nesta nova era ou novo ciclo da nossa cidade, que se quer cidade região. Tudo não, quase tudo…

1922094_1464090730475880_334999038_nTemos uma água de primeira, dizem os entendidos, apesar de outras haver que, em sede de laboratório, se mostram de “outra” primeira, mas que não têm direito a campanha institucional ou a garrafa personalizada para uso e consumo(???) dos serviços camarários. Já o cidadão, usufrui, em cada fontanário e a fazer fé no “estudo” da JS, de água imprópria para  consumo…

Se na água estamos na linha da frente e no futebol a caminho disso com o Académico em franca recuperação, já na cultura, no turismo e no simplex que não dá capas de jornal, estamos um pouco mais atrás…

Tendo como objectivo estratégico e primordial, plasmado no documento estratégico “Viseu Primeiro 2013/2017”, já se vê de onde vem a tendência do “primeiro”, o colocar Viseu como 3º pólo cultural do país, não se conhece forma de lá chegar, pelo menos no pensamento de quem foi eleito para tal… Se olharmos para aquilo que tem sido a “política” cultural deste executivo, pelouro com vereador dedicado, tudo não tem passado de um conjunto de exposições e acções levadas a efeito pela rede de Museus, 1959652_1462987713919515_1693583534_ncom destaque para o Almeida Moreira, umas festividades de Natal que ficaram aquém das expectativas, tirando o “famoso” video-mapping e o concerto musical que ninguém sabe quanto custou, não estando em causa a banda que me merece o máximo respeito, mas com tanta festa de verão e bailarico… Tudo o resto é um deserto de ideias que nem o proclamado FÓRUM VISEU CULTURA, penso que ainda existe, veio alterar…

Ressalve-se, aqui, o Simpósio Internacional “Invisible Places|Sounding Cities”, excelente iniciativa umbelicalmente ligada aos “Jardins Efémeros” e que já na sua apresentação contou com grande destaque na imprensa nacional…

Fica a pergunta sobre qual é a política cultural deste executivo, quais os critérios subjacentes aos apoios culturais, que relação com o Teatro Viriato e, já agora, até porque a cultura é para todos e não só para as elites, que fazer com o vastíssimo património etnográfico e folclórico do concelho?

Quanto ao turismo, o deserto de ideias, conhecidas, é quase tão vasto como a actuação da vereação dita de oposição, salpicada aqui e acolá com pequenos apontamentos dos camaradas Rebelo & Monteiro…

Já via verde só mesmo para as capas dos jornais, onde, aí sim, o simplex funciona, já que o cidadão  comum continua a ser confrontado com o imobilismo e falta de flexibilidade dos serviços e não só… Vontade existe, mas a inércia de quem vê a sua quinta ou capela a “sair” das mãos vai fazendo os seus estragos…

Apesar de tudo, é certo que António Almeida Henriques “saiu do sofá”, que outros lhe tomem o exemplo, que estou certo, “alguém” disso dará, ou não, devida nota….

(artigo de opinião publicado na ed. de 28/02/2014 do CORREIO BEIRÃO)

4 responses to “Tudo de primeira… ou não…

  1. “Em 2005, por motivos económicos, para se evitar a desistência e também para ajudar a cidade de Viseu a conseguir mais depressa um clube nas divisões nacionais, houve a alteração do nome do clube para Académico de Viseu Futebol Clube sendo o campeonato desse ano disputado em Viseu, no Fontelo. Em 2006 foi criado o actual clube, Associação do Grupo Desportivo de Farminhão (…)”

    Retirado do blog da Associação Grupo Desportivo de Farminhão – http://agdfarminhao.blogspot.pt/

    Assim foi e apesar deste facto na página oficial do AVFC (ex-Grupo Desportivo de Farminhão, fundado em Setembro de 1974, segundo consta na inscrição na Associação de Futebol de Viseu e no blog referido, pretendem ter “100 anos de história” como consta na sua página oficial.
    A isto se chama faltar à verdade ou melhor mentir .

  2. “A verdade e o azeite vêm sempre ao de cima”
    Não adianta “moderar” verdades sobre o AVFC ex-Farminhão , Falsificar a história é muito feio e então quando o falsificador é um político…

  3. “O que na realidade acontece é apenas e só a alteração da denominação social de uma colectividade que se chama Grupo Desportivo de Farminhão e que passará a chamar-se Académico de Viseu Futebol Clube e que pretende cativar os adeptos do Desporto Rei do Concelho de Viseu, e com o acordo das Entidades Competentes para o efeito, passar a jogar no Estádio Municipal do Fontelo.”
    Retirado do blog “Recordar Ac Viseu”, com link no “Magia do Futebol”

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