O que não disse ao Congresso…

A decisão de iniciar a votação das moções antes de todos os congressistas eleitos terem usado da palavra reveste-se, na minha modesta opinião, de uma total falta de respeito por quem não usou da palavra até esta hora. O debate morreu, tudo o que se disser não conta para nada e, duvido, seja escutado por alguém.
Assim, no respeito pela minha “inteligência”, porque não entro em “auto-babouches” ou outras de qualquer espécie e no exercício da minha liberdade de Congressista, resolvi não intervir.
Fica, para a posteridade a intervenção, modesta e de certeza desprovida de qualquer interesse, que faria neste congresso:
“Sr. Presidente da Mesa do Congresso,
Sr. Presidente do Partido
Caros Congressistas
Há quem diga que a causa de todas as doenças está no diagnóstico, pois o diagnostico que este Congresso já fez, diz-nos que, internamente, doentes ñ estamos e que externamente, ao nível do país, da cura tb ñ morrremos, pelo que continuamos a trilhar o caminho do futuro assente no objectivo da plena recuperação.
A vitalidade do partido é demonstrada à saciedade nas comparticipações das várias moções aqui apresentadas. A riqueza do CDS assenta neste binómio, quantidade vs qualidade, sendo que é na diversidade e na pluralidade de e das ideias que crescemos.
Podemos e devemos criticar, mas para isso, devemos, também, saber suportar a crítica. Por vezes, muitas vezes, quem não pensa como nós, também tem razão. Nesta e noutras matérias, podemos, seguramente, Fazer Diferente, mantendo a Responsabilidade e a Identidade que nos caracterizam. Todos somos poucos.
O país, está carente de um bem ñ tangível, está carente de esperança, ou melhor, estava, pois a mensagem que daqui, deste congresso sai, é exactamente essa, a esperança. A esperança de quem com a sobriedade necessária cuidou da causa pública, cuidou do interesse de todos, não escamoteou dificuldades nem nunca disse que era fácil e que, hoje, afirma, que apesar de tudo, das dificuldades passadas e que ainda passamos o amanhã será com toda a certeza melhor.
Como, recentemente afirmou Dom Manuel Clemente, é preciso agir… Até porque o caminho que falta trilhar não é fácil.
Sr Presidente, o CDS tem mantido uma postura de sobriedade, de esperança, de crer e fazer, fazer diferente.
Continuemos pois a agir nesse sentido, até porque como dizia o poeta: “falta cumprir Portugal”, e se é Portugal, é futuro!”

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