António, os 100 dias e o sofá…

Nunca percebi bem esta mania de aos 100 dias se fazerem balanços, ou de, até eles, ser tempo de adaptação. Porquê 100? Não podiam ser 90? ou 120? Ou…?

images-6De facto, perfaz hoje 100 dias que António Almeida Henriques e restante vereação, oposição incluída, não esquecer, tomaram posse.  O próprio o fez questão de lembrar e o Jornal de Notícias, edição de 29 de Janeiro, ao 99º dia trouxe à estampa a versão oficial, sendo que para além de um (1) dia, ter sobrado ainda algo por e para dizer…

Mais do que as medidas concretas que tomou, ou das alterações e inovações, interessa fazer uma apreciação global, distanciada e correta da gestão de António até agora.

Em Agosto passado um amigo daqueles que têm ideias e as exprimem sem medos ou receios, dizia-me que “em Viseu a mudança assusta” ao que retorqui que o que assustava era exactamente a perspectiva da não mudança, tendo eu enumerado alguns daqueles que considerava serem os desafios de António, alguns foram e são…

António fez e está a fazer o seu caminho por etapas, numa primeira fase assumiu a liderança, fez a sua equipa e já lá vamos, apresentou as suas ideias, ganhou as eleições e começou o “novo ciclo”.

No campo das ideias, dos projectos, António Almeida Henriques inovou e fez do seu programa eleitoral um autêntico programa de governo. Ao fazê-lo, assumiu o risco, definiu os objectivos e apontou para onde quer ir. Por isso, pelo que se propôs e pela sua capacidade de o concretizar ou não, será “julgado” em 2017 pelos munícipes com capacidade eleitoral. Ao mesmo tempo, facilitou o trabalho à oposição.

Viseu- cidade região é um dos grandes objectivos desta gestão autárquica, António Almeida Henriques afirmou-o e deixou isso bem claro logo na sua tomada de posse. E bem se tem esforçado para que assim seja, tirando a inanarrável  e escusada derrota na questão da liderança da CIM Viseu Dão-Lafões, António não precisava de “fazer” o frete ao PSD, a mensagem tem passado e António tem procurado que a sua voz seja ouvida, veremos se o é ou não…

Economia e cultura são eixos fundamentais e apostas, a par com o social, deste executivo municipal. Se na economia se notam diferenças pela positiva e se perspectiva uma diferença abismal entre o futuro e um “orgulhoso passado”, já na cultura, onde a ambição é enorme, o “drive” parece não ser suficiente para o que se quer e o que se quer é “tornar Viseu no 3º pólo cultural do país”. A ver vamos se não ficamos apenas pelos pólos de vestir…

O social contrói-se todos os dias, não se vê, nem tem que se ver. Tem que se fazer…

António, claramente, não “levou” em lista a equipa que queria. Mas, hoje, trabalha com a “sua” equipa.   Aos 30, dias não anos, já isso era visível. Com o próprio aos comandos, um quadrilátero não de arestas concretas mas de rostos bem definidos, “põe” em andamento e executa no terreno as políticas e objectivos.1002021_1428466374038316_759812804_n Com Joaquim Seixas na gestão operacional da “máquina”, um João Paulo Gouveia, já apelidado de “turbo”-vereador, a “fazer andar” a pesada máquina, a transpor e abrir cancelas com um ritmo de trabalho intenso que para já se tem revelado necessário e precioso. É, no entanto, nos dois(2) outros vértices do tripé que está a chave do cofre. Nuno Nascimento, fiel escudeiro de António e que o tem acompanhado desde há 1385442_551266558278829_1320056849_nmuito, é um chefe de gabinete como nunca teve Fernando Ruas. Nele, Nuno, reside o poder, nele estão os olhos e os braços de António, a simbiose perfeita. Se Nuno falhar, por certo, António não sobrevirá. Por último, mas não menos importante, a “sombra” Jorge Sobrado. Por ele passa toda a estratégia de comunicação do município e do Presidente. Apoiado no Núcleo de Comunicação e Imagem, também apelidado de SMP, Serviço Municipal de Propaganda, Sobrado tem sido o responsável pela Unknownimagem que tem transparecido do actual executivo. Profissional, tem feito o seu trabalho. Se por um lado exagera na não aparente mas efectiva vontade de “apagar” pela comparação a anterior gestão, por o outro tem conseguido colocar Almeida Henriques numa interessante exposição mediática que a seu tempo deverá dar frutos, ou não… Com papel importante na estratégia, cabe-lhe a responsabilidade de “fazer” parecer, mais do que fazer. Sendo certo que por cá não é terra de cegos…

1486785_1436531113231842_1062221847_nCom Fernando Marques, que, seguramente, António gostaria de ver no executivo, “arrumado” na SRU responsável pela “menina dos olhos” que é o centro histórico, Guilherme Almeida e Odete Paiva vão fazendo o seu trabalho, sendo claro que o grau de responsabilidade e exigência  desta é substancialmente superior ao do Presidente da concelhia laranja.

António pouco ou nada liga à oposição, faz mal. Primeiro desconsiderou, hoje pede que “tragam ideias, sugestões com qualidade, estudadas, em vez de andarem com ‘fait RED2divers'”. Diga-se, em abono da verdade, que a oposição tem qualidade, ideias e clarividência. Pode ser tentada a acantonar-se na crítica fácil e acéfala. Julgo que não o fará,  pois só perde se isso acontecer. Precisamos de uma images-2oposição que o seja efectivamente, que critique, denuncie e proponha. Será esse seguramente o caminho. Fica o registo da análise que PS e CDS fazem deste “reinado”. Na minha modesta opinião, o PS pela voz de José Junqueiro, tem uma visão mais realística da situação, até porque estamos longe da desilusão que Hélder Amaral aponta.

Resumindo e concluindo, estes 100 dias de António Almeida Henriques à frente dos destinos do concelho são claramente positivos, mesmo retirando a excessiva propaganda que para aí vai. António, inteligentemente e como o próprio o referiu, deu continuidade 1532143_1442405922644361_1275798295_naos projectos de Ruas, imprimiu um novo ritmo, está a trilhar o seu caminho. Arrumou a casa e procura afirmar-se como a “voz” da região.

Há dias alguém me dizia que era tempo de “sair do sofá”, o “Tó” saiu…

O interino…

(Artigo de opinião publicado no Jornal Correio Beirão em 24/01/2014)

O interino… será nome de nome de novela? Será um novo livro de bolso daquelas velhinhas colecções Europa-América? Será…

Consultado o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, ficamos a saber que “interino” é um adjectivo que tanto pode significar aquele que exerce funções durante o impedimento ou falta do funcionário efectivo, ou um não efectivo, provisório.

imgresOra, vem isto a propósito da nomeação de Telmo Antunes, por mero acaso ex-Presidente de um Município da região, como Director-Interino do Centro Distrital de Viseu do Instituto da Segurança Social em substituição do, também, interino Leonel Carvalho que estava, interinamente, em  funções desde Setembro passado em substituição de Joaquim Seixas, actual Vice-Presidente do Município de Viseu.

Esta nomeação surpresa, quando já se falava em surdina e  em alta  voz também, que Fernando Ruas regressaria, contrariando o poeta, a uma casa onde certamente foi feliz, reveste-se de particular interesse quando se sabe que este regresso a acontecer, conta com o “incómodo” de sectores do PSD local e, óbvio, do CDS, não que este último ganhe ou perca alguma coisa com isso, pois continua à margem do xadrez estratégico-político da região. Já em relação ao primeiro, que continua a por e dispor emcaixa tudo o que é nomeação política, porque no resto “já era”, vide Planalto Beirão e Comunidade Intermunicipal Viseu Dão-Lafões, pelo menos para os lados do rossio viseense, não cairá lá muito bem essa indigitação, até porque em determinadas horas do dia o próprio edifício da “caixa” faz sombra sobre os Paços do Concelho, não confundir com o Passos…

Assim sendo e até porque o concurso aberto para provimento do lugar em questão termina a 22 do corrente, uma coisa é certa, Telmo Antunes não será o próximo Director, não interino, da Segurança Social de Viseu, o que é pena até porque, creio sinceramente, que reunia as competências necessárias para um bom desempenho do cargo, isto resulta do significado próprio do adjectivo “interino”.

Se assim não for e se realmente o “interino” cair, alguém vai ter que explicar muito bem como se nomeia um Director-Interino a escassos dias de terminar o concurso que, obrigatoriamente tem de ganhar, para que passe de interino a efectivo…

Estou certo que Telmo Antunes fará um bom mandato de interino pelo curto prazo de tempo que estará no cargo e aguardemos calma e serenamente pelo resultado do dito concurso…

Organizem-se… ou talvez não.

logo_cds_azulEm finais de Janeiro de 2012, um punhado de militantes do CDS em Viseu, o qual eu próprio integrava, preocupados com o vazio que então se vivia na concelhia viseense e o aproximar das eleições autárquicas, resolveram consituir-se sob a forma de “Comissão para a preparação do processo eleitoral autárquico de 2013”. Cumpriu o essencial do seu objectivo que consistia em criar as condições necessárias à apresentação de uma candidatura autónoma  à autarquia de Viseu, o que se materializou na candidatura protagonizada e liderada Hélder Amaral.

Posteriormente havia de ser nomeado Delegado Concelhio o militante Carlos Cunha, hoje deputado na Assembleia Municipal viseense, cujo mandato expirou…

Hoje, volvidos 476 dias sobre a demissão da Comissão Política de Viseu presidida por José Carreira, o vazio directivo mantém-se, sem que se vislumbre o seu fim a breve prazo, sendo certo que era, ao que julgo saber intenção dos dirigentes distritais do CDS “arrumar” este assunto no pós-congresso.

As consequências deste vazio na maior concelhia do distrito e onde o CDS obteve um muito interessante “score” eleitoral com a eleição de Hélder Amaral como vereador e o 994784_605628076128889_2069096531_nreforço do contigente na Assembleia Municipal reflectem-se a nível interno e externo. É notória a descoordenação entre vereação e grupo parlamentar da AM, basta ver o sucedido na última Assembleia na discussão do Orçamento para 2014, para não falar no resultado do 25º Congresso do CDS no qual Viseu concelhia “perdeu” o seu Conselheiro Nacional eleito em Congresso, isto apesar de no global o distrito ter “ganho” com a entrada de Hélder Amaral para a Comissão Executiva do partido.

Com presença na vereação municipal, uma reforçada quantitativa e 999997_629780207047009_2056605853_n-1qualitativa representação na AM, com voz activa em várias freguesias com ainda recentemente se viu na Junta de Freguesia de Viseu e acontecerá em outras muito provavelmente, o CDS não consegue capitalizar junto das populações o seu trabalho bem como, corre o risco de ver esfumar-se todo o esforço que levou ao último resultado eleitoral no concelho.

É mais que tempo de “resolver”de vez esta inusitada situação de vazio político, assim o queiram os dirigentes e os militantes da concelhia de Viseu, nos quais me incluo mas sendo certo que não serei protagonista de uma qualquer solução, seja ela qual for. Até porque, “matéria-prima” de qualidade não escasseia…

Organizem-se…

E já agora, quanto custou????

Foram um sucesso as festividades de fim-de-ano ou de Ano Novo, como queiram chamar, levadas a cabo pelo município viseense. Já o disse anteriormente e volto a re-afirmar agora, a fazer, fazer bem como foi o caso. Se foi caro ou barato, algo que tem sido alvo de alguma discussão, é questão a que não conseguimos responder…

E porquê? Bem, a estória conta-se rápido:

  • A 5 de Dezembro, o executivo faz aprovar, fazendo fé na respectiva acta, em sessão 25.2 25.1de câmara, as adjudicações do espectáculo de video mapping e do espectáculo piro-musical. A acta, estranhamente ou talvez não, não faz referência a valores nem entidades, remetendo para documentação de suporte não anexa à dita… Existindo apenas a referência a valores por parte da oposição, que apontam para os € 34.000, existindo ainda referências públicas, por parte dos Srs. Vereadores do PS a montantes na ordem dos € 38.000;
  • Nesse mesmo dia, o Município via comunicado, presta a seguinte informação: “… Fogo-de-artifício, música e uma performance de video-mapping marcarão a contagem decrescente para 2014 em Viseu e os primeiros momentos de 2014. Brevemente, serão conhecidos pormenores da programação.”, não existe qualquer referência a custos;
  • A 30 de Dezembro, é, finalmente, dado o conhecer o programa das festas, sendo1525159_1440056269545993_1314015719_n então conhecido que do mesmo faz parte um concerto da conhecida e afamada banda viseense HI-FI;
  • Ao que julgo saber e decorre, também, do constante em Acta, não foi e talvez não fosse legalmente necessário, levado a reunião de executivo a adjudicação do atrás referido concerto;
  • Apesar de alguma discussão pública dos custos das festividades em causa, nunca o município prestou qualquer esclarecimento, talvez não tivesse que fazer, mas, também, o podia ter feito…
  • Sabemos hoje, por consulta a mecanismos legais, portal base, que o espectáculo de 1526380_695441027155578_492187040_nvídeo mapping foi adjudicado à Luso Events, LDA. por € 1522305_695887897110891_1587126199_n34.563,00 e o espetáculo piro-musical à Oleirense-Fogos de Artifício, LDA., por € 11.000,00, valores c/IVA incluído;
  • A soma dos valores das duas adjudicações ascende aos € 45.563,0 já c/IVA;

Quanto custou o concerto? Qual o custo total dos festejos? Caro ou barato?

Em tempo de novo ciclo, responda quem souber…

O futuro do CDS no rescaldo do fim-de-semana…

Final de tarde de domingo frio e chuvoso, rescaldo do fim-de-semana político-desportivo agitado…

Sábado passado em Oliveira do Bairro, 25º Congresso CDS. Um Congresso diferente para
Unknown
mim, solto, sem responsabilidades ou compromissos. Apenas eu, militante de base. Reencontro com amigos de vida, seguimos os nossos caminhos, ficou a amizade. Unknown-1Esmiuçando, um Congresso engraçado, com Paulo Portas demolidor, um Filipe Anacoreta Correia que não conseguiu “dar o passo” e um Luís Nobre Guedes, que muito admiro, que deixou passar o tempo…

Nestas coisas dos Congressos, uma das coisas interessantes, entre outras, é percepcionar o “peso” relativo de cada concelho ou distrito.

images-2Viseu, distrito vê “reconfortada” a sua posição com o regresso de Hélder Amaral à Comissão Executiva, merecido e justo. Diga-se, em abono da verdade, nunca percebi a sua saída…

De resto, neste capítulo, continuo a ter a sensação que, apesar do que possam querer fazer crer, a representatividade é escassa em função dos resultados e da implantação do partido, que se traduz no número de Delegados ao Congresso, uma das mais numerosas delegações.

Nesta matéria, assumo as minhas responsabilidades enquanto ex-dirigente concelhio e distrital do CDS.

Quanto ao que verdadeiramente interessa extrair deste Congresso, fica clara a sensação que o pós–Portas está em marcha, candidatos não faltam, no entanto, ninguém arrisca um prognóstico…

Na minha opinião, o CDS precisa fazer diferente. O CDS precisa de dizer ao país quais são as suas propostas, que país quer, para onde caminha… Que políticas advoga, que futuro quer construir para Portugal. Até porque, tenho a firme convicção que o CDS estará no governo de Portugal durante os próximos anos e serão vastos…

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A moção “FAZER DIFERENTE” subscrita por João Almeida, elevado a categoria de Vice-Presidente, procura dar resposta a algumas dessas dúvidas. Passará o futuro por aqui? Veremos…

Por cá, bem, por cá… que tal começar por eleger a Comissão Política Concelhia de Viseu? Já era um princípio, ou não?

O que não disse ao Congresso…

A decisão de iniciar a votação das moções antes de todos os congressistas eleitos terem usado da palavra reveste-se, na minha modesta opinião, de uma total falta de respeito por quem não usou da palavra até esta hora. O debate morreu, tudo o que se disser não conta para nada e, duvido, seja escutado por alguém.
Assim, no respeito pela minha “inteligência”, porque não entro em “auto-babouches” ou outras de qualquer espécie e no exercício da minha liberdade de Congressista, resolvi não intervir.
Fica, para a posteridade a intervenção, modesta e de certeza desprovida de qualquer interesse, que faria neste congresso:
“Sr. Presidente da Mesa do Congresso,
Sr. Presidente do Partido
Caros Congressistas
Há quem diga que a causa de todas as doenças está no diagnóstico, pois o diagnostico que este Congresso já fez, diz-nos que, internamente, doentes ñ estamos e que externamente, ao nível do país, da cura tb ñ morrremos, pelo que continuamos a trilhar o caminho do futuro assente no objectivo da plena recuperação.
A vitalidade do partido é demonstrada à saciedade nas comparticipações das várias moções aqui apresentadas. A riqueza do CDS assenta neste binómio, quantidade vs qualidade, sendo que é na diversidade e na pluralidade de e das ideias que crescemos.
Podemos e devemos criticar, mas para isso, devemos, também, saber suportar a crítica. Por vezes, muitas vezes, quem não pensa como nós, também tem razão. Nesta e noutras matérias, podemos, seguramente, Fazer Diferente, mantendo a Responsabilidade e a Identidade que nos caracterizam. Todos somos poucos.
O país, está carente de um bem ñ tangível, está carente de esperança, ou melhor, estava, pois a mensagem que daqui, deste congresso sai, é exactamente essa, a esperança. A esperança de quem com a sobriedade necessária cuidou da causa pública, cuidou do interesse de todos, não escamoteou dificuldades nem nunca disse que era fácil e que, hoje, afirma, que apesar de tudo, das dificuldades passadas e que ainda passamos o amanhã será com toda a certeza melhor.
Como, recentemente afirmou Dom Manuel Clemente, é preciso agir… Até porque o caminho que falta trilhar não é fácil.
Sr Presidente, o CDS tem mantido uma postura de sobriedade, de esperança, de crer e fazer, fazer diferente.
Continuemos pois a agir nesse sentido, até porque como dizia o poeta: “falta cumprir Portugal”, e se é Portugal, é futuro!”

E… até ao próximo Congresso…

BANNER_TOP_copyEm tempo de vésperas do Congresso do CDS, 2 diga-se, no qual irei marcar presença como delegado eleito, um olhar sobre o partido e, nomeadamente, sobre os desafios deste Congresso.

Vou a este Congresso na condição de militante de base, completamente solto e livre de qualquer compromisso que não seja o da minha consciência. Se assim não fosse, não fazia sentido o ter respondido afirmativamente ao convite de um punhado de militantes da concelhia de Viseu para ser candidato a delegado numa lista que se revelou ser a única.

Este Congresso ganhou novo e “renovado” interesse com a luis-nobre-guedes-3b4eanunciada candidatura de Luís Nobre Guedes a Presidente do Conselho Nacional em lista subscrita pela tendência “Alternativa e Responsabilidade” que apresenta ao Congresso a moção “Ao serviço de Portugal” e onde pontificam nomes como Filipe Anacoreta Correia, Pedro Pestana Bastos, Alexandre Lucena e Valle e Filipe Matias Santos entre outros.

Nobre Guedes promete ir ao Congresso falar de futuro e do que “ainda deve ser feito”. Portas, por seu lado, vai falar do passado, sem esquecer o futuro é certo.

imgresPortas será eleito, novamente, Presidente do Partido, Nobre Guedes dificilmente ganhará a Presidência do Conselho Nacional e pouco ou nada mudará no que de essencial é o Partido. Se em termos políticos a moção de Paulo Portas, “Responsabilidade e identidade” justifica os factos e actos do passado, aponta o caminho do continuar das reformas que estão previstas e que são, diga-se em abono da verdade, precisas e necessárias ao país.

Mas o papel de Nobre de Guedes e dos que o acompanham é importante e revela-se , talvez, decisivo para o CDS. Nada melhor que a diversidade de opiniões, para fazer “crescer”, para que se possa melhorar. A critica, quando construtiva, é sempre positiva. Registe-se, no entanto, que por vezes, há dificuldades na “gestão” das críticas…

Assim sendo, não se esperam muitas novidades deste Congresso, já se sabe que teremos coligação com o PSD nas Europeias, que tudo se conjuga para que o mesmo não aconteça nas próximasimages legislativas e, também, ao nível da “nomenklatura”, não se esperam grande novidades,  o mesmo acontecendo à representatividade do distrito nos órgãos nacionais. Mas a ver vamos, até Domingo saberemos o que muda ou que não muda neste CDS.

Uma coisa é certa, o país precisa que o CDS cresça…