A “máquina” de António Almeida Henriques não varre, mas quase…

UnknownQuase dois meses de mandato leva António Almeida Henriques e a sua “entourage” à frente dos destinos da autarquia viseense. Tempo suficiente para um primeiro olhar sobre o desempenho do homem que “adora trabalhar”…

Com uma máquina de propaganda, vulgo comunicação, a trabalhar na exponenciação do que se faz e apostada em “apagar” a anterior “Senhora” do mapa, a desdobrar-se em entrevistas  e apontamentos a pasquins locais, um deles ao que parece em agonia final, mas fortemente apoiado no canto do cisne, a jornais nacionais e uma espécie de televisão. Com o desdobrar de acções e de eventos, de afirmações fortes de e sobre a vontade de ser, com muita parra e pouca uva, com o início da “limpeza” dos e nos serviços do município. Com a ideia que “arrumou” a oposição no quartinho escuro e a apresentação de um suposto Conselho Estratégico e com o novo images-1fardamento dos Bombeiros Municipais e, a cereja, ou talvez não, em cima do bolo, a visita de Sua Exa. o Sr. Presidente da República Portuguesa, que veio inaugurar a exposição “De Propósito – Maria Keil, obra artística” patente no Solar do Dão e para a qual, ao que julgo saber, talvez apenas por mero lapso, não foram convidados os anteriores membros da vereação. Note-se, que esta iniciativa foi acordada ainda no tempo de Ruas, Américo, Lemos e Cª., tal como muitas outras iniciativas que agora são dadas a conhecer ou resolvidas…

António Almeida Henriques chega aos dias de hoje com um caminho percorrido, bem ou mal, goste-se ou não, fez caminho. Se escolheu o melhor, veremos no futuro. Porque o mais fácil não escolheu seguramente. Disse e repito, que António Almeida Henriques tem de cortar o Estado D’Arte reinante. Entrou forte, no estilo e na garra. Mexeu com comodismos e mostrou que os tempos são outros. Mas, nem tudo é fácil e nem tudo alguns compreendem. E daí que em 60 dias, quase, Fernando Ruas e amigos estão um pouco agastados com esta nova administração e, ao que me dizem, a relação entre o ontem e o hoje está quase ao nível da “guerra fria” e a caminho, em passos largos, do “paralelo 38”, ou seja, não tarda e vai dar…

Se por um lado, António Almeida Henriques esbarrou numa estrutura do Município “minada” por 24 anos de centralismo, que diga-se, urge remodelar, por outro a vontade de Fernando Ruas voltar ao alto do arranha-céus, apesar das fortes pressões, ao que dizem, para que tal não aconteça, deixam antever um Inverno rigoroso a caminho de uma Primavera que não a de Praga.

Com Guilherme Almeida à margem e não “marginalizado”, com uma equipa que assenta tudo, ou quase “tudo” no Chefe de Gabinete Nuno Nascimento e no pivot Sobrado, que ainda não deu conta que por aqui, pela terra de Viriato, a memória não é curta. Com o Vereador João Paulo Gouveia “cheio” de pelouros e com a safra do ano a pedir assistência, com um Vice que não se chama Américo e com a Srª Vereador a compor a quota, mas, registe-se, com trabalho efectuado. António Almeida Henriques não tem grandes motivos para sorrir e nem mesmo o dito Conselho Estratégico ou o Fórum para a cultura se mostram, para já, como capazes de afirmação efectiva, não passando no teste do alfinete…

Tenho para mim que António Almeida Henriques vai saber analisar e corrigir o que deve ser corrigido. Assim aconteça para bem de todos nós e, principalmente, para o bem da Cidade-Região, Viseu…

Não podemos voltar a “perder o combóio”…

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s