Natal é esperança!

imagesEstamos no Natal, época dada à confraternização em família e amigos, propícia à reflexão do que passa, passou e está para passar…

Mas Natal é tempo de esperança, sempre o foi e sempre o será. Foi a “esperança”, para muitos, que nasceu naquela longínqua noite em Belém e é de esperança que vos falo hoje, tempo de vésperas de um Natal com esperança de que estamos em vésperas de tempos de renovada esperança.

De Gaulle afirmou um dia que “o fim da esperança é o começo da morte”, talvez tenha razão. Quando perdemos a esperança no amanhã, no dia seguinte, no que de melhor nos pode acontecer, quando perdemos a esperança na própria esperança, quando nos conformamos com a fatalidade do destino e somos, nós próprios, agentes e/ou arautos da “des”esperança, então, talvez, De Gaulle tenha razão.

Vivemos dias menos bons. Já tivemos, seguramente, Natais melhores e este não será o melhor Natal para a generalidade dos portugueses. Mas este Natal, traz-nos a esperança daquela noite em Belém, e é de esperança, esperança num futuro melhor, num país de todos e para todos, é de esperança na esperança de ter no “sapatinho” de Portugal, país nação, políticas de esperança e verdade que vos falo. Precisamos, urgentemente, de adoptar uma nova postura perante a realidade das coisas. Precisamos de transformar o pessimismo reinante num sentimento de esperança, sem tibíezas e sem preconceitos de qualquer espécie.

Politicamente assistimos a um constante discurso anti-esperança. As vozes da desgraça, do exercício da desmotivação e as “cassetes” do pessimismo fazem parte exagerada do nosso dia-a-dia. Para muitos parecem, até, o ópio da vida, a catarse da realidade ou mesmo, a vitória final. Estão enganados e, por mim, dispensados. O que precisamos, o que o país precisa é de políticas de esperança, políticas realistas, com memória é certo, mas com a esperança de quem sabe, de quem acredita que vivemos os dias que vivemos, mas que estamos em tempo de vésperas de um amanhã mais próspero e de um futuro conseguido, assente no que realmente é e não em falsas promessas e utopias ideológicas.

Esperança é verdade, e é de verdade que um país em que a desmotivação entre os jovens impera, um país em que é crescente o desapoio social dos mais idosos, em que muitos chegam à meia-idade sem qualquer horizonte no futuro, um país em que as assimetrias aumentam e em que a  cada dia que passa parece que estamos pior do que ontem, precisa.
Verdade porque a realidade não é tão fatalista assim. Verdade porque passámos e, ainda, passamos um “mau” ou menos “bom bocado. Verdade no que se diz e no que se promete, porque é de verdade e da esperança em acreditar que precisamos, até porque acreditar é viver com esperança.

Eu tenho esperança e acredito num Portugal de futuro, porque e citando Orson Welles: “Mesmo quando não havia nenhuma esperança, sempre procurei dar o melhor de mim.”

Um Bom Natal a todos e procurem dar sempre o melhor de vós pois a esperança está sempre presente.

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A “máquina” de António Almeida Henriques não varre, mas quase…

UnknownQuase dois meses de mandato leva António Almeida Henriques e a sua “entourage” à frente dos destinos da autarquia viseense. Tempo suficiente para um primeiro olhar sobre o desempenho do homem que “adora trabalhar”…

Com uma máquina de propaganda, vulgo comunicação, a trabalhar na exponenciação do que se faz e apostada em “apagar” a anterior “Senhora” do mapa, a desdobrar-se em entrevistas  e apontamentos a pasquins locais, um deles ao que parece em agonia final, mas fortemente apoiado no canto do cisne, a jornais nacionais e uma espécie de televisão. Com o desdobrar de acções e de eventos, de afirmações fortes de e sobre a vontade de ser, com muita parra e pouca uva, com o início da “limpeza” dos e nos serviços do município. Com a ideia que “arrumou” a oposição no quartinho escuro e a apresentação de um suposto Conselho Estratégico e com o novo images-1fardamento dos Bombeiros Municipais e, a cereja, ou talvez não, em cima do bolo, a visita de Sua Exa. o Sr. Presidente da República Portuguesa, que veio inaugurar a exposição “De Propósito – Maria Keil, obra artística” patente no Solar do Dão e para a qual, ao que julgo saber, talvez apenas por mero lapso, não foram convidados os anteriores membros da vereação. Note-se, que esta iniciativa foi acordada ainda no tempo de Ruas, Américo, Lemos e Cª., tal como muitas outras iniciativas que agora são dadas a conhecer ou resolvidas…

António Almeida Henriques chega aos dias de hoje com um caminho percorrido, bem ou mal, goste-se ou não, fez caminho. Se escolheu o melhor, veremos no futuro. Porque o mais fácil não escolheu seguramente. Disse e repito, que António Almeida Henriques tem de cortar o Estado D’Arte reinante. Entrou forte, no estilo e na garra. Mexeu com comodismos e mostrou que os tempos são outros. Mas, nem tudo é fácil e nem tudo alguns compreendem. E daí que em 60 dias, quase, Fernando Ruas e amigos estão um pouco agastados com esta nova administração e, ao que me dizem, a relação entre o ontem e o hoje está quase ao nível da “guerra fria” e a caminho, em passos largos, do “paralelo 38”, ou seja, não tarda e vai dar…

Se por um lado, António Almeida Henriques esbarrou numa estrutura do Município “minada” por 24 anos de centralismo, que diga-se, urge remodelar, por outro a vontade de Fernando Ruas voltar ao alto do arranha-céus, apesar das fortes pressões, ao que dizem, para que tal não aconteça, deixam antever um Inverno rigoroso a caminho de uma Primavera que não a de Praga.

Com Guilherme Almeida à margem e não “marginalizado”, com uma equipa que assenta tudo, ou quase “tudo” no Chefe de Gabinete Nuno Nascimento e no pivot Sobrado, que ainda não deu conta que por aqui, pela terra de Viriato, a memória não é curta. Com o Vereador João Paulo Gouveia “cheio” de pelouros e com a safra do ano a pedir assistência, com um Vice que não se chama Américo e com a Srª Vereador a compor a quota, mas, registe-se, com trabalho efectuado. António Almeida Henriques não tem grandes motivos para sorrir e nem mesmo o dito Conselho Estratégico ou o Fórum para a cultura se mostram, para já, como capazes de afirmação efectiva, não passando no teste do alfinete…

Tenho para mim que António Almeida Henriques vai saber analisar e corrigir o que deve ser corrigido. Assim aconteça para bem de todos nós e, principalmente, para o bem da Cidade-Região, Viseu…

Não podemos voltar a “perder o combóio”…