Manuel, o Presidente… é fixe!

Em tempos, escrevi, já não sei bem onde nem quando, que em relação às juventudes partidárias locais, nomeadamente, às afectas aos partidos do arco da governabilidade, havia uma que se destacava claramente das restantes e com pena minha era a JS e não a “minha” JC ou JP como agora se chama.

Ao contrário de muitos, talvez por ter exercido militância activa, tenho uma ideia positiva das organizações partidárias de juventude, não gosto da designação “jotas”. As “juventudes” ajudam formar politicamente, promovem a participação cívica e o debate, “fazem”crescer quem nelas milita por convicção e não procura nem embarca em seguidismos bacocos e posturas acéfalo-arcaicas.

logoVem isto a propósito das eleições deste fim-de-semana para a JS local. Fazendo jus à dinâmica e postura que tem demonstrado ao longo dos últimos  tempos, apresentam-se 2 candidatos, 2 conjuntos de jovens, 2 visões diferentes mas próximas de ver e estar na política , tendo cada uma das candidaturas apresentado e assumido publicamente as suas ideias, causas e compromissos, sendo que, as mesmas foram debatidas publicamente.

1463077_1441535272724733_1949734025_nEntrando no que interessa, de um lado temos de “calção amarelo” MANUEL MIRANDEZ e a sua “A política é fixe”, do 1377403_740278815989400_551200610_noutro e de “calção azul” VITOR SIMÃO com “O que é que nos move? Uma juventude de causas”

Não entrando na análise das propostas per si, mas cruzando o que vertem com o que conheço da actividade político-partidária de cada um, começar por dar os parabéns a ambos, à JS que tem jovens quadros em qualidade e em quantidade, tendo a expectativa que não se deixem”contaminar” por outros, mantendo sempre uma postura de credibilidade, bom-senso e intervenção política ajustada em cada momento.

Em face do que vi, do que conheço e tenho acompanhado, parece-me que será Manuel Mirandez o “escolhido”. Mais seguro, mais consistente politicamente, transmite um elevado grau de confiança e sentido de responsabilidade. Vito Simão é um trabalhador nato, não sendo derrotado mas sim preterido na escolha,  saberá dar o seu apoio e contributo que por certo Manuel saberá aproveitar da melhor forma.

Resumindo e concluindo, amanhã ambos farão a festa até por e para “outros” verem e notarem as diferenças…

Oposição? Sim, habituem-se…

RED13Revistos os primeiros trinta dias de gestão camarária “situacionista”, é chegada a hora de olhar para a “oposição”, sim que finalmente parece existir uma efectiva e presente oposição na vereação municipal.

Vamos por partes, Almeida Henriques governa com uma maioria de 5 para 4. PS com 3 vereadores e o CDS com 1, constituem o outro lado, o lado de lá que não deixa de ser o de cá…

O PS tem como vereadores José Junqueiro, Rosa Monteiro e o “jovem lobo” João Paulo ng2868235Rebelo, em tirocínio, ou não, para a candidatura de 2017. Se de José Junqueiro, com o GPS apontado a Estrasburgo, já pouco se pode esperar, para além da magistratura de influência que não exercerá, dos outros 2 vereadores socialistas espera-se bem mais do que aquilo que os seus antecessores mostraram. Não sendo difícil, certo é que também não será fácil ser consequente em face do autismo que António Almeida Henriques tem demonstrado  em relação às propostas e ideias da oposição. Para já, levaram com o quartinho escuro e um chutar para canto, desmerecido e despropositado diga-se, das propostas apresentadas. Estará João Paulo Rebelo a medir o pulso a Almeida Henriques? É provável, aguardemos pelas cenas dos próximos capítulos…

images-2Já Hélder Amaral, raposa velha, com larga experiência parlamentar e na arte de “provocar” o PSD, tem conduzido de forma cautelosa e afirmativa estes seus primeiros dias de vereador. Hélder, que não leva recados para casa, é a principal fonte de “preocupação” da entourage situacionista, não só pela sua notoriedade, mas, também e sobretudo, pela sua capacidade de trabalho e verbe escorreita… Bem tenta Almeida “cansar” o deputado-vereador, mas este, feito da rija têmpera de Silgueiros de antes quebrar que torcer, lá vai moldando o seu caminho, afirmando-se como o líder da não situação.

Está mais bem servido Viseu com esta nova oposição. Mais interventiva e pragmática, mais arejada e assertiva. É bom que Almeida Henriques a isso se habitue e rapidamente inverta estes resquícios do ruísmo e tiques de “posso, quero e mando”, tirando o melhor partido possível da vontade da oposição colaborar, sem descolorar, na construção de um melhor Viseu, até porque, como já dizia “a outra senhora”, VISEU SOMOS TODOS NÓS…

Vésperas do Tempo de António…

Quis a coincidência das coisas que o centésimo “post” do TEMPO DE VÉSPERAS, coincidisse com os 30 dias de gestão “Antonina”,com o devido respeito, à frente dos destinos de Viseu, cidade região…

Cingindo-nos ao que realmente importa e interessa, estes 30 dias de António Almeida Henriques foram, na voz do próprio, “intensos e produtivos”… não lhe tiro a razão, vejamos então:

Captura de ecrã 2013-11-25, às 18.22.00Ufa! Não foi pouco… e se a isto acrescentarmos uns quantos “problemas” resolvidos na SRU e centro histórico, na ADDLAP e com certeza mais uns quantos… se nos lembrarmos que resolveu de uma assentada todos os problemas da oposição com a confirmação das reuniões à quinta-feira e com a atribuição do quartinho “escuro, as horas “perdidas” na vã guerra da CIM, as entrevistas e múltiplas declarações públicas e na saudada e importante eleição como Vice-Presidente da ANMP…

De facto, andou bem António Almeida Henriques e o seu “quadrilátero” estratégico, Seixas, Gouveia, Nascimento e Sobrado… António musculou politicamente a autarquia, dotou-a de uma dinâmica de acção política a que não estávamos habituados, talvez por deficiência de comunicação, ou não. António quis demonstrar que estamos mesmo num “novo ciclo”, vide entrevista à Económico TV, que os tempos hoje são outros e que a ambição mora no Rossio e nada melhor para isso do que apresentar um Plano Estratégico 2013/2017, que contou com a prestimosa “coordenação” do mesmo de sempre, sem embargo da sua competência, cheio de ambição e de projectos, programas, conselhos e grupos, com os quais facilmente concordaríamos todos e que esperamos seja concretizado a bem de Viseu.

Para ser sincero, não estou surpreendido com este “arranque” de António Almeida imagesHenriques, não esperava que fosse muito diferente na força e intensidade. Porquê? Porque António não veio para ser regente, não veio para ser “o” sucessor dinástico. António veio com o propósito de afirmar Viseu-cidade região, um projecto a 12 anos. António trouxe um arejamento de ideias, agora tem que arejar os processos e as mentalidades, algumas, que ainda populam por aí e que ainda não se deram conta que o “mundo” mudou, o paradigma é outro.

Senhoras e senhores, a hora do “Tó” chegou…

Quanto a nós, bem, nós, TEMPO DE VÉSPERAS, continuaremos por aqui, serenos e atentos até que a mão nos doa, a escrever sobre o que nos apetecer, quando nos apetecer e sem pruridos ou receios de qualquer espécie, mas com respeito e educação para com todos. Essa é a nossa liberdade.

Fernando… e o texto que preferia não escrever..

Extracto da “ACTA DA TERCEIRA SESSÃO ORDINÁRIA DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VISEU, REALIZADA NO DIA VINTE E SETE DE JUNHO DE DOIS MIL E ONZE”

FERNANDO RUAS:“O CDS também insiste numa outra coisa que o Senhor Deputado Rui Santos me vai sempre lembrando, que eu que estou no fim do mandato. Eu sei Senhor Deputado e que não voltarei a ser Presidente da Câmara, mas não é por vosso mérito, não é por isso. Sempre que me sujeitei a eleições de forma democrática, os viseenses disseram aquilo que queriam a meu respeito, portanto, sabemos bem como é que isto foi decidido. Não me esteja sempre a lembrar disso, que eu sei muito bem. Se alguma ver voltarem a ter responsabilidade, cá estarei também, enquanto cidadão, para ver se aquilo que me segue é tão produtivo como aquilo que eu tentei deixar na Câmara.”

RUI RODRIGUES DOS SANTOS:“Em relação àquilo que disse o Senhor Presidente, nem tinha dado conta que fala no seu final de mandato, realmente, o texto faz essa alusão. O Senhor Presidente tem referido isso, se calhar, está a conviver um bocadinho mal com essa situação, mas o tempo se encarregará de fazer ver que não, até porque penso que poderá ainda prestar muitos serviços ao País e à cidade no futuro…”

812079Estávamos em Fevereiro de 2011, então, tal como agora, Fernando Ruas não conseguia perceber que era tempo de descansar e, porque não, abraçar novos projectos de âmbito nacional ou internacional. Pensei que neste hiato de tempo, mormente agora que foi “ultrapassado” o tempo de substituição e Fernando ganhou uma nova vida, que já tivesse interiorizado o “bem” da sua saída… Mas não, ao deparar-me com o seu discurso de despedida no Congresso da ANMP deste fim-de-semana, constato que me enganei…

Ouvir Fernando Ruas afirmar “…ser o único cidadão maior e sem cadastro que é impedido de ser recandidatar ao município de Viseu” leva-me a assumir que tinha uma razão que, sinceramente, gostava de não ter.

Fernando Ruas ainda não conseguiu ultrapassar este “trauma”. Fernando tem duas images-11hipóteses, ou percebe que os tempos mudaram, que um novo ciclo começou e que o seu papel, hoje, é outro e que a sua ambição tem e deve estar para além de mais do mesmo e entra na galeria daqueles que realmente fizeram e ficaram na história, ou entra numa fase estilo “soares” e um dia vai perceber que afinal, a ingratidão dos homens está mais perto que o sol de um novo amanhecer…

O DV de hoje e os 30 dias de António em “entrevista”…

1422404_1430264523858501_121542130_nNa edição de hoje, muito interessante diga-se, do pasquim local que para além de uma “bem conseguida” entrevista do Sr. Presidente, traz à estampa duas ou três notícias com algum relevo…

Ficámos a saber que o projecto “Viseu local” tem ligação com  os Novos Povoadores, resta saber os contornos desta “associação” que não apareceu mencionada no comunicado oficial… Almeida Henriques “chutou” para canto mais uma proposta da vereação socialista e “reduziu” a importância destes ao nível do seu vice-presidente… Do comboio todos falam, mas o certo é que o mesmo continua a apitar por Nelas e Mangualde e Viseu a não potenciar o facto de o mesmo estar a 20 minutos de distância, sem embargo de se “lutar” pela sua aproximação… Os comerciantes vêem reforçado o investimento camarário na iluminação e mais importante, na dinamização e animação da cidade na época natalícia. Para já temos as casinhas nas ruas Formosa e da Paz, desimpedindo o Rossio, que assim já pode ir ás aldeias…

Artigo de opinião de José Junqueiro ainda sobre a CIM Viseu Dão-Lafões em que procura enfatizar a derrota em toda a linha do PSD de Mota Faria relembrando que, nesta matéria, António Almeida Henriques esteve mal expondo-se a si e a Viseu a uma desnecessária derrota que todos previam, todos não…
Mal esteve, também, a jornalista que “conduziu” a entrevista a António AlmeidaIMG-20131122-00220 Henriques e cujas respostas vêem plasmadas na edição de hoje do DV, ao não questionar sequer ao de leve toda esta trapalhada da CIM e ao mesmo tempo, dar relevo à indigitação de António para a vice-presidência da ANMP…

Entrevista de leitura fácil e rápida, escrita cuidada, perguntas pertinentes e respostas adequadas. Fica como marco dos primeiros 30 dias de exercício do poder e de trabalho do entrevistado e não só…

Fernando e o Viriato…

images-10Fernando Ruas, lembram-se dele?

Claro que sim, Presidente do Município viseense durante 24 anos, “deixou” o cargo em meados de Outubro passado, foi recentemente alvo de pública homenagem pelo Lusitano de Vildemoinhos, o que se saúda, pois não custa reconhecer quem nos ajuda.

Nesta matéria foi lesto o novo executivo municipal ao fazer aprovar logo na sua primeira reunião de vereação a atribuição da Medalha de Ouro Municipal e do Viriato d’Ouro, condecoração  máxima, a Fernando Ruas.

images-1Agora convém é não deixar cair no esquecimento e promover a rápida entrega dos mesmos, até porque Fernando merece mais do que “um pontapé de saída”, sem desmerecer, e estas “coisas” quando se perdem no tempo…

CIM ou a inépcia laranja…

Unknown-3Finalmente chega ao fim a “novela”criada em torno da CIM Viseu Dão Lafões com a eleição do seu Conselho Executivo. Tirado o avental, ficámos a saber que que José Morgado, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva é o novo Presidente, sendo acompanhado pelo também socialista José Carneiro de Castro Daire e José António Jesus, PSD, Presidente da Câmara de Tondela, como vice-presidentes.

Nem João Azevedo nem António Almeida Henriques, sendo que este último sai, desnecessáriamente, fragilizado de toda esta trágico-comédia em que o PSD perdeu em toda a linha, fruto de uma avaliação errada, de uma estratégia absurda e de um autismo e sobranceirismo dignos de qualquer país latino-americano…

Sem necessidade, ou talvez não, Faria e seus “muchachos” imolaram  2 dos seus melhores numa batalha que só mesmo eles pensavam ganhar…

João Cotta e Almeida Henriques não tinham nem precisavam de “viver” estes dias de tempestade.