O domingo de António e dos outros…

Já o disse, tal como pensavaimages-3, António Almeida Henriques é o novo Presidente da Câmara Municipal de Viseu. A vitória de António não se resume só à conquista do lugar de Presidente ou à derrota do PS de José Junqueiro, vai muito para além disso.

António também ganhou a uma parte do PSD, sim, porque havia um PSD que estava com o Partido mas não estava com António, isto é, queriam a vitória do partido mas não por muitos, que o António fosse Presidente mas um Presidente “fraco”, com vitória tangencial ou mesmo sem maioria. Era um PSD que, ainda no inverno passado, recusou a disponibilidade e a generosidade António para ser candidato, um PSD que tudo fez para que o candidato fosse outro que não António, mas que depois relutantemente o “aceitou” e o apoiou q. b.. O mesmo PSD que vetou António da Costa Vidal para a Assembleia Municipal e que “obrigou” a que Fernando Ruas fosse Mandatário de Honra apesar do que dizia, do que disse e fez. Foi um Ruas incómodo e incomodado que vimos “arrastar-se” nestes dois últimos meses, foi um PSD a dois tempos que vimos nestes dias de incerteza. A tudo isto e mais alguma coisa, respondeu António com uma paciência leonina, logo ele um indefectível portista. Agora, passada a fase em que António teve que se sujeitar em nome do resultado que agora é de “todos”, chegou a hora em que António com “todos” terá a oportunidade de se ajustar.

Para já, arrumou um José Junqueiro que ficou muito além do que pretendia, apesar de jjter mais um vereador, tem menos votos que Miguel Ginestal  nas últimas autárquicas. José Junqueiro trouxe para o debate não o futuro mas sim a evidência do “candidato do governo” e dos desgovernos socialistas que tudo ou quase tudo teriam feito em e por Viseu. O povo não foi na cantiga e JJ ficou no apeadeiro a ver passar os outros… é certo que o PS ganhou freguesias emblemáticas do PSD como Faíl/Vila Chã de Sá e Silgueiros, mas, também, não soube capitalizar o “erro” laranja de Abraveses, onde um Rui Pedro Almeida preterido pelo seu partido, conseguiu meter no bolso o dito e tudo o resto, arrancando uma maioria absoluta que, honestamente, eu não julgava possível e onde o PS apenas foi terceiro. JJ, com a  ajuda de João Azevedo, deve estar já a fazer as malas rumo ao centro da europa, sempre guiado por um GPS qualquer…

helder-amaralHélder Amaral e o CDS cumprem os seus objectivos. Hélder conduziu o partido de regresso à vereação e com a ajuda de Fernando Figueiredo aumentou a representação na Assembleia Municipal e por pouco não ganhava uma junta. Hélder, um dos vencedores da noite, precisa agora de “ganhar” internamente o partido e externamente os eleitores que em si depositaram confiança. Estou certo que o fará…

Se a CDU, que avançou com toda a confiança e foi a grande novidade da noite eleitoral, tendo inclusive conseguido eleger um deputado municipal e relegado o BE e a simpática Né para o carro vassoura da corrida ao executivo municipal, que dizer de um BE com morte anunciada, mas só o próprio ainda não viu?

Resumindo e concluindo, António ganhou, António é o novo Presidente e a ele cabe o futuro…

Aguardemos, então, por esse novo ciclo, Viseu precisa e agradece, até porque de Viseu com orgulho somos todos nós…

António Presidente, Amaral vereador e JJ de viagem…

Faltam 2 dias para o términus da campanha eleitoral e e já tudo parece definido. Tudo não , mas quase tudo…

Se António Almeida Henriques já pode mandar fazer o fato para a cerimónia de posse, recomendo o “nosso” AC ALFAIATES, Hélder Amaral vai continuar com o fato de operário até ao último minuto para garantir a sua eleição e o regresso do CDS à vereação municipal. Quanto a José Junqueiro, se ainda o não fez, o melhor é mesmo tirar o GPS do armário e seguir rumo ao seu destino, qualquer que seja na certeza porém de que por aqui não será…

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Campanha morna, não se perspectiva que aqueça nestes dois últimos dias, teve na candidatura do Bloco a imagem da desilusão, esperava mais e melhor da Manuela Antunes, começou bem, abordou temas que os outros candidatos não estavam a abordar, mas foi se eclipsando, tal como BE o foi, transformado num nado vivo, refúgio de uma esquerda caviar sem futuro nem razão. A “NÉ” vale bem mais que o Bloco.

UnknownDe  Francisco Almeida e da CDU tirando a brincadeira do comboio que, diga-se, teve a sua piada, pouco a nada fica de quem também já nada se espera.

De José Junqueiro, que desligou o GPS e agarrou na máquina dos retratos, esperavam os viseenses mais, ou talvez não. Candidato contra a vontade das estruturas locais do partido, as quais demonstraram, mesmo assim, uma grande dedicação e entusiasmo no apoio a JJ, este não conseguiu por um lado convencer o eleitorado da bondade das suas propostas e, por outro, “despir” a farda do sobranceirismo e de alguma arrogância que lhe veste amiúde. Acresce que a sua estratégia de hiper-valorização dos desgovernos socialistas e a necessidade constante de afirmar que tudo era obra sua ou dos seus, bem como, a tentativa de colar o candidato do PSD ao governo, não surtiu efeito. Ainda tentou utilizar Hélder Amaral e a a candidatura do CDS como peões de brega, mas estes, ladinos, conseguiram escapar à tentação…

O PS e JJ serão, para mim, a grande surpresa pela negativa da noite eleitoral, a 20120801-144935.jpgcolocação bem alta das expectativas não ajuda em nada e durante estes últimos dias disso já se deu conta. JJ pode ter mais votos que Miguel Ginestal à quatro anos atrás,mas tudo o que seja menos do que 4 vereadores significa o ocaso político de José Junqueiro. Nessa noite e nos dias seguintes, não faltará quem peça a sua “cabeça” numa bandeja, qual João Baptista…

994784_605628076128889_2069096531_nComeçou tibuteante a campanha do CDS, mergulhado em crise interna local, afastada em nome dos interesses superiores do partido e da necessidade de apresentar uma candidatura forte, rápidamente ganhou força e entrou em velocidade de cruzeiro. A polémica em torno do local da apresentação pública da candidatura ajudou à visibilidade da mesma e eis que de um momento para o outro, Hélder Amaral estava em todo o lado.

Estou seguro que Hélder Amaral e o CDS terão um excelente resultado este domingo, consubstanciado no regresso do partido à vereação municipal e no aumento da representação na Assembleia Municipal. Se assim não for, fecha-se um ciclo e instala-se o caos….

António Almeida Henriques, futuro Presidente da Câmara de Viseu, acaba a campanhaimages-2 em crescendo, mais forte e  mais consistente. Não sendo consensual no seu próprio partido, onde não foi a 1ª escolha apesar da disponibilidade, “suportou” um Fernando Ruas incomodado e incómodo e um partido dividido, “levou” com escolhas menos conseguidas em algumas freguesias, que vão resultar em derrotas, Abraveses e Silgueiros são exemplos, aceitou as “sugestões” de Mota Faria para a constituição da “sua” lista e mais não vale a pena acrescentar…

No domingo à noite festejará com todos a vitória, o resultado sem ser brilhante, será bom, apesar de tudo e contra muitos, manterá a maioria absoluta na vereação, mas não deverá conseguir chegar ao sexto mandato… Será uma vitória agridoce, não faltarão as “vozes” de ruído de muitos que estarão a seu lado, mas a verdade é que o futuro a ele, António, pertence… Aguardem…

Se tudo correr conforme previsto e nada de transcendente acontecer até domingo, teremos um Almeida Henriques Presidente, com uma maioria de 5 vereadores, um PS sem Junqueiro mas com 3 vereadores e o CDS de regresso à vereação pela mão de Hélder Amaral.

Vencedores e vencidos? haverá alguns, uns que foram a votos e outros nem por isso…

SOU DE VISEU COM ORGULHO…

images-9Nascido há quase quarenta anos em Viseu, por cá cresci e por cá fiquei, com gosto diga-se. Sou o que se pode apelidar de viseense de gema.

Mas não percamos tempo a falar do passado, disso se encarregará a história. Falemos de e do futuro, não do meu, pouco relevante a não ser para mim e para aqueles que me rodeiam e de quem mais gosto, mas do de Viseu cidade e concelho, capital de uma vasta região.

Quis o acaso e assim o fizeram os homens, que neste principio de Outono, primeiro de muitos que estão, espero, para vir, sejamos chamados a “escolher” quem nos irá guiar por esses tempos vindouros…

A escassos  dias de sabermos qual o eleito, diria que os dados estão praticamente todos lançados, salvo alguma surpresa de última hora e/ou um golpe de génio de algum candidato, estamos, todos, em condições de decidir em quem votar. Decisão essa que se quer ponderada, reflectida e responsável. Tomada com base naquilo que são e representam os vários candidatos, no que pensam e no querem para Viseu e não pela cor partidária ou qualquer outra visão mercenária.

Vivemos um momento único e diferente de outros similares, Fernando Ruas autarca durante quase um quarto de século não vai a “votos”, segundo o próprio apenas porque a lei não permite. Cumpra-se a dita, vamos escolher…

Eu já fiz a minha escolha. Não vou estar aqui a aduzir argumentos que justifiquem ou validem essa minha escolha. O que cada um pensa e pretende fazer está “escarrapachado” nos programas e panfletada que por aí circula. Diga-se, em abono da verdade, que todos apresentam ideias válidas e inovadoras…

É de e do futuro que se trata, de quem melhor está preparado para o enfrentar, quem melhor capacidade tem e terá de o fazer de forma aberta e simplista, não excluindo mas incluindo, não contra ninguém mas por todos. De escolher algo que não se esbata já a seguir, algo que signifique uma estratégia de desenvolvimento a médio/longo prazo.

A escolha certa não será a da ilusão, mas antes a da esperança e do entusiasmo.

Sou de Viseu com orgulho, a minha escolha é Hélder Amaral.

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COM OU SEM CRISE, ESTÁ VIVO O ACADÉMICO!

1209241_637607809617461_1398121016_nTarde de domingo, todos rumo ao Fontelo apoiar o Académico… Todos??? Bem, poucos mas valentes, com alguns a chegarem mais tarde por opção mas a mostrarem que estão vivos…

Pouca gente num Fontelo frio e triste, a cidade continua desligada do “seu” Académico,  um jogo de futebol sofrível, incidentes lamentáveis entre duas claques Academistas, valeu pela presença de cerca de uma centena e meia de flavienses, só autocarros eram dois, que animaram e fizeram a festa ordeira e educadamente.

Em relação ao jogo dizer que o Académico desiludiu, jogou mal, sem fio de jogo, aos repelões, sem qualidade de passe e nem a mudança táctica promovida por Filipe Moreira logo aos 20 minutos, forçada por lesão, trouxe mudanças numa equipa nervosa, a jogar sobre brasas e  a transparecer problemas extra-relvado. O Chaves apenas cumpriu, sem deslumbrar, atingiu o seu objectivo e segue viagem.

Filipe Moreira tem muito trabalho pela frente, talvez fruto do, a meu ver, excesso de imagescontratações, ainda não conseguiu “formar” uma equipa. Ao que julgo saber, existirão já alguns sinas de descontentamento no seio da direcção academista. Para já e até em face desta pseudo crise presidencialista e já lá vamos, Filipe terá ainda alguma, pouca, margem de manobra. Resultados, hoje em dia, em qualquer actividade são eles que ditam as “leis”.

Quanto à crise, que me parece exagerada e despropositada, criada com a demissão de noticia1_60António Albino, apenas vem agravar os problemas que afectam o Académico. Mais uma vez,a direcção academista mostrou a sua inabilidade no relacionamento com as claques e acabam por dar uma importância às mesmas que estas não tinham, sejam o Exército 1914, Comando Viseense, Firma 232 ou a nóvel Visa Nostra, penso ser assim que se chama. Agora, depois disto, as claques, importantes no apoio à equipa, passaram a ter outra importância, já conseguiram “correr” com o Presidente…

Será que as claques apenas serviram de bode expiatório?

Haverá outros motivos, não revelados, para esta atitude do Presidente António Albino?

Está a direcção academista unida ou apenas solidária com  o Presidente?

Responda quem souber.

Muito provavelmente esta brincadeira vai acabar com António Albino a recuar na sua intenção, crise na direcção e com Filipe Moreira e sua equipa, director desportivo incluído, alvo da célebre chicotada dita de psicológica. Para o clube nada de bom, vão manter-se os crónicos problemas de organização, de falta de estrutura capaz, etc.. Estamos no âmbito da liga, temos que ser exigentes e ter resultados a todos os níveis, que não só no campo meramente desportivo.

Adivinha-se um Outono quente e um inverno glaciar…

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VIVA,

MAS VIVA SEMPRE,

O ACADÉMICO!!!

O Diário e o “campista”…ou a triste realidade tablóide!

1240308_583883718341396_1106785320_nAo ler a edição de hoje, terça-feira 3 de setembro, “DIÁRIO DE VISEU”, reparo que a página 5 é dedicada ás autárquicas locais e apresenta 3 artigos distintos sobre cada um dos três(3) candidatos do arco da governabilidade.

Confesso que fiquei atónito com o que li. Mas desenganem-se os que já se estão a rir, não foi com o  que os candidatos supostamente disseram, fiquei atónito com o tratamento jornalísticos das diferentes “peças jornalísticas”.

Se sobre o texto relacionado com António Almeida Henriques pouco haverá a dizer, baseado no “press” da Lusa, já em relação aos restantes…

O texto sobre José Junqueiro apesar de na sua grande maioria ser “copy_paste” do texto constante no blogue da candidatura, não revela nada mais para além do que pensa o candidato.

Em relação ao artigo dedicado a Hélder Amaral, bem, que dizer de um artigo, não assinado, sobre o compromisso com o turismo apresentado no pretérito domingo e cujo o título, o sumo que alguém retirou de tudo o que foi apresentado, é e cito:”parque de campismo moderno é a ambição do CDS”

Das duas uma, ou não perceberam nada do que foi apresentado, o que não acontece pois, ao que julgo saber, não estiveram presentes na conferência de imprensa, ou é má-fé gratuita, o que não quero acreditar que seja verdade e que me leva a presumir que tal título é um engano que o DR de Viseu prontamente corrigirá.

Todos sabemos que as parangonas dos jornais fazem, infelizmente, opinião. Eu, cidadão, leitor de café do Diário de Viseu, depois de passar os olhos pela dita página 5, de uma coisa tenho a certeza, não votaria no “campista…”

O Diário de Viseu, diga-se em abono da verdade, prestou um mau serviço aos seus leitores, mostrou uma falta de cuidado inaceitável no tratamento que dispensa ás várias candidaturas. No limite, prestou um mau serviço a si próprio ao desbaratar desta forma gratuita, mas talvez entendível, grande parte do seu capital de isenção e equidade.

Quero acreditar que foi inadvertidamente, a não ser, não é grave… É muito grave…

 

 

 

Fernando Ruas merece o “VIRIATO D’OURO”.

20130821-105747.jpgAmanhã terá lugar a última Assembleia Municipal em que o Dr. Fernando Ruas participará como Presidente do Município.

Tinha, desde o inicio, pensado propor, em sede de Assembleia Municipal, a atribuição do “VIRIATO D’OURO”, o mais alto galardão do Município de Viseu, ao Dr. Fernando Ruas pelos seu papel enquanto autarca durante 24 anos. Se mais razões não houvessem, essa só bastava.

Infelizmente, não me é possível fazê-lo, pelas razões que são do conhecimento geral.

Assim, fica aqui o meu apelo público a todos os Grupos Parlamentares da Assembleia Municipal de Viseu para que proponham e aprovem a atribuição do “VIRIATO D’OURO” ao cidadão Fernando Ruas pela sua dedicação ao concelho como autarca.

É uma homenagem justa.