Hélder e o inútil voto à esquerda

A noite trouxe a conversa, a conversa puxou a conversa e eis que aqui estamos. A conversa passou por lá mas não foi sobre política, os intervenientes, próximos mas cada qual dono e senhor do seu pensamento político e detentores de afinidades próprias respeitam-se exactamente nessa condição, por isso é fácil que a conversa exista e ocorra sobre todo e qualquer tema ou assunto. É isto que torna rica a amizade e a leva para além do simples manifesto, da simples vontade, a afasta do cliché do polido ou politicamente correcto. A amizade exerce-se… Depois disto pode ser que fique dispensado de trabalhos…

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Já o disse por aqui e volto a dizer, António Almeida Henriques será o mais que provável futuro Presidente da Câmara Municipal de Viseu, ao jeito do Prof. Marcelo quase que dá para afirmar que mais depressa Jesus Cristo desce de novo à Terra do que António perde a eleição.

António tem tudo para ganhar como potencialmente tinha tudo para perder. António é o candidato do PSD, que o não queria como tal. António é o sucessor de Ruas, que o não queria nem quer como tal. António é candidato como provavelmente sempre quis, mas não da forma e nas condições que desejaria e que, se calhar, merecia.

António será Presidente porque à esquerda, leia-se PS, entenda-se José Junqueiro, não existe uma alternativa credível. JJ, que procura a todo o custo a empatia com o eleitorado que ainda não conseguiu junto dos seus camaradas, bem tenta ser engraçado, mas não consegue cair em graça. São os custos de vinte anos de altivo afastamento do homem que costuma andar ao lado do simpático e hoje aniversariante Alexandre Azevedo Pinto.

De resto, um Bloco em agonizante e acelarado final de vida que nem a simpática Manuela Antunes, de quem esperava mais, consegue disfarçar e um PC, travestido de CDU que ainda não aprendeu que os eleitores de Almada candidatos cá pelo burgo não votam e não vão além do mero picar o ponto.

Se à esquerda temos uma espécie de tropa fandanga, à direita surge uma estigmatizada candidatura do CDS, liderada por Hélder Amaral e que se constitui como opção para quem não vota no António ou tem urticária ao voto laranja. O estigma esse, é o estigma pós- Engº Carrilho, que se manifesta  a cada eleição autárquica, quanto mais não seja porque o pagode quer é festa e na hora de votar não interessa o que cada um pensa ou quer para o futuro do concelho. Como dizia recentemente um amigo meu, é tudo uma questão de mais ou menos espeto… de porco no dito, entenda-se.

Hélder Amaral constitui-se como o voto útil nestas eleições autárquicas. Por inépcia de outros e por perícia própria, pois as suas qualidades e o trabalho que tem vindo realizar enquanto deputado caucionam os “Compromissos” assumidos e são garante de uma presença atenta e interventiva, quiçá e muito provavemente, decisiva no futuro executivo municipal.

Ao contrário do que muitos pensam e uns quantos queriam, Hélder e o CDS estão a jogo e neles reside o interessante desta eleição.

Não estou a jogo, mas estou a banhos… alguém me chama…

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One response to “Hélder e o inútil voto à esquerda

  1. Boa foto no Jardim das Mães! Seria excelente acabar com a maioria absoluta “social-democrata”, espero que o PS e o CDS o façam mas acho muito difícil.

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