Com toda a confiança… os desafios de António

De regresso, ainda que não definitivo, às berças, melhor recepção não podia ter tido do que ser “engolido”, em plena Praça D. Duarte, pela marcha da CDU encabeçada pelos camaradas Jerónimo e Francisco Almeida.

Com mais bandeiras do que participantes, que o PC não brinca, lá seguiam imagesentusiasmados, pouco, até porque ainda não seria hora do lanche, cantando a várias vozes:”A CDU AVANÇA COM TODA A CONFIANÇA”… E, realmente, lá foram rua abaixo com grande confiança… Eu, no lugar deles, também o faria…

Lá segui, também com toda a confiança…

Mais um final de tarde em amena cavaqueira com amigos, desta vez sem o mar por horizonte mas enriquecida pela presença de um amigo de há muito mas que não muito nos sentamos a exercer essa amizade.

Voltando atrás, não à CDU, que sobre essa pouco ou nada haverá para dizer, mas ao tema da confiança e à cantilena, pergunto:

E Viseu, avança com toda a confiança?

Há tempos um amigo que muito prezo, dizia e passo a citar: “em Viseu, a mudança assusta”. Eu, se me permites meu amigo, diria que não assusta, o que assusta é exactamente o contrário, é a perspectiva de não mudança.

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Esse é o grande desafio de António Almeida Henriques, a confirmar-se a sua vitória nas próximas autárquicas, para os próximos anos. É efectivar a mudança, promover a alteração de mentalidades e processos, a regeneração de pessoas e ideias, acabar com as “quintas” e”quintais” de alguns. António terá como desafio o mostrar que não é delfim de ninguém, sucede mas não é sucessor, respeita mas faz diferente e melhor, que de facto, um novo ciclo se abriu, que realmente dá gosto viver num Viseu de e em que somos todos nós…

Se o conseguir fazer, chegará a 2017 com um ganho de capital importante para o seu futuro político, mas mais importante que isso e do que outras aritméticas político-partidárias, terá ganho a cidade, o concelho e toda uma região que aglutina em torno de Viseu.

Se não o conseguir fazer, perde seguramente Viseu e todos nós, porque o resto, o resto já não importa…

“Porque a vida passou antes que pudéssemos viver.”

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Faleceu António Borges, seguramente um dos nossos melhores, economista de referência, a sua palavra respeitada e escutada irá com toda a certeza fazer falta a este país. À família e aos amigos fica o sentimento de perda.
Vem a propósito a reflexão que todos fazemos, em determinados momentos, da vida e dos percursos que a mesma toma e/ou devia tomar. A vida é um bem efémero, efémero para todos independente do status, do credo e da cor ou mesmo do género.

Assim sendo e tendo a particularidade de não se conseguir prever a sua “longevidade”, antes pelo contrário, o momento final pode surgir a qualquer altura, temos que saber viver e conviver com isso, sem dogmas nem receios.

Quem já tenha passado por situações extremas de sobrevivência, terá, porventura, uma visão mais pragmática do “viver”…

A certeza de que a qualquer hora podemos iniciar uma nova viagem, conduz-nos a uma necessidade suprema de viver, exercer a vida, não deixar para depois o que depois já não faremos… Para muitos, mesmo para aqueles que melhor nos conhecem, pode parecer e parece insensato, parece que se vive como se não houvesse amanhã… Há, mas pode não haver…

A sensação de que algo possa ficar por fazer, por dizer ou por acontecer, conduz-nos de forma invisível e leva-nos a comportamentos e atitudes para nós normais, para os outros nem por isso.

Gosto de viver a vida, de a exercer, de a partilhar com todos, em especial com aqueles de quem mais gosto.

Não gostava que ficasse muito por fazer ou dizer, seguramente vai ficar… uma atitude, uma gesto, uma palavra, um carinho, um olhar… talvez fique pouco por fazer e dizer, mas para quem deixa será sempre muito, haverá sempre “pianos” por carregar…

Viver a vida é exercer a vida…

“Porque a vida passou antes que pudéssemos viver.”
Victor Hugo

Carta aberta ao director do Correio da Manhã

A propósito do artigo de opinião intitulado “A má educação”, publicado no Correio da Manhã de 23 de Agosto de 2013 e assinado pelo Professor Universitário Luciano Amaral, por uma questão de educação, que é a que julgo ter mas que a alguns não assiste, para com quem assina o artigo e para não me ver obrigado a descer ao mesmo nível intelectual do dito Luciano, resolvi através desta carta aberta, solicitar os devidos esclarecimentos ao responsável máximo da publicação do artigo em questão, o Director do Correio da Manhã, Octávio Ribeiro:

Exmo. Senhor Director do Jornal Correio da Manhã

Sr. Octávio Ribeiro

Os meus respeitosos cumprimentos.

Atalhando e indo directo ao que venho, solicito de V. Exa. os seguintes esclarecimentos sobre artigo de opinião hoje publicado na Edição do jornal que Vª Exa. dirige, assinado pelo Prof. Luciano Amaral e intitulado “A má educação”:

  1. Teve V. Exa. conhecimento antecipado do teor do artigo em causa?
  2. Autorizou V. Exa. a publicação do mesmo?
  3. Subscreve V. Exa. o teor do artigo em questão?

Quero acreditar que V. Exa. e o jornal que dirige não se revêm na verborreia de Luciano Amaral, pelo que aguardo, eu e os restantes campónios e iletrados viseenses, um pedido de desculpa por parte de V. Exa. e do jornal que penso dirige, já que de Luciano Amaral não espero sequer que o faça pois teria que recusar tal pedido em virtude de por uma questão de educação não ter por hábito falar ou sequer perder tempo com quem a não tem.

Reitero os meus cumprimentos e aguardo de V. Exa. o que de V. Exa. é óbvio esperar.

Viseu, 23 de Agosto de 2013

Rui Rodrigues dos Santos

Campónio iletrado mas bem educado

 

 

 

 

 

 

As férias…

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Para quem costuma acompanhar os “escritos” que por aqui vou deixando e partilhando não deixará de notar o tom mais pessoal e intimista deste texto.
Um passeio, demorado q.b., junto ao mar com um amigo, daqueles que ainda nos conseguem surpreender, uma boa conversa, daquelas que nos fazem reflectir mesmo sobre aquilo que não parece importante mas que no fundo influi a nossa vida de forma marcante, tudo num ritmo descontraído e bastante light, estilo livros de Margarida Rebelo Pinto.
Por pouco, damos por nós a procurar no horizonte do mar azul por aquilo que não sabemos mas gostávamos de saber, que não conhecemos mas desejamos, enfim, procuramos certamente algo nesse tranquilo e imenso oceano de água que é a vida.
Estas férias, muito diferentes e ao mesmo tempo parecidas com outras de antigamente têm sido para mim um tónico revigorante e, no entanto, tudo não passa de voltar a fazer o que nunca foi feito…
Os amigos, aqueles que nos rodeiam, dão um forte contributo para que isso aconteça. A nós, resta-nos fazer acontecer…

Hélder e o inútil voto à esquerda

A noite trouxe a conversa, a conversa puxou a conversa e eis que aqui estamos. A conversa passou por lá mas não foi sobre política, os intervenientes, próximos mas cada qual dono e senhor do seu pensamento político e detentores de afinidades próprias respeitam-se exactamente nessa condição, por isso é fácil que a conversa exista e ocorra sobre todo e qualquer tema ou assunto. É isto que torna rica a amizade e a leva para além do simples manifesto, da simples vontade, a afasta do cliché do polido ou politicamente correcto. A amizade exerce-se… Depois disto pode ser que fique dispensado de trabalhos…

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Já o disse por aqui e volto a dizer, António Almeida Henriques será o mais que provável futuro Presidente da Câmara Municipal de Viseu, ao jeito do Prof. Marcelo quase que dá para afirmar que mais depressa Jesus Cristo desce de novo à Terra do que António perde a eleição.

António tem tudo para ganhar como potencialmente tinha tudo para perder. António é o candidato do PSD, que o não queria como tal. António é o sucessor de Ruas, que o não queria nem quer como tal. António é candidato como provavelmente sempre quis, mas não da forma e nas condições que desejaria e que, se calhar, merecia.

António será Presidente porque à esquerda, leia-se PS, entenda-se José Junqueiro, não existe uma alternativa credível. JJ, que procura a todo o custo a empatia com o eleitorado que ainda não conseguiu junto dos seus camaradas, bem tenta ser engraçado, mas não consegue cair em graça. São os custos de vinte anos de altivo afastamento do homem que costuma andar ao lado do simpático e hoje aniversariante Alexandre Azevedo Pinto.

De resto, um Bloco em agonizante e acelarado final de vida que nem a simpática Manuela Antunes, de quem esperava mais, consegue disfarçar e um PC, travestido de CDU que ainda não aprendeu que os eleitores de Almada candidatos cá pelo burgo não votam e não vão além do mero picar o ponto.

Se à esquerda temos uma espécie de tropa fandanga, à direita surge uma estigmatizada candidatura do CDS, liderada por Hélder Amaral e que se constitui como opção para quem não vota no António ou tem urticária ao voto laranja. O estigma esse, é o estigma pós- Engº Carrilho, que se manifesta  a cada eleição autárquica, quanto mais não seja porque o pagode quer é festa e na hora de votar não interessa o que cada um pensa ou quer para o futuro do concelho. Como dizia recentemente um amigo meu, é tudo uma questão de mais ou menos espeto… de porco no dito, entenda-se.

Hélder Amaral constitui-se como o voto útil nestas eleições autárquicas. Por inépcia de outros e por perícia própria, pois as suas qualidades e o trabalho que tem vindo realizar enquanto deputado caucionam os “Compromissos” assumidos e são garante de uma presença atenta e interventiva, quiçá e muito provavemente, decisiva no futuro executivo municipal.

Ao contrário do que muitos pensam e uns quantos queriam, Hélder e o CDS estão a jogo e neles reside o interessante desta eleição.

Não estou a jogo, mas estou a banhos… alguém me chama…

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Ruas porque não te calas…

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Como tudo na vida é preciso saber viver os momentos, encarar os desafios e oportunidades, lidar com o sucesso e o seu oposto, saber a hora de chegar, a forma de estar e saber como e quando sair.
Vem isto a propósito da última polémica em torno de Fernando Ruas, edil viseense em fase terminal de efectivo poder autárquico, o que já todos sabem menos, ao que parece, o próprio…
Ruas vai contrariado, por ele fazia mais 20 anos de mandato, o que seria catastrófico para Viseu e para o próprio.
Por diversas vezes, na Assembleia Municipal de Viseu, manifestei o meu desejo e vontade em ajudar Fernando Ruas a terminar o seu mandato com a dignidade própria de quem foi autarca durante quase um quarto de século e, bem ou mal, fez obra e será sempre incontornável na história da cidade e do concelho. Ruas reagiu sempre mal a essas minhas manifestações, talvez porque lá no fundo se achava quase insubstituível ou porque, acredito mais nesta possibilidade, não esteja preparado para deixar de ser…
Fernando Ruas tem mostrado isso mesmo, tem sido de uma inabilidade extrema na gestão da sua saída do município. Ele é “volto daqui a quatro anos”, ele é “o envelope com o nome de sucessor”, ele é os “inflamados e entusiásticos” discursos e comentários de apoio ao candidato que não queria…
Agora Ruas atinge o grau zero da dignidade política, usar da palavra durante uma homilia para enaltecer a obra própria e acabar a distribuir o dizimo não é “coisa” que em tempo algum esperasse ver de Fernando Ruas, pelo menos do Fernando Ruas que, enquanto homem, político e adversário me habituei a respeitar na diferença e na divergência, mas e também, dizê-lo em abono da verdade, na obra feita. Concorde-se ou não, fazendo com toda a certeza diferente muitas vezes, quem é autarca durante 24 anos, obra fez e respeito e consideração merece. Ruas está a desbaratar todo esse capital acumulado, talvez se esteja revelar, talvez esteja a ser mal aconselhado, talvez…
Bastava olhar aqui para bem perto, para perceber as diferenças e entender o porquê de muita coisa, até, talvez e pasme-se para perceber como um viseense de gema como Fernando prefere o “Fialho” como restaurante a uma qualquer casa de pasto tradicional cá da terra, ou como para alguns é fácil entender que novo ciclo começa, com novos protagonistas e ideias e que, como todos, ou quase todos sabemos não há insubstituíveis… Carlos Marta dixit.

Estou triste, incomodado, afinal Ruas é Viseu e Viseu não é assim…

E o texto foi-se…

“Tarde de calor, a convidar a uma ida à praia com passagem pela esplanada com amigos de vida para um café e amena cavaqueira…”

E foi isto que recuperei de texto hoje escrito e que por inépcia, para não dizer outra coisa, deste humilde escriba desapareceu sem apelo nem agravo do ipad…

Sei o que escrevi, mas… Vamos ver…