A bola é minha…

 

urlVai acesa a “guerra” que Fernando Ruas, que ontem apresentou sob a forma de 2 volumes os discursos proferidos em 23 anos de poder, declarou a Carlos Marta, Carlos Martaautarca tondelense e companheiro de partido. Acesa, mas aparentemente só do lado de Ruas e de alguns, poucos, dos seus apaniguados, pois Marta, com uma calma e serenidade de desportista, tem-se limitado à defesa dos que o elegeram e, diga-se em abono da seriedade politica, bem. A cada “estonteante” ataque de Ruas, responde Carlos Marta com uma dose de humildade e educação que não abunda muito nos tempos que correm.

 

Seja o nome da CIM, o nome do Centro Hospitalar, questões realmente muito importantes para o desenvolvimento da região, seja qual for a pertinente questão levantada por Fernando Ruas, responde Carlos Marta com a naturalidade daqueles que se impõem pela sua qualidade de líderes e não pelo tom irado e crispado de voz, ou apenas porque são os donos da bola…

 

Em Julho de 2012, escrevi aqui, em tempo de vésperas dos dias que correm, que Carlos Marta se tinha assumido como líder político da região. Hoje, estou cada vez mais certo disso mesmo.

 

Talvez, por se ter apercebido de tal circunstância, Fernando Ruas começou a “disparar” em tudo o que Marta personifica ou representa. Ele foi o Prove Dão-Lafões, que por vontade da autarquia viseense ainda estaria à espera de local para se realizar. Ele foi Centro-Hospitalar “qualquer coisa”, ele foi tudo e porque não, no âmago da quezília, até uma eventual candidatura de Carlos Marta ao município viseense… E é aqui que residirá, salvo melhor leitura, o móbil do crime. Ruas, ao melhor estilo “chávezta”, qual Puttin beirão, quer designar o seu sucessor, ou melhor, um regente do “reino”. Ruas com isto, não pode querer o melhor para Viseu, nem mesmo o melhor para o seu partido. Perdido na sua dimensão provinciana, a mesma que fez com que em 24 anos de mandato tivesse perdido tudo, ou quase tudo o que era importante para o concelho, quer continuar a ser o “mayor”, quer ser o Presidente Emérito. Mais importante que acolher quem vier por bem do concelho e da região é a manutenção do actual Estado da Arte… Vá-se lá saber porquê!

 

Ruas, com a desfaçatez de quem passa um atestado de incompetência aos seu pares, já afirmou que vai, mas volta, pois sem ele será o caos.

 

Nisso tem razão, será o caos… Sê-lo-á para o PSD local, curto de visão e de ideias. Para a cidade, peca apenas por tardia a sua saída.

 

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