Cotta ou cota??? Eis a questão…

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Em tempo de vésperas dos dias que correm falei, ainda que “en passsant”, de João Cotta, presidente da AIRV, passado este tempo verifico que o mesmo adoptou uma postura muito mais interventiva e preocupada com o concelho de Viseu. Preparou-se, fez o trabalho de casa, conseguiu vislumbrar na candidatura do CDS ao município de Viseu em 2009 o que, infelizmente, para os viseenses diga-se, outros não conseguiram enxergar, e vai de começar a debitar sobre o futuro do concelho… e bem, diga-se em abono da verdade, até porque a fonte de onde bebeu grande parte do seu “discurso” era boa, muito boa…
Hoje, no artigo de opinião que assina na edição desta semana do Jornal do Centro e conhecidos que são os pretendentes do PS e do PSD, João Cotta traça um perfil para o potencial futuro presidente da Câmara Municipal de Viseu que o afasta quer de José Junqueiro, quer de Almeida de Henriques…
Fica a perguntas no ar:
Temos Cotta ou vai na cota?

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Habemus regente…????

almeida-henriquesE eis que, numa manhã chuvosa e fria de primavera, ficámos a saber qual a escolha do PSD local para “regente do reino”.

Repescado na liguilha e antecipando o mais que provável despedimento do governo, Almeida Henriques aceitou ser o candidato herdeiro, ou talvez não, do ruísmo…

Espero que seja mais acertado o talvez não…

Espero que Almeida Henriques não tenha aceite ser uma espécie de “Prior do Crato”, regente do reino, espero que Almeida Henriques  consiga libertar-se do anátema lançado por Fernando Ruas “depois de mim será o caos… volto já”… Espero que Almeida Henriques consiga libertar-se do colete que é uma  estrutura servilista e clientelar como o PSD local… Espero que Almeida Henriques consiga…

Muita coisa tem Almeida Henriques que conseguir para credibilizar a sua candidatura. Desejo-he a maior sorte nesta ventura… a bem de Viseu e dos viseenses…

A bola é minha…

 

urlVai acesa a “guerra” que Fernando Ruas, que ontem apresentou sob a forma de 2 volumes os discursos proferidos em 23 anos de poder, declarou a Carlos Marta, Carlos Martaautarca tondelense e companheiro de partido. Acesa, mas aparentemente só do lado de Ruas e de alguns, poucos, dos seus apaniguados, pois Marta, com uma calma e serenidade de desportista, tem-se limitado à defesa dos que o elegeram e, diga-se em abono da seriedade politica, bem. A cada “estonteante” ataque de Ruas, responde Carlos Marta com uma dose de humildade e educação que não abunda muito nos tempos que correm.

 

Seja o nome da CIM, o nome do Centro Hospitalar, questões realmente muito importantes para o desenvolvimento da região, seja qual for a pertinente questão levantada por Fernando Ruas, responde Carlos Marta com a naturalidade daqueles que se impõem pela sua qualidade de líderes e não pelo tom irado e crispado de voz, ou apenas porque são os donos da bola…

 

Em Julho de 2012, escrevi aqui, em tempo de vésperas dos dias que correm, que Carlos Marta se tinha assumido como líder político da região. Hoje, estou cada vez mais certo disso mesmo.

 

Talvez, por se ter apercebido de tal circunstância, Fernando Ruas começou a “disparar” em tudo o que Marta personifica ou representa. Ele foi o Prove Dão-Lafões, que por vontade da autarquia viseense ainda estaria à espera de local para se realizar. Ele foi Centro-Hospitalar “qualquer coisa”, ele foi tudo e porque não, no âmago da quezília, até uma eventual candidatura de Carlos Marta ao município viseense… E é aqui que residirá, salvo melhor leitura, o móbil do crime. Ruas, ao melhor estilo “chávezta”, qual Puttin beirão, quer designar o seu sucessor, ou melhor, um regente do “reino”. Ruas com isto, não pode querer o melhor para Viseu, nem mesmo o melhor para o seu partido. Perdido na sua dimensão provinciana, a mesma que fez com que em 24 anos de mandato tivesse perdido tudo, ou quase tudo o que era importante para o concelho, quer continuar a ser o “mayor”, quer ser o Presidente Emérito. Mais importante que acolher quem vier por bem do concelho e da região é a manutenção do actual Estado da Arte… Vá-se lá saber porquê!

 

Ruas, com a desfaçatez de quem passa um atestado de incompetência aos seu pares, já afirmou que vai, mas volta, pois sem ele será o caos.

 

Nisso tem razão, será o caos… Sê-lo-á para o PSD local, curto de visão e de ideias. Para a cidade, peca apenas por tardia a sua saída.

 

Sábado estreia “passado sem futuro em 2 actos” – remake

426455_343896729064593_464716383_nSábado vai ser fértil em acontecimentos lúdicos, os viseenses vão ser brindados com dois actos políticos de relevo.

Pelas 17h, numa unidade hoteleira da cidade, José Junqueiro, acompanhado do Secretário-Geral socialista, AJ Seguro, apresenta oficialmente a sua candidatura à Câmara Municipal de Viseu, sob o slogan “Mais emprego, melhor futuro”. Se da frase, “chávizta” q.b., nada se depreende da vontade de JJ a não ser a esperada falta de soluções e ideias para o futuro do concelho e a natural mudança de “afilhadas” e afins nos corredores do nº1 da Praça da República, esperemos que no “verbo” JJ tenha mostre algo mais e que finalmente tenha encontrado o caminho certo. Em jeito de comentário, com o desnorte que vai para as bandas do laranjal do Rossio, até sem GPS JJ é capaz de ter sorte…

convite

Giro, giro, vai ser ver a corrida entre a unidade hoteleira e Salão Nobre dos Paços de Concelho, onde Fernando Ruas, que se prepara para se auto-intitular de Presidente Emérito, apresenta, de uma assentada, o 2º e 3º Volume da sua saga de discursos, ou melhor, da sua Presidência, o que deixa a porta aberta para os discursos de outros membros da vereação…

Fernando Ruas podia ter facilitado a vida aos que vão estar nos dois lados e ter marcado a apresentação para o Salão Nobre da Assembleia Municipal, próximo da unidade hoteleira anfitriã de JJ, mas talvez a Polícia Municipal faça um corredor de segurança…

Não tendo memória do Volume I, fica a sugestão e a curiosidade em ver publicados os excertos das intervenções do Dr. Ruas na Assembleia Municipal… Esses sim, de grande riqueza ideológico/programática e que constituem autênticas pedradas literárias de arremesso político, ao melhor estilo de novela sul-americana…

Aguardemos então…

 

Res

“Habemus Papam”, mas teremos uma Igreja nova?

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O Mundo, ou grande parte dele, tem os olhos e os ouvidos

postos no Vaticano.

A inusitada, mas, talvez, a meu ver, necessária resignação de Bento XVI trouxe à discussão o papel da Igreja no Mundo de hoje e de amanhã.

A meu ver a Igreja Católica precisa de se refundar, de abrir as portas e janelas dos seus Templos, principalmente, da Cidade do Vaticano,de deixar entra “ar fresco”, arejar e refrescar ideias e atitudes, comportamentos e políticas. O Mundo de hoje, diferente do de ontem, precisa de uma nova Igreja, mais leve e virada para todos, inclusiva e participativa. Uma Igreja que se afaste dos escândalos financeiros e outros que têm marcado os últimos anos.

Talvez Bento XVI tenha procurado catapultar isso mesmo com a sua resignação, promover a necessária regeneração de um “corpo” ele tão bem conhece.

Mais importante do que o novo Papa em si mesmo, é aquilo que o mesmo representa, que ideias tem para uma Igreja Católica do Séc. XXI.

Resta saber se a Igreja, a sua Cúria, os seus Cardeais querem essa mudança ou vão apostar na manutenção do actual Estado d’Arte?

A resposta virá com o fumo branco…