Efémeras ideias de um verão antes do próximo…

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Os jardins, os efémeros, correram bem, diria até que muito bem, conseguiram surpreender e isso só por si já é positivo, independentemente de terem sido ou não subsidiados e de que forma o foram e do cartaz apresentado, quanto mim discutível nalguns aspectos. Constituíram uma lufada de ar fresco no marasmo cultural e lúdico-recreativo que grassa por aí.
Vem isto a propósito da medida que em certo dia de Agosto, de manhã quente e soalheira, alguém se lembrou de, num inaudito rasgo de inteligência e argúcia,aplicar em relação ao centro histórico da cidade de Viriato e sem dar cavaco a ninguém, a não ser ao diligente Presidente da Associação Comercial, vai de cortar/condicionar o trânsito no centro histórico e toca a fazer umas animações que a rapaziada vai gostar. Afinal de contas, o pagode gostou dos jardins, logo vai gostar disto…

Os comerciantes, os do centro histórico? Os moradores? Que pensam eles sobre isto? Vamos ouvi-los? Vamos articular?
Não, esses não são importantes, afinal eles já lá estão pelo que vão continuar a estar e o que interessa é mesmo o cenário…

Agora a sério o município faz alarde desta medida, devolve o centro histórico aos Viseenses que nesta altura preferem, mesmo assim, a ida ás farturas ou uma voltinha no carrocel e,no entanto, esquece-se de envolver aqueles que são os principais “suspeitos”, aqueles que podiam tirar partido deste evento, aqueles que deviam ser os principais interessados nesta medida “efémera”, os comerciantes…

Ah, pois, mas esses não contam, esses é bom que fiquem contentes ou ainda ficam sem licença…
Afinal este evento não é para eles, nem tão pouco para os viseenses, é, apenas, para mostrar que nem tudo é “efémero” e que se pode “provar” mais do que um excelente Dão mesmo que servido em solo “santo”, sim porque se assim não fosse, ninguém provava…

E isto é Viseu,naturalmente… Para uns quantos.

One response to “Efémeras ideias de um verão antes do próximo…

  1. Sou bastante critica ao cenário e ao alarido que se faz em relação ao fenómeno jardins efémeros, que desde já não é um fenómeno diferente do que acontece noutras cidades e quanto a mim em moldes muito mais sérios, que pensam na cidade, em pontos a dinamizar desta e revitalizam-nos…a concurso…o melhor terá essa experiência.Devem quanto a mim os jardins permanecer efémeros, a menos que para além de diversão tenham um manifesto concreto.Vai-se buscar um bocadinho dali e daqui, um bocadinho disto e daquilo, umas árvores e a tenda está montada…e? E é a verdadeira salgalhada de conceitos e ideias sem fios condutores, nem encadeamento lógico… E as pessoas vão, é claro que vão, já iam, se houver cervejas, comida e umas atracções pelo meio que a maioria despreza no seu dia-a-dia um tanto melhor. Quem lucrou com isto? Os que pagarm para lá estar?Hummm….talvez tenham ganho os comerciantes que foram proíbidos de ter os seus artigos postos na rua….ganharam um canteiro, é bestial!!!! Vendem menos mas têm uma zona deploravelmente verde à porta.
    Sou a favor dos eventos dinâmicos, da fuga constante ao marasmo cultural desta cidade, de projectos novos, do verdadeiro grito de Ipiranga….os jardins efémeros não se associam, os jardins efémeros não promovem as pessoas nem o que estas fazem, promovem uma árvore de Natal que entretem uns quantos que compactuam com a injustiça de os autores dos mesmos serem premiados com subsídios absurdos, espaços cortados e resevados, enquanto que existem outros tantos autores de outras tantas coisas, coisas essas sim marcantes para a cidade, que mexem de facto com o comércio, com o turismo, com a hotelaria, com tudo, que enraizam a cultura e criam novos hábitos…que nem sequer são ouvidos, que não têm direito à mesma divulgação, ao mesmo estatuto e nem sequer chegam a nascer, estão à partida mortos. Pesando numa balança, qualidade, quantidade, efémeros ou não, venha o marasmo. A acontecer que aconteça para todos condignamente e com muita transparência. Mesmo sendo suspeita neste tema, não padeço de um mal chamado inveja, ao contrário do que qualquer pessoa possa pensar ao ler este meu comentário, padeço sim de bom senso, e de um sentido de justiça inqualificável, bem aguçado. Por isso que me perdoem os mais sensíveis mas os eventos de Viseu são quase todos a verdadeira “treta” do costume e este não foge à regra. Prova de como não estou a misturar as coisas é o facto de no ano passado não estar ligada a rigorosamente nada nesta cidade e ter precisamente a mesma opinião em relação ao dito cujo evento que faz maravilhas verdes! Venha sangue novo, revolucionário e que fale e faça falar, que dê voz e que consiga calar…quando tal acontecer serei a primeira a tirar o chapéu e a aplaudir!

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