Efémeras ideias de um verão antes do próximo…

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Os jardins, os efémeros, correram bem, diria até que muito bem, conseguiram surpreender e isso só por si já é positivo, independentemente de terem sido ou não subsidiados e de que forma o foram e do cartaz apresentado, quanto mim discutível nalguns aspectos. Constituíram uma lufada de ar fresco no marasmo cultural e lúdico-recreativo que grassa por aí.
Vem isto a propósito da medida que em certo dia de Agosto, de manhã quente e soalheira, alguém se lembrou de, num inaudito rasgo de inteligência e argúcia,aplicar em relação ao centro histórico da cidade de Viriato e sem dar cavaco a ninguém, a não ser ao diligente Presidente da Associação Comercial, vai de cortar/condicionar o trânsito no centro histórico e toca a fazer umas animações que a rapaziada vai gostar. Afinal de contas, o pagode gostou dos jardins, logo vai gostar disto…

Os comerciantes, os do centro histórico? Os moradores? Que pensam eles sobre isto? Vamos ouvi-los? Vamos articular?
Não, esses não são importantes, afinal eles já lá estão pelo que vão continuar a estar e o que interessa é mesmo o cenário…

Agora a sério o município faz alarde desta medida, devolve o centro histórico aos Viseenses que nesta altura preferem, mesmo assim, a ida ás farturas ou uma voltinha no carrocel e,no entanto, esquece-se de envolver aqueles que são os principais “suspeitos”, aqueles que podiam tirar partido deste evento, aqueles que deviam ser os principais interessados nesta medida “efémera”, os comerciantes…

Ah, pois, mas esses não contam, esses é bom que fiquem contentes ou ainda ficam sem licença…
Afinal este evento não é para eles, nem tão pouco para os viseenses, é, apenas, para mostrar que nem tudo é “efémero” e que se pode “provar” mais do que um excelente Dão mesmo que servido em solo “santo”, sim porque se assim não fosse, ninguém provava…

E isto é Viseu,naturalmente… Para uns quantos.

LONDRES’ 12 ou mais uma excursão de Vicente de Moura & amigos…

Terminam hoje os jogos da XXX Olimpíada em Londres, Portugal termina mais uma honrosa participação onde para além de uma medalha de prata na canoagem, que se saúda vivamente e de meia dúzia de excelentes resultados em modalidades onde, por norma, não temos tradição, o resto apenas mostrou à saciedade que, também nesta matéria, não há planeamento capaz, não existe  uma política clara de desenvolvimento desportivo e que Vicente de Moura está a mais, se é que alguma vez esteve, no Comité Olímpico Português.

Sempre cheios de esperanças, quase sempre confrontados com a desilusão. É esta a nossa relação com os Jogos Olímpicos…

Os culpados? Os atletas? Os dirigentes? Nós todos?

Os primeiros, tirando as devidas excepções, serão os menos culpados. Treinam como podem, esforçam-se e procuram o melhor resultado possível…

Muitos com poucos apoio, normalmente,  os que têm melhores resultados…

Os segundos, nomeadamente aqueles que vão de passeio de 4 em 4 anos, que promovem falsas esperanças e expectativas em atletas e no povo. Pardigma máximo deste estilo saloio de dirigismo é Vicente de Moura…

Os terceiros, nós, o povo, que continuarmos a viver na ilusão do que não somos nem temos. No desporto, como em tudo o resto, não temos uma linha condutora, não temos um planeamento constante, um projecto que não mude com a rotação dos “ventos”…

Não existe base, não existe preparação atempada e com largos horizontes temporais.

Repensar o desporto escolar(existe para além dos professores nomeados para tal?), repensar a política de apoio ao desporto de alta competição e reformular completamente o projecto Olímpico, assumir que o objectivo não é Rio de Janeiro 2016, mas sim 2020, muito provavelmente, em Madrid, aqui ao lado e, já agora, tomar o seu exemplo nesta área, onde a política sustentada de desenvolvimento desportivo deu, inegavelmente,os seus frutos…

Quanto ao resto, espero não ver Vicente de Moura a passear no calçadão daqui a 4 anos, no seu melhor estilo de “eu sou o Presidente e vocês, o povo, não têm cultura desportiva nenhuma… Não interessa ganhar, o que eu gosto mais é mesmo de passear! ié! tá-se bem!”

OBJECTIVO 2020! JÁ!

 

A Feira que temos e a Feira que não temos, nas palavras de José Moreira.

Da entrevista do Prof. Moreira, responsável máximo da EXPOVIS e da FEIRA DE S. MATEUS, ao JORNAL DO CENTRO, fica claro que;

  • A Feira continua “quase” na mesma, que pouco foi mudado, apesar de algumas inovações e mais umas quantas tentativas;
  • O Prof. José Moreira tem uma ideia de e para a Feira, que agora não interessa escalpelizar, mas que não deve fugir muito da apresentada pela candidatura autárquica do CDS Viseu em 2009, protagonizada pelo Francisco Mendes da Silva;
  • Há forças de bloqueio a uma evolução da Feira que o Prof. Moreira não identifica, mas que facilmente se percebe quem são;

Posto isto, como vamos ter, mais um ano, uma Feira longe, quiçá mesmo muito longe das expectativas e daquilo que a região merece e precisa, a José Moreira só lhe resta uma de duas coisas:

  • Ou denuncia as forças de bloqueio e põe ordem na casa;
  • Ou espera pela Edição de 2014, na expectativa que ainda estará no lugar nessa altura e então sim, possa tornar a Feira de S. Mateus na verdadeira festa da região centro;

Como me parece que José Moreira vai, óbviamente, esperar, recomendam-se umas visitas e um estágio de acompanhamento do staff da Expovis aqui perto, a Cantanhede, onde a EXPOFACIC, essa sim, se tornou na grande festa da região centro.

As escolhas de Lúcia, a vontade de alguns e o sonho de uns quantos…

Época de banhos, este ano marcada pela maldita crise e com o ambiente de silly season política também ele em nítida crise, efeitos da económica e das autárquicas do próximo verão, já a marcar as preocupações dos lideres políticos locais, pelo menos, ao que se vê, de alguns que não todos…

Recentemente, em noite quente de jardins efémeros, alguns jovens militantes rosa discutiam em animada tertúlia aquela que deveria ser a escolha de Lúcia Silva, a diligente Presidente da Concelhia de Viseu do Partido Socialista, para candidato à autarquia viseense em 2013.

Pensava eu que Lúcia e camaradas,  nestes também aqueles que enfileiraram com o Filipe Nunes no recente processo eleitoral interno, não tinham grandes opções, mas…

Com um candidato a candidato já assumido, Fernando Cálix, ex-assessor de José Sócrates, por norma um out-runner e que assim se deverá manter após ter marcado posição, ao melhor estilo de “eu sou aquele…”, para qualquer coisa futura, outros há que o serão e outros há que alguns gostariam que fossem.

Se olharmos para trás vemos que os últimos candidatos do partido da rosa, Joaquim Alexandre e Miguel Ginestal, este por duas vezes, não parecem muito interessados em o voltar a ser. O primeiro porque já está noutra onda e o segundo porque “seguro” está que à terceira só vão..

José Junqueiro, candidato em 93,  surge, 20 anos depois, como um dos candidatos naturais e agora sem a possibilidade de enfrentar Ruas terá ainda maior apetite e até porque “vontade” não lhe falta…

José Manuel Oliveira, talvez aquele que melhores condições teve para derrotar Fernando Ruas, também não está para aqui virado e continuará a tratar dos vinhos por terras de Azurara, por onde se manterá o sempre atento e vigilante Presidente da Federeção Socialista, João Azevedo, que gostava de ver Bárbara por Viseu e Junqueiro a mergulhar no Pavia…

João Paulo Rebelo, talvez o melhor activo socialista, sabe que o tempo corre a seu favor pelo que nada melhor que esperar para mais tarde reciclar…

A esta hora já Lúcia sonhou com Correia de Campos, não vá o “cristão-novo” Alexandre Azevedo Pinto ter alguma ideia brilhante, o que a acontecer pode baralhar e muito, até porque, capacidade e vontade não lhe faltam como se viu recentemente nas eleições para a concelhia local, bem como, suspirou por Diogo Pires, ex- autarca de Vila Nova de Paiva e um nome a reter.

Com este cenário, que escolha farão Lucia e seus camaradas?

Miguel? José? Manuel Maria? Ou Pinto?

Miguel merecia ser, nunca fugiu, deu a cara e a outra face, mas em política gratidão é palavra vã.

Mas agora que Ruas se vai, José não quererá perder a oportunidade de fazer a vontade quer a João Azevedo, que assim resolve dois problemas de uma só vez, a candidatura a Viseu e JJ, quer ao seu ego que já deve ter encontrado o caminho de regresso a Viseu…

Já Acácio Pinto faz muitas vezes a EN 229, o mesmo número de vezes no sentido Sátão-Viseu e no oposto, como diriam os “amaricanos”: Why not?

Manuel Maria? Bem… Seria bárbaro e animava os jovens que em noite de jardins sabiam que Carrilho seria efémero e que o melhor mesmo é continuar a sonhar…