Carlos Marta “dixit” – para quem andava distraido…

Segunda-feira, 23 de Julho, Hotel Montebelo em Viseu, Sessão de apresentação do Plano de Acção para a Promoção do Empreendedorismo na Região Dão-Lafões. Perante uma vasta plateia de empresários, agentes políticos, jornalistas, um representante do Governo e outras personalidades, Carlos Marta, Presidente da Comunidade Intermunicipal Dão-Lafões e do Municipio de Tondela, faz uma intervenção desassombrada, sem receios nem tibiezas, assume a CIM como o grande motor da região, indica o caminho a seguir e a estratégia para os próximos anos e faz uma análise enxuta, clara e realista da situação política nacional, ou seja, retrata o actual Estado da Arte e, ao mesmo tempo, diz o que lhe vai na alma. De caminho deixa recados com destinatário certo…

Figura de proa do PSD, com vida para além da política, mediático q.b., sabe que as suas palavras vão muito para além das encostas do Caramulo e não deixarão de ser ouvidas e bem “pesadas” por muitos, se calhar mais do que aqueles que o próprio espera e muito para além daqueles que até da sua sombra têm receio…

Quem ouviu e agora pode ler no Jornal do Centro ou ver na DãoTV só pode ficar surpreso com esta frontalidade genuína e capacidade crítica se andar distraído. Se duvidas houvesse elas ficaram dissipadas, Carlos Marta, quer queiram quer não queiram, quer o mesmo queira ou não queira e apesar de muitos e contra alguns(muitos) assumiu-se como o verdadeiro líder político da região…

Uma coisa é certa, ao contrário de alguns companheiros seus de partido, não está preocupado com o seu futuro, está antes preocupado com o futuro da região e do país e essa é a sua liberdade.

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A carta finalmente chegou…

A banhos por praia do norte do país, outrora cheia de gente por esta altura do verão, o que hoje não se verifica apesar do tempo agradável que por aqui se faz sentir, dediquei parte do meu tempo livre à leitura da famosa carta que Paulo Portas escreveu aos militantes do CDS, que me chegou ontem via mail às 19h38m e que o jornal Expresso divulgou com elevado grau de exactidão à quase um mês.

Da leitura da mesma, muito bem redigida e de uma elevada riqueza verbal, como é apanágio de Paulo Portas, ressaltam algumas ideias que têm vindo já a ser veiculadas por dirigentes do CDS nos últimos tempos e que Paulo Portas reitera agora no seguimento do seu recente discurso no aniversário do CDS nos Açores. Fica claro que o CDS apenas está neste governo em nome do país, porque era imperioso ter estabilidade governativa para se garantir a sobrevivência de Portugal numa altura em que apenas com a subjugação ao memorando da Troika, que Paulo Portas relembra e bem, ter entrado pela mão do PS, era e foi possível pagar salários e honrar compromissos. Paulo Portas é peremptório ao afirmar que atingimos o limite da carga fiscal, reconhece que não é para já possível reduzir a mesma, mas deixa o aviso que é necessário pugnar para que tal aconteça no pós-troika.

Se cruzarmos o conteúdo desta missiva de Portas com a magnifica entrevista de António Pires de Lima no pretérito fim-de-semana na SIC-N e com as sucessivas intervenções de Bagão Félix, chegamos à conclusão que o CDS não está muito contente com o rumo que o seu parceiro de coligação está a tentar imprimir à governação do país nem com as repercussões do caso Relvas e de outras trapalhadas motivadas em grande parte por alguma descoordenação política que grassa no executivo. Os “recados” estão dados…

Na minha modesta opinião, este governo não chegará ao final do seu mandato, existindo dois momentos criticos para sobrevivência do mesmo.

O primeiro será já na discussão/votação do próximo Orçamento de Estado, se Gaspar e Passos se virem tentados a aumentar a carga fiscal para cumprir as metas impostas pelo memorando da Troika ao CDS de Paulo Portas não restará outra opção que não retirar o seu apoio ao actual governo.

Confrontado com este cenário, o Sr. Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, atendendo ao Estado da Arte, optará por formar um governo de iniciativa presidencial, em deterimento de eleições antecipadas, que recolha o apoio dos três partidos do arco da governabilidade, presidido por personalidade de inquestionável valor e sem Pedro, Tó-Zé e Paulo. Este governo teria como missão conduzir o país até final da vigência do memorando, executando as medidas nele vertidas e preparando o país para o “the day-after”. Note-se que este governo teria mais facilidade em renegociar com a troika as condições vigentes em função da sua abrangência e pelo facto de ter outros protagonistas.

Registe-se que este cenário a acontecer, será mais benéfico para os partidos da coligação, mormente para o PSD que se arrisca a ser varrido do mapa autárquico nas eleições de 2013 e isto porque o país ainda não é, passados 38 anos sobre Abril, maduro políticamente e tende a confundir o que realmente está em jogo na hora do voto. Já para o PS, convencidos que estão Seguro e seus camaradas que quanto mais tempo Pedro e Paulo se mantiverem no poder melhor, este facto pode levar a que a estratégia da amnésia caia por terra e que chegados às próximas legislativas o “rei Tó-Zé” afinal vá nú…

O segundo momento são as eleições autárquicas de 2013, onde no rescaldo da noite eleitoral e em face dos mais que previsiveis resultados Pedro se veja obrigado a tirar consequências políticas do “castigo” imposto pelos portugueses, até porque, se não o fizer, os seus compaheiros do PSD se encarregarão de o fazer com que tal aconteça…

Das marés vivas às vivas marés que se aproximam do laranjal cá do burgo….

Embalado pelas Marés Vivas de Gaia, nomeadamente pela música dos mitícos Garbage e pela actuação do sempre estonteante vocalista da banda inglesa Kaiser Chiefs e já a preparar para ajudar a apagar as velas do 14º aniversário do NB Viseu, deixando aqui no Nuno Gil e no Carlos Olavo um forte abraço a todo grupo NB, dou por mim sentado no Parque da Cidade, onde decorre a, espera-se, não efémera Feira do artesanato e, acrescentada, da gastronomia, a folhear as páginas do Jornal do Centro desta semana(versão papel que a on-line se foi…) e a ler um entrevista de António Almeida Henriques(AH) num misto de Secretário de Estado, viseense e militante laranja.

Da leitura da mesma e passando a interessante narrativa da obra governativa de AH, chegamos à trilogia Viseu-candidatura-Ruas. Fica claro que AH quer e só não será candidato ao Rossio se o PPD local não quiser ou/e se Fernando Ruas  não simpatizar com a ideia. Para já, AH posiciona-se como o candidato natural, que não o do regime.
Convém, aqui, fazer um pequeno exercício laranjo-mecânico, o que nem sempre é fácil, sobre os putativos candidatos a candidatos laranja nas próximas autárquicas no concelho de Viseu.

Temos o já anunciado José Costa, que vindo de lá do Vouga partiu mais cedo e lá vai remando mesmo sem pagaia mas sempre com olho no sebastianismo e que daí não passará.
Os “envelopados” Américo Nunes e Mota Faria, ambos disponíveis para um sacrifício em nome de Fernando, ao melhor estilo dos inanarráveis Putin e Medvdev, acrescente-se que o primeiro é já o Presidente de facto e que o segundo procura o seu momento de encantamento para o qual tem trabalhado árduamente. Parece-me que nem Guilherme Almeida, o sempre presente vereador e Presidente da Secção local do PPD, também ele na expectiva de ter de ser por falta de comparência de outros, nem João Azevedo, líder distrital do PS, estão para aí virados e ambos pelo mesmo motivo, o sério risco do PS ganhar a autarquia, o que nem um, nem outro querem, se bem que por motivos bem diferentes claro está…

AH que não quer estar no envelope mas no qual que se arrisca a estar, não aceitará a jugular tutela que Ruas tenderá a querer ter no futuro e disso é sintomática  a sua resposta à ultima pergunta da entrevista, cuja melhor foto não foi publicada mas consta do mundo facebookiano e aqui se reproduz. Sendo que tem ainda a incerteza de como acabará a sua passagem pelo governo.

Há quem suspire por Fernando Seara, mas o mesmo suspira pela capital e nesta, Judite vai torcendo o nariz a tanta visita ás berças…

Existem mais uns quantos que poderão ter a tentação de surgir no meio do nevoeiro se a (in)visibilidade  assim o permitir, a correr já em pista própria o diligente e ambicioso João Cotta, presidente da AIRV em último mandato. A fugir de que dele se lembrem está José Cesário, que ir a votos na terrinha é chato…
Quem leu até aqui estará a perguntar:
” E Carlos Marta?”
Bem, não me parece que Carlos Marta queira ser candidato a Viseu com e por este PSD…

Uns na volta…

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Outros em novas andanças.

Já pelo Centro Hospitalar Tondela-Viseu prepara-se o futuro , faltando, apenas, cuidar do presente e da Direcção Clinica, coisa de importância menor perante as evidências económicas de um Conselho de Administração a preparar o futuro, resta saber qual e de quem…

Por aqui Pedro Silva Pereira tem razão, a Troika procura resolver/branquear o falhanço da governação socrática. Nunca tiveste tanta razão Pedro, só falta mesmo Bárbara “avançar” por jardins efémeros de um PS órfão, o de Viseu e de um PSD à espera que a carta chegue, sendo que o carteiro nem sempre bate 3 vezes…
Não sei porquê, mas parece-me que vamos ter um verão quente na expectativa de um Outouno primaveril com os ventos a correrem pelo vale de besteiros.

Todos ao centro… histórico, no dia em Torgal quis cortar a relva…

Tanto se fala e escreve sobre o centro histórico da cidade e eis que, só este mês, vamos já em dois grandes eventos, o “Prove Dão Lafões“, não vale a pena acrescentar mais nada, o sucesso da “coisa” foi tal que ainda hoje há quem desconfie… E hoje começa o “jardins efémeros“, em segunda edição revista e aumentada, apresenta um excelente cartaz, vai ser outro grande sucesso, a promotora Sandra Oliveira está desde já de parabéns, extensíveis à ADDLAP, que financia.  Viseu agradece e pede mais… até porque Viseu, somos todos nós, os dispensáveis também,  certo?

Dispensável, ou em vias de o ser, parece estar Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas, o que só agrava a tontice das suas declarações. Hoje, quando chegar a sua hora de reflexão diária, estou certo que Dom Januário se dará conta do quanto prejudicou a Igreja portuguesa, que já se demarcou, e fará aquilo que tanto pede a outros… vai para casa.

No dia em que o país ficou a conhecer o  relatório da quarta avaliação da execução do Memorando de Entendimento, publicado pela Comissão Europeia, que não esqueçamos, foi negociado pelo governo do Partido Socialista, sim, não sabiam? Seguro e seus “muchachos” também não!!! Ou melhor, saber sabem, não lhes interessa é lembrar, no dia em que Crato diz algo tão surpreendente, não sei para quem a não ser para os visados, que os professores contratados e com horário zero terão colocação nas escolas, continua tudo muito interessado no Ministro Relvas, sai não sai, fica não fica, parece que até já há candidatos ao lugar e o pagode anda entretido. Agradecem Passos e Gaspar porque assim não há défice, não há 13º, etc. e agradece Seguro, que assim continua sem dar uma para a caixa pode continuar a malhar no José, sim, porque entre Miguel e José, queiramos ou não, apenas muda a Universidade, de resto ou melhor, o resto pouco importa. Caso para perguntar: Se não caiu José, porque tem que cair Miguel?

Bem, vou cortar a relva…

 

O tempo que passou e o tempo em que estamos, vésperas de um tempo que chega.

Passado um período, de algum distanciamento e recato, a que conscientemente me obriguei no seguimento da minha saída da “vida” partidária activa à cerca de dois meses e com o acto eleitoral interno do CDS Viseu realizado, entendi ser a altura própria para retomar a partilha de opiniões e pensamentos neste espaço que também é vosso.

Aproveito para endereçar meus parabéns e votos de felicidades a todos os militantes do CDS do distrito de Viseu eleitos ontem, dia 14, permitindo-me distinguir o Presidente da Distrital eleito, Hélder Amaral e o Presidente da minha concelhia, Viseu, José Carreira. A ambos e neles para todos, um forte incentivo e o desejo de que atinjam os objectivos a que se propõem. Os tempos que se avizinham não são seguramente fáceis, como nunca o foram para o CDS, fica a esperança de que sabem qual o caminho a percorrer e, também, qual a melhor forma de o fazer.

Arrumadas estas duas notas prévias, continuemos então em tempo de vésperas de um amanhã que está a chegar.

Este final de semana fomos brindados com mais umas declarações de Fernando Ruas, ao melhor estilo do pontapé na bola, pelas quais ficámos a saber que, para o dito autarca, existe um lista de viseenses dispensáveis. Qual Mourinho das Beiras, não quis Fernando Ruas adiantar o nome dos mesmos, mas uma certeza existe desde já, o mesmo encabeça essa lista e já com data de dispensa oficial, Outubro de 2013. Quero crer que Fernando Ruas manteve a reserva dos nomes para não ferir amizades e susceptibilidades, mas da dita, que ao que parece já círcula por aí, constam alguns dos “seus” vereadores e outros que gravitam na órbita do poder municipal e não só…

De igual modo não quis divulgar o nome dos já denominados “envelopados”, é que apesar de não querer interferir na escolha do futuro candidato do PSD ao Município, mais uma vez, ao melhor estilo de Mourinho, não o Pedro, o José mesmo, Fernando Ruas deixa indicações sobre aqueles que estão disponíveis para fazer o jeito por 4 anos, deixando na mão do, também, para Ruas, dispensável Guilherme um envelope com 3 supostos nomes de outras tantas personalidades. Aqui também uma certeza desde já, o receptor não consta da missiva, da qual mais uns quantos vão rezando para que não constem também…

Em final de mandato, Fernando “Mourinho” Ruas procura, a todo o custo, manter o controlo da máquina, não da camarária, cuja gestão entregou, segundo as “más línguas” à muito ao sempre presente Américo Nunes, mas a do partido ao nível local, a qual também já perdeu nas ultimas eleições para a concelhia laranja cá do burgo, para o, também, sempre presente e “incómodo” Guilherme Almeida.

Fernando Ruas ainda não percebeu uma coisa simples, é que em Viseu há vida para além do Rossio, ou melhor, perceber percebeu e é isso que o incomoda e que sempre incomodou, mais do que perder a estação, o comboio, o bus universitário, o Euro 2004 e por aí fora, para Fernando Ruas o mais importante é controlar as facturas da água de Fagilde ou as obras do 2 de Maio, mais importante até que provar os produtos da região e ajudar na sua divulgação…Mas pode Fernando Ruas ficar descansado, ninguém dele se esquecerá, até porque foi um bom autarca, à sua maneira, mas foi. Podia ter sido melhor? Podia, com toda a certeza que sim, mas parece-me que o Viriato de Ouro já está garantido e merecidamente diga-se.

Quanto à lista, a das dispensas, bem essa não é importante, o futuro, esse é que importa até porque, nos encontramos em tempo de vésperas desse amanhã…