“Completamente livre, completamente solto”… uma nota sobra a minha demissão

Segue o texto que consubstanciou o meu pedido de demissão do cargo de Presidente da Comissão Política Distrital de Viseu do CDS-PP:

 

Tomei a firme decisão de me demitir do cargo de Presidente da Comissão Política Distrital de Viseu do CDS-PP dado entender não reunir as condições que julgo e considero necessárias ao desempenho do mesmo, quer condições políticas, as mais relevantes, quer pessoais e de saúde que só pessoalmente importam. Esta decisão surge de uma vontade que vinha tomando forma de algum tempo a esta parte e que agora se consubstanciou, sem deixar de ser devidamente amadurecida e pensada, comunicada e explicada a quem de direito. Faço-o porque julgo ser esta a melhor solução para que o Partido faça a necessária reflexão sobre os caminhos que trilhou, trilha e virá a trilhar, não relevando as responsabilidades políticas efectivas que a mim dizem respeito e que assumo em pleno, sem omissões nem reservas de consciência.

De igual modo, comunico, que irei abdicar do meu lugar de deputado na Assembleia Municipal de Viseu e nesta mesma data me remeterei ao mais profundo silêncio sobre o Partido, sobre a sua vida política distrital e nacional, salvaguardando, apenas, quando em causa estiver a minha honra e o meu bom nome. Deixarei da mesma forma e por ora de participar em qualquer actividade de cariz partidário, pelo que solicitarei a suspensão da minha condição de militante.

Não deixarei de, como cidadão e viseense, estar atento e dar o meu contributo possível a esta cidade e às gentes da região que tanto prezo, mas saio com a amargura de não ter conseguido levar por diante o projecto a que me propus, saio com a desilusão de ver que, por vezes, interesses pessoais se sobrepõem aos colectivos, com a desilusão e o sentimento de verificar que o Partido não quer, não sabe acarinhar os seus, saio com a desilusão de verificar que a mesquinhez, a inveja, a perfídia e o culto da mediocridade ainda fazem parte do léxico da politica partidária.

Finalmente, saio com a desilusão de verificar que afinal tenho que dar razão a todos aqueles que, durante cerca de 20 anos, me alertaram para este dia, mas com a alegria de o fazer da mesma forma, como no hino da JC, agora JP, saio “completamente livre, completamente solto” e na certeza de, humildemente, ter contribuído para algum do sucesso que ao CDS seja reconhecido.

Viseu, 13 de Maio de 2012    

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