Arménio, João e Jerónimo… A triologia de Maio.

Um 1º de Maio frio e chuvoso, pelo menos por terras de Viriato e de D. Afonso de Henriques, sair de casa só mesmo para ir ao Pingo Doce. Sim, que os festejos no Rossio não mobilizam…
Depois de assistir ao discursos dos líderes das centrais sindicais, sem adormecer a ouvir João Proença da UGT, fiquei ainda mais convencido que o sindicalismo português precisa de ter o seu Abril. Discursos fracos, assentes no passado e numa miriade de demagogia pura, direitos muitos, obrigações nenhumas. Se João Proença já não surpreende no seu estilo monocórdico, já Arménio Carlos, no seu primeiro 1de Maio, surpreendeu pela negativa, ou talvez não. Num estilo PCP dos tempos idos da extinta URSS(saberá Arménio?), com uma linguagem por vezes a roçar a vulgaridade pautou o seu discurso pela exigência de direitos, ameaças gratuitas, demagogia pura e a lengalenga do costume de um PCP parado no tempo. Obrigações ou deveres dos trabalhadores? Não, para o camarada Arménio a culpa ou é do Estado, ou é das “chafaricas” e do grande capital, ou de todos em conjunto, aos trabalhadores só assistem direitos e quantos mais melhor.

Arménio não passou o “muro”, Proença é bom rapaz e assim vai o nosso sindicalismo, retrógrado e desfasado da realidade, continua a viver em função de Abril, não tendo percebido que já lá vão 38 anos sobre Abril e os tempos do “amigo” e camarada Vasco.
Portugal precisa de um sindicalismo forte, pujante, interventivo e que defenda os interesses dos trabalhadores não esquecendo que só há trabalhadores se houver empregadores, que, por acaso, também pagam o salário dos sindicalistas…

Arménio e João mais valia terem ido ao Pingo Doce, não só para encherem o carrinho, mas para aprenderem com os marketeers da Jerónimo Martins. O povos, nós, agradecemos a possibilidade de usufruir de um desconto directo de 50%, Soares dos Santos agradeçe o tempo televisivo “ocupado” e toda a repercussão mediática que a cadeia de lojas teve e terá.

Há uma questão que me intriga, porque será que a maioria daqueles que criticaram esta acção do PD são adeptos e simpatizantes da dita “esquerda”? E os argumentos não se consubstanciavam na defesa dos direitos dos trabalhadores.

One response to “Arménio, João e Jerónimo… A triologia de Maio.

  1. Como é possível ficar surpreso com Arménio? A criatura nunca diz mais ou menos do que se espera. São os ossos do ofício. A Jerónimo Martins agradeceu e o povo adorou! Não me tome por consumista, raramente frequento qualquer espaço comercial.

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