“Completamente livre, completamente solto”… uma nota sobra a minha demissão

Segue o texto que consubstanciou o meu pedido de demissão do cargo de Presidente da Comissão Política Distrital de Viseu do CDS-PP:

 

Tomei a firme decisão de me demitir do cargo de Presidente da Comissão Política Distrital de Viseu do CDS-PP dado entender não reunir as condições que julgo e considero necessárias ao desempenho do mesmo, quer condições políticas, as mais relevantes, quer pessoais e de saúde que só pessoalmente importam. Esta decisão surge de uma vontade que vinha tomando forma de algum tempo a esta parte e que agora se consubstanciou, sem deixar de ser devidamente amadurecida e pensada, comunicada e explicada a quem de direito. Faço-o porque julgo ser esta a melhor solução para que o Partido faça a necessária reflexão sobre os caminhos que trilhou, trilha e virá a trilhar, não relevando as responsabilidades políticas efectivas que a mim dizem respeito e que assumo em pleno, sem omissões nem reservas de consciência.

De igual modo, comunico, que irei abdicar do meu lugar de deputado na Assembleia Municipal de Viseu e nesta mesma data me remeterei ao mais profundo silêncio sobre o Partido, sobre a sua vida política distrital e nacional, salvaguardando, apenas, quando em causa estiver a minha honra e o meu bom nome. Deixarei da mesma forma e por ora de participar em qualquer actividade de cariz partidário, pelo que solicitarei a suspensão da minha condição de militante.

Não deixarei de, como cidadão e viseense, estar atento e dar o meu contributo possível a esta cidade e às gentes da região que tanto prezo, mas saio com a amargura de não ter conseguido levar por diante o projecto a que me propus, saio com a desilusão de ver que, por vezes, interesses pessoais se sobrepõem aos colectivos, com a desilusão e o sentimento de verificar que o Partido não quer, não sabe acarinhar os seus, saio com a desilusão de verificar que a mesquinhez, a inveja, a perfídia e o culto da mediocridade ainda fazem parte do léxico da politica partidária.

Finalmente, saio com a desilusão de verificar que afinal tenho que dar razão a todos aqueles que, durante cerca de 20 anos, me alertaram para este dia, mas com a alegria de o fazer da mesma forma, como no hino da JC, agora JP, saio “completamente livre, completamente solto” e na certeza de, humildemente, ter contribuído para algum do sucesso que ao CDS seja reconhecido.

Viseu, 13 de Maio de 2012    

Arménio, João e Jerónimo… A triologia de Maio.

Um 1º de Maio frio e chuvoso, pelo menos por terras de Viriato e de D. Afonso de Henriques, sair de casa só mesmo para ir ao Pingo Doce. Sim, que os festejos no Rossio não mobilizam…
Depois de assistir ao discursos dos líderes das centrais sindicais, sem adormecer a ouvir João Proença da UGT, fiquei ainda mais convencido que o sindicalismo português precisa de ter o seu Abril. Discursos fracos, assentes no passado e numa miriade de demagogia pura, direitos muitos, obrigações nenhumas. Se João Proença já não surpreende no seu estilo monocórdico, já Arménio Carlos, no seu primeiro 1de Maio, surpreendeu pela negativa, ou talvez não. Num estilo PCP dos tempos idos da extinta URSS(saberá Arménio?), com uma linguagem por vezes a roçar a vulgaridade pautou o seu discurso pela exigência de direitos, ameaças gratuitas, demagogia pura e a lengalenga do costume de um PCP parado no tempo. Obrigações ou deveres dos trabalhadores? Não, para o camarada Arménio a culpa ou é do Estado, ou é das “chafaricas” e do grande capital, ou de todos em conjunto, aos trabalhadores só assistem direitos e quantos mais melhor.

Arménio não passou o “muro”, Proença é bom rapaz e assim vai o nosso sindicalismo, retrógrado e desfasado da realidade, continua a viver em função de Abril, não tendo percebido que já lá vão 38 anos sobre Abril e os tempos do “amigo” e camarada Vasco.
Portugal precisa de um sindicalismo forte, pujante, interventivo e que defenda os interesses dos trabalhadores não esquecendo que só há trabalhadores se houver empregadores, que, por acaso, também pagam o salário dos sindicalistas…

Arménio e João mais valia terem ido ao Pingo Doce, não só para encherem o carrinho, mas para aprenderem com os marketeers da Jerónimo Martins. O povos, nós, agradecemos a possibilidade de usufruir de um desconto directo de 50%, Soares dos Santos agradeçe o tempo televisivo “ocupado” e toda a repercussão mediática que a cadeia de lojas teve e terá.

Há uma questão que me intriga, porque será que a maioria daqueles que criticaram esta acção do PD são adeptos e simpatizantes da dita “esquerda”? E os argumentos não se consubstanciavam na defesa dos direitos dos trabalhadores.

Abriu, já era tempo… O quê? O CIGP… O Quê? Sim, o CIGP…

Inaugurado o Centro Interpretação Galopim de Carvalho, ainda bem que já era tempo, apenas duas pequenas notas:
* Parabéns aos responsáveis pela concepção da placa identificativa do Museu, dado que na sexta-feira de manhã, em plena Assembleia Municipal, o Sr. Presidente afirmou que tinha um nome pensado mas que nem sequer tinha ainda falado sobre isso com os seus colegas vereadores e que esse nome era o de Galopim de Carvalho…
Trabalharam bem e rápido quer os Srs. Vereadores quer os responsáveis pela concepção da dita…
* Na mesma ocasião, talvez por desconhecimento(!?), também, não foi anunciada a Presença do Sr. Ministro…

Duas notas que ficam para reflexão, valorizemos o essencial que é a abertura do Museu do Quartzo que bem podia ser o Museu Dr. Fernando Ruas…

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