Sabia que o Académico jogava hoje? Então porque…

Hoje fui ver jogar o “nosso” Académico ao Municipal do Fontelo, confesso que desde a existência do “novo” Académico, contam-se pelos dedos de uma mão a vezes que o fiz.

Resultado menos mau, empate a zero com um dos principais oponentes na subida de divisão, o Nogueirense, exibição paupérrima das três equipas em campo. Assistência escassa, no máximo umas 300/400 pessoas.

Do jogo, apenas dizer que o Académico teve “sorte” em não ter perdido, que o Nogueirense é uma equipa aguerrida e organizada e que o Sr. Árbitro inclinou o campo em claro prejuízo dos da casa, aliás, o “bandeirinha” do lado da Superior tinha um tique nervoso que o levava a levantar a dita em cada ataque academista… Enfim, ficou patente que dentro e fora do relvado temos muito para evoluir…

Mas a razão que me leva a escrever sobre este tema é um misto de tristeza e saudade. Começando por esta, recordo-me das épocas gloriosas do CAF, lembro-me da subida à 1ª Divisão num célebre jogo em Lordelo que acabou em batalha, na década de 70. Uns anos mais tarde o regresso ao escalão maior numa equipa onde pontificavam Rodrigo, Bastos, Emanuel, Hélder, Penteado, Inaldo, etc., seguido do calvário da descida até à 3ª divisão e renascer das cinzas até nova subida com Carlos Alhinho no comando e uma falange de cabo-verdeanos… Depois, bem, depois é o que sabemos, o definhar até ao momento final. Hoje, temos o “ex-Farminhão” transformado em Académico e uma cidade, um concelho, um distrito, uma região completamente afastada daquele que deveria ser o seu emblema desportivo maior.

Quanto vale a marca Académico de Viseu? Muito, seguramente.

Qual o impacto na economia local de ter uma equipa de futebol no principal escalão nacional? Basta relembrar os Domingos das épocas atrás referenciadas, com a cidade agitada, restaurantes e cafés cheios, a romaria ao Fontelo…

Viseu precisa de uma Académico forte, o Académico precisa de sentir o apoio da sua cidade, da sua região. Viseu tem que voltar a respirar Académico…

O Académico precisa de ser mais forte, mais respeitado, tem que ser olhado, novamente, como o maior clube da região, o mais representativo, para isso precisa de sentir o apoio de todos nós! O Académico é um dos expoentes máximos da “marca Viseu”.

Duas notas finais e um apelo, começo por enaltecer o trabalho da actual Direcção do Clube, que quase sem apoios muito tem conseguido fazer, registar que não encontrei nenhum representante do executivo municipal no apoio ao clube e um apelo final, TODOS AO FONTELO APOIAR O ACADÉMICO NO PRÓXIMO JOGO!

Dia 30, o último de Abril, o primeiro do Quartzo…

O Museu do Quartzo vai abrir!
Finalmente, após sucessivos adiamentos, problemas vários desde o ar condicionado a roubos, enfim de tudo um pouco se passou naquela que é a obra emblemática da gestão de Fernando Ruas

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E como se vai chamar o novo Museu?
Na Assembleia Municipal de hoje apresentei uma proposta para que o mesmo fosse “baptizado” de MUSEU FERNANDO RUAS, mas o próprio recusou essa distinção. Ficámos todos a saber, vereação incluída, em primeira mão, que o nome escolhido por Fernando Ruas é Museu Galopim de Carvalho. Parece-me justo.

38 anos após Abril,o que ficou por dizer no dia de hoje…

Nota prévia: discurso que tinha preparado para a Sessão evocativa das comemorações do 25 de Abril da Assembleia Municipal de Viseu,na qual não pode participar por motivo de doença súbita.

Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Viseu
Sr. Presidente da Câmara Municipal de Viseu
Sr. Comandante do Regimento de Infantaria 14, em si cumprimento todos os militares que restauraram a democracia e a liberdade no nosso país
Sras. e Srs. Vereadores
Srs. Presidentes de Juntas de Freguesia
Sr. Bispo de Viseu, Excelência Reverendíssima
Autoridades Civis e militares
Srs. Jornalistas
Viseenses

Comemoramos, hoje, trinta e oito anos  sobre o ” O dia inicial inteiro e limpo, onde emergimos da noite e do silêncio”, como Sophia de Mello Breyner o descreveu e, estou certo, muitos portugueses o sentiram e o sentem hoje ao recordarem essa madrugada que tanto esperavam.

Hoje é  o dia em que se celebra a liberdade, a igualdade e a justiça. Valores fundamentais num Estado de direito, e que sem sucesso,   noutro dia 25, o de Novembro, foram postos em causa. Faço parte de uma geração que cresceu com a liberdade e que de forma descomplexada olha com orgulho para a história do seu país, de Portugal.

Não posso, nem estaria de bem com a minha consciência, se hoje e aqui não o fizesse, deixar de agradecer a quem me deu esse privilégio. Faço-o na singularidade do Regimento de Infantaria 14, também conhecido como de Viseu, que aderiu ao então chamado Movimento dos Capitães, que em Viseu contava, entre outros, com  Gertrudes da Silva, Arnaldo Carvalhais, Silveira Costeira, Aprígio Ramalho, Ferreira do Amaral e Amândio Augusto que lideraram as operações com vista à participação do RI 14 com uma Companhia, que naquela madrugada de Abril seguiu para a Figueira da Foz, onde se juntou a outras unidades em acção com vista a constituir o denominado agrupamento «November». Ontem, como hoje, considero as Forças Armadas um pilar sólido da democracia e o garante da liberdade, independência e soberania do Povo Português.

Povo, que nesta viagem, atingiu objectivos dignos de uma nobre Nação: consolidámos a democracia; lançámos a 3ª vaga de democratização, que foi seguida pela Grécia, pela vizinha Espanha e América Latina; descolonizámos; recebemos e integrámos os nossos compatriotas; demos passos sólidos na Europa; atingimos o euro; desenvolvemos o país. Apesar de todos os males de que padece, a sociedade portuguesa é hoje mais justa do que aquela que existia há 38 anos, em tempo de vésperas dessa madrugada de Abril

. Mais do que lembrar o passado, devemos reflectir sobre o presente e perspectivar o futuro, perceber como e porquê chegámos aqui, sem panaceias e análises que de tão politicamente correctas raiam a patetice de querer esquecer esse passado, por vezes recente, como quem usa uma toalhita dodot. Feliz ou infelizmente para todos nós, o actual Estado da Arte não permite que isso aconteça, apesar do esforço e vontade de alguns.

Num momento particularmente difícil, os desafios que hoje se nos apresentam, esperam de todos nós o mesmo tipo de vontade, de sonho, de determinação e de capacidade de resposta que tiveram os capitães do 14 e outros militares de Abril.

Hoje, urge perguntar: Em Viseu, Abril foi cumprido?

A resposta terá de ser: Parcialmente. Viseu é um concelho de desenvolvimento intermédio, algumas características aproximam-nos dos concelhos mais desenvolvidos tais como: a taxa de crescimento demográfico; segurança; vias de comunicação; desenvolvimento concêntrico e organizado do espaço urbano. Por outro lado, a falta de emprego jovem e qualificado; o fraco desenvolvimento industrial; os impostos e fiscalidade municipal elevada; a reduzida aposta em políticas de dinamização cultural; a introdução de portagens com preços desmesurados; a falta de ligação à rede ferroviária; a promoção da subsidiodependência ao nível associativo e o elevado grau de dirigismo político da sociedade; aproximam Viseu dos concelhos menos desenvolvidos.

Viseu não se desenvolveu como podia e poderia. Sim somos bons, muito bons, mas após anos de milhões de euros de fundos comunitários, deveríamos estar melhor preparados para o presente e para o futuro. O modelo de desenvolvimento seguido nas últimas décadas teve como resultado o regresso da emigração. Paradigma do subdesenvolvimento dos anos 60, no qual a emigração, de ontem e de hoje, existe não por vontade própria mas pela mais simples necessidade de em face da falta de oportunidades, sobreviver. Neste ponto a única alteração é a elevada qualificação académica de quem parte. Contudo, tanto o CDS como a população, entendem que Viseu, não é uma ilha isolada no contexto nacional e estamos dispostos a partilhar as nossas conquistas e derrotas, sem ter a veleidade de sermos melhores que os outros apenas porque esses são piores, mas com a bondade de quem promove e procura um amanhã muito melhor  O cidadão viseense é um ser de acção, coragem, abnegação e partilha, acolhedor e capaz de perseguir e alcançar um objectivo comum. Neste momento, particularmente difícil, os viseenses impelidos pelo poder municipal têm de se unir em torno de um projecto comum para o reforço da cidadania activa. As verdadeiras reformas só acontecem com a participação dos indivíduos, o CDS conta com todos. Para tal acontecer, será necessária uma liderança motivadora pelo exemplo, contagiante na alegria e descomplexado no pensamento. Como já afirmei, existem aspectos positivos que devem ser aproveitados, mas se queremos ser a capital de uma nova geração de políticas, ideias e cultura temos de avançar.

Como sociedade, devemos apostar numa visão a longo prazo e assumir o futuro com vontade e determinação. Necessitamos de exigência, realismo e pragmatismo. Temos de desenvolver uma nova cultura social através do apoio à família, às instituições sociais e ao voluntariado. Importante também será reforçar o focus sobre a segurança através do diálogo saudável com a PSP, GNR e reforçar a capacidade da polícia municipal, dignificando-a na sua actividade., urge aproximar as aldeias da cidade através da melhoria da oferta de transportes públicos. Em termos económicos temos de  relançar o comércio, a indústria, a cultura, apostar no turismo e desporto, incentivar a criação e produção local. Terá de existir uma mudança no modelo de desenvolvimento económico. É nosso entender que os municípios não devem criar riqueza, no sentido de serem os principais empregadores, mas devem criar condições de atracção do investimento económico. tornando, assim, viável a criação de riqueza pelo agentes locais. Devem recompensar o mérito, a inovação, a responsabilidade social e ética. De igual modo, não podemos gerir um espaço urbano que se quer moderno usando a mentalidade e os instrumentos do passado. Nesta matéria é necessário tornar o concelho atractivo para que trabalhadores, estudantes, investidores e empresas se instalem, desenvolvam a sua actividade e atinjam o seu fim último, a criação de riqueza.. Neste novo paradigma, deve-se dar prioridade ao investimento reprodutivo. Menos Rotundas, mais apoio a P.M.E’s e micro-empresas.

Os agentes políticos terão de assumir um compromisso eleito-eleitor com base numa ética de responsabilidade de modo a acabar com a fuga aos compromissos e com lapsos de memória. Unidos sob uma bandeira e um desígnio comum venceremos, teremos sucesso!

Acreditamos em Portugal, acreditamos no futuro, acreditamos em Viseu. Tanto no contexto nacional, ibérico e europeu Viseu tem passado, tem presente e tem futuro.

Como escreveu Vergílio Ferreira, mas não imbuído da mesma angústia do autor, permitam-me a citação:

“Para que percorres inutilmente o céu inteiro à procura da tua estrela? Põe-na lá.”

VIVA VISEU! VIVA A LIBERDADE!

VIVA, MAS VIVA SEMPRE, SEMPRE PORTUGAL!

Apoiar JPP não será, também, promover a marca “Viseu”?

Hoje resolvi não escrever sobre política ou qualquer fenómeno parecido, hoje venho chamar a V/atenção para um campeão, viseense, que precisa do nosso apoio para continuar o seu sonho de voltar a ganhar e mais do que isso, continuar a correr, a fazer aquilo que mais gosta.

Como tudo e todos, nesta fase difícil que o país atravessa, também o João Pedro Pais, está a ter grandes dificuldades em assegurar o orçamento necessário para cumprir as 5 provas que faltam do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, sendo que tem que obrigatoriamente participar nestas provas para pontuar e voltar e ser Campeão Nacional.

Um grupo de amigos de JPP juntou-se e tem procurado ajudar na angariação de patrocínios, numa clara demonstração de amizade e vontade de ajudar.

Deixo aqui um apelo às entidades e empresas viseenses que apoiem este jovem campeão que já levou bem alto o nome da nossa cidade.

Ao participar, JPP não está só a concretizar o seu sonho, está a promover a marca Viseu.

Sócrates e Campos, voltem são os “nossos” heróis…

Estava para escrever sobre outra coisa que não sobre o que realmente vou escrever. Mas, depois de ver a homenagem que os parlamentares socialistas promoveram a José e Campos e de me certificar que a noticia não era datada de 1 de Abril, dei comigo a pensar que realmente a política, ou melhor, alguns políticos conseguiram atingir o grau zero da razoabilidade e da desfaçatez.
José em Paris, Campos a caminho da comissão de inquérito às PPP’s, onde terá muito que explicar, Seguro cada vez mais seguro de que este PS não tem emenda.
O que realmente interessa passa ao lado disto tudo e o pagode continua a ver passar os “navios” e a olhar para tudo isto com um encolher de ombros.
Quanto ao resto, bem, hoje vou fazer como o pagode e pensar que o amanhã será melhor e que tudo isto não passa de um pesadelo que terminará em breve num “paraíso” qualquer…

Sexta 13, nada muda apesar do vento e das vozes da bancada…

Sexta-feira 13, dia vulgarmente entendido como aziago, ou talvez não..

Ao folhear o Jornal do Centro de hoje deparo com a entrevista aos candidatos à liderança da concelhia socialista de Viseu e, em 5 longos minutos, constatei que de um lado está o passado que nunca será futuro e do outro um futuro que quer trazer um passado que já ficou lá trás. A re-candidata, esforçada em dizer que não é profissional, que o outro andava perdido e que não tem culpa de nada e o desafiante sem padrinho, diz, seja lá o que isso queira dizer, a procurar mostrar que tem Generais e pulso forte e que afinal esteve sempre ali, ao virar da esquina… terá sido por isso que dele se lembraram para ir à emulação.

Alguém, que não o “último viriato” socialista, se  deve estar a rir e a  fazer contas para 2014 a pensar em 2017.

Já pelos lados da Praça da República, a avaliar pela entrevista do Presidente da ANMP, as preocupações são outras. Depois da derrota que os apaniguados tiveram nas eleições para a concelhia local, parece que a preocupação agora vai para alguns ventos agrestes que correm vindos de não sei onde, mas que envolvidos pelo vale Caramulo – Estrela têm alvoraçado a protecção civil ao ponto de até os bombeiros municipais estarem de prontidão, ou nem por isso… Até o último viriato laranja se ausentou para parte incerta, talvez avisado do tsunami…

Miguel Fernandes, no seu extrordinário blog “A Tribuna de Viseu”, faz uma análise cáustica do Estado d’ Arte da política local, fácilmente subscrevo muito do que diz sem receios que, sendo também actor político, me caia em cima algo do que diz. Mas gostava aqui de relembrar que os principais culpados somos todos nós, cidadãos supostamente responsáveis que, ano após ano, em sucessivos actos eleitorais permitimos, muitas vezes por omissão, este estado de coisas. Quantos ficaram em casa durante os últimos 20 anos a queixarem-se das “ruas” da cidade? É que em Viseu, no inverno faz frio e no verão faz calor, é uma chatice… Como diz o brasileiro:”vou ficar assistindo de arquibancada…”

Viseu precisa de uma nova geração de políticas, Viseu precisa de recuperar do letargismo reinante assente num provincianismo que não vai além do Pavia, Viseu precisa de todos, nem que seja numa sexta-feira 13 qualquer…

O Horta, o Santos, a Lisboa, o Santa Cruz… a Rua Formosa e outras “ruas”…

Meia cidade ficou espantada, dessa metade outro meio ficou indignada e desse meio,outra metade sentiu verdadeiramentente como uma perda o encerramento da centenária pastelaria Horta.

Mas, qual o espanto? Resistiu e muito a casa, os seus proprietários, os seus colaboradores e, até, os seus clientes. Resistiram ao fecho das congéneres Santos e Lisboa, aquelas de que tenho memória, ao encerramento do emblemático Café Santa-Cruz, ao desaparecimento do Mercado 2 de Maio. Hoje, a rua Formosa, outrora a mais importante da cidade, encontra-se quase que reduzida à condição de rua que liga o Largo de Sta. Cristina ao Rossio e que, por acaso, até tem umas quantas lojas comerciais, quais “gauleses” que teimam em resistir… Ainda bem que resistem.

Mas, não é o encerramento do “Horta”, per si, que me trás aqui. O que me leva a escrever este texto é a consciência clara que a falta de visão estratégica e integrada sobre o comércio local por parte do trinómio comerciantes/Associação Comercial/Câmara Municipal foi, também ela, responsável não só por este encerramento mas pelo estado comatoso em que se encontra grande parte do comércio tradicional da cidade de Viseu.

Este problema arrasta-se faz tempo, é constrangedor o definhar de uma rua Direita, por exemplo, outrora o maior centro comercial de Viseu, mas definha-se por todo o lado e, pasme-se, até nos aglomerados comerciais enlatados o definhar se faz sentir… Culpa da crise está-se a ver…

O trinómio que atrás enunciei falha logo na base, os comerciantes. Infelizmente, muitos deles não souberam evoluir, não acompanharam a evolução dos mercados e acabaram irremediavelmente trucidados pelas cadeias de roupa “enlatada”, barata ou não. A Associação Comercial, que devia estimular a que isto não fosse uma realidade, prega qual S. Tomás, sem repercussões. Podia e devia ser mais interventiva, reconheço o esforço mas quando os associados e principais beneficiários não arriscam, não estão disponíveis para avançar, é difícil. Mas, pergunto eu, porque será que muitos não se revêm na sua Associação? E, não é de agora, já vem de trás…
Quanto ao Município, bem, o discurso é sempre o mesmo, a Câmara nada pode fazer, apenas o faz na medida em que a colaboração for solicitada e “até ajuda na iluminação de Natal”…
Pois é, nada parece funcionar ou ter capacidade para mudar o actual estado do comércio. Exige-se mais, exige-se aos comerciantes que se modernizem, que acompanhem as tendências, que flexibilizem os horários, que promovam a qualidade da oferta e do serviço, à ACDV exige-se que sirva de força aglutinadora de um movimento de reabilitação do comércio tradicional, que puxe pelos seus associados e e se ponha ao serviço destes, que exija do Município uma clara política de ajuda ao sector, através do incremento de iniciativas que levem pessoas a “frequentar” as ruas, a dar vida às mesmas através de incentivos de instalação de novos projectos na zona comercial tradicional da cidade, que transforme o Mercado 2 de Maio num verdadeiro centro cívico de convívio e cultura da cidade. Tanto que pode ser feito no âmbito deste trinómio. O que é preciso é congregar vontades, agilizar processos e procedimentos, é ter uma aposta clara no comércio de rua, trazer para o centro, também as grandes marcas, as chamadas lojas âncora. Porque não criar um fundo para a revitalização do comércio? Etc., etc., etc….
O comércio não é parte integrante da “marca Viseu”?
Até quando vamos continuar a assistir ao “esvaziamento” da cidade?
Até quando continuaremos a assistir a discursos estilo Calimero por parte de quem é responsável mas que parece mais preferir nada fazer do que mexer, até porque, a culpa é sempre dos outros?
Até quando continuaremos satisfeitos com o pouco que se faz, mas que para alguns já é muito, no âmbito da promoção da cidade nas suas mais variadas vertentes?
A Viseu do Século XXI não se compadece com visões estreitas e que não vão além do Pavia…
A Viseu do Século XXI tem de se afirmar como uma verdadeira capital de uma vasta região, mas para isso, precisa de mudar de atitude, precisa de se abrir, precisa de abrir as janelas e abrir-se ao mundo… Precisa de novas ideias, de novas políticas, precisa de mais pessoas, precisa de acreditar que é possível levar o Rossio às aldeias, trazer as aldeias ao Rossio mas que, também, é possível trazer o “mundo” à cidade…