Marinho Pinto “bastonário” da desordem.

A incontinência verbal de Marinho Pinto é deveras assinalável. Por norma roça a má-educação e arrogância, arauto das verdades absolutas, impoluto da sociedade, acha-se no direito de dizer o que lhe vai na real gana, esquecendo que a razão muitas das vezes perde-se pela boca.
Não gosto do estilo, não aprecio a forma.
Mas a culpa não é de Marinho, a culpa é nossa, dos nossos brandos costumes e de acharmos piada a quem manda umas bocas para agitar as águas.
A irresponsabilidade com que se proferem certas afirmações leva-me a pensar que bom que seria um país governado por “Marinhos”…

Seguro, ou a arte do silêncio.

Seguro, António José. Ex-líder da JS, ex-governante nos tempos idos do guterrismo, deputado, líder do PS e candidato a líder da oposição. Fez da arte do silêncio o seu maior trunfo, os seus silêncios, pasme-se, chegaram a ser citados. Tó-Zé, especializou-se na área política do estou mas não estou, do sou mas não sou, do não disse mas disse,”não ouviu? Pois o meu silêncio queria dizer isso mesmo”!!!!! Simplesmente genial. Tó-Zé conseguiu ser figura máxima de um Congresso Socialista apenas a dar bons dias e boas tardes a camaradas e jornalistas.
Conhecedores das qualidades e pensamento de Tó-Zé, os seu camaradas encararam-no com o Sássá Mutema pós-Sócrates e toca de o colocar na liderança do Partido, afinal o homem tinha tido sempre razão, o silêncio dele…
Bem, chega Seguro a líder do PS e começa a falar como nunca falou até então, ele é de manhã, à tarde, sempre que necessário lá está Seguro, mas pouco, a debitar…
Uma coisa mantém Seguro coerente, é que continua sem nada dizer de substantivo, o silêncio das palavras transformou-se no silêncio das ideias.
O PS acusa o incómodo e Seguro, mas pouco, já percebeu que afinal é preciso dizer qualquer coisa, só não sabe o quê…

BPN ou a crónica de uma morte anunciada.

O BPN está salvo!!!
Três anos e uns meses depois da sua quase implosão e intervenção estatal, finalmente é, até ver, resolvido.
O que deveria ter sido logo feito na altura, vai sê-lo agora. “Entregar” o BPN a uma entidade bancária que o incorpore e revitalize, restabelecendo os índices de confiança dos seus clientes e do mercado em geral.
Ao contrário de outros governos europeus, que em situações idênticas trataram logo de colocar os bancos deficitários no mercado, restringindo, assim, os prejuízos para os contribuintes, o governo de então optou por uma espécie de nacionalização entregando a sua gestão à CGD do camarada Francisco Bandeira e amigos.
Polémicas à parte, o BPN mostrou ser um caso de policia, arrastou consigo figuras ligadas ao mundo da política e da sociedade e fez “cair” o homem que um dia foi ministro…
O BPN agitou as águas, fez pensar os clientes, estremeceu o mercado, pouco mas estremeceu…
No final, três anos e uns meses depois os angolanos(quem mais?) do BIC “compram” o BPN. Mas muitas questões ficam sem resposta, sendo a principal o quanto custou salvar o BPN e quanto ainda vai custar.
O BPN está salvo?
O BPN morreu, salvaram-se 1700 postos de trabalho.

Uma gota d’água num oceano pode mas não faz a diferença…

Em mais uma volta pela “blogosfera” local, sim porque eu ao contrário de outros não me envergonho de dizer que a visito, dei por uma “GOTA D’ÁGUA” de tal forma incipiente e anacrónica, num estilo brejeiro a roçar o mimado, e que mais parece um muro de lamentações do que outra coisa qualquer…

Pensei tratar-se de de pensamentos/opiniões de alguém apolítico e que assim expressava o seu descontentamento ou menor simpatia para com este governo. Mas não, surpresa das surpresas, ou talvez nem tanto, eis que o responsável é dirigente político e ex-governante, tendo feito parte do último governo do Engº Sócrates. 

Pelo que vi, José Junqueiro padece do mesmo mal de alguns camaradas seus, amnésia impulsiva caracterizada pelo facto de apenas se “lembrarem” do Portugal pós 5 de Junho. Acresce que parece preferirem continuar a “chafurdar” no pântano do Engº Guterres a colaborarem no esforço de reabilitação económica do país.

As constantes criticas à actuação deste Governo e do seu Primeiro-Ministro soam a birra de criança despeitada a quem tiraram um brinquedo. Sim, porque ao que hoje sabemos, o país era um brinquedo para o “Engº Pinto de Sousa” e para alguns dos seus acólitos.

Felizmente esses tempos de irresponsabilidade acabaram. Hoje temos um Governo e um Primeiro-Ministro empenhados e comprometidos com Portugal e com os portugueses. Uma governação para o país e não para eleições.

Todos têm direito a expressar a sua opinião, a bater-se pelas suas ideias, dar a cara por elas e assumir o que se pensa e diz. Mas, também, todos têm, ou deviam ter, a capacidade de ser sérios na análise e rigorosos na memória de um passado ainda recente.

O país precisa de um PS positivo, de um PS construtivo e um PS de futuro, bem melhor que uma pequena gota d’água inquinada..

 

 

O país e o mundo… ou melhor o PPD de Passos e o país

Houve Congresso do PPD/PSD este fim-de-semana?

Não tivesse Paulo Portas presente na sessão de abertura e o enfado do Congresso seria ainda maior.

No entanto ressaltam alguns aspectos merecedores de atenção e que revelam que o Congresso não terá sido assim tão enfadado, pelo menos nos bastidores do dito.

  • PPC sai, internamente, derrotado deste Congresso. Porquê? Porque perde em duas situações diferentes mas muito relevantes. Perde, na revisão dos Estatutos, a introdução das primárias. O próprio defendeu esta proposta junto dos congressistas. Perde na eleição para o Conselho Nacional, onde a lista que “negociou” c/Paulo Rangel obteve apenas 36% dos votos. Este é um sinal claro para PPC, Relvas e companhia que o aparelho do partido não está contente… Porque será?
  • O Congresso, logo o partido, pareceram estar a leste do país, num exercício apenas contrariado por PPC no seu discurso de encerramento. A crise, as dificuldades, o país real não esteve no Pavilhão Atlântico.
  • Um discurso final de PPC sem chama nem novidades. Pela positiva a introdução da “esperança” e o reconhecer a importância das questões sociais nos dias que correm. De resto, poucas novidades num discurso de realismo, o que já por si, não é mau.

O país estava à espera de um discurso forte, carregado de “soluções”, que não existem, cheio de força e de “reunião”. Não me parece que PPC o tenha conseguido fazer. Mas, também ficou claro, que existe um PPD de Passos  e um PSD do aparelho… 

Greve? Sim diz Arménio

A greve, ou melhor, o direito à mesma está previsto na constituição bem como o direito a trabalhar. Serve isto para lembrar aqueles que se arrogam do direito de obrigar os outros a não trabalhar nestes dias que cada um faz o que quer e deve ser respeitado.
Em relação à greve de hoje fica patente a perca de influência da CGTP, diga o que disser o seu novo líder, o facto é que em sectores em que por norma a adesão era total, ou quase, isso não aconteceu.
As pessoas estão fartas, saturadas e não é só da austeridade, dos sacrifícios pedidos, estão, também, fartas de protestos inconsequentes e de um sindicalismo retrógrado, digno de uma qualquer república sul-americana de meados do século passado. A CGTP e parte dos nossos sindicatos vivem como se estivessem em 74, no mundo das conquistas de Abril. Não perceberam que o país, o mundo de hoje, é outro.
Hoje faz sentido um outro sindicalismo, um sindicalismo positivo, identificado com as necessidades do mercado e do país, um sindicalismo moderno, de mente aberta com horizontes claros.
A CGTP com Arménio Carlos é a antítese da modernidade, a perestroika ainda é palavra proibida…
O país perde com este sindicalismo, perde com cada dia de greve inconsequente, perde enquanto não se libertar do estigma de Abril…
Greve camarada Arménio? Tu fizeste?

A teoria dos bloqueios

Ouvir o treinador do F. C. do Porto, Vítor Pereira, começa a ser um exercício fastidioso. Já sabíamos que Villas-Boas não foi campeão sózinho, normal, já sabíamos que Vítor Pereira tem um ego do tamanho da VCI e que tem por hábito contestar as arbitragens sempre que o resultado não é positivo.Agora, ficámos a saber que perdeu, bem diga-se, na Luz por culpa dos bloqueios…

Em matéria de bloqueios será melhor Vítor Pereira falar com o Dr. Dias Loureiro e com o Prof. Cavaco e pode ser que perceba que um “bloqueio” pode ser o principio do fim…