1380568_10202124742781636_1698331498_nAinda nem uma semana completa de mandato passou e já António Almeida Henriques, o Presidente, e os partidos da oposição, leia-se CDS, trocaram “amenos” galhardetes em sede de reunião de executivo municipal, logo a abrir e para começar em beleza.

helder-amaral-cdsHélder Amaral, que diz “pagar” para ser Vereador, não está para levar o seu mandato em tom de brincadeira. Como tal, logo na primeira reunião toca de exigir rigor e cumprimento do que emana a lei, até porque a tradição já não é o que era e não se facilita a quem apenas complica…

20120801-144935.jpgJá o camarada Junqueiro, rendido aos encantos da capital do Império e já a marcar terreno na “bicha” para Bruxelas, resolveu não se vir maçar, afinal de contas, o “povo” já disse o que dele Unknown-2não quer e, também, é preciso dar espaço a João Paulo Rebelo, para mim, o candidato da esquerda democrática e não acéfala nas próximas autárquicas. Mas para tal, João Paulo vai ter que deixar de acreditar no Pai Natal e no milagre da redenção… João, este Presidente não é o “Presidente”…

Ora já se viu que António, o Presidente, não está para dar “léria” à oposição, mas está pronto para dar o troco sempre que necessário, o que pode revelar-se fatal, mas,  estou certo que a qualidade intrínseca do próprio e daqueles que mais de perto o rodeiam, será bastante para evitar que se perca em algumas diatribes dignas de uma qualquer banda desenhada de publicação mural indoor…

Esqueçamos o que António, o Presidente, decidiu sobre as reuniões camarárias, até porque é o Presidente e, na minha terra, o Presidente é que manda… Vamos ao que interessa: Que oposição? A resposta a esta pergunta encerra em si o futuro da cidade.

Quer-se uma oposição madura, responsável, solidária e participativa mas nunca num estilo de arruaça contínua e acefaleia que por vezes teima em querer instalar-se , mormente no quadrante ideológico mais oposto ao meu, ou seja, na esquerda retrógada. Oposição por oposição, dente por dente só serve os interesses de quem não quer Viseu cidade-região, no fundo, apenas de quem quer que se mantenha o Estado d’Arte reinante, em que tudo nos passa ao lado e não estou a falar do comboio…

A cidade-região constrói-se com todos, com inclusão e abertura de espirito. Se de quem lidera se espera o exemplo desse esforço,o  que para já não parece existir, de quem tem por dever ajudar nessa construção, e a oposição não só tem esse dever como tem a obrigação, por mandato dos votos expressos em urna de participar activamente na consecução dos objectivos comuns, espera-se que contribua positivamente para esse desiderato mantendo o respeito pelas identidades e diversidades de cada um.

O objectivo de fazer Viseu cidade-região deverá ser o eixo prioritário deste executivo, tudo entronca neste propósito e nele todos, acho eu, estamos de acordo. É necessário que se criem os consensos necessários e se aglutinem as vontades em torno daquilo que é primordial e essencial para a cidade, um projecto sustentado e equilibrado de desenvolvimento social, cultural e económico.

Quanto não pode “valer” a influência de um deputado da Assembleia da República e simultâneamente vereador? Mais vale ostracizar, não “usar” estes vereadores, ou “usar” a sua capacidade de influência em prol do objectivo traçado?

Para mim, tenho que é importante que exista um clima que permita que todos, sem excepção, contribuam para um objectivo que é de todos nós, o desenvolvimento e o futuro não têm ideologia nem cor….

Viseu merece e precisa…

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