O que é que Viseu tem???

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Tem quase tudo como ninguém. Quem? Viseu… sim, tem (quase) tudo como ninguém…

Pode não parecer, mas de facto, Viseu, a maior cidade do interior do Portugal europeu e da diáspora, tem muita coisa, mas também falta quase outro tanto…

Tem gente boa e hospitaleira, empreendedora q.b., tem oferta diversificada, tem centralidade e localização privilegiada, tem produtos endógenos de qualidade, que vão para além do vinho do Dão, tem qualidade geral de vida, tem, até, pasme-se “baiana” que roda a saia…

Viseu tem querer, tem ambição…

Mas tem, também, rocha granítica, tem capelas e capelinhas, tem quintas e quintinhas…

Um dos dramas do Viseu de hoje é a mentalidade ainda reinante nalguns círculos de “poder”, mentes fechadas e dominadas por dogmas do passado, gente que não percebeu que o mundo mudou, que é tempo de abrir portas e janelas, arejar “casas” e mentes, é tempo de perceber que sozinhos, isolados do que é o mundo de hoje, pouco ou nada conseguimos fazer para além de “pensarmos” que somos os maiores, quando, no fundo, não o somos… mas , de umbigo, pensamos que o somos…

Seria para rir, se não tivesse tanto de trágico quanto de saloio… Assim se perdeu o combóio, não só o da ferrovia, mas, sobretudo e também, o “combóio” da modernidade…

Perguntam-me, alguns dos “vencidos da vida”, por exemplos concretos no meio da “floresta”, o que me conduz à velha “estória” da casa feudal que em si reunia tudo eth o tudo era nada, em que um dia a velha lareira, que há muito não servia, se acendeu e com graça na desgraça se percebeu que era preciso abrir portas e janelas, deixar correr o “novo” ar, iluminar as salas outrora fechadas e, principalmente, trazer as “gentes” de cá e de lá,  mostrar o que de melhor temos para oferecer por comparação positiva com o que os outros nos oferecem…

Falta a e nestas gentes a ambição, a certeza e a vontade de ser melhor, fazer melhor… contentam-se ufanemente com vitórias de Pirro e vassalagem forçadas…

Felizmente, estou em crer e quero acreditar que estamos em tempo de vésperas de um novo tempo, sob pena de, irremediavelmente, ficarmos para sempre a olhar uns para os outros na vã certeza de que somos os maiores, pelo menos, lá de casa…

E agora Portugal?

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bandeira-portugalEm Julho já por aqui se abordou este Portugal, a sua justiça e o caminho ou caminhos que se trilham. 24 de Novembro, véspera de um 25 muito esquecido, mas que urge relembrar, viveu este pequeno país um dos mais negros dias da sua história.

Independentemente dos protagonistas, irrelevantes para a matéria, é um país que bate no fundo, é a prova final de que andamos enganados faz anos, talvez agora, finalmente, aqueles que andam sempre com Abril na boca, percebam que Abril não se apregoa…

Assistimos a um circo mediático sem regras em volta dos últimos casos judiciais. Sem respeito por ninguém, principalmente pelos envolvidos, inocentes até prova em contrário, mas já julgados e condenados na imprensa e, em consequência, na opinião pública. Afinal, alguém sabe o que motiva a prisão preventiva de um ex-Primeiro-Ministro de Portugal? Sem embargo da acusação que lhe é feita e dos crimes que lhe são imputados…

Estaremos a caminhar para um “Estado de Juízes? Deus queira que não e que os homens também o não permitam.

A 3ª República esgotou-se, urge refundar o país, criar as condições necessárias para um futuro diferente, muito diferente, deste tenebroso presente.

E agora Portugal?

Como afirmava Pessoa na “Mensagem”: “Senhor, falta cumprir-se Portugal!”

Falta…

 

 

FFF…

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Facto politicamente relevante da última semana, mais do que as “intervenções” do 994766_605631506128546_1931172930_nVereador Municipal de Viseu, eleito pelo CDS, foi a renúncia(ver fim) ao mandato de deputado municipal por parte de Fernando Figueiredo(ff).

Diga-se, em abono da verdade, que não era situação que estivesse fora das expectativas, depois do que se passou no últimas eleições internas do CDS, onde FF foi “ultrapassado ” por Hélder Amaral e da última intervenção daquele na última reunião plenária da Assembleia Municipal.

O Coronel invoca razões de índole profissional e pessoal para abdicar do cargo para o qual foi eleito., acresce que não tem vocação para estar no “eucaliptal”…

Sabíamos que a sua saída constituiria um rude golpe no CDS, afinal Fernando Figueiredo foi o “motor” do partido no último ano, o que não estávamos à espera é que a sua falta se fizesse notar de forma tão rápida quanto notória, basta atentar neste artigo de opinião de Carlos Cunha e no último comunicado da Comissão Política Concelhia local para ver que Fernando Faz Falta… ou não?

Captura de ecrã 2014-11-18, às 00.44.51

Passou um, ainda faltam três…sete… nove…

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Para desespero de alguns e alegria de uns quantos “cobardo-anónimos” que populam pelas redes sociais e “comentam” em alguns blogues, sempre a coberto da vergonha descarada de serem incapazes de assumirem o que pensam e  dizem, talvez fruto de frustações pessoais de qualquer espécie mas sempre próximas da “entalada zurrice crónica” que os caracteriza e os quais, nos últimos tempos, têm manifestado a sua preocupação com o estado d’arte de “Tempo de Vésperas” e com as opiniões veiculadas por este humilde escriba, o qual por formação, educação e respeito por todos, mesmo aqueles que não sabem o que isso é, assina sempre o que escreve, assume o que faz e diz, sem tibiezas ou receios do que quer ou quem quer que seja, aquilo que pensa e o que faz. É essa a minha liberdade, que ao que vejo a alguns, poucos, falta..

Centrando no que verdadeiramente importa, interessa fazer uma reflexão séria, curta mas rigorosa sobre este ano e um mês de gestão autárquica de António Almeida Henriques, oposição(??) incluída.

Na última Assembleia Municipal, animada e divertida como é usual, António, o Presidente, no balanço que fez deste 1º ano e um mês de gestão do Município imagedesfiou um rol de realizações, de projectos em curso e ideias para o futuro e voltou a lembrar que está tudo vertido no documento estratégico “VISEU PRIMEIRO 2013/2017″, qual manual de procedimentos…

Não vou elencar o que foi feito ou não foi feito, deixo isso para para quem tem a responsabilidade de fiscalizar o trabalho de António e seus pares, a “oposição”. E nesta matéria se para uns, os socialistas, é “Ruas” que marca este  1º ano, já para o CDS foi só foguetório, segundo Hélder Amara,l tudo não passou de festas & festinhas. Nesta matéria, aquele que já apelidaram de “Torquemada das Beiras”, expressão infeliz diga-se de passagem, tem alguma razão, mas foi curto na análise e perdeu-se na facilidade do “soundbyte” apesar de em entrevista ao “Jornal do Centro” ter aflorado algumas verdades pertinentes antes de se perder na defesa do eucalipto…

Já o PS, mostra-se algo adormecido, de uma modéstia gritante e de um vazio de ideias generalizado. Com JJ em pré-reforma e com João Paulo Rebelo em silenciosa pré-campanha para 2017, valha-nos a sempre simpática e participativa vereadora Rosa Monteiro.

Do lado do executivo municipal, escrevemos aqui, em 23 de outubro de 2013, “chegaram os dias de António“, para desespero de Fernando, a quem diga-se, em muito faltou o que ao “Tó” tem sobrado. A preocupação mor deste ano foi fazer “esquecer” Ruas, a par de preparar a sedimentação necessária e precisa se  for para levar a sério e cumprir o denominado “projecto a 10 anos”. Num ano fortemente marcado pela força comunicativa do denominado gabinete de propaganda, a gestão de Almeida Henriques procurou e conseguiu impor um ritmo externo de elevada intensidade, focado na assunção clara da cidade-região de Viseu como “cidade líder” de uma vasta região do centro de Portugal.

Em Janeiro do corrente, fazíamos aqui, a análise do estado d’arte de então, hoje vemos que pouco ou nada errámos à época.

Com um ano positivo q.b., onde efectivamente se marcou a diferença, onde os input’s urbanos foram em larga escala dominantes e se introduziram novos conceitos na gestão do Município, preocupa-nos mais o que aí vem, o futuro, do que própriamente o passado e o presente efémero. E é aí que importa centrar a análise, porque é neste futuro que se joga toda a dimensão da cidade e da região, é neste futuro que se centra a ambição e foi sempre, na minha opinião, na falta dela, que se falhou no passado.
Nos próximos tempos António e a sua equipa vão ter que operacionalizar muito do que foi “semeado” neste primeiro ano de mandato, vão ter que direccionar o foco para lá do Rossio e do centro histórico em termos de política “interna”, urge “chegar” ás aldeias, não para as trazer ou levar até elas o Rossio, mas para que em quem cada uma delas se possa afirmar que “Viseu é a melhor cidade para Viver”. Vai ser necessário mostrar que os vários projectos e fóruns criados e anunciados são úteis e concorrentes para um Viseu de e com futuro. Vai ser preciso de forma mais incisiva dinamizar a busca de investimento económico de cariz permanente e socialmente responsável, vai ser nuclear continuar a “mudança” este ano iniciada na Feira de S. Mateus, e trabalhar muito, a todos os níveis, para que se alcance o tão apregoado objectivo de tornar Viseu no 3º pólo cultural do país…

Assim sendo, apresentam-se como cruciais para o sucesso de Viseu, os dois próximos anos de gestão autárquica.
É simples, basta cumprir com o “VISEU PRIMEIRO 2013-2017″ e a oposição, quer na vereação, quer na Assembleia Municipal, cumprir com o seu papel de fiscalização construtiva. A António Almeida Henriques, acresce, ainda, resolver de vez alguns problemas de casting no “seu”(pouco) inner- circle, que com mais ou menos propriedade já por aqui demos conta, sendo que nas autarquias não é possível remodelar…

A bem de Viseu, que todos cumpram…

Isto não é uma quinta!

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Tempo de vésperas no Quadratura da Sé… Obrigado pelo convite.

banner-blog-03 Foi com alegria e entusiasmo que aceitei o convite para escrever “algo” para o “Quadratura da Sé”, blogue urbano de intervenção cívica onde pontificam 4 “jovens turcos” de valor seguro e que terão algo a dizer sobre o futuro da cidade de Viseu e da região.

No “Quadratura da Sé” nada melhor do que falar sobre a dita, ou melhor, sobre a zona onde se insere e sobre a controvérsia que para aí grassa sobre uma matéria que devia aproximar mais do que afastar, devia procurar consensos em vez de produzir insensatez e por aí adiante…

Esta matéria, sensível, da revitalização e requalificação do centro histórico, seja ele o “nosso” ou outro qualquer, começa por requerer bom senso na análise e distanciamento q.b. sobre interesses próprios. Além disso, requer de todos os intervenientes uma atitude positiva e de respeito mútuo. Um denominador comum, as pessoas. Sem elas, sob qualquer capa que seja, não existe centro histórico, não existe cidade…

Este denominador comum assume a forma de residente ou morador, aqui o conceito pode diferir, empresário dos vários ramos de actividade, trabalhador assalariado, cliente, visitante, turista, decisor político e, pasme-se, de “bota abaixo”, sendo que neste encarnam personagens de dupla capa…

Todos os atrás referidos, mesmo os “bota abaixo” estão convocados para a necessidade de em conjunto procurar consensos e alternativas que resolvam de forma eficaz os problemas de uns e queixas de outros, para procurar atingir o entendimento entre todos e assim construir um centro histórico revitalizado, de e para todos. Esta missão começa no respeito de todos por todos, se assim não acontecer, e não acontece como se sabe, a discussão está desde logo inquinada.

Aos moradores e residentes cabem certamente razões que são atendíveis e entendíveis, aos empresários, seja eles quem forem e do ramo que forem, idem e aos que usufruem sob qualquer forma de igual modo. Às autoridades policiais cabe fiscalizar e fazer cumprir Lei, a todos… Para as autoridades com responsabilidades políticas cabe regular e promover a efectiva revitalização do território em causa.

Ora, por incrível que possa parecer, ou não, o que temos vindo a assistir é a negação de tudo aquilo que deve envolver esta “discussão”. Muito por culpa daqueles que mais usufruem e que mais interessados deviam ser na revitalização do centro histórico. Interesses cruzados, sentimentos de “posse de quinta”, mesquinhez e falta de visão global e de conjunto, têm marcado esta discussão.

A meu ver estamos perante um problema de mentalidades, em vez de se adoptarem posturas activas e positivas opta-se por discursos “calimero” e por posturas negativistas de pura negação cega de tudo aquilo que não é do “seu” puro interesse. Perde-se tempo no ataque cobarde, na acusação mesquinha e na “defesa” do quintal, em vez de se procurar contribuir, em palavras e actos, para um melhor centro histórico, de todos e para todos, onde se pode viver, onde se pode trabalhar e onde se pode usufruir, ou seja, onde “todos” possam viver.

A revitalização do centro histórico começa na mudança de atitudes e mentalidades. Infelizmente, nesta matéria, constata-se que, nalguns casos, o caminho não será fácil…

O centro histórico não é meu, não é teu… É de todos nós!

No CDS é festa com todos… ou quase todos…

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images-1Sem surpresa e como já anteviam os próprios, foi eleita a nova Comissão Política Distrital de Viseu do CDS. Parabéns aos eleitos, mormente ao re-eleito Presidente José Hélder do Amaral.

Sobre estas eleições pouco ou nada há para dizer. Mais apregoada, em antecipação, que as ditas eleições, foi a posse de mesma já no próximo dia 18, em conjunto com as concelhiasimages  recentemente eleitas e nas quais se inclui da Viseu, que aliás, diga-se em abono da verdade e porque é afirmado pelo própria estrutura, passou os últimos 3 meses, desde que eleita em 5 de Julho passado, a preparar esta grande festa que será abrilhantada com a presença do Presidente do Partido Dr. Paulo Portas.

images-2Em relação aos novos eleitos, surpresa só mesmo a inclusão de Carlos Cunha, candidato derrotado nas últimas e muito disputadas eleições para a concelhia de Viseu, que passa de “inimigo” a acólito… De resto, todos ao barulho, numa espécie de albergue espanhol, que em 2015 há eleições legislativas…

Quem, presumo, não terá gostado muito deste processo, da forma como foi conduzido e do que dele resulta, terá sido o actual(???) líder da bancada parlamentar do CDS na Assembleia Municipal de Viseu, Coronel Fernando Figueiredo(FF). Hélder 999997_629780207047009_2056605853_n-1Amaral, ao que julgo saber, não passou cartão aquele que foi seu companheiro de luta nas últimas autárquicas e fiel escudeiro nas “lutas” em torno das eleições de Julho para a Concelhia local.

A FF, ausente em Timor por questões profissionais, também já devem ter chegado ecos do que se passou na última Assembleia Municipal de Viseu, onde o CDS e 421834_605632426128454_1298566268_nnomeadamente FF, foram fortemente visados criticamente pelo Presidente do Município sem que existisse uma qualquer “bazookada” de resposta por parte de quem quer que fosse do CDS, nem “na hora” por parte dos restantes deputados municipais, nem à posteriori por parte do Vereador presente na reunião, o “substituto” Vítor Duarte, ou da concelhia eleita, se bem que esta última se encontrava “impedida” de o fazer pois ainda não tomou posse…

É de crer que “bazookas” tenha começado a “limpar as botas”… para ir à festa do dia 18…

Resta desejar aos eleitos votos de bom trabalho, o distrito e o país precisam de um CDS forte, presente, participativo e responsável.

Que assim seja.

Afinal são já dia 11…

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10468680_688372021255823_152328367447792567_nQuase passavam despercebidas, mas aí estão as eleições para os órgão distritais do CDS-PP, convocadas em 10 de Setembro…

Publicada fora de prazo, certamente por lapso dos serviços HAcentrais do Partido, aqui fica a lista, única, candidata que apresenta Hélder Amaral como candidato a Presidente da Comissão Política Distrital e António José Coelho para a Mesa do Plenário Distrital.

A posse, bem essa não demorará muito, deve ser já dia 18, data em que tomam posse várias concelhias, incluindo a de Viseu, espera-se…

Sábado, dia 11, lá irei cumprir com o meu dever de militante e “botar” o voto…

 

 

92 dias depois… Onde andas tu CDS?

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Cumprem-se hoje, 5 de Outubro do ano da graça de 2015, 92 dias, ou se preferirmos 13   semanas, sobre a eleição da “nova” Comissão Política Concelhia(CPC) de Viseu do CDS-PP. Disso mesmo demos conta por aqui, realçando que essas eleições traziam “à evidência um CDS motivado, renovado e com alternativas credíveis ao nível local”…Captura de ecrã 2014-10-5, às 13.41.29 Eleições renhidas e muito participadas, da qual emergiu como 1921999_10201935796431107_7972333063828102553_nlíder Joana Couto de Sousa, conforme se lia nesse mesmo dia na página oficial da CPC de Viseu no facebook e onde se anunciava para breve a tomada de posse… 3 meses depois… Continuamos, os militantes, a aguardar pela posse, resta saber ser continuarão os viseenses a aguardar por este CDS…

Viseu, Setembro de 2014…

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E eis que entrámos no outono, época do ano que antecede o inverno e se segue ao verão. Começam a cair as folhas, a paleta ganha novas  cores, os cheiros mudam, mas a cidade, essa, continua… Ali, no mesmo sítio de sempre, com a mesma agitação de sempre, é ela, a cidade…

Foi tempo de feirar, foi tempo de vindimar, foi tempo de viver a cidade, tempo esse que é eterno e que não definha por ser outono, tempo de vésperas de um inverno que se aproxima…

A cidade vive e vive-se intensamente. Vive-se por si e per si, pelos múltiplos eventos que nela ocorrem, pelos seus monumentos, pelas suas ruas, vielas e calçadas, pelas suas gentes, as que nela habitam e as que a visitam. A cidade é conjunto de tudo, é um todo que não se pode separar nem procurar dividir.

Mas a cidade não é só o seu burgo, o seu casco histórico, ou as suas praças mais emblemáticas aonde todos acorrem e onde tudo parece perfeito, mesmo que o não seja. A cidade são os cantos menos claros, os bairros, lugares e aldeias que a circundam, a cidade é, hoje, tudo o que nela vive, dela vive e para ela vive…

Posto este intróito, longo, quase queiroziano, interessa fazer a reflexão sobre a cidade que temos, mas decisivo é, reflectirmos sobra que cidade queremos no futuro. É esta a discussão que realmente importa. Saber para onde queremos ir, porquê e como. O passado já foi, não se apaga por vontade dos homens nem de qualquer outra força, existiu, ficou. O presente, esse pode ajudar a definir o futuro mas, para que isso aconteça, é necessário que saiba a primeira condição de qualquer viagem que se queira de sucesso,  para onde vamos???

E é esta discussão,  para mim mais importante que qualquer outra, que interessa fazer. Discussão séria, franca e em campo aberto. Sem tibiezas, preconceitos ou receios de qualquer espécie, onde todos opinam, reflectem e discutem a sua cidade.

Para este fórum todos devem ser convocados, os que cá estão e os que não estão, mas que pelo mundo fora, fazendo parte da diáspora que se espalha pelos quatro partidas do Mundo, carregam consigo a sua, nossa, cidade.

Fica aqui o desafio para a organização de um grande fórum de discussão sobre o futuro da nossa cidade, desafio esse que compete a todos aceitar e participar. Eu, da minha parte, direi: PRESENTE!

(artigo publicado  na edição nº 4 da LINK VISEU) 

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