“Silly” ou não, é a “season” cá da malta…

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Eis que chegamos a Setembro, suposto final de férias, “dead end” da denominada “silly season” politiqueira, a qual já foi bem mais interessante do que nos dias que correm…

Mantendo o registo, estamos então, em fase de “rentrée”, mas só para alguns, pois outros houve que não saíram de cena, ou não estivessemos em época de Feira de S. Mateus e a malta, mesmo dizendo que não, o que gosta mesmo é de “feirar”…

10488181_10204321341015219_2701961594739855324_n-1E feirar é o que tem feito António Almeida Henriques, edil de Viseu cidade região e com aspirações a líder regional. É que apesar das férias, a malta da “propaganda” não se cansa e vai que é um corropio… Ele é Volta a Portugal, ele é festa das Vindimas, Gabinetes do Agricultor e ciclistas outra vez, pelo meio ainda deu para ir ver o Académico ao Fontelo,10645304_1532237556994530_1137400549251394536_n lançar a requalificação do Largo do Arraial na “independente” Abraveses e para dar uma “mão” na Feira de S. Mateus ao som das concertinas do grande Canário… Aliás, a Jorge Sobrado, também conhecido como o “Biriato” dos tempos modernos, só lhe falta cantar à desgarrada, sendo que “desafiantes” não faltam nem vão faltar…

Animado e “quente” vai o verão socialista, mergulhados numa autêntica “jihad” pelo poder onde vale quase tudo, também a nível local, as eleições para a Federação Distrital estão ao rubro. Acácio Pinto e António Borges vão votos este fim-de-semana num clima 10538569_288975371281699_5139794759397608584_nde grande crispação interna, mas com as quotas em dia e concelhias renascidas. António Borges, a fazer fé na “cacique-ó-sondagem” que a sua candidatura fez nos últimos dias, é apontado como provável vencedor. Habituado a ganhar, Borges, o candidato do sistema, 10687089_678000338961615_1100672476958641454_napoiante e apoiado por Seguro, colocou no terreno toda a sua sapiência em matéria de campanhas e eleições surpreendendo um Acácio Pinto que ainda acredita que são as ideias que ganham eleições.

Calmo e temperado foi o verão laranja, com a questão distrital arrumada com a291762_2222711610675_1595365208_n manutenção, conveniente, de Mota Faria na liderança da distrital, talvez como prémio pelos resultados eleitorais alcançados, cabe a Pedro Alves dar as cartas. Aquele que já apelidaram de “mourinho” das beiras vai dando o “jogo” conforme pode e deixam, resta saber até quando…

HACom a concelhia local, essa sim, literalmente de férias, eleita faz hoje precisamente 2 meses, à espera de “posse” mas com vontade de “feirar” em grande já no próximo dia 12, o CDS, cuja distrital irá brevemente, ou não, a votos, teve um verão aparentemente calmo e sereno, com Hélder Amaral a procurar “arrumar” a casa. Apesar de algumas movimentações é provável que não tenha oposição…

A grande novidade deste verão na política local é a saída do PCP da sua histórica sede em Viseu, porque até já os avisos “vou voltar” de Fernando Ruas se tornaram banais e recorrentes, perdendo assim toda a graça.

Assim sendo, parece-me que “rentrée”não se justifica, que continue a…

Viseu, “link” para o Século XXI…

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10383503_770025703060746_7206571137780216071_nViseu é uma cidade de pequena/média dimensão europeia, segundo os últimos censos(2011), o concelho tinha 99.274 habitantes, respeitando à cidade cerca de 66 mil, o que a atira para um 12º lugar entre as cidades mais populosas do país, à frente, por exemplo, da cidade de Aveiro com apenas cerca de 55 mil “moliceiros”, mas que compara com os cerca de 152 mil de Salamanca e 311 mil de Valladolid…

Simpaticamente, apesar de tudo, assumimos que nos dias de hoje “seremos” já mais de 100 mil os que por “terras de Viriato” se vão fazendo à vida, mas não sem fazer a vida…

Viseu, cidade região, procura cada vez mais afirmar-se como a “capital” de uma vasta região de entre Douro e Tejo nas mais variadas vertentes. Considerada por muitos como a melhor “cidade para viver”, assinatura constante da sua própria marca, Viseu encontra-se na encruzilhada própria de quem procura mudar o paradigma, o paradigma de uma cidade que cuidou do edificado e do betão, olhou de soslaio para a economia e com muito pouco critério para os aspectos da dimensão cultural e da criação das condições necessárias para a afirmação de Viseu como uma “cidade de futuro” no contexto competitivo do 3º milénio, onde tudo ocorre à escala global, ou não estivéssemos nós a viver em pleno processo de globalização, para o bem e para o mal.

Assim sendo, o caminho a percorrer passa por tornar Viseu, cidade região, numa cidade competitiva, capaz de atrair e fixar “capital” de toda a espécie e, ao mesmo tempo, gerar desenvolvimento a todos os níveis, que levem a que se torne numa cidade sustentável, logo, uma cidade de e com futuro.

No paradigma do 3ª milénio, é preciso “arejar” a cidade, procurar a afirmação da sua identidade própria e da sua marca, mais do que isso, aproximar cada vez mais a imagem do que se projecta à realidade quotidiana.

Viseu, cidade região, urbe de eventos multidisciplinares, onde a inovação também tem lugar, capital inequívoca do Dão, senhora de uma monumentalidade única, onde se cruzam referências históricas do antes e pós nascimento da “portugalidade”, não pode falhar o desafio que tem pela frente de “ganhar” o futuro nas suas mais variadas vertentes.

Temos assistido a uma interessante “movida” cultural e social, a uma aposta na afirmação da marca “Viseu” em moldes diferentes do que até aqui foi feito, se é que o foi. Procura-se urge credibilizar e dar qualidade ao que se faz. Abrir as janelas, promover a discussão e o debate, envolver todos na estratégia e na acção, mas sem nunca quartar o espírito crítico e a capacidade de sonhar, ousar e procurar concretizar do individuo e tão própria da natureza humana, até porque subjacente à cidade está o Homem, em toda a sua dimensão.

Se hoje “crescemos” em relação a ontem, também sabemos que o caminho que há por fazer é longo, não sem obstáculos nem adversários, mas é seguramente um caminho para o qual todos estamos convocados…

Viseu tem de ser o “link” de ligação entre todos, se assim for, seremos uma cidade de e com futuro.

(artigo publicado  na edição nº 3 da LINK VISEU)

15 anos de vida, 15 anos de Irish…

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10349139_671834082872430_7425242780933607127_nTem tudo para não ser aquele “bar”, mas tem tudo para ser o Irish… o bar do Adão, ou melhor, a “casa” onde o Adão recebe os amigos, os amigos dos amigos e os amigos dos amigos dos amigos…

E isto é o Irish, casa onde todos vão, onde todos cabem e têm lugar, encontro de gerações por onde passam avós, pais, filhos e netos. Em 15 anos já várias por lá têm passado e vão regressando, vão passando e vão ficando…

Porque isto é o Irish, sede de animadas tertúlias de futebol, política e religião, onde já se mudou este mundo e o outro… casa onde se sabem as notícias pelo jornal, tv ou pela boca anónima de quem entra pela porta e é sempre recebido com um sorriso… e um simpático “que deseja?”.

Porque isto é o Irish, onde a música não está alta nem baixa, onde se está no Verão e Inverno, Outono e Primavera. Onde se vai de manhã, à tarde e à noite. Onde se estendem madrugadas, onde se sonha um mundo melhor…

Porque o Irish é cultura, é “marca” indelével da cidade, é essa cidade reunida num ponto10009846_630108063711699_1858701906_n só, se tal fosse possível… Respira-se a cidade, sente-se o pulsar da gente que somos e daqueles que nos visitam…

Porque o Irish são os amigos, os conhecidos e os outros… Porque o Irish é a alegria e é a tristeza, é a vida e é a “outra vida…

Porque o Irish são 15 anos de vidas, todas diferentes mas todas tão iguais…

Parabéns ao Irish, parabéns a todos os que no Irish dão ou deram o seu melhor, parabéns a todos nós.

1530351_681974578528232_772460454_nAdão, Hemingway, escritor e jornalista norte-americano, escreveu um día: “Mesmo quando eu estava em multidão, eu estava sempre sozinho”, não conheceu o “nosso” Irish… A ti Adão, a ti… pouco posso dizer para além de um obrigado…

A banhos… foram ou estão?

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imagesAgosto mês de “ida a banhos” a que alguns chamam de “silly season”, convida ao relax e a alguma “preguiça” mais que natural e serve para retemperar e revigorar forças e estados de espirito para um “novo ano”. É, também, altura para algumas reflexões sérias e profundas,  promover inflexões e dizer alguns disparates, coisa que muitos já fazem durante o resto do ano… Valha-lhes Agosto…

Políticamente instituído está que Agosto é mês quase santo, mormente durante a 1ª quinzena do dito, após o que chega a famosa rentrée, outrora celebrizada pelo pic-nic cavaquista do Pontal…

Estando nós em tempo de vésperas da rentrée política local, se é que a mesma existe ou as mesmas existem, nada melhor que “verificar” o actual Estado d’Arte…

Olhando para os três(3) partidos que verdadeiramente contam, nomeadamente para as suas estruturas locais concelhias, a análise produz uma interrogação: Existem?

Existir,  existem, agora…

Comecemos pelo PSD, força do “poder” autárquico e não só, com nova liderança desdenova-concelhia-do-PSD-Viseu-2-201x300 Abril do corrente, onde Joaquim Pedro sucedeu ao quase “dinossauro” político Guilherme Almeida, colando assim, em definitivo, o poder em António Almeida Henriques, num erro de visão estratégica deste último e que o futuro se encarregará de demonstrar, o mais tardar nas próximas eleições para a secção… Pelo menos já levou a rapaziada à capital,o que no ano em que não há Malafaia…

Adelaide-Modesto-1O PS, bem o PS, anda entretido há muito com os problemas internos de liderança nacional, o que tem desviado o focus de acção e atenção. Sendo a principal força da oposição local, exigia-se mais. Adelaide Modesto tem feito jus ao nome, num exercício complicado de sobrevivência em campo minado e dividido como é o PS local. A ver vamos se a rentrée nos trás um PS mais interventivo e “vivo”… 10550856_810330415658653_8279486539794942865_n

O CDS local, saído a 5 de Julho de um vazio “enorme” de liderança com umas eleições disputadas voto a voto e das quais emergiu Joana Couto de Sousa como líder, aguarda-se que tome posse em tempo útil…

Discutir, debater, confrontar, apresentar ideias, criticar, discordar e concordar, são factores normais na actividade e no exercício da política e da própria cidadania e dela decorrem, por muita que isso possa fazer confusão a uns quantos, mais preocupados que estão com o seu umbigo e lugar no retrato, muito ao estilo “não te mexas, que podes cair”…

Esperemos então, que a rentrée nos traga uma nova dinâmica e atitude na política local, a cidade e o concelho só têm a ganhar.

 

 

 

 

Feirar incomoda? Mudar também…

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10537878_894454230570821_6952976707433155388_nNunca tantos de forma tão clara e aberta criticaram o programa ou cartaz da Feira de S. Mateus, anos e anos de mesmo e do mesmo em dose revista e aumentada de popularismo bacoco pró-parolo e muitos dos que calaram ou apenas em surdina o disseram agora dão asas à liberdade poética e democrática da arte de “mal-dizer” e criticar. Saúda-se a intervenção cívica, saúda-se a crítica e é positivo ver, agora, muitos a subscrever o que alguns já há muito dizem.

Se outro mérito não tivesse, que tem, este cartaz aliado ao “feirar” que todos fazem e que é “chic” criticar, só pelo simples de facto de abrir as consciências para a realidade daquilo que era e ainda é a “nossa” Feira já cumpriu em muito a sua função. Basta percorrer as redes sociais, a blogosfera local, ouvir as conversas de café, etc… Todos falam e opinam, se primeiro era sobre o “FEIRAR” e o octógono presente na simbologia da Feira, por acaso já aparecia no cartaz do ano passado, agora é a desancar num programa que não sendo uma “riqueza” sempre é qualitativamente melhor em comparação com os anteriores, dos quais ainda enferma de “influências” e “coincidências”…

Assim sendo e em face dos disparates que  por aí tenho visto, fruto seguramente de falta de informação e, nalguns casos, para enfileirar no pagode, também me acho no direito constitucional de emitir a minha opinião, respeitando quem pensa de maneira diferente e tem opinião diversa, sabendo, no entanto, que haverá quem não tenha a capacidade de exercer o inverso.

Tenho para mim, que este “programa das festas” tem logo como efeito imediato a demonstração cabal de que é possível fazer mais e melhor, este tenderá a ser o último nestes moldes e podia ser o primeiro de uma nova era se tivesse sido gizado sem as “sombras” coincidentes de anos anteriores e a necessidade de respeitar públicos tão diversos e opostos como os que dão vida à Feira de São Mateus. Acresce que programar tantos dias, 36, respeitando um orçamento contido, para quem não sabe 1 milhão de Euros, que comparam com 1,3 milhões de euros da Expofacic de Cantanhede, a qual dura apenas 10 dias, não é seguramente tarefa fácil.

Polémicas à parte, a mera comparação do que apelido de “cartaz principal” agora apresentado com o do ano pretérito,  produz as constatações visíveis na seguinte infografia:

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  • Augusto Canário e as suas concertinas e  Sons do Minho, não figuram no cartaz de 2014 mas repetem a presença, coincidentemente no mesmo fim-de-semana. Coincidência que repetem Tony Carreira e Quim Barreiros…
  • Qualitativamente, na minha modesta opinião, as saídas e entradas no quadro principal equivalem-se, existindo uma clara limpeza ao nível do nacional cançonetismo, para ser simpático na denominação…

Não é o cartaz que a cidade-região e o certame exigem no contexto do novo ciclo que se anuncia e para o qual se caminha seguramente, sendo este um ano “zero” de um futuro diferente, quero crer ser este o cartaz possível, como de igual modo teremos a feira possível…

Como todas as mudanças, também esta mudança no paradigma da Feira de S. Mateus, esbarra em interesses instalados e na inércia própria de quem vê na mudança sempre um perigo.

Uma coisa é certa, pior do que o nível a que se chegou é difícil para não dizer impossível.

Eu quero a “feira da minha infância” de volta

 

Fernando, o passado foi lá trás…

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img_145x94$2014_07_30_21_15_39_229306Um ano quase volvido sobre a sua saída da Presidência do Município de Viseu, Fernando Carvalho Ruas dá-se conta que afinal a sua dimensão não se projectou para além da de autarca…

Finalmente deverá ter percebido porque nunca foi verdadeiramente importante no seu partido, onde nunca passou da Mesa do Congresso, porque nunca foi Ministro ou mesmo Secretário de Estado, porque a sua voz pouco foi ouvida, com claros prejuízos para o concelho a que presidia. Na “Europa” Fernando não se sente útil, afinal de contas ninguém liga à diferença entre carvalhos e cerejeiras… A dimensão é outra…

Ora já todos percebemos que Ruas não ultrapassou o trauma de sair de cena ao fim de 24 anos, o homem está mal resolvido consigo mesmo e com o mundo.

Mas Ruas também pouco se importa com isso, continua, qual menino mimado a quem tiraram o brinquedo e num estilo muito “quixoteano” a espalhar aos quatro ventos que quer retornar à Câmara, que ninguém lhe tira esse direito, etc., etc….

A ambição de Ruas esgota-se no Rossio e o Caramulo é já ali… Fernando parece obcecado com o regresso, mas não um regresso normal, mas sim um regresso de “revanche”, de afinal quem manda sou eu… Está no seu direito.ng3420120

Com um “VIRIATO D’OURO” para receber, Fernando Ruas ainda não percebeu que o seu tempo já foi, que agora é hora de ele próprio tentar novos desafios e crescer… Era um favor que fazia a si próprio e poupava-se a uma enorme desilusão.

Com estima e consideração…

 

 

 

Federação? Não… Lista…

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Anda animado o PS, tanto nacional como local. Ele é eleições primárias, essa “coisa” supostamente democrata que é a de 10364177_1437195086561153_7435398757189487040_ndeixar que quase todos, para não dizer qualquer um, decidam na nossa casa. Sim, que a diferença entre este género de primárias e o votar entre os amigos se devemos casar com a “Maria” ou com o “José” é pouca e pode resultar num “casamento” inadequado e que de todo não se queria.

Mas este populismo barato é um problema do PS e dos seus militantes, a eles caberá arcar com os resultados e consequências…

Animados e muito, andam os socialistas cá da paróquia e arredores. É que ainda antes desse acto democrático, a 6 de Setembro, há eleições para a Federação Distrital de Viseu. Para  muitos, estas são consideradas um barómetro, pelo menos no lado dos militantes, para as “primárias” de 28 de Setembro. Uma espécie de Costa versus Seguro dos pequeninos…

935897_568951496494812_1387822191_nJoão Azevedo, actual Presidente da Federação, optou por não se recandidatar, terá as suas suas razões. Fica o registo da simpatia pessoal que nutro pelo mesmo, quando nos cruzámos no “mundo político” existiu sempre um respeito e cordialidade mútuos.

Assim sendo, temos de um lado António Borges, ex-edil de Resende, vice-presidente do FCP, nº 2 de Azevedo na Federação, apoiante de Seguro.  Do outro Acácio Pinto, deputado, Presidente da Assembleia da CIM Vise Dão Lafões, ex-Governador Civil, Ex-candidato derrotado ao Município do Sátão,  apoiante de Costa. Norte contra Sul…

António Borges, conta com o apoio de Miguel Ginestal, Acácio vai a jogo com o apoio de José Junqueiro. Borges conta com os votos do norte do distrito, mormente Resende e Lamego e espera para ver o “peso” de Ginestal em Viseu. A seu favor o facto de, ao que parece, a norte a malta ter quase toda as quotas em dia, condição essencial para votar, o que parece já não ser verdade mais para o sul do distrito, onde Acácio Pinto colhe mais apoios…

Mas um dos aspectos mais interessantes destas eleições, é o facto de, mais uma vez, Viseu concelho não conseguir gerar uma candidatura à liderança da Federação distrital. Com militantes de “peso” como Miguel Ginestal, Paulo Ribeiro Simões, Fernando Cálix ou João Paulo Rebelo, um punhado de interessantes e promissores “jovens turcos” como Bernardo Simões, José Pedro Gomes, Manuel Mirandez, Vítor Simão e Sara Calhau, o PS Viseu, fica, mais uma vez a ver “passar os navios”… ou estará a reservar-se para apenas ir a jogo em 2015? Não esqueçamos que segundo os estatutos socialistas, a seguir a qualquer acto eleitoral, há eleições para os órgãos locais… 1910488_262620363934357_5432336825125121820_n

Borges tem fortes hipóteses de sair vencedor, tem uma certa aura de vitória, de sucesso, de competência com provas dadas… Mas está muito enfileirado a norte e com o norte do distrito. Se para Viseu já não é positivo “não ter” a Federação, pior não deve haver do que a ver na mão daqueles que se pudessem noutro lado estariam…

10421206_10202189769688091_3814456782482163742_nAcácio Pinto, candidato simpático, com apoios de monta, figura por todos respeitada, profundo conhecedor de todo o distrito, tem fortes apoios a sul, mas terá como grande opositor, muito provavelmente, as quotas…

Pelo que representam, pelos apoios que apresentam, pela “guerra” que se avizinha e adivinha, esta contenda Borges-Pinto pode muito bem ser um barómetro para as primárias de 28 de Setembro.  Mas será, seguramente, uma espécie de “salvo-conduto” para quem se ganhar a 6, perder a 28, não só para o candidato, mas sobretudo para alguns dos que os apoiam. Pois mais do que a liderança da Federação, discute-se a composição da lista de deputados nas legislativas de 2015…

O GES, o BES… e a justiça qualitativa… uma reflexão

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Por vezes dá-me assim uns tiques de “esquerda operária” reaccionária e sindicalista pró-greve que me levam a fazer greve à escrita, alguns amigos chamam-lhe “preguicite” aguda na forma e no verbo… Hoje, revigorado pelos banhos de mar na “minha” praia de sempre, dei por mim aqui à beira mar sentado…

images-1Adiantando, com o país em choque total com o “roubo” do GES no BES, bem pior que o caso BPN, em tudo, mas,bes-2-2159 também e sobretudo, nas repercussões políticas de um caso que a todos vai tocar, da esquerda caceteira à direita popular, passando em muito pelos partidos e personalidades do denominado “arco da governabilidade”, José Sócrates é só o primeiro de uma lista  de muitos dos que são e foram poder nos últimos 20 anos, outros se seguirão de outros e do mesmo quadrante, com mais ou menos propriedade nas acusações e/ou suspeitas que, selectiva e criteriosamente, o “segredo de justiça” vai derregando aqui e ali…

safe_image.phpNão tardará e veremos, estou certo, figura de proa do actual “establishement” alvo dessa “derrega” informativa com epicentro no terceiro poder, o qual tem como ídolos e ícones Baltazar Gárzon e António Di Pietro, mas que, mesmo tomando o exemplo destes e dos seus feitos e actos, estão a anos luz da sensatez, discernimento e respeito pelo indivíduo que sempre demonstraram.

A minha percepção é de que vivemos num país em que se é culpado até prova em contrário, em que a justiça, ouimages-2 alguma justiça, se preocupa mais com as 1ªs páginas do Correio da Manhã e com os programas matinais de “catequisação” das tv’s generalistas, onde se dão sentenças e se escrutinam processos de forma avulsa e irresponsável e quase sempre sem consequências para quem fala sobre o que não sabe. Tome-se o exemplo do agora arquivado “Caso  do Meco”…

O país precisa de muito, de muita renovação, de muita regeneração a todos os níveis, mas precisa também e muito de mais e melhor justiça, não quantitativa mas de preferência qualitativa.

 

Uma “nova feira”…

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A 8 foi dada a conhecer, a 8 vai abrir, 8 lados tem o seu símbolo, em estreita ligação com o octógono que constitui a Cava de Viriato e é hoje a representação em símbolo da cidade e da sua marca, 8 é, também, o mês em que se inicia e 8 são as grandes áreas em que se divide o recinto… da FEIRA DE S. MATEUS, edição de 2014.

Apresentada ontem de forma diferente e com uma roupagem nova, a edição 2014 deste certame não configura uma feira nova, mas é, com toda a certeza, o início de uma “nova feira”.

10511095_887722147910696_7722100055394428865_nCom uma nova imagem, actual, trendy e a rasgar com o passado, pouco rico nesta matéria, diga-se, a fazer a ligação à marca da cidade e à Cava de Viriato, “general pastor” que vê regressar o seu dia depois de 85 anos de esquecimento, e sob o lema, já controverso, “NÓS FEIRAR” (afinal quem não feira?), esta edição da Feira de S. Mateus procura, nitidamente, marcar um novo rumo, um novo ciclo para um certame que, de ano para ano se vinha degradando a todos os níveis. Já em 2009, alguém para isso alertava…

A Feira carece de mudanças, tal como a conhecemos hoje é pouco atractiva, não é bonita e já não preenche o imaginário de crianças e adultos como outrora. A Feira “perdeu-se”, precisa de se reencontrar consigo própria e com quem a visita. Algo que não sendo difícil, também não será fácil. Algumas vozes já se ouvem ao longe e em surdina, criticando a “mudança” que se impõe. Caricato é que algumas são daqueles que mais criticavam o marasmo e a degradação contínua de uma feira que cada vez menos acrescentava valor…

As bases dessa “revolução silenciosa” estão lançadas, são conhecidas. Não é uma corrida contra o tempo, mas com o tempo, necessária e natural para recuperar e relançar uma feira com 622 anos…

Da “nova feira” registar pela positiva a aposta no DÃO como vinho oficial da mesma, o que para mim constituiu uma forte aposta na consolidação da estratégia “Viseu cidade região” preconizada por Almeida Henriques e seus pares.

Quanto ao “cartaz” da feira, muito há para mudar até que se consiga atingir novos públicos e ultrapassar a barreira de algum neo-parolismo reinante em anos anteriores.

Resumindo, temos pela frente o início de uma “nova feira” que se quer moderna, atractiva, segura e acolhedora para todos.

Captura de ecrã 2014-07-9, às 14.47.31

O antes, o 5 e o depois…

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Antes de irmos à análise dos resultados e da campanha das eleições para a concelhia de Viseu, uma palavra para os candidatos, ambos dignificaram o partido e o acto em si, estão ambos de parabéns, bem como as suas equipas. A ambos cabe agora a responsabilidade de trilhar o caminho do CDS.

10444656_804252719599756_1222291418050302760_nEstas eleições, muito esperadas e que pecaram por tardias, trazem à evidência um CDS motivado, renovado e com alternativas credíveis ao nível local. Os resultados assim o mostram, Joana Couto Sousa é a nova Presidente da Comissão Política Concelhia, venceu por 1 voto… Carlos Cunha, não ganhou por 2 votos, mas registe-se, as sua listas candidatas aos restantes órgãos venceram, Jorge Azevedo foi eleito Presidente da Mesa do Plenário Concelhio, onde tinha como opositor Francisco Mendes da Silva e a Lista patrocinada por Carlos Cunha elegeu mais delegados à Assembleia Distrital.

Uma vitória é sempre uma vitória, Joana Couto Sousa venceu, mas aqueles que pensavam que Carlos Cunha “não existia” ou que estaria condenado a bater em retirada, esses perderam… os resultados assim o demonstram e mostram à saciedade que Cunha é incontornável no CDS de hoje e amanhã.

Resultado “renhido” e dividido, estas eleições pecaram pela ausência de debate de ideias e pela tentativa de condicionamento das mesmas a uma questão fulanizada num “gosta, não gosta”. Estratégia errada…

Joana herda um partido pujante, com vida, unido no essencial mas a precisar de cuidados vários e urgentes no que pode parecer acessório mas não é. Joana ganhou as eleições, agora tem que ganhar o partido. Unindo e fazendo pontes, dinamizando o triângulo concelhia-vereador-assembleia municipal, abrindo o partido à sociedade, centrando o debate no futuro e fazendo do CDS a casa de todos aqueles que acreditam que é possível e indubitavelmente preciso fazer mais, fazer melhor, mas sobretudo fazer diferente.

Com um PS  local adormecido e mergulhado nas lutas internas de poder, um PSD “abafado” pela gestão fortemente personalizada de Almeida Henriques e onde os outros vão fazendo o que podem, a este CDS cabe afirmar-se como uma voz crítica mas responsável, cabe afirmar-se pela capacidade construtiva de diálogos, cabe afirmar-se como a voz dos que querem e acreditam que é possível fazer melhor.

 

 

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