Uma “nova feira”…

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A 8 foi dada a conhecer, a 8 vai abrir, 8 lados tem o seu símbolo, em estreita ligação com o octógono que constitui a Cava de Viriato e é hoje a representação em símbolo da cidade e da sua marca, 8 é, também, o mês em que se inicia e 8 são as grandes áreas em que se divide o recinto… da FEIRA DE S. MATEUS, edição de 2014.

Apresentada ontem de forma diferente e com uma roupagem nova, a edição 2014 deste certame não configura uma feira nova, mas é, com toda a certeza, o início de uma “nova feira”.

10511095_887722147910696_7722100055394428865_nCom uma nova imagem, actual, trendy e a rasgar com o passado, pouco rico nesta matéria, diga-se, a fazer a ligação à marca da cidade e à Cava de Viriato, “general pastor” que vê regressar o seu dia depois de 85 anos de esquecimento, e sob o lema, já controverso, “NÓS FEIRAR” (afinal quem não feira?), esta edição da Feira de S. Mateus procura, nitidamente, marcar um novo rumo, um novo ciclo para um certame que, de ano para ano se vinha degradando a todos os níveis. Já em 2009, alguém para isso alertava…

A Feira carece de mudanças, tal como a conhecemos hoje é pouco atractiva, não é bonita e já não preenche o imaginário de crianças e adultos como outrora. A Feira “perdeu-se”, precisa de se reencontrar consigo própria e com quem a visita. Algo que não sendo difícil, também não será fácil. Algumas vozes já se ouvem ao longe e em surdina, criticando a “mudança” que se impõe. Caricato é que algumas são daqueles que mais criticavam o marasmo e a degradação contínua de uma feira que cada vez menos acrescentava valor…

As bases dessa “revolução silenciosa” estão lançadas, são conhecidas. Não é uma corrida contra o tempo, mas com o tempo, necessária e natural para recuperar e relançar uma feira com 622 anos…

Da “nova feira” registar pela positiva a aposta no DÃO como vinho oficial da mesma, o que para mim constituiu uma forte aposta na consolidação da estratégia “Viseu cidade região” preconizada por Almeida Henriques e seus pares.

Quanto ao “cartaz” da feira, muito há para mudar até que se consiga atingir novos públicos e ultrapassar a barreira de algum neo-parolismo reinante em anos anteriores.

Resumindo, temos pela frente o início de uma “nova feira” que se quer moderna, atractiva, segura e acolhedora para todos.

Captura de ecrã 2014-07-9, às 14.47.31

O antes, o 5 e o depois…

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Antes de irmos à análise dos resultados e da campanha das eleições para a concelhia de Viseu, uma palavra para os candidatos, ambos dignificaram o partido e o acto em si, estão ambos de parabéns, bem como as suas equipas. A ambos cabe agora a responsabilidade de trilhar o caminho do CDS.

10444656_804252719599756_1222291418050302760_nEstas eleições, muito esperadas e que pecaram por tardias, trazem à evidência um CDS motivado, renovado e com alternativas credíveis ao nível local. Os resultados assim o mostram, Joana Couto Sousa é a nova Presidente da Comissão Política Concelhia, venceu por 1 voto… Carlos Cunha, não ganhou por 2 votos, mas registe-se, as sua listas candidatas aos restantes órgãos venceram, Jorge Azevedo foi eleito Presidente da Mesa do Plenário Concelhio, onde tinha como opositor Francisco Mendes da Silva e a Lista patrocinada por Carlos Cunha elegeu mais delegados à Assembleia Distrital.

Uma vitória é sempre uma vitória, Joana Couto Sousa venceu, mas aqueles que pensavam que Carlos Cunha “não existia” ou que estaria condenado a bater em retirada, esses perderam… os resultados assim o demonstram e mostram à saciedade que Cunha é incontornável no CDS de hoje e amanhã.

Resultado “renhido” e dividido, estas eleições pecaram pela ausência de debate de ideias e pela tentativa de condicionamento das mesmas a uma questão fulanizada num “gosta, não gosta”. Estratégia errada…

Joana herda um partido pujante, com vida, unido no essencial mas a precisar de cuidados vários e urgentes no que pode parecer acessório mas não é. Joana ganhou as eleições, agora tem que ganhar o partido. Unindo e fazendo pontes, dinamizando o triângulo concelhia-vereador-assembleia municipal, abrindo o partido à sociedade, centrando o debate no futuro e fazendo do CDS a casa de todos aqueles que acreditam que é possível e indubitavelmente preciso fazer mais, fazer melhor, mas sobretudo fazer diferente.

Com um PS  local adormecido e mergulhado nas lutas internas de poder, um PSD “abafado” pela gestão fortemente personalizada de Almeida Henriques e onde os outros vão fazendo o que podem, a este CDS cabe afirmar-se como uma voz crítica mas responsável, cabe afirmar-se pela capacidade construtiva de diálogos, cabe afirmar-se como a voz dos que querem e acreditam que é possível fazer melhor.

 

 

Finalmente a 5 de Julho…

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Finalmente o CDS local vai a votos, apesar de alguns e contra outros tantos, apresentam-se 2 listas a sufrágio, o que é de saudar e demonstra a vitalidade interna do partido e é garante da pluralidade de ideias e de pessoas.

joana_coutoJoana Couto de Sousa e Carlos Cunha são os candidatos, cada um com a sua equipa e Carlos-Cunha1com as suas ideias, mas ambos imbuídos do mesmo espírito e da mesma vontade, recuperar o CDS, unindo e crescendo. Ambos, tenho para mim, são garantes da elevação do debate, que se quer e é preciso, ambos personificam um mesmo desejo, uma mesma vontade, ambos serão, com toda a certeza, dignos do resultado de 5 de Julho.

Como sempre afirmei, estive, estou e estarei de fora deste “combate”. Ao contrário do que alguns apregoavam e outros tantos julgavam, não sou “apoiante” de qualquer das listas, muito menos candidato ao que quer que seja, hoje  ou amanhã…

Dia 5 de Julho cumprirei o meu dever de militante exercendo o meu direito de voto, completamente livre e completamente solto…

Aos candidatos desejo uma boa “campanha”, que ganhe o melhor, sendo certo  que o CDS JÁ GANHOU!

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No rescaldo do jogo, o país e a urbe que temos…

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No rescaldo de mais um resultado “positivo” da nossa seleção no seu passeio por terras amigas de Vera Cruz e em10423960_1498344057050547_5248292920953950179_n tempo de vésperas de um São João e suas Cavalhadas trambelas, este ano, vá-se lá saber porquê, inspiradas nesse mítico e bravo “…general pastor, que se chamou Viriato”, para o qual, finalmente, a cidade começa a despertar e valorizar, como seu e como marco/personagem identificativo da mesma, mais vale tarde do que nunca…

Recentrando, nada melhor que olhar sobre o país e a urbe-região para nos fazer voltar à “doce” realidade de um país que vê “desaparecer” a sua única família de banqueiros e assiste à saída de cena do homem com mais poder em Portugal nos últimos 20 anos, Ricardo Salgado. O mesmo país cujo Tribunal Constitucional assume a sua génese de “funcionalismo público” no seu autismo pseudo-protector cujas consequências veremos num futuro não muito longínquo. É o mesmo país que vê uma oposição não alternativa a um governo de coligação que por este andar se arrisca a ser reeleito, não só por méritos próprios, que os tem, mas, principalmente, por falta de comparência de uma oposição que se entretém em brincar aos partidos, no melhor estilo “berlosconiano” que se não fosse trágico até dava para rir… Deu, pasme-se, para tudo e todos, os próprios incluídos, “esquecer” que o CDS perdeu um eurodeputado nas mesmas eleições que elegeram o fenómeno televisvo-ò-casteiro Marinho Pinto e seu acólito desconhecido, sinal preocupante do desnorte que grassa numa sociedade sem referências políticas de vulto e fortemente marcada pelo efeito “big brother” acrescido com as recordações do saudoso macaco Adriano…

Já cá pela urbe-região, festas e romarias não faltam, num frenesim intenso, digno de uma cidade que quer ser… o quê 1487446_1498680327016920_8948264928011753216_nlogo se vê e não tardará muito para que se comecem a ver os resultados da gestão de António Almeida Henriques e seus pares, mas, também, as interrogações sobre os mesmos… Por agora, António, goza ainda de crédito e simpatia, normal da quem chega e “abana”, baralha e volta a dar… Uma coisa é certa, pouco tempo tem sobrado… muito ainda há para fazer, nada melhor que, em jeito de leitura de verão, passar os olhos por aqui, até porque o saber não ocupa espaço e pode ser útil lá mais para a frente.

Se por um lado António vai “distribuindo o jogo”, por outro a oposição local vai passando discreta e inconsequente, tirando algumas raras excepções que acabam por esbarrar no “entusiasmo” de quem, uns mais do que outros, se deslumbrou… Nada que o tempo não ajude a resolver, veja-se o caso do CDS local que finalmente vai a votos, espera-se que depois de 5 de Julho, a normalidade se instale. Mais do que as pessoas, são as atitudes, métodos, ideias e vontade que fazem a diferença, aguardemos então…

Quanto ao resto, mundial à parte, espera-se um verão quente q.b., a todos os níveis…

 

 

 

No rescaldo do que foi… mas que podia não ter sido…

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E eis que depois de um curto, mas simpático interregno, que isto de escrever é coisa para se levar levando, para sossego de uns e desassossego de uns outros quantos, voltamos a um “tempo de vésperas” de um amanhã seguramente diferente de ontem…

Do rescaldo da noite eleitoral ressaltam várias evidências quer a nível nacional, quer local.
seguro-2967En passant e a nível nacional:

  • Relembrar que Tó-Zé está seguro na mudança, na dele está claro, e que realmente um novo ciclo se abre no PS onde o PREC vai levar à substituição do referido, restando saber se por “sangue novo” ou mais ao estilo “de volta para o meu aconchego” em modo socrático…
  • A coligação “Aliança Portugal” apesar do resultado menos bom, não leva a “sova” que alguns esperavam…
  • O Bloco consegue, apesar de tudo, manter-se à tona d’água, dando assim mais tempo a Catarina Martins & friends para brincarem de e aos políticos…
  • A CDU, não fosse a apresentação a destempo e a desmodo de uma moção de “desconfiança”, até quase que passava por ser um partido credível…
  • Portugal é mesmo um país simpático e solidário, veja-se o caso de Marinho Pinto, recém-saido da Ordem já com guia de marcha assinada pelo “povo” para o Parlamento Europeu, onde se vai juntar aos que mui criticou, fazendo justiça ao velho ditado “… junta-te a eles”… MPT e Marinho Pinto fazem lembrar o PSN e Manuel Sérgio, resta saber quanto tempo dura o “casório”…europeias-8a42
  • Por fim, é “irrevogável” que o CDS perdeu um eurodeputado, coisa pouca é certo, mas perdeu… É bom que na bruma da não vitória “esmagadora” de outros, não se esqueça este resultado, a sua génese e as suas consequências…
  • Quanto a Pedro Passos Coelho, está aí para lavar e durar, pelo menos até 2015 ou até quando o amigo Paulo quiser…

Captura de ecrã 2014-05-26, às 12.02.35A nível local, o que já se esperava:

  • A coligação ganhou sem esforço, pelo menos do CDS…
  • Fernando Ruas, o homem que a partir de agora garante que a Europa vai saber o que é uma cerejeira não foi tão determinante como alguns pensavam no resultado, basta ver os números do concelho de Viseu para o perceber… nada que surpreenda quem esteve no jantar de campanha de Viseu onde Fernando não teve “maior” calor que António Almeida Henriques… sinal dos tempos talvez…
  • O PS que apenas sobe cerca de 6.000 “cruzes” quando a coligação perde mais de 23.000… a mostrar que é seguro que
    por cá a sua praia é mesmo em Mangualde…Captura de ecrã 2014-05-26, às 12.03.08
  • O PC aguenta e o Bloco ainda vai ter direito a mais um jantar com os clientes do “Colmeia”…
  • Também por aqui a rapaziada achou piada ao Pinto, o Marinho diga-se… quando podia ter dado ajuda a um conterrâneo que liderava as hostes monárquicas, o Nuno Correia da Silva o qual, diga-se, merecia estar bem mais acima…

Terminada a árdua “campanha eleitoral” e a aproximar-se o verão, as atenções vão centrar-se no programa de actividades e variedades que o executivo liderado por António Almeida Henriques se prepara para apresentar ao povo e nas anunciadas eleições para a concelhia viseense do CDS, sendo que aqui reside o adicional interesse de já haver candidatos, eleições é que não… O que talvez explique a “forte” presença nesta última campanha das Europeias… Por uma questão de poupança e organização, talvez fosse de considerar a marcação das ditas para o mesmo dia das eleições para a Comissão Política Distrital, cujo mandato está a terminar…

 

 

Valeu a pena, o CDS reagiu…

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logo_cds_azulAfinal o CDS Viseu existe e mexe, ou pelo menos reage. Depois de um pequeno e singelo alerta aqui em Tempo de Vésperas, eis que foi publicado o “anúncio” da candidatura de Carlos Cunha, acompanhado de um esclarecimento não assinado e que tece algumas considerações que até seriam pertinentes, mas na falta de “paternidade”…

Esperemos que agora as “coisas” normalizem e em breve se realizem as anunciadas eleições para a concelhia local.

Um forte incentivo à Joana Couto de Sousa e ao Carlos Cunha, o CDS fica mais rico com a pluralidade e o debate de ideias. Estou certo que estarão à altura do acontecimento, sabendo, ambos, manter a elevação e postura democrática apanágio do partido de Adelino Amaro da Costa.

 

 

 

 

De Ruas o que já sabíamos…

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capa.inddPassados seis meses sobre a sua saída do Município viseense, Fernando Ruas, o cidadão, ex-autarca e mais que provável futuro eurodeputado responde às perguntas do jornalista e director do jornal do Centro, António Figueiredo. A entrevista, até pelo encadeamento das perguntas, trespassa a ideia de um Fernando Ruas mal resolvido com um passado recente que resultou de um outro de 24 anos de causa pública. É sabido, público e notório que Fernando não foi, é, ou será, um indefectível de Almeida Henriques. Também, de igual modo, todos sabem que o candidato de Fernando era outro e todos sabemos que Almeida Henriques, dotado, para espanto de alguns, de uma fleuma quase britânica, suportou tudo ou quase tudo o que aconteceu na pré e na campanha eleitoral propriamente dita. António, numa primeira fase sujeitou-se, posteriormente… manteve, ao contrário do que alguns perspectivavam e queriam, a postura institucional, talvez aqui e ali ponteada por algumas fraquezas… Com um Ruas politicamente correcto até aqui, António apenas divergiu nas opções políticas, mantendo sempre e fazendo questão de o referir, o devido respeito por quem o antecedeu.

O ambiente no “ar” era quase tenso, os homens de Ruas pediam que este alguma coisa disse-se, os de António mantinham o foco no desenvolvimento da gestão política do novo ciclo. Percebia-se essa tensão, os mais atentos viam-na em pequenas mas bem claras nuances, mas o verniz nunca estalou.

Este introdutório serve para balizar e contextualizar estas respostas de Fernando Ruas, numa entrevista que António, Figueiredo que não o outro, soube conduzir de forma hábil, levando as respostas ao encontro das perguntas e da polémica que em surdina ia vegetando.

Afinal era verdade, tudo o que se dizia em surdina mas à boca cheia sob o pensamento de Ruas, o próprio o disse de imgresviva voz e em discurso directo. O homem, apesar de não o dizer abertamente, ainda acalenta o sonho e a vontade de voltar a uma casa onde já foi feliz, tem registado e não tem gostado de algumas nuances comunicacionais deste novo executivo, aqui, talvez, digo eu, por essa ter sido uma das suas grandes pechas nos 24 anos de posso, quero e mando, mas só até ao Caramulo…

Ruas tem todo o direito a dizer o que pensa, e dizer do que gosta e do que não gosta, aliás, sempre foi homem de grande frontalidade, não deixou de o ser.

Em relação ao passado e presente, este conjunto de respostas correspondeu apenas a uma confirmação pública do que já se sabia, Ruas não digeriu o processo de regeneração autárquica e ao bom estilo de outro beirão, deixa no ar um “agarrem-me” senão eu volto…

Interessante a visão e o querer de Fernando Ruas em relação ao seu mandato como deputado europeu. Pessoalmente,Unknown-1 já o disse e escrevi anteriormente e com a minha assinatura como sempre faço, acho que Fernando Ruas reúne condições para fazer um bom mandato como deputado europeu, ao contrário do que outros “snobs” possam querer fazer passar, estou convencido que Ruas se poderá constituir como a voz, junto da Europa, de toda uma região centro com epicentro na cidade-região de Viseu e que, pasme-se ou não, tem e terá em António Almeida Henriques o seu líder político, ironia do destino…

Resumindo e concluindo, interessante conversa trazida à estampa pelo Jornal do Centro, a cumprir o seu papel, daquelas para ler, guardar e aguardar pelas cenas dos próximos capítulos…

Tem a palavra, ou talvez não, António…

 

 

Candidatos já há…

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1976932_737195492972146_55870159_nA 26 de Março do corrente ano dizia eu por aqui, com o afã e alegria natural de quem vê a “coisa” a andar, que ” o CDS já mexe”, isto após ter aqui, ali e acolá alertado para a inércia administrativa do CDS local, a qual contribuía e contribui para o desacerto político que tem caracterizado os últimos tempos, apesar da boa vontade de uns quantos…

Retomando e na senda do  26, de Março que não o de Abril, eis que em jeito de “grito do Ipiranga” e lembrando um sucesso musical de outros tempos, Carlos Cunha, já refeito da ida ao “confessionário” e acolitado nuns quantos militantes, resolve dizer “eu estou aqui!”, acrescentando logo de seguida ao que vinha.

Talvez apenas por mero lapso de esquecimento, quero crer que não por uso do lápis, a página do CDS Viseu no facebook a nada disto faz referência… ao contrário e como se impunha, em 28 de Março dava eco à candidatura de Joana Couto de Sousa.

joana_coutoSe saudei e saúdo a candidatura da Joana Couto de Sousa, o mesmo faço em relação ao Carlos-Cunha1Carlos Cunha e ao seu propósito em ser candidato. A meu ver o CDS só tem a ganhar com a pluralidade e a dinâmica de várias candidaturas. É a demonstração da vitalidade e existência efectiva do CDS em Viseu, um sinal claro para dentro mas, sobretudo para fora, num momento importante da vida política e quando uns quantos já vaticinavam a letargia definitiva da estrutura  concelhia do CDS.

Se candidatos já temos eleições é que não… anunciadas para o pós-europeias o certo é que nada se sabe sobre a data de realização das mesmas. Certo é que o tempo vai passando e o desacerto político vai-se mantendo…

Já é mais que tempo de acabar com esta “brincadeira”, ou será que ainda não perceberam que quem perde é o CDS?

 

 

40 anos, tempo de a estória encontrar a história.

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Com a Páscoa passada, o “glorioso” Benfica campeão e, ainda, a lutar em mais 3 frentes e já em plena Primavera que não a de Praga, mas que alguns julgam de Viriato, eis que se aproxima o 24, véspera dessa madrugada do “dia inicial inteiro e limpo”, nas palavras de Sophia, e “onde emergimos da noite e do silêncio” mas onde, digo eu, 40 anos volvidos, tantos quantos levo de vida, a estória ainda não se reencontrou com a história desse 25 de Abril que não é do povo, mas sim de um punhado daqueles que agarrados a um passado que já foi, continuam a viver em tempo de vésperas de um outro 25, que ao povo deu a oportunidade de fazer seu esse Abril de que tanto falam.

imagesA estória da história de Abril não são só cravos em canos de espingardas… A par de uma liberdade que nem todos queria, mas em nome dela, muitos dos que nos dizem heróis, foram protagonistas de crimes lesa pátria. Porque a memória dos Homens não se apaga e porque a estória e a história nem sempre coincidem em si, convém lembrar que a Marcelo sucedeu um denominado PREC – Processo Revolucinário em Curso – e os governos gonçalvistas que tudo nacionalizaram ou destruíram com as consequências que conhecemos, que a uma “PIDE/DGS” sucedeu um COPCON liderado por esse grande democrata que foi e é, dizem, o camarada Otelo Saraiva de Carvalho,  que baseava  a sua acção na prisão discricionária de tudo o que na sua visão achatada correspondia ao “capital” ou apresentava uma ameaça à “liberdade”que preconizavam, liberdade essa de inspiração albanesa e na qual apenas cabiam os camaradas revolucionários…

Foram tempos de desmando, que custaram e custam, ainda hoje, muito ao país e a outros que abandonámos.

40 anos volvidos é tempo, mais do que tempo, de exorcizar esse passado, de ver a estória da história, de compreender que Abril foi e é importante, mas não esquecer, que muitos preconizavam um Portugal amordaçado, de influências extremistas pró-soviéticas ou nelas inspiradas. É tempo de escrever verdade nos compêndios de escola. É tempo de perceber porque alguns desses heróis regressaram aos quartéis e outros “engordaram”quando o país precisou que crescessem. É tempo de perceber que Abril foi tempo de vésperas de um Novembro, que apesar de outono, trouxe a esperança dessa madrugada, desse dia em que “livres habitamos a substância do tempo”…

40 anos volvidos sobre Abril, é tempo, não de vésperas, mas de fazer com que a estória da história se encontre com a história da estória.

Honremos Abril, lembrando Novembro, o seu 25… o Portugal livre de hoje…

 

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